quinta-feira, junho 30, 2005

O FEMININO RESGATADO
OU A POESIA NO COTIDIANO


A dimensão poética do feminino, que dá sentido à vida, não é exclusividade da mulher: ela faz parte da evolução de todo ser humano.

O que falta ao nosso mundo é a conexão anímica. A afirmação, de Carl Gustav Jung, poderia ser complementada por outra, de Roger Garaudy: Viver, antes de mais nada, é participar do fluxo e da pulsação orgânica do mundo.

A conexão anímica citada por Jung e a qualidade de vida proposta por Garaudy estão estreitamente vinculadas ao que chamamos de feminino no ser humano: um potencial interno a ser trabalhado tanto no homem como na mulher, feito de valores hoje considerados supérfluos, superficiais, pouco utéis para a luta pela sobrevivência básica e por isso relegados a um segundo plano.

Entre esses valores estão a estética, a intuição, a poesia, o raciocínio e o pensamento não lineares, os sentimentos, a sincronicidade, os sonhos... Abrir-se para o feminino, portanto, é entrar em um mundo de mistério e encantamento uma vivência poética que dá cor, entusiasmo e significado à vida. De acordo com Erich Neumann, um dos seguidores de Jung, a civilização ocidental vive uma crise motivada pelo excesso de valorização do masculino, representado pelo arquétipo do Pai, que leva à inflação espiritual do ego.
O reequilíbrio pode ser obtido aproximando-nos do inconsciente, representado pelo feminino, não só através do arquétipo da Grande Mãe, mas de todas as qualidades simbólicas do feminino pertinentes aos vários ciclos evolutivos da consciência.
Outro grande perigo da atualidade citado por Neumann é a desvalorização das forças transpessoais. Tudo o que não pode ser compreendido e analisado pelo ego não é encarado com respeito, mas simplesmente reduzido, como algo sem importância ou ilusório. Anulado, reprimido ou ignorado, o mistério perde sua força.


Assim, o universo perde seu caráter assustador, mas, sem o mistério sagrado que transcende o ego, a vida torna-se mecânica e sem sentido.
A vivência do feminino não torna menos árdua a luta pelos objetivos e metas propostas pelo mundo atual. Mas pode transformá-la em uma aventura corajosa e criativa, com surpresas agradáveis, mesmo através das dificuldades.
Pela sua própria condição biológica, a mulher está naturalmente mais próxima do feminino.
Ao contrário do que se poderia pensar, essa proximidade às vezes dificulta o desenvolvimento desse potencial, porque o coloca muito próximo de um nível de atuação inconsciente. Tanto quanto o homem, a mulher deve se esforçar conscientemente para diferenciar e desenvolver os valores pertencentes ao feminino.
O potencial feminino passa por um desenvolvimento simbólico ao longo da vida. Para estudar melhor as possibilidades que se abrem em cada fase evolutiva, vamos nos reportar ao referencial que propõe o analista junguiano Carlos Byington: fase matriarcal, patriarcal, de alteridade e cósmica.

Fase 1 matriarcal Aqui, o feminino encontra-se em seu próprio elemento, pois o arquétipo dominante é o da Grande Mãe.
Devemos observar, porém, que além das valores conhecidos, pertinentes ao aspecto maternal do símbolo, há outras características do feminino igualmente importantes.
Neste estágio psíquico, a consciência não se encontra ainda completamente destacada do inconsciente; é permeada pelo seu fluxo, tornando-se difusa e periódica.

Essa condição favorece muito a inspiração criativa, a intuição, qualidades que emergem de modo misterioso, não influenciáveis pela vontade do ego. Convém lembrar que o inconsciente é que é criativo, não o consciente. Portanto, maior abertura e proximidade do inconsciente favorecem a expressão criativa, em todos os níveis, seja ela artística, científica, ou uma busca de novas atitudes.
Outra qualidade do feminino à disposição de homens e mulheres é a consciência do tempo lunar, que enfatiza a qualidade, e não a quantidade de tempo.
Com o desenvolvimento desse potencial, podemos abrir-nos para a apreciação do momento mais favorável à execução de determinadas açõees ou objetivos. O tempo solar seria o pólo masculino, o que enfatiza a pontualidade e a exatidão da ordem cronológica temporal.

A compreensão relacionada com o feminino não se dá por um ato do intelecto. É o coração, e não a cabeça a sede da consciência matriarcal. No entanto, como as percepções estão conectadas com o ego, não podem ser consideradas inconscientes. A compreensão acontece por uma abertura afetiva a um novo conteúdo que, assimilado pela totalidade da pessoa, provoca uma alteração global e não apenas intelectual da personalidade. O feminino, com seu caráter restaurador (pois enfatiza a quietude, a tranqüilidade, o mistério), está ligado às qualidades noturnas. A força regeneradora do inconsciente atua em segredo e permite que nos aproximemos dessa dimensão, às vezes assustadora, da escuridão, através da suavidade da feminino. Para desabrochar com segurança, o crescimento, a regeneração, a transformação, precisam das qualidades femininas do silêncio, da paciência, da receptividade.
Outra qualidade importante é a ação pela entrega, pelo deixar acontecer, a ação pela não-ação dos orientais, o aprendizado do acolhimento, não só na maternidade biológica, mas no carregar e deixar amadurecer uma nova cognição, uma nova atitude.
Para a mulher, o maior perigo nessa fase é justamente atuar o feminino apenas no plano externo, concreto, projetando-o na maternidade biológica. Quando isso acontece, o feminino não se desenvolve no plano interno, simbolicamente, e então ocorre urna grande perda para a personalidade, em termos existenciais.

Para o homem, o feminino será realizado, necessariamente, como evento psíquico e não físico. E ele também tem que se defrontar com um perigo intenso: a permanente desvalorização do feminino.

Como a consciência deve se desligar do inconsciente e seguir para a fase patriarcal, tudo o que estiver ligado à fase matriarcal deverá ser momentaneamente desvalorizado para permitir o desligamento e a passagem à fase seguinte. No entanto, muitos homens (e mulheres também) permanecem fixados na desvalorização do feminino, encarando suas qualidades como algo negativo, a ser superado em definitivo, e não conseguem recuperar, em si mesmos, a força simbólica desse potencial.

Na fase matriarcal, o feminino desabrocha em sua plenitude para homens e mulheres e permanece durante toda a vida como fonte revitalizante de imensas possibilidades criativas e sensíveis, onde podemos nos nutrir para ampliar e enriquecer nossa essência humana.
(...) Continua

Vera Lúcia Paes de Almeida
Texto publicado na Revista THOT nº 58

quarta-feira, junho 29, 2005

Chegámos à Hora da Mãe.

Isto significa que os nossos pés estão a receber Energia Divina. Do âmago da matéria estão a chegar ondas Divinas. E não estamos a falar de Energia Telúrica. Nós estamos a falar da Brancura Suprema que existe no Coração da Terra. Indizível! Essa Brancura da Luz guarda os códigos Luminosos que negam a entropia em que a Terra entrou. A Mãe é o oposto da entropia. A Mãe não vem só para abençoar. Ela vem para Imortalizar!

A Mãe está a despertar na matéria, está a despertar do Seu Sono pelo Beijo do Logos Planetário, está a começar a galgar os abismos intraterrenos... Donde que, nós vamos ter, muito em breve, uma nova Fisiologia, uma nova Pediatria, uma nova Bioquímica, uma nova Química...

A alteração do ritmo do batimento da Terra é um dos avisos da Mãe de que Ela está a acordar...
O nosso aparelho precisa de se refinar e começar a dançar a Ascensão Terrestre. De ancorar a Luz que vem de baixo, com a Luz que vem de cima... Eu preciso de Espiritualizar os meus sentidos.

Se um ser se mantém num nível denso, ele não consegue funcionar como um fusível de ligação entre os dois Fogos. Na proporção que o ser vai ficando leve, ele vai sendo permeado pela Energia Intraterrena.

É no Alto da tua cabeça e no Profundo do teu coração que a Anunciação será feita !

André

terça-feira, junho 28, 2005

UM NOVO PARADIGMA É POSSÍVEL?

UMA NOVA DIMENSÃO?
(...)
O processo de despertar foi acompanhado de exercícios em lembranças. O mais profundo e verdadeiro sentido dessa palavra está contido aqui. Este processo veio rapidamente para alguns e muito mais devagar para outros. O tempo despendido no processo de despertar foi em parte determinado pelos acordos que foram pedidos para você cumprir nesta encarnação. Isto pode incluir, mas não é certamente limitado a tomar conta de membros da família, assistir outros na terminalização de seus próprios ciclos (construtivos ou destrutivos), bem como quaisquer outros compromissos assumidos previamente. Este processo tem sido muito diferente para cada ser e aqueles que despertam mais cedo em vez de mais tarde não estão necessariamente mais longe ou mais avançados que o próximo ser.

Além do despertar vem a liberação (tornando-os livres) de tudo que não está mais a seu serviço. Isto também já teve seu próprio tempo. Mais que em qualquer outra fase, este processo não poderia ser apressado. Liberação do passado, liberação das relações que não honraram seu novo paradigma, liberação dos assuntos de saúde que rodeiam o corpo pelo qual você assumiu responsabilidade durante esta encarnação, liberação de promessas passadas e de compromissos que não são mais válidos, liberação de medos baseados em experiências prévias ou existências passadas nas quais você não valorizou tudo da vida como sagrado, e liberação feita em benefício de outros seres ou outros mundos cuja responsabilidade você concordou em conduzir (isto é uma grande revelação para os que se chamam trabalhadores da luz).



