segunda-feira, setembro 30, 2002


AVISO:

Os comentários não funcionam há imenso tempo.
Se quiser escrever-me faça-o directamente via e-mail.

El sol es su padre, la luna es su madre.
El viento le ha llevado en su vientre.
La tierra es su nodriza.




Si es hecho tierra, su fuerza está entera.
Separarás la tierra del fuego,
lo sutil de lo espeso,
con gran industria.
Sube de la tierra al cielo,
de nuevo desciende a la tierra,
y recibe la fuerza superior e inferior.



UMA RECEITA DE ALQUÍMICA DE SOLUCIO


Dissolve então sol e lua em nossa água solvente, que é familiar e amigável, cuja natureza mais se aproxima deles, como se fosse um útero, uma mãe, uma matriz, o princípio e o fim de sua vida. E esta é a própria razão pela qual eles são melhorados ou corrigidos nesta água, porque o semelhante se rejubila no semelhante... Assim, convém te unires aos consaguínios ou aos da tua espécie... E como o sol e a lua têm sua origem nesta água, sua mãe, é necessário, portanto, que nela voltem a entra, isto é, no útero de sua mãe, para que possam ser regenerados ou nascer de novo, e com mais saúde, mais nobreza e mais força.


in Secret Book of Arthius



Olalá... Agora é que estão fritos...todos os mentirosos no caldeirão, os políticos...
os economistas, os falsos espiritualistas,
os que se negam a si mesmo e se traiem...
os criminosos oficiais pagos pelos estados para destruir e matar...


A BRUXA E A SACERDOTISA


A MULHER COMO CURADORA DOS CORPOS E DAS ALMAS...

A tradição curativa ou terapeutica relacionava-se originalmente com a Deusa e com as sacerdotisas e feiticeiras ligadas estas ao culto da Grande Mãe, Senhora da Natureza e das Fontes, como princípio procriador e nutriente. A Mãe e Deusa e Mulher, não só alimentava e cuidava a criança como curava de todos os males pelo seu Dom inato e também pelo poder inerente ao amor livre da mulher que alimentava do seu corpo tanto a criança como o amante. A mulher não só dava à luz a criança como iluminava o homem iniciando-o no amor. Só depois do culto da Deusa Ter sido destruído pelos bárbaros kurgans, hebreus e aqueus, os homens usurparam esses poderes da Mãe e passaram eles a usar a Magia antes Branca (A Deusa Branca!) agora Negra (da cor das suas vestes) em toda a negritude de ódio implantando e o medo que incutiram nas mulheres que escravizaram e vendiam a seu belo prazer. Esse medo ainda impera no inconsciente das mulheres que continuam dominadas e exploradas por Mafias modernas no dito mundo civilizado. E esteja a mulher coberta por um véu no Oriente ou nua no écran no Ocidente a dominação patriarcal é igual! Eu creio que nenhuma Mulher será livre e digna enquanto houver uma só mulher no mundo obrigada a prostituir-se! As mulheres não querem que os seus filhos morram nas guerras e sublevam-se, mas deixam as suas filhas serem prostituídas pelos seus pais e irmãos... Porque a ordem patriarcal - o dinheiro e a guerra! - ainda domina o mundo em detrimento das mulheres!

Os cristãos não fizeram mais do que usurpar e imitar as sacerdotisas curadoras dos templos da Grande Deusa...

(...) A palavra grega therapeuein, curar, significava, originalmente, “serviço aos deuses”. Por conseguinte a cura ocorria, de início, num contexto sagrado. Filo faz referência a um grupo de judeus contemplativos, pré-cristãos, que chamavam a si mesmos Therapeuts, “quer porque professavam uma arte medicinal mais eficaz do que aquela que tinha emprego geral nas cidades (já que esta apenas cura os corpos, ao passo que aquela cura almas que se acham submetidas ao jugo de moléstias terríveis e quase incuráveis, infligidas pelos prazeres e apetites, temores e sofrimentos, pela cobiça, pelos desatinos, pela injustiça e por todo o elenco da inumerável multidão de paixões vícios), que por terem sido instruídos pela natureza e palas leis sagradas a servirem o Deus vivo”. Portanto, psicoterapia significa, em termos essências, serviço à psique.

In “ANATOMIA DA PSIQUE” de Edward F. Edinger


MULHER SELVAGEM


Ó minha Mãe Selvagem, põe um feitiço.
Na minha boca, uma praga
E no meu coração palavras mágicas.



Abre-me a cortina da tua Sabedoria Eterna
E deixa que numa dança envolvente, no meu ventre,
Eu diga bem alto aquilo que a minha alma sente!



Se for preciso rasga o meu peito com as tuas mãos,
As tuas garras!
E como a grande parteira dos tempos
Faz com que dele nasça a palavra ardilosa
Que cure e traga as mulheres que de ti se perderam
E voltem à tua casa, ó Feiticeira poderosa
.


Deixa que busque e encontre mulheres feridas de morte,
Como cadelas abandonadas e as jovens violadas,
As velhas solitárias e desprezadas, as mães maltratadas,
Por bestas e ogres...



Ó minha Mãe Selvagem, antes que prossiga a viagem,
Eu preciso da marca do teu poder na minha fronte...



Grava bem a ferro e a fogo forjado o sinal da tua força e vontade!
Dá-me Asas ou uma vassoura para correr os ares... E garras!



