sexta-feira, abril 03, 2009

o desapego do falso eu...

"Chegamos aos tempos previstos pelos povos nativos, onde a vida estaria toda ameaçada, quando homens e mulheres guiados por seres perigosos iriam brigar pelo mundo, usando armas de grande poder de destruição.

Mas também chegamos aos tempos da Tribo do Arco Íris e sua batalha, pacífica, bom combate, luta em essência, para que o Ser Terra que nos abriga sobreviva, se recupere e então plenamente consciente de novo, pois está em coma agora pelas agressões que tem sofrido, se auto regulará. Nós que seguimos os ciclos da Vida, que sentimos o pulsar da Terra e da Natureza temos um ritmo diferente de quem segue o ritmo das grandes cidades.
Pode-se viver nas grandes cidades sem estar no ritmo delas, depende muito de tua postura existencial.
Essa é a primeira manobra radical que podemos fazer no nosso surf do Zuvuya. Estar no mundo, mas não ser dele.
"Se algo lá fora pegou fogo, deixe o fogo só onde ele está, não incendeie o seu coração"
"Se há inundação, deixe que alague apenas o que está a sua volta, não alague tua mente."
São ditos budistas, falam do desapego. O desapego é que nos permite entrar num estado de não ressonância às programações impostas do sistema. Respirar tranquilamente, procure prestar atenção na tua respiração, só prestar atenção, sem interferir.
O apego, a posse, o controle, o domínio sobre o exterior são bases poderosas nesse sistema que aí está.
O desapego é uma postura revolucionária porque vem de uma constatação de nossa efemeridade frente à vastidão da existência. A tremenda importância pessoal das pessoas hoje vem do medo de assumirem o nada que somos, a efemeridade de nossa condição, por não resolverem suas carências interiores ficam com medo de sentir o absoluto vazio da ETERNIDADE desprovido de emoções, o Olho do Dragão, puro INTENTO. E o medo leva a refugiarem-se em elaboradas imagens de importância pessoal e se alguém ameaça esta imagem podem fazer de tudo , loucuras, para salvaguardar algo que em si já é falso.
(...)
O mundo é resultado do estado de consciência coletivo, a maior parte das pessoas não quer a guerra e os conflitos que estão aí, eles são mantidos por forças artificiais, como as políticas internacionais que favorecem conflitos, fortalecendo diferenças e ódios, com nítidos fins de provocar conflitos e de alguma forma ganhar com isso. "
(...)

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