terça-feira, abril 21, 2009

A DOENÇA FUNDAMENTAL DA HUMANIDADE


"A doença fundamental da Humanidade gira em trono daqueles que só conseguem manter de pé as estruturas da sua personalidade recorrendo à imagem do inimigo e que encontrem o ódio que têm a si próprios, a sua insegurança e a sua irresponsabilidade em relação à própria existência. Aqui não me refiro àqueles que são paranóides no sentido psiquiátrico, mas aqueles conformistas que sabem exactamente como devem comportar-se perante as normas da sociedade. Os realmente doentes lutam consigo próprios, coisa que aqueles nunca fazem. Pelo contrário, em vez de desenvolverem o sentido de responsabilidade pelas próprias necessidades e motivações, perseguem e destroem o que for vivo e que ama como algo de maligno.
(…)

É o humano no outro que odiamos para podermos defender a vivência da má mãe e/ou do mau pai como boa. (…)
Sejam quais forem os impulsos exteriores para a agressão, as guerras encobrem o indivíduo cuja estrutura do seu eu assenta numa mentira mantida ao longo da sua vida. A mentira fundamental da nossa existência consiste em termos assumido a responsabilidade pelo amor insuficiente dos nossos pais.
E assim as pessoas que procuram o amor onde ele não existe. Evidentemente isto é uma expressão do seu desejo de amor. Mas que este se mantenha, para muitos, inalcançável, tem a ver com o facto de o procurarem continuamente nas pessoas erradas. O desespero que daí decorre empurra-os para o desejo de salvação. O facto de uma existência sem amor ser insuportável deixa-os à mercê das promessas dos demagogos que acenam um amor falso. Estes têm sucesso porque não conseguimos, de facto, suportar o amor verdadeiro e corremos atrás do falso amor com que nos enganamos desde a nossa terna infância.
No fundo o verdadeiro amor inspira medo porque nos obrigaria a confrontarmo-nos com o escamoteamento original de um amor paternal insuficiente e, nomeadamente com o da mãe. É aqui que encontramos a fonte da nossa incapacidade diária de lidarmos, de uma forma realista, connosco próprios e com o mundo. Mas precisamente essa incapacidade é designada como realismo, porque nos impede de nos confrontarmos com o desespero mais profundo e com a dor mais profunda do nosso passado. "

In FALSOS DEUSES de Arno Gruen


A GRANDE MENTIRA POLÍTICA

A religião e a política, em planos diferentes, aparecem ao ser humano como uma promessa de salvação ou de justiça, respectivamente, mas nem a religião nem a política têm já nada para oferecer ao indivíduo senão a fuga e a mentira e o engano sistemático de si próprio. E com isso enfrentamos todos os dias, agora manifesta de uma forma mais desesperada do que nunca, a propalada mentira religiosa e política que controla nos seus pódios de domínio social e psicológico – os Midea e o cinema, os jornais, os Partidos, os Governos, o Vaticano - afastando o ser humano da sua questão essencial, do seu verdadeiro drama, que é a falta de amor inicial e de justiça, a falta de amor e respeito pelo ser humano neste mundo.
Sem dúvida que são esses seres que alimentam as multidões do seu próprio ódio (frustração, raiva, medo, carência), projectado para o inimigo em nome de deus, da liberdade, da igualdade ou da fraternidade.
Todos os homens que não foram amados pela Mãe e pela Mulher são os políticos, os fanáticos e os criminosos desta sociedade. Neste caso receio que não hajam excepções à regra…
 
rlp

3 comentários:

josaphat disse...

A revolução trouxe a esperança de uma justiça verdadeira, não mais a falsa justiça da graça divina concedida por deus por intermédio do soberano e da igreja. Mas a revolução fracassou. Talvez por ter sido feita por indivíduos humanos tais como os que você se refere: desequilibrados desde a tenra idade, pelo também desequilibrado amor dos pais. Ou simplesmente pela falta dele nos mesmos pais.
Hoje parece não haver mais esperança de justiça alguma. Parece, mas não é o que está se vendo. Apesar de tênue, a mudança dos polos de poder se vai fazendo, lentamente, mas vai. As grandes e históricas farsas se vão tornando visíveis para cada vez mais pessoas. Vide uma das maiores lá no Vaticano, ou outra ainda maior e mais antiga em Israel.
Agora, permita-me discordar de ti com relação às exceções. Se tivéssemos tido apenas em Gandhi o modelo de político justo, creio que não mais existiríamos. O tamanho do indivíduo é medido por sua capacidade em exercer o poder em prol da humanidade. E isto se dá em meio à grandes dramas interiores. Então, mesmo os que cometeram crimes, também tiveram seus acertos. Se Stalin não tivesse resistido no Volga e gasto um milhão de russos alí, onde estaríamos hoje? É triste, mas ainda vivemos na dualidade. Mas não precisamos desses imensos contrastes. Lembremo-nos de Luther King, outro que precisou se dar em holocausto. Mas há os que vivos estão, como Mandela. E também os que não fazem questão de aparecer. Não tenho dúvidas em incluir o meu querido Lula, como exemplo de indivíduo equilibrado e autruísta e que, sim, teve o amor da mãe (não o do pai). Ainda que em meio à miséria. Um político sagaz e que ama seu povo. Digam o que quiserem os inimigos em seus jornaizinhos de destilar venenos. E aconselho a não leitura do Jabour. Gosto tanto de suas postagens que, às vezes, deixo por aqui estas longas missivas.
Abraço fraterno e paz a todos!

Anónimo disse...

eU é que agradeço a sua contribuição...mas já lhe respondi na página...
esteja sempre a vontade para se alongar o que quiser!!!

um abraço
rleonor

I LOVE YOU disse...

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