«ANTES DO VERBO ERA O ÚTERO»

(livro a editar brevemente)

domingo, setembro 29, 2002

O CÉU E A TERRA - A ALMA E O CORPO

(...)
Nestes casos, o que verdadeiramente transporta e fascina é a "mulher do espírito" ou a "mulher oculta" a que já nos referimos, e o ser humano correspondente serve unicamente de intermediário para a experiência ou activação desta mulher. Uma imagem primordial que transportamos em nós, nas camadas profundas do nosso ser, manifestando-se em circunstâncias determinadas ao encontro de uma pessoa real, dando origem a uma espécie de transe clarividente e ébrio: pois a imagem que transportamos em nós é também o eterno feminino pressentido objectivamente no ser amado, o qual sofre então um processo muitas vezes fulgurante de transubstanciação, com o sentido de um quase total desnudamento, duma aparição efectiva, de uma hierofonia (...)

in"A METAFÍSICA DO SEXO" - Julius Evola




(…) Pensa em mim que não sonho senão com o teu clarão onde adormece o luxo alegre de uma terra e de todos os astros que conquistei para ti adoro-te e adoro os teus olhos e abri os teus olhos abertos a todos aqueles que viram e darei a todos os seres que os teus olhos viram vestidos de ouro e de cristal vestidos que deverão tirar quando os teus olhos os tiverem embaciado com o desprezo.


Sangro no meu coração as iniciais do teu nome num estandarte que são todas as letras de que o z é a primeira no infinito dos alfabetos e das civilizações onde te amarei ainda, pois queres ser minha mulher e pensar em mim nos países onde já não existe termo médio.


O meu coração sangra na tua boca e volta a fechar-se na tua boca...


Tu virás tu pensas em mim tu correrás nas tuas treze pernas cheias...


...Quero ver-te chegar como as fadas.



In «A IMACULADA CONCEPÇÃO» de André Breton e Paul Éluard

sábado, setembro 28, 2002



O que eu fui o que é?
Relembro vagamente
O vago que não sei quê
Que passei e se sente.


Se o tempo é longe ou perto
Em que isso se passou,
Não sei dizer ao certo.
Que nem sei o que sou.


Sei que me hoje agrada
Rever essa visão
Sei que não vejo nada
Senão o coração.




Fernando Pessoa




Autrefois, dans une autre vie,
J'ai eu peut-être
Une fenêtre
Ouverte sur la nostalgie.



Fernando Pessoa - Inéditos...






Oh, elle
Celle
Qui est si belle.
Est toujours la femme d'autrui.



...E EU?


(Ainda Fernando Pessoa...)

sexta-feira, setembro 27, 2002



NAS ASAS DE MAAT

"IR CONTRA A EVOLUÇÃO DAS COISAS É IR CONTRA TI MESMO.

SE VAIS CONTRA A EVOLUÇÃO DAS PESSOAS,

COISAS, SITUAÇÕES, EVENTOS QUE HÁ NO MUNDO,

ESTARÁS INDO CONTRA TI MESMO."


" Este princípio está baseado sobre uma lei cósmica, a lei mais importante que rege o universo. É a lei que diz que o Criador está em toda a sua criação. Como Criador, criou tudo o que há. Aí está Ele presente em cada partícula, em cada átomo da sua criação. O todo está em tudo, e o todo está em todas as coisas. É por isso basicamente, que, se vais contra a evolução das coisas estás indo contra ti mesmo.

A vida é una e pulsa em todos os reinos do Cosmos: pulsa no reino mineral, no reino vegetal, no reino animal, nos planetas, nos sóis, na água, no fogo... Onde quer que pouse o teu olhar, aí há movimento e movimento é vida, e a vida evolui, a vida é una. O mesmo impulso de vida que sentes no teu peito, no teu coração, a mesma consciência que pulsa em ti, está na pedra, no animal, nas árvores, está nas demais pessoas, e a vida evolui de formas imperfeitas em direcção a formas perfeitas. Do mais denso ao mais subtil, do mais material ao mais espiritual, por isso, se freias a evolução de qualquer partícula de vida, estarás freando a evolução da mesma vida que pulsa em ti.

Agora bem, como pode esse princípio ser levado a cabo na vida moderna que levamos?
Simplesmente reflete comigo: se o princípio diz que ir contra a evolução das coisas é ir contra ti mesmo, está dizendo, por outras palavras: se te empenhas e ajudas as coisas a evoluírem, cada uma segundo o seu padrão, estarás evoluindo tu mesmo, não é assim? Ou seja, se tu ajudas outras formas de vida a evoluírem, não estarás, por acaso, ajudando a mesma partícula de vida que pulsa em ti, que é una com as demais, a evoluir também?"


(...)

"Não gostarias que no teu pequeno mundo todas as pessoas progredissem, triunfassem, fossem felizes?

Consegue-o tu primeiro! Sê tu feliz!"




Vejo passar os barcos pelo mar,
As velas, como asas do que vejo
Trazem-me um vago e íntimo desejo
De ser quem fui, sem eu saber que foi.
Por iso tudo me lembra o meu ser lar,
E, porque o lembra, quanto sou me dói.



**** ****


Exígua lâmpada tranquila,
Quem te alumia e me dá luz,
Entre quem és e eu sou oscila.


in "Poesias Inéditas" - Fernando Pessoa

quinta-feira, setembro 26, 2002




ORAÇÃO A HATHOR

"Ó vós que estais nas margens do céu ocidental,
que vos alegrais de ir ao encontro de Hathor
e desejais ver a epifania da sua beleza!
Eu dou a conhecer a sua essência,
digo diante dela que me alegro com a sua vista.
Meus braços fazem o gesto certo:


Vem a mim, vem a mim!
Meu corpo fala e meus lábios repetem música dos sacerdotes de Hathor,
música de milhões de sons e centenas de milhar.
Eu sou quem faz com que o cantor da manhã inspire música diàriamente
para Hathor,
e todas as horas em que deseje
que o teu coração se alegre com a sua música"
.

Império Novo - 1550 - 1070 a.C.



Eh, como outrora era outra a que eu não tinha!
Como amei quando amei! Ah, como eu via
Como e com olhos de quem nunca lia
Tinha o trono onde ter uma rainha.

Sob os pés seus a vida me espezinha.
Reclinando-te tão bem? A tarde esfria...
Ó mar sem cais nem lado nem maresia,
Que tens comigo, cuja alma é a minha?


