O SORRISO DE PANDORA

“Jamais reconheci e nem reconhecerei a autoridade de nenhuma pretensa divindade, de alguma autoridade robotizada, demoníaca ou evolutiva que me afronte com alguma acusação de pecadora, herege, traidora ou o que seja. Não há um só, dentre todos os viventes, a quem eu considere mais do que a mim mesma. Contudo nada existe em mim que me permita sentir-me melhor do que qualquer outro vivente. Respeito todos, mas a ninguém me submeto. Rendo-me à beleza de um simples torrão de terra, à de uma gotícula de água, à de uma flor, à de um sorriso de qualquer face, mas não me rendo a qualquer autoridade instituída pela estupidez evolutiva da hora. Enfim, nada imponho sobre os ombros alheios, mas nada permito que me seja imposto de bom grado Libertei-me do peso desses conceitos equivocados e assumi-me como agente do processo de me dignificar a mim mesma, como também a vida que me é dispensada. Procuro homenageá-la com as minhas posturas e atitudes e nada mais almejo. É tudo o que posso dizer aqueles a quem considero meus filhos e filhas da Terra. “ In O SORRISO DE PANDORA, Jan Val Ellam

domingo, abril 20, 2008

CÍRCULOS DE MULHERES

“campos mórficos e arquétipos funcionam como se tivessem uma preexistência invisível fora do tempo e do espaço, tornam-se imediatamente acessíveis quando nos alinhamos à sua forma e então se expressam em nossos pensamentos, sentimentos, sonhos e acções.”*

"Como transformar a nós mesmas e ao mundo"

Às vezes penso que é quase impossível para nós, as poucas mulheres que vislumbramos a plenitude do caminho da Deusa, atingir um patamar significativo para a sua manifestação e a de uma nova consciência do feminino sagrado na Terra. Vendo como são raras as mulheres que conhecemos que se apercebem dessa dimensão em si próprias e dedicam tão pouco ou nenhum do seu tempo e energia à sua própria causa, às vezes quase que desanimo por completo.

Destaquei ontem aqui a mulher ou a actriz que se empenha nas causas da humanidade, como coisa rara mas, mais raras ainda são as mulheres que se procuram consciencializar de si mesmas, e isso não depende do dinheiro, mas sim da sua vontade, num empenhamento do seu SER total e não como a grande maioria que continua fiel às normas sociais e presas às leis da sociedade patriarcal, aceitando a sua fragmentação…a sua divisão interior em boas e más, em feias e belas…em pobres e ricas…e só lutem dentro desse contexto.
Eu sei que a minha experiência nestes Encontros no Feminino não é ainda conclusiva, mas não posso deixar de constatar quão poucas são as mulheres que vencem os obstáculos para aparecer e se darem de corpo e alma…ou simplesmente a sua presença! No entanto entre as poucas mulheres que se têm mantido fiéis pela sua presença a experiência da Deusa é inequívoca…mas esperava mais…confesso.

- Penso que se em vez de 5 ou 6 mulheres formássemos um grupo ou vários grupos de mulheres que se unissem e trabalhassem nesse sentido como sugerem os Círculos das Mulheres de Shinoda Bolen em o MILIONÉSIMO CÍRCULO, tudo podia acontecer muito mais depressa desde que cada uma de nós se dedicasse um pouco a si mesma…de alma e coração!

Porque este si mesma significa dádiva e empenhamento e não fechamento egoísta e vazio, em causas perdidas de vaidade e sucesso pessoal.

*in o MILIONÉSIMO CÍRCULO – de Shinoda Bolen

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