"NÃO SOU FEMINISTA, SOU ANTROPOLOGICAMENTE LÚCIDA" Ana Hatherly

quinta-feira, dezembro 04, 2008

A ENERGIA FEMININA

"Eu estou aqui para lhes dizer como a energia feminina é preciosa e quanto a voz feminina precisa ser ouvida neste momento. Mulheres – como portadoras das sementes de sua linhagem, vocês são da máxima importância. E vocês sabiam que o seu sangue e os fluídos do seu corpo são especialmente codificados? E as vozes da Deusa – virgem, mãe, idosa – estão se lamentando, se lamentando, se lamentando, sentindo a destruição da Terra. Vocês podem ter notado a quantidade extraordinária de chuva ultimamente e que os oceanos têm se desequilibrado. Os fluidos da Terra estão perturbados.

O Poder das Mulheres

Observem o que aconteceu às mulheres neste momento na história humana. As mulheres assumiram por algum tempo o papel tanto do masculino quanto do feminino. A energia feminina quer resplandecer no mundo, mas há ainda há estimulação a ser feita! As energias masculinas precisam fazer parte do equilíbrio. As mulheres usam muitos chapéus; freqüentemente elas são mulheres de carreira, esposas, mães, cozinheiras e donas de casa, todas em uma. Isto pode se tornar opressivo. Muitos – os médicos com os seus hormônios sintéticos, os políticos com as suas agendas exaustivas e inoportunas – não estão compreendendo as necessidades das mulheres.

As mulheres são intrinsecamente fortes, elas vêem o que precisa ser atendido e elas o fazem. Algumas argumentariam que elas são muito mais firmes na longa jornada do que os homens da espécie, capazes de executar várias atividades ao mesmo tempo, muito mais adaptáveis, intrinsecamente envolvidas pela cooperação ao invés da competição. E estes traços não são extremamente necessários no século vinte e um?

A questão para a mulher moderna é: "Eu posso ser única e eu mesma enquanto ainda trago a essência do que é feminino?" Por que vocês acham que tantos estão interessados em minha verdadeira natureza neste momento? Talvez a minha súbita revelação seja apenas um reflexo do que as mulheres estão finalmente se questionando:

"Qual é a minha verdadeira imagem? Como eu quero ser vista no mundo? Os outros me vêem por quem eu verdadeiramente sou, ou eles vêem somente o que eles querem que eu seja – dócil, subserviente? Eu sou atraída pelo que os outros esperam de mim? Eu permito que os outros me vejam bem menos do que eu sou destinada a ser?"

Eu, Maria Madalena, levo a intenção de iluminar o divino, o poder sagrado do feminino. Eu encarnei nesta existência em particular, com o compromisso, a paixão e a excitação pela minha jornada, pela minha participação no drama divino. Nesta existência, eu fui sábia, sacerdotisa, amante, mãe, mística. Eu era algo como uma agitadora, e os homens deste tempo não sabiam o que fazer comigo. E, entretanto, eu não estava preocupada com o que os outros pensavam de mim, contanto que eu realizasse a minha missão. As pessoas sempre tiveram uma forte opinião sobre mim, de um modo ou de outro. Parece que eu trago opiniões extremas com a minha energia. Bem, eu sempre fui uma apaixonada.

A minha energia é magenta (cor carmesim brilhante), intensa, plena e vigorosa. Chamem-me e deixem que este campo de energia os envolva e os circunde. Eu quero revigorar a sua vida e trazer paixão a ela. Eu quero agitar o seu coração ao seu mais intenso chamado. O que faz você ser unicamente você?

Lembrem-se de Quem Vocês São

Eu quero ouvir o seu chamado. Muitos estão despertando agora, olhando para as suas vidas de um modo estimulante e dizendo: "Basta!" Subitamente elas estão observando o que está diante dos seus narizes e dizendo: "Não mais!" As pessoas estão desistindo dos empregos, abandonando os casamentos, mudando-se para longe, elas sentem o chamado. É um chamado intensamente pessoal, e ressonante e este é muito familiar. É o verdadeiro chamado de nossa própria alma. Vocês não podem negá-lo, pois ele é parte de vocês. Entretanto quanto tempo vocês têm se negado? Não eliminem a parte vital de sua própria paixão. Ao contrário, tenham a coragem de viver a sua própria verdade e de se expressarem em sua própria voz.

Se vocês segurassem a mão de todos e de cada ser no mundo, o que sentiriam? A vibração, o sangue da vida, o fio comum que bate e percorre todas as suas veias. E é isto o que os une em vitalidade. O seu sangue é mais precioso do que vocês pensam. Ele está codificado com a memória, não apenas da linhagem da sua família, mas de sua linhagem estelar. Quem são vocês? De onde pensam que surgem? Por que a sua fascinação com as estrelas e o seu impulso em alcançá-las? Lembrem-se, lembrem-se, lembrem-se quem são vocês?

Uma vez que eu fui escondida nas névoas da história – e percebam que alguns a chamam de sua história e não da história dela – que é sempre escrita pelos vencedores. Agora, na verdade, eu sou re-lembrada. Re-membrada. Meus pedaços se uniram novamente, e eu me tornei íntegra. É o momento para o início do grande equilíbrio, da grande equalização. Foi o tempo do patriarcado por tempo suficiente. O feminino não surge. Ela se expande. Ela fui e reflui; ela espera e ela recebe. Imaginem que vocês sejam uma caverna que se abre para receber o mar. Secreto e profundo, quando o mar recua, vocês podem entrar, e quando o mar se eleva novamente, vocês estão cheios de água e escondidos. O feminino divino, o grande mistério: profundo como a caverna, mas mais, mais e mais repleta de significado. As Vozes da Deusa se lamentam e aguardam. Elas querem ser ouvidas."
(...)
Texto canalizado, atribuido a Maria Madalena.
através de Suzanne Gould 2007

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