Sob uma umbela de chá em baixo estamos
E é subita a lembrança
Da velha quinta e do espalmar dos ramos
Sob os quais a merendar - Oh, amor da glória!
Fecharam-me os olhos para toda a história!
Como sapos saltamos e erramos...


FERNANDO PESSOA


A DEUSA

Ah, verdadeiramente a deusa! -
A que ninguém viu sem amar
E que já o coração endeusa
Só com sòmente a adivinhar
.

Por fim magnânima aparece
Naquela perfeição que é
Uma estátua que a vida aquece
E faz da mesma vida fé.


Ah, verdadeiramente aquela
Com que no túmulo do mundo
O morto sonho, como a estrela
Que há-de surgir no céu profundo.


IN poesias inéditas - FERNANDO PESSOA

terça-feira, setembro 24, 2002




"CABE ÁS MULHERES REDESCOBRIR O FEMININO,
DAR À LUZ UMA ALMA NOVA,
CAPAZ DE ASSUMIR A SUA DIMENSÃO CÓSMICA."


"A mulher é o canal
chamem-lhe inferior ou superior, já que é os dois,
ela que pode, sem intermediário,
religar a Terra e o Céu."


Antónia de Sousa - "OS PORTAIS DO TEMPO"


DA MEMÓRIA DO MUNDO

Desenho, Escultura e Escrita

Inauguração da Exposição

Domingo, 29 de Setembro de 2002
Das 17 às 21Horas na ART FOR ALL


19h30 Récita de excertos de
"OS PORTAIS DO TEMPO".


GALERIA ART FOR ALL -
Rua de Luanda, 914 A & B
(Bairro do Junqueiro)
PAREDE

segunda-feira, setembro 23, 2002




L'oeil est donc
comme une image-symbole évoquant la notion de santé physique,
que le candidat à l'immortalité est censé retrouver dans le monde de la vie éternelle.
Le symbole de l'œil se réfère également au mythe cosmogonite du démiurge,
et à celui d'Horus.



Ó meu coração de minha mãe, ó meu coração da minha mãe, víscera do coração das minhas diferentes idades,
não te levantes contra mim em testemunho, não te oponhas a mim em tribunal, não mostres hostilidade contra mim na presença do guarda da balança!


Tu és o meu Ka que está no meu corpo, o Knum que torna prósperos os meus membros. Dirige-te para o bem, que nos está preparado no além! (...) Não inventes mentiras contra mim perante o grande deus, senhor do ocidente! Vê: da tua nobreza depende seres proclamado justo.

in "LIVRO DOS MORTOS" do Antigo Egipto
Vi um anjo deste tempo
arrogante e cruel
com a sua espada afiada
que desfere golpes
sobre a raça inferior,
vítimas da paixão humana.

Com ela pinta o céu e as estrelas,
é guardião de portais,
mas enfurecido decepa cabeças
e fá-las rolar nas suas aspirais...

Inumano anjo celestial,
preso da sua cósmica intriga
olha superiormente
a base da Pirâmide,
mas não vê
que é a Base que suporta o Vértice!




fÓRMULA PARA REPELIR UM OBSTÁCUL QUE IMPEDE DE FALAR, (COLOCADO) NA BOCA


" TU que coroas as cabeças e os pescoços, que pões na boca dos bem-aventurados e os impedes de falar, calando, o poder mágico que está nos seus corpos, tu não me verás com estes olhos com os quais tu vês, com as tuas pernas. Vira o teu rosto para trás, e vê os mutiladores de Shu que vêm na tua comitiva para cortar a cabeça e cortar o pescoço, conforme a petição daquele que preserva o seu senhor, por causa daquilo que tu disseste que farias contra mim: colocar na minha boca um obstáculo que impede de falar, cortar a minha cabeça e o meu pescço, e fazer calar-se o poder mágico que está no meu corpo, como aquilo que tu tens o hábito de fazer aos bens-aventurados, em relação ao poder mágico que está no seus corpos.

Para trás! Recua perante estes dois propósitos que Isis disse quando tu vieste para por na boca de Osíris um obstáculo que impede de falar, por Set, seu inimigo , dizendo a seu respeito: "Que o teu rosto pertença aquele que está atrás de ti, ó Face de Leão!" e "que a chama do olho de Hórus saia contra ti do interior do olho de Atum danificado, o senhor da noite, e que ele o devore! Recua perante mim! A abominação de ti está em mim e vice-versa" Se tu vens junto de mim, eu falarei contra ti: - "Recua perante os mutiladores de SHU!"


O LIVRO DOS MORTOS E DA VIDA DO ANTIGO EGIPTO

MAAT

Mãe: protege-me,
das injúrias, calúnias
e de quem me persegue.

Guarda a minha alma
de prejúrios, intrigas e malefícios,
de pensamentos nocivos,
de intenções preversas...

Guarda o meu coração no teu coração e
livra-me de toda a contaminação maldosa
de almas ignorantes que julgam curar...


DA MESTRIA DO GATO À DEUSA GATA, DEUSA DO EROTISMO,


DEDICADO À QUEM AMA OS GATOS

A MESTRIA DO SER (OU NÃO SER...)

(...) O ser humano ainda não iluminado pela sua consciência espiritual quanto aos valores reais ou relativos, deixa o seu mental apoiar os desejos instintivos do seu ser inferior, cujas exigências anárquicas criam tumultos de aceleração de impaciência, e de caprichos incoerentes.
Sofrendo dessas influências, o Autómato humano assemelha-se a certo tipos de animais. O cão treme de impaciência diante do osso avidamente desejado. A inconstância do macaco é típica pela sua dispersão de ideias. A agitação da mosca lança-a para a armadilha da aranha. A pressa é a preocupação da abelha pelo dever social; é também a inquietação da formiga que tem sempre qualquer coisa que fazer, mas que se precipita em voltas supérfluas, sabendo a direcção, mas não a maneira de contornar os obstáculos
.