Muitos de vocês vieram de outros mundos, outras dimensões e outras densidades. Vocês carregam em vocês uma impressão digital, não somente para vocês mesmos, mas para esses mundos. Vocês concordaram em traze-los junto com vocês para onde quer que vocês viajassem. Essas viagens agora os levarão ao próximo nível chamado ascensão, e por essa razão vocês tiveram mais que sua quota de trabalho a fazer, para trazer não somente a vocês mesmos, mas os mundos que são seus lares, junto com vocês. O processo de liberação continuará, ainda que num nível proporcional ao grau em que vocês se encontram agora. Em outras palavras, ele não mais os retardará ou impedirá o seu progresso. Junto com esse processo vem o requerimento de que vocês comecem a incluir espiritualidade e coragem em suas vidas diárias. Uma definição disto não foi fornecida para a maioria e foi deixada em aberto para interpretação. Isto certamente contribuiu para uma certa quantidade de confusão não desejada, porém importante. Esta interpretação livre foi necessária devido à diversidade dimensional e às origens planetárias dos seres sôbre o planeta nesta época. Criatividade e livre arbítrio foram alguns dos instrumentos mais valiosos à sua disposiçào e ainda continuarão a ser. Muitos instrumentos e muita assistência de outros planos foram dados a vocês. Foi também pedido a vocês para avançarem e demonstrarem sua boa vontade para continuar em sua jornada, mudando, publica ou privadamente, a maneira de viver suas vidas, tornando-se exemplos vivos de um novo paradigma, para suas famílias, amigos e outros contemporâneos. Para muitos de vocês isto se mostrou ser muito difícil, pela disparidade entre o velho paradigma e o novo que se tornou obviamente doloroso.

Tendo se tornado consciente do novo paradigma, voltar ao velho torna-se quase impossível, não é? Você pavimentou o caminho para outros abraçarem a luz criando oasis espirituais nos desertos do velho paradigma. Você terá para sempre a mais alta consideração pelos que lembram os momentos do tempo que outros um dia revisarão.

(...)
Pepper Lewis - www.thepeacefulplanet.com
The Circle Of Light
http://home1.gte.net/ladyisis/index.htm

segunda-feira, junho 27, 2005

A DESTRUIÇÃO DA TERRA MÃE...

"Em seus arquivos constava que seus habitantes encontravam-se em estado de total insegurança e corriam o tempo todo, de um lado para o outro, prisioneiros de si mesmos, pela matéria, pelo medo, pelos apegos, conflitos, limitações, desamor e o pior de tudo, pela ânsia do poder. A natureza estava sendo destruída, a mesma natureza que lhes dava o calor e alimento. Incautos, não sabiam que estavam destruindo a si mesmos com suas criações de guerras, doenças e epidemias. Criavam com sua inteligência, poderosos armamentos; manipulavam bactérias e tudo sem antídoto."

(...)
"E esse nascimento do Seu Amor no seu Coração Crístico acontecerá no momento exato, linear e terrestre em que você deixar de se debater em seus padrões racionais de temor e abandonar-se à Dança Cósmica de energia (a Divina Dança de Shiva Nataraja, o Deus bailarino tão querido dos hindus ), a Divina Dança de direção interna. Você é que deve decidir-se se vai aceitar o inevitável acontecimento desse intervalo de Não-Tempo, desse estado de Amor ou se vai apegar-se ao temor e à incerteza até o fim. Você decide."


In ABERTURA DO 6o. PORTAL DO PROJETO 11:11
Arcanjo Miguel
A Nova Era não será mais solar, mas sim Lunar, tendo a Mulher, a Mãe, A Terra, enfim a percepção maia como centro do novo milênio. O tempo e o espaço yang cederão espaço e tempo ao yin. Este será o novo espaço – o da mulher, um espaço mais calmo e mais terno. Os que não estiverem dentro dessa concepção cósmica yin na Nova Era dificilmente vingarão.



Tu viverás um momento de Juízo Final, antes de atingires o Novo Ciclo, que se iniciará no dia 21 de dezembro de 2.012 do calendário gregoriano. Antes disso, a Terra e as Legiões de Guerreiros Maias limparão o planeta dos espíritos menores e da poluição deixada pelos humanos. Para isso, os terráqueos que adotarem a nova ordem deverão ajudar no aprimoramento da Terra com a concentração mental e a Nova Consciência. Não deverás temer, ó terráqueo. O medo não te trará as energias necessárias ao teu conhecimento. Precisarás desenvolver a mente da Quarta Dimensão e da Sexta Consciência Cósmica. Nós, os Senhores do Tempo, voltaremos para te ajudar, mas a principal ajuda deverá vir de ti. Este Códice K é apenas o início do que virá. Muitos perderão suas vidas inutilmente, porque de inutilidades as construíram. Outros serão recompensados no Novo Tempo, no Tempo Itza, no Tempo Atlante, porque souberam comportar-se com pureza e espiritualidade.

Não haverá lugar no Novo Tempo para o mundo material. O que tu vês hoje, terráqueo, é pura ilusão, por isso passarás pela agonia do fim da Grande Roda. A mudança exterior só se dará com a transformação interior. A purificação virá e muitos perderão suas forças vitais por terem colocado a matéria no ápice de suas vidas. O Novo Tempo exigirá novos sacrifícios para as purificações do planeta e da humanidade. Nós, os Senhores do Tempo, somos também os Senhores da Noite, encarregados de levar para as mansões da penumbra os desequilibrados com a Nova Era. Se tu não alcançares o Dom de te tornares Corpo de Luz, viverás nas Trevas ou em outro planeta ainda mais atrasado do que este, ó terráqueo.


In PROFECIA MAIA – O CÓDICE K
A minha vida é como se me batessem com ela.

Mesmo eu, o que sonha tanto, tenho intervalos em que o sonho me foge. Então as coisas aparecem-me nítidas. Esvai-se a névoa de que me cerco. E todas as arestas visíveis ferem a carne da minha alma. Todas as durezas olhadas me magoam o conhecê-las durezas. Todos os pesos visíveis de objectos me pesam por a alma dentro.
A minha vida é como se me batessem com ela.

««««««««««««««

Agir é repousar.

Todos os problemas são insolúveis. A essência de haver um problema é não haver uma solução. Procurar um facto significa não haver um facto. Pensar é não saber existir.
Passo horas, às vezes, no Terreiro do Paço, à beira do rio, meditando em vão. A minha impaciência constantemente me quer arrancar desse sossego, e a minha inércia constantemente me detém nele. Medito, então, em uma modorra de físico, que se parece com a volúpia apenas como o sussurro de vento lembra vozes, na eterna insaciabilidade dos meus desejos vagos, na perene instabilidade das minhas ânsias impossíveis. Sofro, principalmente, do mal de poder sofrer. Falta-me qualquer coisa que não desejo e sofro por isso não ser propriamente sofrer.

Fernando Pessoa, O Livro do Desassossego,

domingo, junho 26, 2005

NÃO É CERTAMENTE UMA MULHER QUE ESCREVE E AFIRMA ISTO QUE VÃO LER SOBRE O LIVRO ABAIXO...PENSO EU DE QUE...MAS UM HOMEM QUE CONFUNDE AS MULHERES COM O SEU "ALTER EGO"...OU O SEU TRAVESTI!

É COMUM HOJE EM DIA OS HOMENS IDENTIFICAREM AS MULHERES COM TRAVESTIS...




"Quem é a Rititi? O alter-ego de uma histérica menstruada? Uma gaja real que passa os dias ressacada à frente do computador? Em todas as mulheres existe uma Rititi, vaidosa em cima de uns saltos altos vertiginosos mas obrigatórios para o ego, angustiada ante a passagem dos anos e dos escalões que se sucedem no IRS. A Rititi é a voz que diz o que lhe apetece quando quer, exagerada e completamente atacada dos nervos, com os ovários a comandar a vida e atenta ao que contam os telejornais à hora de jantar."in Bertrand, ed.


Porque hay que tenerlos! (Este boi, com as bolas vermelhas, tal como o slogan, é marca do site da Rititi...)

- Ontem ouvi assombrada a Rititi, "una chica esperta", MUI SIMPÁTICA E AFICCIONADA, na Oficina do Livro...acho eu que se chama assim o programa literário da Sic COM MUITOS LIVROS EM CIMA DA MESA...Ou é na TVI? Não sei ao certo. Sei que fiquei irrititada, não queria acreditar no que ouvia...é assim, destas jovens abertas e que falam desassombradamente como os gajos e que "os" têm no sítio e debaixo da língua que os nossos intelectuais E JORNALISTAS gostam e tanto se excitam?

A rapariga escreve bem, dizem os blogueiros, não tem "papas na língua" e até o Mestre Avis a apadrinha...É Cultura estúpida, cultura nacional...
É, são estas as jovens promissoras da nossa moderna literatura. Primeiro foi o sucesso do "meu pipi" (NÃO SEI SE ERA MENINO SE MENINA) agora e entre outros "a rititi" a falar, não com os ovários como diz o cronista da Bertrand, mas com "os tomates" e é essa a evolução da mulher na nossa praça...
Uma gaja, "histérica menstruada", como diz a legenda que anuncia o livro, QUE FALA QUE NEM UM GAJO E DESPREZA OU TRATA TÃO MAL O SEU CORPO COMO OS GAJOS QUANDO FALAM DAS MULHERES...e que é óbvio neste caso!

ESTA "É UMA GAJA REAL" (Promoção da Bertrand)...e por isso é tão bem acolhida nas praças e arenas ou livrarias que frequenta em Espanha e Portugal.

