quarta-feira, janeiro 21, 2009

A diabólica mente humana


O INCONCEBÍVEL...

Marco Aurélio deixou um novo comentário na sua mensagem "AS TORTURAS QUE A IGREJA DE ROMA FAZIA ÀS MULHERES...":

Não sei de onde tiraram tais informações sobre o "Malleus Maleficarum", mas é importamte que saibam a sua origem. Este manual foi elaborado por Heinrich Kraemer e James Sprenger, e não pela Igreja Católica. A Igreja não somente proibiu o livro, colocando na lista de Obras Proibidas (Index Librorum Prohibitorum) como condenou Kraemer na Inquisição em 1490 por causa do livro. O livro ainda existe após de mais de 16 reimpressões e recebeu uma nota falsa de aprovação pela Igreja. Peço para emitirem uma nota de desculpas e reeditarem o site.
Para mais esclarecimento:



Meu deus... como se fosse possível acreditar mais na santa inquisição do que nos autores do dito livro…e ainda por cima diz o nobre cavaleiro da madre igreja, o autor que denunciou os horrores da inquisição foi morto pela mesma e isto é dito com o sentimento de justiça católica e reparem bem na nota: “Peço para emitirem uma nota de desculpas e reeditarem o site”...

Senão ele ameaça-me no próximo comentário com uma bombinha virtual…um vírus ou ainda sonha comigo queimadinha numa fogueira com um médico ao lado para me raspar os ossos?

Vejamos agora mais este descalabro absoleto da moral católica, segundo o mesmo tão nobre e esclarecido senhor Marco:

“A Igreja Católica foi a primeira instituição em toda a história a editar normas para as torturas, buscando o respeito da saúde, da moral e da ética, impondo inclusive que um médico deveria estar presente. E fez isso na época da Inquisição.”
*
É esta a moral católica de que o mundo ocidental está impregnado e que tortura e mata “com respeito pela saúde”, pela ética e quer de um lado, entre o assassino, o algoz, o carrasco , um médico ao lado da vítima para se assegurar que ela é bem torturada? Ou que a tortura não a chega a matar antes de se saber se a mulher dormiu ou não com o diabo?…

Foi com esta mesma “moral” que se tornou possível ainda nos nossos dias fazer uma pausa na carnificina em Israel para os médicos apanharem os bocados das vítimas para as colarem ou então fazem-se 3 horas de tréguas para se deixar passar a “ajuda humanitária” – dar de comer aos próximos mortos é muito humano porque morrer com fome não é lá muito católico, custa menos de barriga cheia? E depois volta-se a matar científica e aplicadamente com muito respeito, aqui e além… com uns intervalos de consciência de merda!
Eu só queria dizer a este senhor que a aprovação da Igreja em nada nos garante isenção nem verdade…só um católico inocente ou um louco fanático acredita ainda nisso…
(Como podem ver na imagem eu estou verde de medo...)
rlp

5 comentários:

Marco Aurélio disse...

Boa tarde, Sra Rosa Leonor.
Sou o Marco Aurélio em questão.
Vamos aos fatos e documentos. As torturas sempre existiram em toda a história, e ocorreu, também pela Igreja há aproximadamente 500 anos. Estamos falando de um contexto histórico diferente, veja que hoje a Igreja é contra a pena de morte, não podemos julgar uma atitude de séculos passados com o olhar atual. Ocorreu, porém, não como a Sra pensa ter ocorrido. Disse que o autor Kraemer foi condenado pela Inquisição, não disse que foi morto, eu disse? Para se ter uma noção:
Revela o historiador Borromeu sobre os processos e condenação referentes ao tribunal católico: “dos 125.000 processos de sua história, a Inquisição espanhola condenou à morte 59 «bruxas». Na Itália, acrescentou, foram 36 e em Portugal 4. Se somarmos estes dados --comentou o historiador-- não se chega nem sequer a cem casos...” A Inquisição na Espanha, afirmou o historiador, em referência ao tribunal mais conhecido, celebrou entre 1540 e 1700, 44.674 julgamentos. Os acusados condenados à morte foram 1,8% e, destes, 1,7% foi condenado em «contumácia», ou seja, pessoas de paradeiro desconhecido ou que em seu lugar se queimavam ou enforcavam bonecos]. (Agência Zenit, Sunday, June 20, 2004 1:17 PM.)
A Sra. consegue enxergar que não conhece bem o que foi a Inquisição(que significa Investigação)?
O historiador Henry Charles Léa, cita 47 bulas católicas, nas quais a Santa Sé continuamente insiste na jurisprudência que deve se observar nos tribunais eclesiásticos católicos. Alertam para não cair na violência e injustiças freqüentes dos juízes leigos. (Fonte: Henry Charles Léa, A History of the inquisition of the Middle Ages, 3 vols. Nova Yorque, Happer, 1888, principalmente vol. I, pp. 137ss; tradução de Salomon Reinach, Historie de L’Inquisition au Moyen-Áge. Ouvrage traduit sur l’exemplaire revu et corrigé de l’auter, 3 vols., Paris, 1900-2 vol. 3.)
Haviam torturas sim, e por católicos sim, porém, que não obedeciam as Bulas Católicas, e quando a Igreja pede perdão, pede por aqueles que a desobedeceram e que acabou marcando a Igreja, mas ela não errou, pois temos as Bulas, documentos históricos que provam que ela não aceitava tais práticas. E quanto às formas de torturas que lhe são conhecidas não foram praticadas pela Igreja Católica, mas fazem parte da ficção de Kraemer, Malleus Maleficarum, que já discorri em outro e-mail.
Viu os dados da Inquisição Católica Espanhola, a inquisição mais conhecida pela História(Cerca de 0,1% dos acusados foram, de fato, mortos)? Agora vou lhe mostrar uma parte da história que não deve conhecer, para fazer um contraponto à Inquisição Protestante. Todos são trechos de livros históricos que citarei a fonte em seguida:

Marco Aurélio disse...

continuando...
"As posições de Lutero, contra os anabatistas, causaram a morte de pelo menos 30.000 camponeses" (VEIT, Valentim, História Universal, Livraria Martins Editoras, SP, 1961, Tomo II, pp. 248-249.);
"O luterano Benedict Carpzov... contra a bruxaria, que considerava merecedora de torturas três vezes intensificadas com respeito a outros crimes, e cinco vezes punível com pena de morte... Assinou sentença de morte contra 20.000 bruxas"(Benedict Carpzov, Practica Nova Rerum Criminalium Imperialis Saxonica in Tres Partes Divisão, Wittenberg, 1635.);
"Outro famoso perseguidor de bruxas na Alemanha, foi Nicholas Romy, considerado grande especialista e que escreveu um longo tratado sobre bruxaria, teve sobre sua consciência a morte de 900 pessoas."(Nichólas Romy, Daemonolatriae Libri Tres, Lião, 1595; Colônia, 1596; Frankfurt, 1597.);
"Em Bamberga, sob a administração de um bispo protestante, queimou-se 600 pessoas. Na Genebra protestante, foram queimadas 500 pessoas no ano 1515." (W. Bommbeg, The mind of man: the history of man’s conquest of mental illness, 2ª ed., Nova Yorque, Harpel, 1959; tradução: La mente del hombre, Buenos Aires, 1940.)
Acho que a história que a Senhora deva conhecer não é da Igreja Católica. Provo que as torturas não ocorrem como pensa, através das Bulas Católicas e a ficção condenada de Kraemer, Malleus Maleficarum. Provo que as penas de morte e a fogueira na Inquisição foram pouquíssimas usadas. E tento provar que o seu ódio à Igreja se sustenta não pelo que a Igreja é, mas pelo que pensa ser a Igreja, de modo enganada.
Se precisar de mais esclarecimentos, contate-me.
Marco Aurélio. (marco_etb@yahoo.com.br)
Fique com Deus.

Marco Aurélio disse...

Quanto ao Malleus Maleficarum, de Kraemer.
A Senhora é escritora, e quero saber o que faria se alguém escrevesse qualquer coisa contra suas idéias e publicasse como sendo uma obra sua? Imagino que iria na Justiça contra essa pessoa e no mínimo exigiria que se proibisse a publicação, e que se retratasse. Estou errado? Foi somente isso que a Igreja fez a Kraemer, e não o matou por isso.
E se a senhora tiver um pouco de censo de justiça, vai se corrigir não ligando a obra Malleus Maleficarum à Igreja. Espero seu pronunciamento.

Anónimo disse...

Nada de pronunciamento. Estamos vendo quem é a fanática aqui e quem está cheia de ideias distorcidas.

rosaleonor disse...

Meu caro senhor - o fanatismo seja ele qual for escurece e turva a mais clara inteligência. Diga o que disser não há desculpa para os crimes da Igreja. E quando aos exaustivos dados e pesquisas que me apresenta são teorias da mente humana que busca desculpa apenas para as suas atrocidades- nem as li confesso. E ...fanatismo por fanatismo, prefiro o meu...sempre evoca vitimas inocentes e não criminosos...
Não perca mais tempo a comentar o que escrevo. Eu não o iria incomodar ou ofender sequer na sua casa...e deixo-a em paz com a sua consciência.
rlp