Ao contrário de outros animais que nos dão uma lição de mestria,
sendo exemplo disso o gato cuja sabedoria é um modelo porque junta a maior paixão à mais indiferente calma.



Na sua imobilidade reflecte o seu salto, sempre exacto;
a força dos seus rins é proporcional ao relaxe do seu sono:
há no seu sono, o abandono da criança recém-nascida,
enquanto que o seu instinto está sempre de vigília;
a sua leveza sem resistência torna a sua queda sem perigo;
Caça e luta são para ele alegria do jogo: ele caça sem ódio e joga sem finalidade;
constantemente pronto ao ataque sem animosidade,
e pronto a defender-se sem apreensão:
vencedor indiferente, ele nunca é vencido.



A serenidade é o fruto da independência.
Cria em ti esta independência, que não é indiferença, mas neutralidade face às impressões recebidas do exterior: bonito e feio, bom e mau, alegre ou triste, agradável ou penível... Um a coisa é discernir as qualidades, outra é deixá-las afectar a nossa disposição.
(...).
La paz sobre esta Terra não pode ser a supressão das forças opostas, mas a sua conciliação no interesse de um fim comum: a vida indestrutível.


In « L’OUVERTURE DU CHEMIN » de ISHA s. DE LUBCZ

O LIVRO essencial do Conhecimento iniciático do Egipto



O GATO NO ANTIGO EGIPTO


A Deusa com cabeça de gata, Bastit, era a irmã de Sekhemet da qual ela representava o aspecto doce. Ela bebe leite enquanto que Sekhemet bebe sangue...
(...) Algumas vezes Bastit tem na sua mão a cabeça de Sekhemet, para mostrar que ela pode esconder esse outro lado...
O gato era o animal sagrado em Bubaste,onde Bastit tinha o seu Templo; os gatos eram intocáveis e quando morriam eram embalsemados.
O gato tem um aspecto lunar e um aspecto solar. Ele é dotado de uma extraordinária flexibilidade da coluna vertebral e dum poder energético intenso.


In HER-BAK “DISCIPLE”
( Isha S. De Lubicz)





BASTIT


Lembras-te? foi em Tenterys,
Quando a Deusa com máscara de gata
Dançou e lançou um feitiço quando te viu?
Levou-te com ela; desde aí fiquei só.



Lembro-me da terra vermelha, da minha sede,
Da tua miragem,
Lembro-me da noite vir...do teu doce e terno sorrir,
Da sede da tua boca, do teu corpo a escaldar...
E não tive medo, antes ri quando uma pequena serpente
Me entrou no coração
E gentilmente o seu veneno me adormeceu.



Agora me lembro, queria ir contigo a Denderah
Ver Bastit no seu altar
.


Queria lembrar-me quem era,
Se tua mãe, tua amante ou tua irmã
.


Anda comigo a Ta Mery, ver Hathor, ouvir cantar...


Adoro a mulher dourada
Louvo a sua majestade
Celebro a senhora do céu
Canto os louvores a Hathor
E a sua glória soberana.
..


domingo, setembro 22, 2002




"MIRACLE"


"Doce será o leito onde estender o meu corpo."


"Longamente em sonhos falei com Afrodite"


"Se passares por Creta vem ao templo sagrado,
onde mais grato é o pomar de macieiras
e do altar sobe um perfume de incenso."




in POEMAS E FRAGMENTOS - Safo



ESTE BLOG É DE MULHERES E DEUSAS E DE HOMENS QUE AS ADOREM...


"Pascal dizia: "Beau mot, mauvais caractèr". E é. Por exemplo há uma cena a que assisto, e surge-me o comentário extremamente espirituoso; se digo, "não vou dizer, que isto vai ferir", já é uma atitude de amor. Não é difícil se existir um impulso amoroso mais forte do que o impulso de sedução. A pessoa inventa uma graça para seduzir. A pessoa que cede demasiado ao espírito pode ter um mau carácter, porque ofende, porque toca num ponto sensível do outro."

"A MULHER NÃO PRECISA DE SE TRANSCENDER COMO O HOMEM PRECISA. COMPLETA-SE NELA PRÓPRIA."

AGUSTINA BESSA-LUIS - INtREvista no DNA


Sagradas são as Pedras e sagrado é o Mar e a Terra e tudo o que nasce...
Sagrado é o teu ventre Mulher em que a minha alma acolhes...



"Quem é esta que surge como a aurora,
formosa como a lua, brilhante como o sol,
majestosa como um exército embandeirado?"


Cântico dos cânticos...

"...mais doce ainda que o canto da lira
...e mais que o oiro
doirada"


Fragmentos - Safo

Ah! Quem me dera ser éter, volatilizar-me, subir no ar,
ser a essência que no espaço infinito te dá alento e forma,
ser minha a tua própria vida e eu não ser nada...


"Mulher Incesto"

sábado, setembro 21, 2002

8888 - VISUALIZAÇÕES...




Diz-me, ó Mestra do Templo Oculto! Podes dar descanso aos meus pés fatigados, que parecem Ter andado muito pelos caminhos poerentos da vida?

Olhou-me longa e gravemente antes de me responder.

“Há sete caminhos abertos ante ti, ó Buscador! Sete degraus aguardam para serem galgados pelo homem que deseje entrar no meu reino secreto. Sete lições devem ser aprendidas pelos seres humanos que anseiem ver a minha face desvelada.

Enquanto não tiveres percorrido todos estes caminhos, subidos todos estes degraus e aprendido de cor todas estas lições, não poderás Ter descanso para os teus pés nem para a tua alma.”“.

Sua voz meiga, que parecia vir de miríades de eons, ressoou pela Grande Sala do Templo.

- Quais são esses caminhos, ó Mãe Divina?