NOTA À MARGEM:

"Mulheres & Deusas" não é um Blog "EM OPOSIÇÃO AOS HOMENS", como li algures, mas um Blog onde se procura UMA MULHER que não seja nem gaja nem histérica...ou virtual. Um Blog que não quer agradar aos homens nem imitá-los...
Um Lugar onde se procura a MULHER INTEGRAL que assuma a sua verdadeira natureza ontológica sem precisar de padrinhos, nem patriarcas, nem usar uma linguagem que a deprecie como o fazem os homens sempre que falam das mulheres!

sexta-feira, junho 24, 2005

Quem se eu gritasse, me ouviria dentre as ordens
dos anjos? e mesmo que me apertasse
de repente contra o coração: eu morreria da sua
existência mais forte. Pois o belo não é senão
o começo do terrível, que nós mal podemos ainda suportar,
e admiramo-lo tanto porque, impassível, desdenha
destruir-nos. Todo o anjo é terrível.
E assim eu me reprimo e engulo o chamamento
dum soluço escuro. A! de quem poderíamos
nós então valer-nos?
(...)



Todo o anjo é terrível. E contudo - ai de mim! -
eu vos invoco com meu canto, aves quase mortais da alma,
por saber quem sois vós.


(...)
(Primeira e segunda elegia, de Rilke)


“Gosto desta ideia hindu segundo a qual podemos confiar a nossa salvação a outra pessoa, a um “santo” de preferência, e permitir-lhe rezar por nós, de fazer seja o que for para nos salvar. Isso é vender a alma a Deus...”

E. CIORAN
"TUDO ANDA À VOLTA DA DOR; O RESTO É ACESSÓRIO, QUASE INEXISTENTE, PORQUE NÃO NOS LEMBRAMOS SENÃO DO QUE NOS FAZ MAL. SENDO AS SENSAÇÕES DOLO-ROSAS AS MAIS REAIS É QUASE QUE INÚTIL LEMBRARMOS AS OUTRAS."

E. CIORAN



Se eu fosse apenas uma rosa,
com que prazer me desfolhava,
já que a vida é tão dolorosa
e não te sei dizer mais nada!

Se eu fosse apenas água ou vento,
com que prazer me desfaria,
como em teu próprio pensamento
vais desfazendo a minha vida!

Perdoa-me causar-te a mágoa
desta humana, amarga demora!
- de ser menos breve do que a água,
mais durável que o vento e a rosa...


Cecília Meireles
ATENÇÃO AO SÁBADO

Acho que sábado é a rosa da semana; sábado de tarde a casa é feita de cortinas ao vento, e alguém despeja um balde de água no terraço; sábado ao vento é a rosa da semana; sábado de manhã, a abelha no quintal, e o vento: uma picada, o rosto inchado, sangue e mel, aguilhão em mim perdido: outras abelhas farejarão e no outro sábado de manhã vou ver se o quintal vai estar cheio de abelhas. No sábado é que as formigas subiam pela pedra. Foi num sábado que vi um homem sentado na sombra da calçada comendo de uma cuia de carne-seca e pirão; nós já tínhamos tomado banho. De tarde a campainha inaugurava ao vento a matinê de cinema: ao vento sábado era a rosa de nossa semana. Se chovia só eu sabia que era sábado; uma rosa molhada, não é? No Rio de Janeiro, quando se pensa que a semana vai morrer, com grande esforço metálico a semana se abre em rosa: o carro freia de súbito e, antes do vento espantado poder recomeçar, vejo que é sábado de tarde. Tem sido sábado, mas já não me perguntam mais. Mas já peguei as minhas coisas e fui para domingo de manhã. Domingo de manhã também é a rosa da semana. Não é propriamente rosa que eu quero dizer.

CLARICE LISPECTOR
in "Para não esquecer" -


“TODA A AMIZADE É UM DRAMA IMPERCEPTÍVEL, UMA SEQUÊNCIA DE FERIDAS SUBTIS”

E. CIORAN


A DEUSA LUNAR E A SAUDADE...

"A saudade, dentro de todo o seu contexto histórico, será marcadamente feminina, sua forma de ser e conhecer, fazendo-se preferentemente pelo sentimento, tal como essa religião e culto do passado galaico-português. Ela tece os fios do tempo na teia do devir, tal como a Grande –Deusa tecedeira, unindo passado e futuro.

Assim já tecia a deusa lunar, como mediadora e senhora do tempo: com uma roca era representada a deusa encontrada em Tróia, assim como Isthar e a grande deusa hitita."


Dalila L. Pereira da Costa, no seu livro “DA SERPENTE Á IMACULADA”
Para mim escrever é quase rezar... Penso a escrita para mim mesma como um fio que me liga, um cabo magnético invisível, a outro lado de mim mesma, seja o “inconsciente”, seja o supra -consciente. O que busco é um fio condutor, uma orientação interior, uma voz inaudível, um eco de mim própria que se repercuta através do espaço e do éter e que me traga memórias, mas também dê respostas...
Algo que me ligue o finito que sou ao infinito a que pertenço, que ligue o céu e a terra, que me una ao Cosmos.

Sinto-me como “um nómada do cosmos” viajante do espaço sideral e que aterrou aqui ou caíu, não de “pára-quedas” ou num óvni, mas num corpo físico, presa de uma amnésia congénita...Presa num corpo portentoso e frágil, sublime e miserável à vez...Um corpo de carne e ossos, nervos e sangue, um corpo que dói e dá prazer, um corpo que tem olhos e chora! Que tem alma e saudades de “casa”, que tem saudades de uma Mãe Original, para além da matéria densa a que estamos presos.

quinta-feira, junho 23, 2005

LEMBRANDO E AGRADECENDO...

"Mas a mulher despertada para sua Deusa interior, caminha serenamente entre a dor e as verdades da alma, consciente da meta estabelecida e da plenitude a ser alcançada. Entretanto, é importante se ter conhecimento dos combates do caminho, sem perder a alegria das descobertas que estas promovem, o que torna o caminho mais alegre e envolvente de várias energias regeneradoras.

A descoberta da nossa bruxa interior não é apenas descobrir uma religião sedutora e alegre. Ou seja, o religar com as coisas da Deusa Mãe, a natureza, mas é principalmente nos conhecermos, nos encontrarmos como MULHER, obtermos a devida consciência da nossa missão na terra. Tomarmos a real medida da nossa função de mantenedora da vida e da preparação da sociedade futura."


(autor desconhecido)
O meu agradecimento às autoras deste brilhante texto.

quarta-feira, junho 22, 2005



REEDUCANDO PARA O RENASCIMENTO
DA VELHA NOVA MULHER


Seguindo uma trilha de amor e ódio percorrida pela maioria das mulheres nos últimos dois mil anos, constatamos caminhos de violências em todas as formas; cultural, religiosa, filosófica, enfim, desde a integridade física até a transformação total dos seus valores éticos, da essência do moral feminino até o respeito a si mesma, com seu corpo e sua função divina de procriar, de perpetuar a raça humana.

Conceber a alma da mulher hoje é deparar-se com um desafio obscuro. Na realidade, a mulher da atualidade está vivendo uma escravidão de alma. É escrava da sua própria densidade física. Do ego, das coisa da matéria, o que as nossas antepassadas chamariam de Mergulhadoras de Pântanos.

Alheia a habilidade natural dos sentidos de preservação sutil, do poder da premonição, da capacidade de transformar-se e gerir energias multiplicadores de renovação, da força natural da Deusa interior que conduz, protege, e estabelece rumos naturais, que cria metas de paz e felicidade. Ela, a mulher atual segue pela vida, amarga, ansiosa, dependente de um companheiro quase sempre nem tão companheiro assim. Mergulhada na sua própria incompetência, pobre de metas transformadoras, busca nas sensações meramente físicas, quase sempre sem entusiasmo o que encontraria na plenitude da sua própria essência, no seu poder do feminino.

Urge a necessidade do autoconhecimento, da busca de si mesma para que o crescimento aconteça naturalmente, assim a felicidade e a paz se estabelecerá na alma.
É comum ouvirmos a frase : "Ninguém ama a quem não se ama," pura verdade. Ninguém se sente bem ao lado de uma mulher amarga, neurótica e desequilibrada, bem como do homem também. A dor, o sofrimento, as necessidades materiais, as traições são um fato real na vida de qualquer um, mas não são justificativas para o desequilíbrio.

Quando estamos centradas na nossa essência, a Mãe Dor se manifesta de forma serena e com a luz da mudança. Entretanto, quando estamos mergulhadas no pântano das emoções, a nossa alma está fechada para a luz , não nos permitindo ver além da dor.

Eu costumo dizer as bruxinhas que me rodeiam que: - O maior desafio da mulher é ser mulher. É virar-se pelo avesso em busca do seu eu verdadeiro, é um caminho árduo e muito difícil, mesmo porque nunca aceitamos o que encontramos verdadeiramente, quem somos e como somos.

(...)
Mas a mulher despertada para sua Deusa interior, caminha serenamente entre a dor e as verdades da alma, consciente da meta estabelecida e da plenitude a ser alcançada. Entretanto, é importante se ter conhecimento dos combates do caminho, sem perder a alegria das descobertas que estas promovem, o que torna o caminho mais alegre e envolvente de várias energias regeneradoras.

A descoberta da nossa bruxa interior não é apenas descobrir uma religião sedutora e alegre. Ou seja, o religar com as coisas da Deusa Mãe, a natureza, mas é principalmente nos conhecermos, nos encontrarmos como MULHER, obtermos a devida consciência da nossa missão na terra. Tomarmos a real medida da nossa função de mantenedora da vida e da preparação da sociedade futura.

