"NÃO SOU FEMINISTA, SOU ANTROPOLOGICAMENTE LÚCIDA" Ana Hatherly

quarta-feira, novembro 26, 2008

FALTA A DIMENSÃO DO FEMININO EM PORTUGAL...


A SERPENTE ESMAGADA PELAS RELIGIÕES PATRIARCAIS FEZ COM QUE OS HOMENS PAULATINAMENTE DESTRUISSEM TODA A NATUREZA E A MULHER...

SEM O FEMININO SAGRADO O EQUILÍBRIO DO MUNDO DESFEZ-SE. A UNIDADE DO SER, BASEADO NOS DOIS PRINCÍPIOS, FEMININO E MASCULINO, DESAGREGOU-SE...


"A Serpente apresenta como símbolo do reconhecimento global a serpente enrolada, a boca tocando o rabo, denomina simbolicamente o universo do saber, a unidade do ser. (...)

A Serpente indica a gravidade e a esfericidade do universo, o saber de geonomia e o conhecimento dos elementos, patentes na simbólica da cruz celta.

“Que este símbolo nos ajude a entender melhor a evolução deste velho país, lançando movimentos universais cuja energia a certa altura parece extinguir-se ou transferir-se para o dinamismo de outros povos, mas retomando-os mais tarde a outros níveis para de novo relançar movimentos de teleológico alcance, assim exprimindo uma identidade complexa, entre o genial e o decadente, sobre um misterioso substracto profético e messiânico.”

“Portugal é um país marcado por um destino fulgurante, embora muitas vezes infeliz, um país encoberto pela incompreensão ou pelo estrangeiramento dos seus próprios filhos infiéis, o que foi notado por pensadores de outras nacionalidades, um país onde se situa no entanto um dos grandes pilares ou fundamentos da civilização humana. Esta verdade do Portugal profundo e encoberto não é porém acessível a todos, porque a terra e o espírito da terra não são patentes na visão de curto alcance, nas ambições limitadas e na constituição cultural e psico-sociológica que dominam as nossas classes políticas e “intelectuais” de hoje.

“No Caminho da Serpente, disse Fernando Pessoa, que ela liga os contrários verdadeiros (os pólos opostos complementares) porque, ao passo que os caminhos do mundo são, ou da direita, ou da esquerda, ou do meio, ela segue um caminho que passa por todos e não nenhum.” (...)

É no entanto do conhecimento e da compreensão ou da desocultação da sua realidade recôndita e recalcada, para além das visões sociológicas superficiais, que depende o seu futuro, o futuro de todos nós, não um futuro qualquer, em mediocridade complexa e imitativa, mas um futuro de renovada grandeza humana para a nossa pátria prometida.” prometida.”

PORTUGAL,
RAZÃO E MISTÉRIO de António Quadros

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