Respondeu-me:

“Um é o Caminho que leva a Muitas Moradas, outro, a Via que conduz ao Deserto; terceiro, a Rua onde brotam Flores Vermelhas; quarto, a Subida para as Altas Montanhas; quinto, a Descida nas Cavernas Obscuras; sexto, o Caminho do Eterno Errar, e o sétimo e a via de Quietude Silenciosa”.

Perguntei:

- Quais são esses sete degraus?

“O primeiro - disse Ela - é o das Lágrimas; o segundo, a Oração; o terceiro, o de Trabalho; o quarto, o Repouso; o quinto, o da Morte; o sexto, da Vida, e o último é o da entrega”.

E as sete lições que deve aprender o ser humano, ó Mãe! Quais são?

“O Prazer - respondeu - é a primeira e a mais fácil; a Dor é a Segunda; o Ódio a terceira; a Ilusão a Quarta; a Verdade a Quinta; o Amor a Sexta, e a Paz aprende-se por último”.

Ponderei a respeito do que ouvi.

A Mestra do Templo Oculto então se levantou e retirando-se da Grande Sala, vi nas suas costas uma estrela de ouro, e dentro da estrela, uma coroa resplandecente e duas meias luas de prata. Em baixo da coroa havia uma cruz branca, e ao redor da cruz, sete rosas vermelhas.

Na parede do fundo de um azul carregado vi aparecer, de súbito, muitas palavras brilhando como jóias. E foi-me ordenado ler só as últimas dessas palavras.”





in "O Egipto Secreto"

sexta-feira, setembro 20, 2002

"Esta herança dos séculos se sedimenta no "cálice" como camadas ardentes;
portanto aqueles que carregam o fogo da síntese se manifestam como se carregassem o fardo dos séculos."





"Amo os gatos porque amam a minha casa, da qual se tornam, pouco a pouco, a alma sensível".

JEAN COCTEAU

O gato vê mais e vê dentro e além de nós. Relaciona-se com fluídos, auras, fantasmas amigos e opressores.
O gato é médium, bruxo, alquimista e parapsicólogo.
É uma chance de meditação permanente a nosso lado, a ensinar paciência, atenção, silêncio e mistério.
O gato é um monge portátil à disposição de quem o saiba perceber.


A. de Távola






" Antes que amanheça o dia e as trevas desapareçam,
irei ao monte da mirra e ao outeiro do incenso"....


LUA CHEIA DE SETEMBRO...


(...)
Acordem!!! As forças negativas sabem que os relógios cósmicos apontam que é hora do Planeta Terra reestabelecer seu plano de luz, amor e poder. Sabem que é chegada a hora para a paz e prosperidade !

E sabem... que se isso ocorrer, não terão mais alimento do qual se nutrir na Nova Terra! Sendo assim, da mesma forma que nós empenhamos nossas forças rumo a Luz, essas outras forças empunham também suas espadas e não irão se dar por vencidas até o final de seus dias aqui.

E saibam, meus queridos: Cabe a vocês decidir qual força é Maior... Cabe a vocês a responsabilidade pelo vencimento dessa batalha.

Acordem e percebam que as marés estão começando a mudar com o amanhecer da esperança no horizonte. Trabalhadores da Luz em todos os lugares irão, em breve, começar a ver através de novos olhos conforme as veias da ilusão vão lentamente se dissipando. Claridade de Propósito e Visão estão destinadas aos nossos caminhos. Logo todos irão acordar com convicções de servir a luz e os propósitos Divinos.

Unam-se rápido e ancorem suas metas e objetivos elevados enquanto se preparam para o grande trabalho que necessita ser feito. Mantenham seu foco somente na luz e estejam atentos a tudo a sua volta e dentro de si, para que não sejam capturados mais uma vez pela ilusão, pela dúvida, pelo medo, pela falta de fé!

Mais uma vez, eu, juntamente com uma gama de Mestres e Seres que trabalham pela Terra, chamamos os cavaleiros encarnados dessa época, pois foi através de suas almas que um portal foi aberto, no passado, e permitiu que igualdade e balanço penetrassem na Terra.


(...)



"Toda tu és bela, ó minha Bem-amada,
e não há mácula em ti!
Vem do Líbano, minha noiva, vem do Líbano ter comigo,
do cume do Amana, do cume do Senir e do Hermon,
covis dos leões e montes dos leopardos"


"CÂNTICO DOS CÂNTICOS"

quinta-feira, setembro 19, 2002




Caminho para o Mundo Ardente

No caminho para o Mundo Ardente é preciso ter em mente que aquele que transmite liga as próprias energias com a Hierarquia. Tal compreensão leva à unidade do espírito, que é uno em sua essência.

Entre os seguidores do Ensinamento, os espíritos que tomam a si missões responsáveis devem ser especialmente notados. Quão mais responsável é carregar a síntese em comparação com a especialização !

O guia afirmado conhece todas as alegrias, toda a abrangência da síntese, mas ao mesmo tempo o peso de todos os fogos manifestados e não manifestados. Esta herança dos séculos se sedimenta no "cálice" como camadas ardentes; portanto aqueles que carregam o fogo da síntese se manifestam como se carregassem o fardo dos séculos.

O especialista, tendo um canal permanente para o fluxo de suas energias, raramente se sobrecarrega, mas o que carrega o fogo da síntese é um oceano tempestuoso de energias. O carma de quem carrega a síntese é muito belo, mas a carga é grande. Cada herança, mesmo se não se manifestar, vive e palpita no espírito. Um sentimento de não-satisfação e de aspiração para o aperfeiçoamento distingue os portadores da síntese.

Embora o caminho da especialização seja aparentemente difícil, o caminho do portador da síntese supera de todas as maneiras o caminho do especialista. Quantas buscas e conquistas abnegadas o portador da síntese revela na vida diária! Na verdade, cada fase do crescimento no caminho do portador da síntese é uma conquista do espírito. No caminho para o Mundo Ardente, é necessário reconhecer a conquista do portador da síntese ardente.