Lembrando sempre que é a mulher quem dá à luz ao homem, que cria e o educa para a vida. O homem será sempre o resultado da formação e informação que recebe da mulher que lhe concebeu , ou a que lhe criou, que lhe amamentou e lhe enviou para a vida.

A mulher da atualidade deve buscar interiorizar o sentimento primário de que ela é a própria expressão da natureza. Desenvolvendo assim, uma aura luz em torno de si, de auto-respeito e se fazendo respeitar em todos os níveis; sexual, profissional, religioso e principalmente na sua mais divina missão, a maternidade.

Está na hora da mulher moderna, desmitificar o velho e protetor Príncipe Encantado, aquele que a salva de um destino cruel e assim vivem felizes para sempre. É bom lembrar que nestes novos tempos, o Príncipe Encantado é o velho e bom diploma profissional e a Universidade é o casamento que garantirá um futuro, se não feliz para sempre , mas pelo menos será a chave do castelo, que facilitará o abrigo físico e o provento necessário. Quanto ao cavalheiro montado em um cavalo branco, que dará beijos mágicos e sedutores, estará naturalmente no caminho, como parceiro na mesma meta.
(...)
É necessário que a mulher, busque amar com transparência e com o coração. Só assim se tornará livre e plena para usufruir verdadeiramente de uma parceria de amor. Quando se ama com o fígado no lugar do coração, corre-se o risco de trazer o amargor do fel para a relação, transformando um convívio que poderia ser livre e gostoso em uma relação neurótica e sofrida. Cheia de cobranças , deveres e obrigações.

O amor trás antes de qualquer obrigação a liberdade. A plenitude está na sabedoria de vivencia-la.
Uma bruxa sabe que não existe sobrenatural, muito pelo contrario, tem a consciência de que tudo é natural. Ver, ouvir, perceber e sentir alem dos sentidos físicos é meramente uma questão de treinamento e fé. Assim, a ligação, a leitura dos sinais da Grande Mãe, é uma questão de aprendizado e exercícios constantes.

A Bruxa moderna, depois do despertar da sua Deusa interior, busca desenvolver através das suas descobertas o sagrado e o divino do seu equilíbrio feminino, a partir da tomada de consciência que o bem e o mal fazem parte da energia universal. Cabendo a cada Mulher, desenvolver o equilíbrio, sem camuflagens do ego e vaidades supérfluas .

Cabe a mulher Bruxa, estar atenta as agressões a natureza, defendê-la e protegê-la. Tendo sempre em mente a responsabilidade ao educar seus filhos, de informa-los sobre as agressões impostas a natureza pela evolução tecnológica irresponsável. Bem como no que diz respeito a ciência sem ética, a que vai de encontro as leis que regem o universo.

Não cabe mais na nova sociedade rótulos tais como: A mulher é inimiga da própria mulher, ou se quiser ver seus ideais irem por água abaixo, conte a uma mulher seus objetivos, essas e outras frases de efeito semelhante, são ainda resquícios de um tempo de opressão patriarcal, que subjuga a mulher a condição de um ser menor, sem personalidade, influenciável. Sem contar com a estratégia por trás de tudo isso que é exatamente de criar conflitos entre a espécie feminina para enfraquecê-la na sua força de união.

Precisamos estar atentas também a todas essas e outras heranças culturais medievais do poder masculino, ainda muito enraizadas na nossa cultura formativa.
Não estamos nesta guerra silenciosa por poder ou mesmo por querer ocupar o lugar masculino, não, apenas lutamos pela nossa divindade de existir de forma plena, livre e verdadeira.

Pelo nosso poder feminino que nos foi violentamente subtraído de formas tão cruéis. Negando até mesmo o nosso poder de parir, quando instituíram a origem da mulher, extraída da costela de um homem, negando assim a divindade da maternidade da nossa Mãe criadora. Negando o nosso útero. Transformando a nossa função sagrada de menstruar em algo sujo e pecaminoso. Somos fortes quando temos a real consciência da grandiosidade do rio de sangue que corre nas nossas entranhas que dá origem a vida, como o líquido sagrado dos rios e mares, a água que correm nas entranhas da grande Mãe.

Somos simplesmente mulheres, e como tal, queremos existir com todas as características que faz de nós esse ser singular. Somos bruxas."



Autor desconhecido
O PORTUGAL PROFUNDO...
ONDE DE VEZ EM QUANDO VEM À SUPERFICÍE
O SEU ENDÉMICO ATRAZO


No Sub-Mundo da Televisão, umas vezes são histórias comoventes do "pastorinho" que queria um computador...e a mãe que nunca tinha visto o mar nem a cidade, outras, crimes de arrepiar ou de "faca e alguidar", mas onde os magistrados, os professores e os polícias não abdicam dos seus previlégios...

Em Mirandela uma Mulher é presa pelo marido com corrente
de ferro ao tanque de lavar...


"O Tribunal de Mirandela decretou a prisão preventiva de um homem de 48 anos que, durante oito dias, acorrentou a mulher a um tanque de lavar roupa com uma corrente de ferro de 13 quilos. A vítima, de 45 anos, apresentando debilidade física, seria libertada pela GNR. De acordo com o comandante daquela força, a mulher conseguiu soltar-se e foi pedir ajuda a uma vizinha. Quando os guardas chegaram ao local, aldeia de Vale de Juncal, apanharam o homem em flagrante delito, usando da força para levar a esposa de volta a casa."

Gostei do "eufemismo" de "ESPOSA"...
levada por "arrastão" como na ficção da Idade da Pedra!
Ao menos o jornalista é politicamente correcto. Em Portugal ninguém chama aos bois pelos nomes...
Parece que a besta já teria envenenado os sogros...

terça-feira, junho 21, 2005

...mas hacia vosotras mi pensamiento,
bellas, no cambia...

SAFO



O CAMINHO DA LUA
(...)
“A saudade pertencendo ao caminho da Lua, sua salvação é dada no mundo sublunar da transformação, do retorno cíclico da terra ao céu e do céu à terra, através da encarnação e reminiscências; tal ainda aquele regido e simbolizado pela serpente e pela espiral, (...)
Toda a estrutura da saudade pertencerá à metafísica lunar: como nesta, a sua ideia central é a do ritmo, na sucessão e união de contrários através do devir, por um dualismo solucionado numa integração final. (...)

A saudade, dentro de todo o seu contexto histórico, será marcadamente feminina, sua forma de ser e conhecer, fazendo-se preferentemente pelo sentimento, tal como essa religião e culto do passado galaico-português. Ela tece os fios do tempo na teia do devir, tal como a Grande –Deusa tecedeira, unindo passado e futuro. Assim já tecia a deusa lunar, como mediadora e senhora do tempo: com uma roca era representada a deusa encontrada em Tróia, assim como Isthar e a grande deusa hitita. E assim também as sucessoras da Grande-Deusa aqui neste mesmo território galaico-português, sobrevivendo através das lendas e tradições populares, as Mouras encantadas, também tecedeiras, como Circe ou Penélope, ou fiandeiras: defronte de seu tear ocultas no seu mundo subterrâneo, fazendo-se ouvir na noite de sua epifania, a noite se S.João; (...)
Alegre e triste, é a concepção da saudade, e também consoladora, tal como seria essa antiga religião da sua deusa. E à saudade pode-se considerar nos tempos de agora, como uma hierofonia lunar: de carácter místico, escatológico e soteriológico. Também como esta religião antiga, ela é fundamentada emocional e passional, e em si contendo esse triplo sentido e finalidade, tal como uma sobrevivência de sua antiga religião dos Mistérios. A saudade sendo no povo galaico-português, a maior sobrevivência actual e europeia, da antiga religião pré-ariana da Grande-Deusa. Daí a sua força de estrutura a singularizar toda uma dada cultura: Força que só lhe poderá advir dessa origem e natureza religiosa.

A saudade precederá também, na actual Galiza e Portugal, a chegada dos celtas, e será, com os vestígios megalíticos, a tradição matriacal e agrária, a demanda do Graal e o regresso ao Paraíso, uma herança do seu fundo pré-ariano.” (...)


Dalila L. Pereira da Costa, no seu livro “DA SERPENTE Á IMACULADA”

segunda-feira, junho 20, 2005



(...)
"Todas as mulheres que neste momento estão no planeta terra, têm uma função muito importante. Não é em vão, que a população é maioritariamente feminina, e não é em vão, que o planeta está a receber, maioritariamente, a polaridade da energia feminina.

A tradição cultural do planeta, a energia masculina predominou e foi utilizada de modo desequilibrado, foi utilizada através do poder, foi utilizada através da força.

Manifestou-se através de actos violentos, impôs no seio da família, a autoridade masculina.

Gerou profundos desequilíbrios, dores, dificuldades de relação, separação entre as famílias, separação entre os casais, separação entre os pais e os filhos, separação entre os amigos, separação!

E, vós mulheres, preocupastes-vos mais em igualar essa energia masculina, do que utilizar a vossa verdadeira energia, o vosso verdadeiro poder. Entendestes mal a vossa missão, não por culpa vossa, mas porque esse foi o sistema implantado, pelo uso desequilibrado da energia masculina.

Mas é o momento de parardes e é o momento de agirdes, de acordo com a vossa verdadeira essência. A energia feminina é o amor, a energia feminina é doce, é tranquila, é conciliadora, não é autoritária."(...)


in - http://www.humanitysteam-azores.org/


Sem essa violência contra a mulher, o homem não pode exercer a violência do homem contra o homem, porque o grande modelo da violência é a violência contra a mãe.

AN - A feminista Juliet Mitchell recomenda às mulheres preocupar-se com as crianças. A senhora sonha com a solidariedade e fala em mudar as estruturas dos privilégios. Como aproximar esses dois discursos?

Rose Marie - Ela diz que se a mãe abandonar as crianças teremos seres humanos com graves problemas a partir da fase oral, o que estou absolutamente de acordo. Mas não só a mãe, o pai também deve ser o cuidador das crianças. Com sempre foi no mundo primitivo, onde cuidar de criança era trabalho de homem e de mulher. Se houver esse rodízio entre pai e mãe, como eu vi na Suécia, por exemplo, não teremos problemas na formação das crianças. Pelo contrário. A Júlia Mitchell não estudou a presença masculina, mas outras feministas dizem que se o pai tem uma relação materna com a criança, ela não verá mais um pai dominando uma mãe, e sim dois iguais. Não verá mais a relação dominante/dominado.

AN - Seria uma revolução, pois o índice de violência cometida contra a mulher segue em ritmo acelerado. Isso sem falar das crianças sem lar, morando nas ruas.

Rose Marie - É a maior revolução dos últimos oito mil anos, maior até que a revolução tecnológica. Claro que há violência contra as mulheres em todas as classes sociais. Há uma pesquisa dos Estados Unidos que mostra que 66% de todas a mulheres americanas apanhavam, ou tinham apanhado. Isso mostra que a violência contra a mulher não é conjuntural, não é esporádica, é estrutural do sistema. Sem essa violência contra a mulher, o homem não pode exercer a violência do homem contra o homem, porque o grande modelo da violência é a violência contra a mãe. Tudo que as crianças vêem no primeiro ano de vida tomam como natural, nunca esquecem. Assim, elas aceitam uma sociedade opressiva e autoritária. Quando vêem uma mãe que não apanha, elas aceitam uma sociedade democrática e pluralista.

AN - Quer dizer que a democracia é reflexo da mobilização feminina?

Rose Marie - A democracia no mundo nunca existiu. Ela é filha do último quarto do século 20, que é a época de libertação da mulher. Isso significa que homem e mulher tendem a caminharem juntos, principalmente entre os mais jovens.

AN - A senhora diz no livro "Memórias de uma mulher impossível" que a Aids é uma doença fabricada pelos americanos. Por que teriam feito isto?

Rose Marie - A Aids foi fabricadíssima para acabar com todos os movimentos de contestação. Os homossexuais dos Estados Unidos me diziam: olha, isso é fabricado. E já apareceu nos livros que provam que foi fabricado mesmo. Fizeram lá uma transformação na doença e ficou assim mortal."


(Excerto de uma entrevista a Rose Marie Mauro)

domingo, junho 19, 2005

"Pássaro ou rosa ou mar,
tudo é ardor, tudo é amor."

Eugénio de Andrade



"Solidariedade Figo em Angola para ajudar vítimas das minas

Loucura em Díli por Cristiano Ronaldo

Jogador emocionou- -se perante recepção de 20 mil pessoas em Timor-Leste"


Notícias ou títulos que me impressionam a alma...

QUE VINTE MIL PESSOAS SIMPLES OCORRAM A SAUDAR UM JOVEM JOGADOR DE FUTEBOL, SEM MAIS NADA...
SÓ PORQUE FAZ FINTAS E PÕE EM DELÍRIO OS CIRCOS DESTE MUNDO, AS NOVAS ARENAS QUE SÃO OS ESTÁDIOS DE FUTEBOL E EM PORTUGAL ABUNDAM, QUE DÃO ESTÍMULO ÀS MASSAS, E PERMITEM DESCARREGAR A ADRENALINA DOS NOVOS ESCRAVOS DO MUNDO MODERNO...

Ronaldo e Figo, bRASIL E pORTUGAL IRMANADOS PELO MAIS BAIXO QUE É RENTE À RELVA, dois heróis da bola, dois génios do chuto... os heróis que são espelho da alienação deste mundo consumista e fútil, primitivo e histérico.

Os Governos aproveitam-se, acompanham...os presidentes estão ao lado dos "craques"...e quer em Dili, um povo esmagado pela ignorância e miséria e a fé cega, manifestam-se com o mesmo ardor pelos ícones dos colonizadores, seja a nossa senhora de fátima, seja C.Ronaldo, exactamente ao mesmo nível...

Da mesma maneira, em Angola, um povo escravo dos seus líderes milionários que os exploram e roubam há décadas, vão receber fundos dos "craques" para as vítimas das minas das suas guerras de poder!

sábado, junho 18, 2005

Rosa do Mundo
________________________________________

Rosa. Rosa do mundo.
Queimada.
Suja de tanta palavra.

Primeiro orvalho sobre o rosto.
que foi pétala
a pétala lenço de soluços.

Obscena rosa. Repartida
Amada.
Boca ferida, sopro de ninguém.

Quase nada.


EUGÉNIO DE ANDRADE
Palavras ditas por Osiris:

Ó Tot, que falta fazer às crianças de NUT ? Elas fomentaram a guerra, suscitaram querelas, causaram desordem, fomentaram a rebelião, massacraram, procederam a prisões, em suma, abateram o que era grande, em tudo o que criei. Demonstra a tua força, Tot, diz Atum.

- Tu não deves tolerar o erro, não deves sofrê-lo! Encurta os seus dias, retira os seus meses, porque eles secretamente destruiram tudo o que tu criaste!

- Eu estou de posse da tua paleta, ó Tot, e eu trago-te o tinteiro. Eu não estou entre estes fazedores de secreta destruição; é por isso que não me destruirá, uma morte rápida não terá poder sobre mim.


In O LIVRO DOS MORTOS DO ANTIGO EGIPTO

sexta-feira, junho 17, 2005

O planeta inteiro
está a dirigir-se para uma ascensão planetária.


"Podes não te ver como um iniciado de uma moderna escola de mistérios, mas é isso que tu és. A maior parte das coisas que se ensinava aos iniciados da antiguidade está disponível, hoje em dia, de forma generalizada em livros, incluindo este. O mesmo ocorre, aliás, com os tipos de instruções que eram fornecidas para desenvolver as habilidades psíquicas. Se isto te surpreende, lembra-te de que, antigamente, a maioria da população não sabia ler e era governada por aquilo a que chamarias superstição primitiva.

Mas tu tens ainda outra vantagem sobre os iniciados das antigas escolas dos mistérios: nesse tempo, a ascensão era uma experiência pessoal e individual; hoje em dia, porém, o planeta inteiro está a dirigir-se para uma ascensão planetária. Para que todos possam fazer as mudanças necessárias num curto lapso de tempo, muitos seres, tal como eu, estão a preparar o caminho para que vos seja possível acompanhar o passo do progresso do planeta.
Portanto, estou aqui para vos falar da ascensão, da vossa iminente ascensão, e não de um acontecimento histórico distante.

Estou a falar de mudanças que já estão a verificar-se e que se prolongarão ao longo dos próximos anos."
(...)

IN MANUAL DE ASCENÇÃO
SERAPHYS


"Considerai, ó deuses, os poetas e os amantes cuja visão interior povoa o mundo de uma alegria que quer a eternidade. O globo contém a respiração à espera que esse mundo de imaginação seja a verdade e as relações humanas tenham a beleza da poesia e do amor"

Oração a Osíris

NASCER PARA COMPREENDER...

"Não há nada de menos amorosamente estimulante para o amante do que uma mulher que o compreenda. Eu nasci para compreender. Quer isto dizer que estou condenada a amar sem nuca receber a apaixonada retribuição dos meus sentimentos. Porque o amor minha querida, é a dinâmica do desentendimento."

in A MADONA - Natália Correia

quarta-feira, junho 15, 2005

Morrer é apenas não ser visto. Morrer é a curva da estrada.
(Fernando Pessoa)

Morrer é ver certamente aquilo que nunca quisémos ver...
Que somos finitos e ignoramos tanto a essência do nosso ser como o nosso destino, assim como ignoramos as causas da vida e do universo.

Nós não sabemos sequer de onde viemos nem para onde vamos...

O Céu e o Inferno inventamo-los, tanto como um Deus que castiga ou salva.
De certo e axacto apenas sabemos que um dia nascemos e noutro morremos, novos ou velhos, mal este "Sopro Vital" cessa e o coração - o grande Mistério - deixa de bater.
Aí é onde acabam todas as lutas e causas.




"NÓS ESTAMOS TODOS NO FUNDO DO INFERNO
EM QUE CADA INSTANTE É UM MILAGRE"


Emile Cioran


(...)
- Estou cansada - disse a mulher.
- Quando chegarmos à terra para onde vamos, descansarás, estendida na relva, à sombra das árvores e dos frutos.
(...)
Compreendeu que lhe restavam somente alguns momentos.
Então virou a cara para o outro lado do abismo. Tentou ver através da escuridão. Mas só se via escuridão. Ela porém pensou:

- Do outro lado do abismo está com certeza alguém.
E começou a chamar.


in CONTOS EXEMPLARES
SOPHIA DE MELLO BRYNER ANDRESEN

terça-feira, junho 14, 2005

Nas mãos da mulher está a salvação da humanidade
e do nosso planeta.


"Poderiam os terrores e crimes de hoje serem possíveis se ambos os Princípios se tivessem mantido equilibrados? Nas mãos da mulher está a salvação da humanidade e do nosso planeta. A mulher deve conscientizar-se do seu significado, a grande missão da Mãe do Mundo; ela deveria preparar-se para assumir a responsabilidade do destino da humanidade. A mãe, a que dá à luz, tem todo direito de dirigir o destino de seus filhos. A voz da mulher, da mãe, deveria ser ouvida entre os líderes da humanidade. A mãe sugere os primeiros pensamentos conscientes de seu filho. Ela dá direção e qualidade a todas as suas aspirações e capacidades. Mas a mãe privada da cultura do pensamento, desta coroa da existência humana, só pode contribuir para o desenvolvimento de expressões inferiores dos desejos humanos."