O indicador mais forte da conquista é a auto-abnegação. Atravessar o caminho da vida como um fio, passar por cimas de todos os abismos cantando, só é possível para o espírito abnegado.



( Agni Ioga - Mundo Ardente 1935 - p.74 )



"On aime d' amour ceux qu' on ne peut aimer autrement"

Natalie Barney

quarta-feira, setembro 18, 2002



“As palavras são mortalmente confusas” - herberto helder

“Tout vrai langage est incompréhensible” - antonin artaud

POESIA de Cruzeiro Seixas

As mãos que queriam o espaço
São agora raízes
Profundamente enterradas no interior das cabeças
Ali procurando o mar.

Em frente a terra seca
E o luar.

As coisas
Respondem ao eco
Como respondem os espelhos;
Sem Ter tempo para nos olhar
.



Miraculosamente afogado
Miraculosamente esmagado entre engrenagens
Fazendo amor de dia como se fosse noite
E de noite como se fosse dia.

Mas uma rosa que não era cor de rosa
Tombada
Lembrava que a noite
Não é uma mulher.

E tudo recomeçava
Muito para além da paisagem
Acredita
Quando os fruteiros transbordavam
De frutos proibidos.



O LIVRO“EU FALO EM CHAMAS”


"Afasta-te das pessoas que te procuram conquistar, aparentando nobreza e bondade e que parecem conhecer tudo.
No momento em que precisares de sua ajuda, elas se mostrarão como os teus opositores mais rancorosos e opressores, pois sempre colocarão em primeiro plano a execução daquilo que julgam como seus direitos e prioridades. Entre os pobres, estes são os miseráveis”.



(do livro “Os Anjos Protectores)



ROSAS E GUERRAS, PALAVRAS E CORES...
...é tudo ignorância diluida...


Não digas nada! Que hás-me de dizer?
Que a vida é inutil, que o prazer é falso?
Dí-lo de cada dia o cadafalso
Ao que ali cada dia vai morrer.
Mais vale não querer.

Sim, não querer, porque querer é um ponto.
Ponto no horizonte de onde estamos,
E que nunca atinges nem achas,
Presos locais da vida e do horizonte
Sem asas e sem ponte.

Não digas nada, que dizer é nada!
Que importa a vida, e o que se faz na vida?
É tudo uma ignorância diluida.
Tudo é esperar à beira de uma estrada.
A vinda sempre adiada.


Fernando Pessoa

terça-feira, setembro 17, 2002



Eu ví uma rosa - Uma rosa branca -
Sozinha no galho. No galho?
Sózinha no jardim, na rua.
Sozinha no mundo.
Em torno no entanto, ao sol de mei-dia,
Toda a natureza e, sombras e cores a sons resplendia
Tudo isso era excesso.
A graça essencial, mistério inefável - Sobrenatural -
Da vida e do mundo estava ali a rosa
Sozinha no galho.
Sozinha no tempo.
Tão pura e modesta, tão perto do chão,
Tão longe na glória da mística altura,
Dir-se-ía que ouvisse do arcanjo
as palavras santas de outra Anunciação.


Manuel Bandeira





AMÉRICA

QUANTO CUSTA UMA GUERRA?

“Cem mil a 200 mil milhões de dólares, ou euros, é quanto os especialistas admitem gastar na guerra contra o Iraque (...) a guerra contra o Iraque, diz qualquer especialista reputado, tem uma fase inicial de angústia de retracção de mercados e economias, mas rapidamente, pelos valores que estão em causa - baixos apesar de tudo - darão um incentivo poderoso à economia americana, e aos aliados que ajudarem, em todas as indústrias relacionadas com o aspecto militar, e que vão desde as fábricas de armamento à mais simples empresa de “catering”...Por outras palavras, e infelizmente, uma guerra, em que o vencedor está à vista, é sempre uma mais valia interna, devidamente contabilizada e estimada” (...)

Luis Delgado - in Diário de Notícias




QUANTO CUSTARIA A PAZ?

O terror histórico da caricata América contra países de todo o Mundo não tem comparação com a queda das suas Torres Gémeas.
A alienação do mundo e a hipocrisia dos governos e dos médias que exploram o ataque ao mundo "civilizado" e falam em "terrorismo" quando os americanos são os maiores criminosos da história depois de Hitler, não faz sentido a ninguém.
Toda a gente já esqueceu Horoshima Nagasaqui e em vez de Hiroshima deram-nos a ver o aniversário da Merylin Monroe?
Em vez de nos lembrarem do Vietnan e os horrores cometidos pelos soldados americanos mostram-nos os Óscares e as suas vedetas de silicone?




Globo Terra

Diz-me ó Musa, em que harém ou prostíbulo em que altar
ou rua do mundo andas disfarçada?
Em que outros mundos, ainda, altares e línguas Te vendem ó Mãe?
Na mais vulgar imagem de plástico, nas praças, em revistas pornográficas,
nos ecrans do mundo inteiro, como prostituta sagrada de um deus macho...
Em que Aparição? de Lurdes, de Fátima ou de Medugorge.

Nossa Senhora das dores e dos aflitos, branca e negra Mãe...
Enfermeira antiquíssima dos loucos e dos poetas,
Mãe da origem, credo de quantas nações?
Marianos do teu culto,
padroeira abençoada de Portugal.
Ainda és torturada no Afeganistão, em África e no Iraque...
Queimada viva, morta à pedrada e escrava,
Mãe da divindade incarnada, do crucificado homem
que te crucificou a ti também.
Ó Mãe dos humildes e dos orgulhosos, dos ricos e dos pobres
como pariste Tu esta Humanidade assim, saída do teu seio como serpentes venenosas,
sem paz nem abrigo, arrogante e vaidosa?
Ó Mãe do céu e da terra e do mar, que deste nome a Alá tu és o ventre sagrado,
em que toda esta humanidada fragmentada se mata!