HELENE ROERICH
"A doutrina dos olhos é para a multidão;
o doutrina do coração para os eleitos."


in A VOZ DO SILÊNCIO

A MÃE DIVINA E A NOSSA MÃE TERRA

"Á força de rejeitar o que a Feminilidade traz como solução à angústia do homem, cria-se em todo o caso uma humanidade perfeitamente neurótica.
(...)
Suprimindo a noção de Mãe-Divina, ou submetendo à autoridade de um deus-pai,
desarticulou-se o mecanismo instintivo que fazia o equilíbrio inicial: daí advém todas as neuroses e outros dramas que sacodem estas sociedades paternalistas."


In LA FEMME CELTE - de Jean Markale


"Tudo é orgulho e inconsciência.
Tudo é querer mexer-se, fazer cousas, deixar rasto. "

F.Pessoa

sábado, junho 11, 2005

NÃO POSSO DESESPERAR DA HUMANIDADE

Não posso desesperar da humanidade. E como
Eu gostaria de! Mas como não posso
Pensar que há povos máus, há maus costumes?
A América é detestável. Mas deu - americanos -
Walt Whitman e Emily Dickson. Posso
não confiar neles? A Rússia é
detestável. Mas Tolstoi é tão russo!
São máus os japoneses? Como podem
sê-lo, se têm Kurosowa e o sr. Roberto
que me vendia hortaliças lá no Brasil?
E o meu Brasil tão infeliz amor, e tão
ridículo? Mas não são brasileiros Euclides
e o coração dos meus amigos? E
Portugal, como pode ser mau e detestável,
se mesmo eu que amo sobretudo o vário mundo,
o amo - ao mundo - como português?
A humanidade e as patrias são uma chatice, eu sei.
Mas como desesperar delas, desde que
não sejam para mim o gesto ou as sardinhas,
o feijão ou o sirloin, ou a terrível capa
dos usos e dos costumes, da vaidade,
mas uma forma de ser-se humano e solitário
Acompanhadamente?


Madison, 30/10/1965

In 40 ANOS DE SERVIDÃO

JORGE DE SENA

sexta-feira, junho 10, 2005

"Não sei com que armas os homens lutarão na Terceira Guerra, mas na Quarta, será a pau e pedra" – Einstein

Sociologia elementar

"Assisto, a convite, a uma parada militar. É fácil detectar a origem popular dos soldados em desfile disciplinado: são quase todos de baixa estatura.
E ainda dizem que as classes sociais desapareceram!"


Inserido por VM 9.6.05
retirado do Blog Causa Nossa...

Réplica...

Psicologia elementar

Não são só as classes socias que não desapareceram...como não são só os homens pequenos que precisam ser soldados e ir à guerra para superar a sua pequenez e inferioridade e não sendo só óbviamente uma questão social é também psicológica e humana, de que as classes altas também sofrem, digo os homens em geral, a necessidade de afirmação pela força musculada, na guerraas e nas armas como um prolongamento do falo...e o seu culto...

Mais a mais num País pequeno como o nosso, em que tudo é pequeno...


É UM PAÍS CARREGADO DE VÍCIOS
CARREGADO DE VELHOS

HOMENS DE PÉS PEQUENINOS
CABEÇA A DAR COM OS PÉS


y.k.CENTENO
“Uma amante querida que nos deixa expulsa-nos de um útero. É como se nascessemos para o irreconhecível. Uma impossibilidade de identificação que gera o ódio pelas formas em que tropeçamos. É verdade. Quando me deixaste, não sofri. Odiei como um homem que vê a sua solidão multiplicada. Só depois de beber todo o ódio é que senti o amargor do sofrimento. Dantes o bem e o mal eram-me totalmente estranhos. Considerava-os detritos religiosos que uma vez aceites nos impunham a mais passiva forma de existir. Quantas vezes me achei profundamente mau praticando uma boa acção ou o contrário. Isto convencia-me de que a malvadez e a bondade eram o inextrincável miolo dos nossos actos. Reconhece-lo, era existir activamente. Não concebia quer o mal quer o bem como sentidos únicos. Oh! Para isso faltava-me ousar. A minha ousadia era puramente intelectual, ou seja, a cobardia de viver. Eis porque os assassinos são medonhamente poéticos e jamais poetas. “(...)

In A MADONA de Natália Correia

quinta-feira, junho 09, 2005

A MADONA

NATÁLIA CORREIA

“Tu não raciocinas como um ser biològicamente feminino. A tua razão biológica está desnaturada pela mulher que os homens fizeram de ti. Um espelho da sua glória. Tudo isso está gasto. O homem percorreu-se em todas as direcções do seu génio e o máximo que conseguiu extrair dos miolos foi a fórmula de auto-destruição. Hoje sabe que caminha deliberadamente para cruz. Entretanto as mulheres, privadas do desvario do poder - o monstro que se devora a si mesmo - economizaram as energias que a natureza lhes confiou. E romperam poderosas como uma selva virgem. Ah, como é terrível pensar que esse ímpeto pode culminar numa explosão de raiva. Porque a frágil feminilidade de que tanto te orgulhas foi um lento espumar de vinganças. Eu aviso-te, Branca. O teu coração é um deserto sedento do sangue do homem. Tu dás-te para destruir.
(...)
- Não és uma verdadeira mulher. Se o fosses saberias que és mais velha que o homem."



- Não és uma verdadeira mulher senão não eras ainda tão escrava nem te confundias com um sexo, nem te deixavas vender nem comprar, ainda que para isso LUTASSES ATÉ À MORTE...

O TRÁFICO DE MULHERES NO MUNDO É CADA VEZ MAIOR
E PASSA POR PORTUGAL...


"Tu, que és parte de mim mesma, esqueceste o lugar que te gerou. Tomaste um rumo avesso e contrário e renegaste quem te criou.

"Eu sou Senhora do sangue sagrado. A meretriz dos sucos vaginais. Sou aquela que encarna o pecado e habita as grotas infernais. Fui eu que te dei o desejo que desenhei no teu corpo todos os riscos do sexo. Fui eu que te embalei nos braços e disse a todas que eras mulher. Sou eu que ainda te guio nos descaminhos que inventaste. Sou eu que sustento as violações de um corpo que mutilaste. Tu, que és parte de mim mesma, esqueceste o lugar que te gerou. Tomaste um rumo avesso e contrário e renegaste quem te criou. Mas tu és lua, mulher e loba, e serás assim até o instante final. Não serás ferida, porque és cura. Não será dor, porque és prazer. Não serás culpa, porque és vida. Não serás certeza, porque és abismo!"


(Fragmento de texto retirado do livro: A panela de Afrodite - Márcia Frazão)

Marian | Email | Homepage | 03-06-2005 18:45:23
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Obrigada Marian. Não lhe respondi por duas razões: uma porque estive sem Pc durante uns dias e outro porque o sistema de comentários não assinala nada...e por isso está tudo a 0...

A LUZ....
Assumir a Luz é não fazer nada. É ser capaz de começar por não fazer nada... Precisas de chegar a essa ignorância essencial e ficar quieto, sem projecto, límpido, inocente, transparente, para que o Outro que tu És nos Planos Cósmicos, possa escrever nesse Quadro Branco...


SERAPHYS

ANIMAIS QUE CURAM

"Ter um bichinho de estimação pode não ser apenas uma questão de lazer ou companhia. A medicina descobriu que eles também podem ser benéficos para a saúde. É cada vez mais comum médicos receitarem um animal para tratar casos de depressão, por exemplo. Estudo do American Journal of Cardiology mostra que pessoas que interagem com animais constantemente tendem a apresentar níveis controlados de estresse e de pressão arterial, além de estar menos propensos a desenvolver problemas cardíacos."


IN a cura pelo bicho - http://www.geocities.com/dadeia2/cura_pelo_bicho.html


“GOLFINHOS TÊM CULTURA”

Dizem os investigadores na Austrália, que os golfinhos têm cultura...
Constatam que as “fêmeas pegam em esponjas marinhas com o focinho para varrer o fundo do mar à procura de comida”...

Quando a mim , OS GOLFINHOS TÊM É UMA INTELIGÊNCIA SUPERIOR À NOSSA E SÃO SÁBIOS...
Prova-o o facto de, “pormenor curioso: a tradição ser transmitida por via matrilinear, ou seja de mãe para filha”...
Também a humanidade, antes do domínio masculino do Mundo PELA FORÇA, a tradição era transmitida por via matrilinear, de mãe para filha, tal como os antigos Mistérios Eleusianos, na Grécia antiga e onde os Golfinhos já eram seres extraordinários que segundo “os mitos” ajudavam e salvavam pessoas...enquanto nós as matamos...


NA VERDADE QUE SABEMOS NÓS DAS ESPÉCIES SE DE NÓS PRÓPRIOS NÃO SABEMOS NEM UM TERÇO?

Os golfinhos sÃo inteligentÍssimos, e tem uma enorme capacidade de cura. É uma tristeza a exploraçao de que são alvo por parte do bicho-homem que para variar coloniza todos os outros seres escravizando-os literalmente aos seus interesses a título de "actividade lúdica", com exibicionismo em aquarios, etc.. Os golfinhos nessas condiçoes ficam com a esperança e qualidade de vida drasticamente reduzidas. As capacidades de comunicaçao deles são objecto de estudo e são a par com cães e cavalos dos animais mais surprendentes nessa área por se tornarem veiculos de cura muito activos em casos de autismo.