Por umas miseráveis rupias, vende ainda o homem,
na India ou na China a mulher_ filha e irmã !
Por milhares de dólares, libras ou pesetas, vende o homem armas
que fabrica ao abrigo das políticas, polui o planeta inteiro por uma “economia” de mercado
de um novo Império que se destrói-se a si mesmo e à raça que domina
.

"ANTES DO VERBO ERA O ÚTERO"

segunda-feira, setembro 16, 2002




O FEMININO E A ECOLOGIA

(...)
"No nível mais profundo da psiquê, continuamos vinculados com a Mãe-Terra, que nos trouxe à vida e nos alimenta. A conexão entre o eu profundo e o mundo natural foi denominado de inconsciente ecológico, que estaria um passo além do inconsciente coletivo junguiano. Um espaço/tempo onde Psiquê encontra Gaia.

Quando o movimento feminino e o movimento ecológico se encontram, surge o Ecofeminismo, que busca uma nova visão de mundo, com ênfase nas transformações dinâmicas, nos processos cíclicos e na interrelação de todos os seres. Intimamente ligado a uma espiritualidade feminina, recupera o mundo natural como sagrado - matéria imbuída de espírito - revalorizando o corpo e suas funções, incluindo a sexualidade, o nascimento, o envelhecimento, a morte.

A espiritualidade feminina recupera a concepção da Deusa, entendida como esta totalidad que nos engloba a todos: mulheres, homens, plantas, animais, minerais. Ela é o próprio mundo e o princípio de vida que pulsa em cada ser criado. Ela é o ecosistema.

O que se busca é uma nova identidade humana, uma inteireza que inclua além da racionalidade, da auto-confiança e do poder do intelecto, os aspectos intuitivos, compassivos e o poder de cura de cada pessoa. Uma identidade humana que nos inclua, de modo consciente, na natureza sagrada de todos os seres na Terra.

Precisamos nos conscientizar que somos feitos dos mesmos elementos que constituem toda manifestação: terra, água, ar e fogo.

Nós somos parte - e apenas uma - do ecosistema!"




O ARQUÉTIPO DA MULHER SELVAGEM

"O arquétipo da Mulher Selvagem, bem como tudo o que está por detrás dele, é o benfeitor de todas as pintoras, escritoras, escultoras, dançarinas, pensadoras, rezadeiras, de todas as que procuram e as que encontram, pois elas todas se dedicam a inventar, e essa é a principal ocupação da Mulher Selvagem. Como toda a arte, ela é visceral, não cerebral. Ela sabe rastrear e correr, convocar e repelir. Ela sabe sentir, disfarçar e amar profundamente. Ela é intuitiva, típica e normativa. Ela é totalmente essencial à saúde mental e espiritual da mulher

E então o que é a Mulher Selvagem? Do ponto de vista da psicologia arquetípica, bem como pela tradição das contadoras de histórias, ela é a alma feminina. No entanto ela é mais do que isso. Ela é a origem do feminino. Ela é tudo o que for instintivo, tanto no mundo visível quanto do mundo oculto - ela é a base. Cada uma de nós recebe uma célula refulgente que contém todos os instintos e conhecimentos necessários para a nossa vida.
(...)
Ela é quem se enfurece diante da injustiça. Ela é a que gira como uma roda enorme. É a criadora dos ciclos. É à procura dela que saímos de casa. É à procura dela que voltamos para casa. Ela é a raiz estrumada de todas as mulheres. Ela é tudo o que nos mantém vivas quando achamos que chegamos ao fim. Ela é a geradora de acordos e ideias pequenas e incipientes. Ela é a mente que nos conhece; nós somos os seus pensamentos.
(...)
Onde vive a Mulher Selvagem? No fundo do poço, nas nascentes, no éter do início dos tempos. Ela está na lágrima e nos Oceano. Está no câmbio das árvores, que zune à medida que cresce.Ela vem do futuro e do início dos tempos. vive no passado e é evocada por nós. Vive no presente e tem lugar à nossa mesa, fica atràs de nós numa fila e segue à nossa frente quando dirigimos na estrada. Ela vive no futuro e volta no tempo para nos encontrar agora."

(...)

in "MULHERES CORRENDO COM LOBOS" - de CLARISSA PINKOLA ESTÉS

AS TRÊS GRAÇAS

Seus símbolos eram a rosa, o ramo de mirto e um par de dados.



“Eurinome, filha de Oceano, de sedutora beleza, deu ao deus três filhas, as Caritas de belas faces; Aglae, Eufrosina e a amável Talia [dos olhos onde brilhavam seus olhares brotava o amor que rompe os membros; o olhar é tão belo que brilha sob suas sobrancelhas”
(HESIODO, Teogonia, v.906 a 911).



PRAYER

Ave Maria cheia de graça...
Benditas sejam as mulheres,
Bendito seja o fruto da sua consciência,
corpo, almA, espírito, amen.

Rezo por uma unidade do ser mulher
dividido e repartido em partes desiguais.
Rezo para que a alma seja una e o espírito seja fecundo,
para que o corpo seja vaso!

...Ave Maria, mar, Maria sombra, anima minha amar-te.
Ave Eva, ave Maria, Lilith, Shekinah,
tantas vezes maldita, tantas vezes abençoada!
Tantas quanto a história foi contada.

...Ave Maria cheia de Graça,
Rainha do céu e da terra...
Nascida do mar: Afrodite, Artemisia e Hecate.

Ave Virgínia Woolf, Marguerite Yourcenar,
Clarice Lispector...
e todas as mulheres que ainda hei-de cantar.



in "MULHER INCESTO"

domingo, setembro 15, 2002

"It seems to me that those who dare to rebel in every age are those who make life possible—it is the rebels who extend the boundary of right, little by little."


—Natalie Barney, 1894





"UN PANIER DE FRAMBOISES"

"Ses mains sont chaudes comme si tous les baisers
qu'on leur avait donnés revivaient"

"Des saintes - et il y en a - seraient les seuls féministes éligibles
car elles triomphent de leur féminité et non à cause d'elle."