Deixo 2 pequenos apontamentos sobre o tema...


http://www.geocities.com/dadeia2/cura_pelo_bicho.html http://www.starchildascension.org/portuguesa/dolphin2por.html


COMENTÁRIO ENVIADO POR MARIAN...

quarta-feira, junho 08, 2005

UMA ANTÍTESE INVENTADA
(...)
Entendo que essa antiga e venerável missão das prostitutas é uma ética congenitalmente feminina que só por um desvio de uma religião patrística foi reservada às sacerdotisas do amor a fim de cindir a humanidade feminina na projecção do abominável e do sublime masculino. Uma antítese inventada por esse ser eminentemente melodramático que é o homem, sem a mínima verosimilhança no cosmo da realidade da mulher que não destingue o espírito da carne. Eis porque as mulheres honestas sempre no fundo invejaram as prostitutas e vice-versa.” (...)

In A MADONA de Natália Correia


“JÁ HÁ TRINTA MIL PROSTITUTAS EM PORTUGAL”

Este é o título de um jornal diário de ontem...

Há 30 mil mulheres desgraçadas, sem recursos nem apoios humanos e sociais, de famílias mais ou menos miseráveis, de baixo estrato social e mental, sem qualquer auto-estima ou consciência humana e cívica, praticamente sem escolaridade, com excepção da mais famosa prostituta portuguesa que é bióloga e sabe os meandros da natureza animal...e agora faz gala do seu conhecimento na Quinta das celebridades, ou as tais prostitutas universitárias que vendem sexo para Ter carros e roupas de marcas, todas estas mulheres são vítimas, mesmo as universitárias, de estruturas seculares falocráticas, de mentalidade machista, frutos de sociedades patriarcais de domínio masculino exclusivo!

Sim, ninguém me venha a mim dizer que há prostitutas que trabalham por prazer...ou vocação...como os moralistas, conservadores e os católicos acham, pois são estes os directamente culpados desta dicotomia ou divisão estrutural que a mulher sofreu ao longo de milénios e disso beneficiam directa ou indirectamente! São eles que acham que está bem assim e que esse papel corresponde a uma realidade atávica da mulher...
Dizem a “mais antiga profissão do mundo” e não é verdade! Há um erro histórico e cultural, absolutamente redutor e falso, que fez da mulher apenas um instrumento de prazer ou de procriação.
A dominação de metade da humanidade por outra metade nem sempre foi a regra do mundo. Houve sociedades igualitárias e pacíficas em que a mulher e o homem eram respeitados como seres diferentes mas complementares e cada qual cumpria a sua parte em harmonia. Quando essas sociedades foram invadidas por bárbaros vindos das Estepes e destruídas de raiz, os vencedores que matavam os homens fracos e as mulheres velhas, guardavam para eles as jovens que trocavam entre si ou ofereciam como despojos de guerra aos amigos e heróis como aconteceu com Aquiles e outras bestas da história guerreira dos homens...


Antes disso as mulheres eram livres e amantes e não havia pecado...

A Natureza e o seu culto era a força instintiva da vida mas também do divino que se cultivava e as Mulheres representavam esse amor e a dádiva da criação. O sexo era parte integrante dessa dádiva de amantes e as oferendas à Deusa no seu altar, não significavam “venda” mas gratidão pelo amor, cura ou iniciação sagrada a que as mulheres mais sábias e belas se dedicavam...
Só depois das religiões dos patriarcas do deserto, o deus macho dos invasores e os seus sacerdotes guerreiros, nomeadamente depois do cristianismo, as sacerdotisas e as mulheres sábias e livres começaram a ser perseguidas ou apedrejadas, tal como o foi Maria Madalena por Pedro o misógino e mais tarde retirado dos evangelhos o seu testemunho vivo da ressurreição de Cristo.


Para eles, toda a mulher que não é comerciável (escrava) é descartável...
Essa foi a “educação” que lhe impuseram Religião e Estado!
Toda a mulher que não se casa, se submete, e assina contrato para fabricar filhos do homem, é condenada ou suspeita de ser uma p...
Não tem salvação nem direito a uma vida digna. É sempre ameaçada. Como o é mulher moderna, livre, ou pretensamente emancipada e mesmo que seja honesta e auto-suficiente não escapa ao estigma e não deixa de ser julgada e olhada pela sociedade como uma ave rara...
Esta mentalidade dura desde que nos primórdios o cristianismo se começou a perseguir as sacerdotisas da grande Mãe e se impôs à mulher o comércio do casamento entre famílias que a vendiam ou trocavam por vacas como ainda acontece em muitas partes do mundo dito não civilizado, mas que só varia de pagamento no Ocidente, onde em vez de gado, trocam-se influências, nomes, casas e propriedades que se juntam ao património do marido ou do dono! Todas as outras mulheres, que não eram susceptíveis de interesse burguês, ou eram servas ou criadas, muitas vezes criadas para todo o serviço e as mais afoitas ou mias espertas iam para os prostíbulos ou as madames tomavam conta delas...

Era assim e continua a ser assim...
Agora as mulheres vendem-se nas estradas, nas avenidas, nos Bares...
São mais de 30 mil em Portugal...ou muito mais de 30 mil...

Mas não são só portuguesas...são eslavas, brasileiras, ucranianas africanas e moldavas...
Têm pais e irmãos e maridos que as vendem, chulos que as exploram ou Mafias que as escravizam e delas fazem tráfico...

Tudo isto é verdade em plena luz do dia e no século XXI...

Mesmo aqui diante da nossa cara ou ao nosso lado e todas desviamos o rosto indignadas... Nós mulheres, nós todas a metade explorada, aceitamos esta cisão do nosso ser em duas e essa divisão da nossa natureza que não separa a alma do corpo, mas a isso fomos obrigadas pelos patriarcas, e assim julgamo-nos diferentes das nossas irmãs que vivem as nossas metades reprimidas, as prostitutas, sem direito à dignidade, e a que se exponham nas ruas e sejam violentadas, abusadas, exploradas e às vezes mortas.


NÓS MULHERES AINDA NÃO ACORDÁMOS DESTE MÁU SONHO OU PESADELO QUE OS HOMENS PARA NÓS CRIARAM E CONTINUAMOS SUAS CUMPLICES AO ACEITAR ESTA DIVISÃO DO NOSSO SER, DO NOSSO CORPO E DA NOSSA ALMA...

CONTINUAMOS A CONVIVER COM TUDO ISTO COMO SE NÃO FOSSE NADA...


Sim, porque nós continuamos a ser, afinal de contas, as mulheres sérias e as mulheres honradas, as que nos vendemos a um marido ou a um patrão, mas não ao homem da rua, claro...

E “ELAS”, são só as prostitutas de rua e são assim porque quiseram, não é verdade???


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“ - Não és uma verdadeira mulher. Se o fosses saberias que és mais velha do que o homem.”

In A MADONA
Natália Correia

domingo, junho 05, 2005

A MATRIZ DE CONTROL
GERA O CAOS E O MEDO




"...por detrás da política, por detrás da autoridade, por detrás do Estado, por detrás das instituições, por detrás de tudo quanto existe de mais sólido, honesto e nobre, alojam-se a força e o medo. Percebo que as instituições são a energia congelada, são sonhos ensanguentados, e que a ideologia é sempre ameaça de morte."

FRANCESCO ALBERONI,
As Nascentes dos Sonhos, Bertrand Editora, 2000
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"O OCIDENTE: UMA PODRIDÃO QUE CHEIRA BEM, UM CADÁVER PERFUMADO."

"NÓS ESTAMOS TODOS NO FUNDO DO INFERNO
EM QUE CADA INSTANTE É UM MILAGRE"


Emile Cioran

(Republicando...)

sábado, junho 04, 2005

As Mulheres Reveladoras dos Mistérios


(...) "A mulher divina no gnosticismo é essencialmente, Sofia, entidade de múltiplos aspectos e nomes. Identificada por vezes ao próprio Espírito Santo, é também, segundo os seus diversos atributos, a Mãe universal, a Mãe do Vivos ou Mãe resplandecente, o Poder do Alto, "A da Mão Esquerda" (em oposição ao Cristo, considerado seu esposo e "O da Mão Direita"), a Luxuriosa, a Matriz, a Virgem, a Esposa do Macho, a Reveladora dos Mistérios, a Santa Pomba do Espírito, a Mãe Celeste, a Extraviada, Helena (isto é Selenia, a Lua); foi concebida como a Psique do mundo e o aspecto feminino do Logos. Na "Grande Revelação" de Simão o gnóstico, o tema da díade e do andrógino é dado em termos que merecem ser referidos aqui:

"Este é o que foi, que é o que será, o poder macho-fêmea assim como o poder preexistente ilimitado que não tem começo nem fim, porque existe na Unidade. Foi através deste poder ilimitado que o pensamento, escondido na Unidade, agiu primeiro, tornando-se dois... Sucedeu assim que aquilo que através dele se manifestou, embora um, é de facto dois, macho e fêmea, contendo a fêmea em si próprio".


In " A Metafísica do Sexo" de Julius Evola

A GRANDE DEUSA E O GRAAL
A CIVILIZAÇÃO DO CÁLICE


"A humanidade experimentou até ao presente dois tipos de civilização, a civilização do cálice e a civilização da espada(...)

A civilização do cálice representa os cerca de dezassei mil anos da pré-história em que a noção de deus era feminina. Esses tempos da Grande Deusa mãe são ainda muito desconhecidos (...), todavia as provas arqueológicas abundam."

Não obstante, ainda nos ficou alguma coisa: primeiramente, a famosa procura do Graal, tentativa desesperada para obter o cálice e a espada, busca apaixonada do cálice pelo homem;depois o misterioso jogo de cartas (les tarots) para adivinhar o futuro, onde duas civilizações do cálice e da espada se prolongamatravés de duas outras, que virão depois; finalmente e sobretudo, o testemunho que as representações femininas do Paleólitico Superior nos trazem, antes da inversão da polaridade que fez passar a humanidade da idade do ouro à idade do ferro"

(...)

in A GRANDE DEUSA Mitos e Santuários de JEAN MARKALE

JEAN MARKALE, historiador, professor durante vinte e cinco anos, dedicou-se posteriormente à investigação da mitologia celta e do Círculo do Rei Artur

sexta-feira, junho 03, 2005

"Terrorismo verbal e revisionismo histórico"

"Se alguém acede ao Diário Ateísta procurando um discurso fanático e verbalmente terrorista, enganou-se no endereço de http. Teria mais sorte na Voz de Fátima, onde esta semana um senhor padre chamado Luciano Guerra imagina uma Europa com «em todos os países e classes sociais, abortos aos milhões, e casamentos de homossexuais aos milhares»,em que «os contentores de resíduos hospitalares vão transbordar de crianças mortas» e «corpos esquartejados de bebés vão aparecer em lixeiras de toda a espécie», e mesmo ser «transformados em cremes de amaciar a pele das próprias mães». Este padre fantasia ainda que o «Parlamento de Estrasburgo amanhã poderá vir a impôr a toda a Europa» o casamento de homossexuais, o que mostra que Luciano Guerra não leu o Tratado constitucional (que no seu artigo II-69º define o casamento como uma competência dos Estados membros).

As hipérboles de Luciano Guerra, como as daqueles que falam do «catolicismo perseguido», da «inquisição laica» e da «intolerância ateia», não são mero terrorismo verbal. São também uma forma subtil de revisionismo histórico. Na realidade pretendem, simultaneamente, banalizar os horrores passados (e reais) da responsabilidade da instituição católica, e equivaler-lhes os «horrores» futuros (e fantasiados) que aqueles que a denunciam pretenderiam perpetrar.
Recordemos, a bem da memória histórica, o pogrom de Lisboa em 1506, que foi instigado por padres e em que terão perecido cerca de duas mil pessoas.

"E, por já nas ruas não acharem Cristãos-novos, foram assaltar as casas onde viviam e arrastavam-nos para as ruas, com os filhos, mulheres e filhas, e lançavam-nos de mistura, vivos e mortos, nas fogueiras, sem piedade. E era tamanha a crueldade que até executavam os meninos e (as próprias) crianças de berço, fendendo-os em pedaços ou esborrachando-os de arremesso contra as paredes.»
Entre as atrocidades reais cometidas em 1506, por católicos, e as atrocidades fantasiadas por Luciano Guerra, quase 500 anos depois, existem semelhanças perturbantes, que eu suspeito que são intencionais. Note-se que era a inquisição que esquartejava as suas vítimas."

(...)
Leia na íntegra em DIÁRIO ATEÍSTA – VALE A PENA LER.
(um artigo de Ricardo Alves, publicado às 14:32)
QUEM NUNCA ERROU QUE ATIRE A PRIMEIRA PEDRA...

“É previsível que tenhamos visitas de Estado (...) em que uma rapariga dará o braço a outra senhora com estatuto de esposa, ambas de malinha de mão”
Padre Luciano Guerra,
Reitor do Santuário de Fátima, sobre o casamento de homossexuais

“Corpos de inocentes(...) poderão ser macabramente transformados em cremes de amaciar a pele das próprias mães”
IDEN, sobre a eventual legalização do aborto (In A VISÃO)

Quem fez estas afirmações tendenciosamente redutoras da mulher, evocando cenários dignos da Idade Média versus ficção científica, é um padre católico português que é reitor do Santuário de Fátima.
Não são porém as mulheres que dominam o mundo e que macabramente transformam corpos inocentes em cremes para a pele, nem inventam as macabras experiências genéticas, nem são elas que produzem armas e bombas atómicas e fazem guerras ou criam a miséria do mundo, mas os homens e os líderes e ditadores das sociedades patriarcais a que a Igreja sempre deu aval e a benção.
Se as mulheres são alienadas delas próprias e da sua dignidade só o devem à Igreja e à sociedade patriarcal que as dividiu em duas, a santa e a puta!

Só um ódio e medo ancestral à Mulher, diabolizada pela Igreja, explica que continuem a falar dela desta maneira, fazendo afirmações que pervertem o sentido de responsabilidade da mulher, instigados que são pela Igreja de Roma a fazer propaganda contra as mulheres livres do seu jugo e dos seus dogmas e que na sua cegueira e misoginia não vejam o absurdo das suas contradições nem as atrocidades por eles cometidas ao longo dos séculos contra os seres humanos em geral e continuem renegando e imbecilizando a mulher, como se a mulher fosse um ser desprovido de inteligência e amor e fosse de animo leve fazer abortos a torto e direito em risco da sua própria vida!

Sim, como é que se atrevem ainda os padres a falar desta maneira primária, a dizer estas atrocidades e querer fazer da mulher uma irresponsável ou alienada que mata criancinhas e as deita no lixo ou delas deixa fazer “creme para as mãos”...como se afinal de contas, fossem as mulheres que dominassem o mundo que é deles, ou como se só eles soubessem como as proteger apesar de odiar a mulher e a paternidade, uma vez que a recusam.

Como é que os padres ousam em pleno século XXI continuar a denegrir a Mulher, eles que pregam vestidos de mulher e usam paramentos femininos, que se vestem de vermelho e lilás, que juntos e em procissão desfilam e entoam cantos e rezas à Nossa Senhora de Fátima de forma “primitiva” e pagã, tal como faziam as Sacerdotisas da Grande Mãe, cujo culto ancestral eles destruíram, que denominaram de prostitutas, as verdadeiras Sacerdotisas da Grande Deusa, essas sim, legitimamente vestidas de branco, vermelho ou roxo ou de colares e coroas de flores e porventura de “malinha de mão” onde guardavam os incensos e as ervas que curavam e com que ajudavam as dores de nascer e de morrer quem sabe, que caminhavam livres e de mãos dadas ou de braço dado, novas e velhas, entoando ladaínhas e a quem eles roubaram o ofício e os paramentos e hoje ainda imitam o ritual em Fátima...

Perseguiram e queimaram vivas, milhares de mulheres como “bruxas” nas fogueiras da Inquisição...
Tal como hoje as perseguem ainda, infantilizando-as, culpando-as e difamando-as junto do povo ignorante e supersticioso contra o aborto e a homossexualidade!

Não, nem sequer parecem filhos de uma Mãe e muito menos amantes de um Deus, mas aves de rapina agoirentas, ovelhas negras que velam o seu deus morto e negam a Vida e a Natureza querendo fazer da mulher, como sempre fizeram o seu bode expiatório!

Justamente a Mulher que é a Amante e tem o Dom de dar à Luz e iluminar o homem?
Ela que é a Mãe da Humanidade, a Senhora e a Deusa e quem eles rezam pela Paz no Mundo...
COMO O POETA ÀS VEZES...
"Minha alma está cansada de minha vida!"


(...)"Pobres das esperanças que tenho tido, saídas da vida que tenho tido de ter! São como esta hora e este ar, névoas sem névoa, alinhavos rotos de tormenta falsa. Tenho vontade de gritar, para acabar com a paisagem e a meditação. Mas há maresia no meu propósito, e a baixa-mar em mim deixou descoberto o negrume lodoso que está ali fora e não vejo senão pelo cheiro.

Tanta inconsequência em querer bastar-me! Tanta consciência sarcástica das sensações supostas! Tanto enredo da alma com as sensações, dos pensamentos com o ar e o rio, para dizer que me dói a vida no olfacto e na consciência, para não saber dizer, como na frase simples e ampla do Livro de Job, "Minha alma está cansada de minha vida!"

quarta-feira, junho 01, 2005

(...)
"Mas daquela vez em que uma malícia da oportunidade me fez julgar que amava, e verificar deveras que era amado, fiquei, primeiro, estonteado e confuso, como se me saíra uma sorte grande em moeda inconvertível. Fiquei, depois, porque ninguém é humano sem o ser, levemente envaidecido; esta emoção, porém, que pareceria a mais natural, passou rapidamente. Sucedeu-se um sentimento difícil de definir, mas em que se salientavam incomodamente as sensações de tédio, de humilhação e de fadiga."(...)

(livro do desassosssego - fernando pessoa)


O AMOR E O ÓDIO: DUAS FACES DE UMA MESMA MOEDA...

"Para onde vão o amor e o ódio? Onde se somem as sombras das nuvens tropicais e as chuvas violentas que caiem como pedras?

Ser levado a perceber a futilidade do seu sofrimento era mais forte do que ser levado a perceber a futilidade da sua felicidade ocasional"


Marguerit Yourcenar


RESTA-NOS A SABEDORIA...

"SE queres colher a suave paz e descanço, discípulo, semeia as sementes do mérito nos campos das colheitas futuras. Aceita as dores de nascença.

Afasta-te da luz do sol para a sombra, para dares mais espaço aos outros. As lágrimas que regam o solo árido da dor e da tristeza fazem nascer as flores e os frutos da retribuição cármica. Da fornalha da vida humana e do seu fumo denso, saltam chamas aladas, chamas purificadas, que, erguendo-se alto, sob o olhar cármico, tecem por fim o tecido glorioso das vestes do Caminho." (...)


in A VOZ DO SILÊNCIO

HELENA BLAVATSKY - TRADUÇÃO E NOTAS DE fERNANDO pESSOA