"Les moments nous changent plus que le temps."

NATALIE BARNEY


" Les amoureux fervents et les savants austères

Aiment également, dans leur mûre saison, les chats puissants et doux,

orgueil de la maison, qui comme eux sont frileux et comme eux sédentaires.


Charles Baudelaire: les chats "les fleurs du mal"

Excerto de uma Crônica de Artur da Távola

(...)

"Sim, o gato não pede amor. Nem depende dele. Mas, quando o sente, é capaz de amar muito. Discretamente, porém, sem derramar-se. O gato é um italiano educado na Inglaterra. Sente como um italiano, mas se comporta como um lorde inglês.

Quem não se relaciona bem com o próprio inconsciente não transa o gato. Ele aparece então como uma ameaça, porque representa essa relação precária do homem com o (próprio) mistério. O gato não se relaciona com a aparência do homem. Ele vê além, por dentro e pelo avesso. Relaciona-se com a essência. Se o gesto de carinho é medroso ou substitui inaceitáveis (mas existentes) impulsos secretos de agressão, o gato sabe. E se defende do afago. A relação dele é com o que está oculto, guardado e nem nós queremos, sabemos ou podemos ver. Por isso, quando surge nele um ato de entrega, de subida no colo ou manifestação de afeto, é algo muito verdadeiro que não pode ser desdenhado. É um gesto de confiança que honra quem o recebe, pois significa um julgamento.



O homem não sabe ver o gato, mas o gato sabe ver o homem. Se há desarmonia real ou latente, o gato sente. Se há solidão, ele sabe e atenua como pode (ele que enfrenta a própria solidão de maneira muito mais valente que nós). Se há pessoas agressivas em torno ou carregadas de maus fluídos, eles se afastam. Nada dizem, não reclamam. Afastam-se. Quem não os sabe "ler" pensa que "eles não estão ali", "saíram" ou "sei lá onde o gato se meteu". Não é isso! Precisamos aprender a "ler" porque o gato não está ali. Presente ou ausente, ele ensina e manifesta algo. Perto ou longe, olhando ou fingindo não ver, ele está comunicando códigos que nem sempre (ou quase nunca) sabemos traduzir.

O gato vê mais e vê dentro e além de nós. Relaciona-se com fluídos, auras, fantasmas amigos e opressores. O gato é médium, bruxo, alquimista e parapsicólogo. É uma chance de meditação permanente a nosso lado, a ensinar paciência, atenção, silêncio e mistério. O gato é um monge portátil à disposição de quem o saiba perceber.

Monge, sim, refinado, silencioso, meditativo e sábio monge, a nos devolver as perguntas medrosas, esperando que encontremos o caminho na sua busca, em vez de o querer preparado, já conhecido e trilhado. O gato sempre responde com uma nova questão, remetendo-nos à pesquisa permanente do real, à busca incessante, à certeza de que cada segundo contém a possibilidade de criatividade e de novas inter-relações, infinitas, entre as coisas.



O gato é uma lição diária de afeto verdadeiro e fiel. Suas manifestações são íntimas e profundas. Exigem recolhimento, entrega, atenção. Desatentos não agradam os gatos. Bulhosos os irritam. Tudo o que precise de promoção ou explicação os assusta. Ingratos os desgostam. Falastrões os entediam. O gato não quer explicação, quer afirmação. Vive do verdadeiro e não se ilude com as aparências. Ninguém em toda a natureza aprendeu a bastar-se (até na higiene) a si mesmo como o gato!

Lição de sono e de musculação, o gato nos ensina todas as posições de respiração ioga. Ensina a dormir com entrega total e diluição recuperante no Cosmos. Ensina a espreguiçar-se com a massagem mais completa em todos os músculos, preparando-os para a ação imediata. Se os preparadores físicos aprendessem o aquecimento do gato, os jogadores reservas não levariam tanto tempo (quase quinze minutos) se aquecendo para entrar em campo. O gato sai do sono para o máximo de ação, tensão e elasticidade num segundo. Conhece o desempenho preciso e milimétrico de cada parte do seu corpo, ao qual ama e preserva como a um templo.



Lições de saúde sexual e sensualidade. Lição de envolvimento amoroso com dedicação integral de vários dias. Lição de organização familiar e de definição de espaço próprio e território pessoal. Lição de anatomia, equilíbrio, desempenho muscular. Lição de salto. Lição de silêncio. Lição de descanso. Lição de introversão. Lição de contato com o mistério, com o escuro, com a sombra. Lição de religiosidade sem ícones.

Lição de alimentação e requinte. Lição de bom gosto e senso de oportunidade. Lição de vida, enfim, a mais completa, diária, silenciosa, educada, sem cobranças, sem veemências, sem exigências.

O gato é uma chance de interiorização e sabedoria posta pelo Mistério à disposição do Homem.








Que coisa meiga você é?

Encontrei o teste na MARVADA

Ainda o "Cântico dos Cânticos"

"Eu vos conjuro, filhas de Jerusalém, pelos veados, pelas gazelas do campo,
a que não acordei nem desperteis o meu amor antes que ele o deseje livremente."

sábado, setembro 14, 2002



CÂNTICO DOS CÂNTICOS


Prendeste o meu coração, minha irmã-noiva,
Prendeste o meu coração com um só dos teus olhares,
com uma só perola do colar do teu pescoço!
Como é delicioso o teu amor, minha irmã-noiva!...
Quão mais suave do que o vinho!
E o odor do teu perfume excede o de todos os aromas!
Os teus lábios, noiva minha, são como favo que destila mel;
debaixo da tua língua há leite e mel;
e o perfume dos teus vestidos é como o perfume do Líbano.

sexta-feira, setembro 13, 2002



Quando a bruxa se metarmorfoseia em Fada...
ou o que era antes da história dos homens tão mal contada...