"NÃO SOU FEMINISTA, SOU ANTROPOLOGICAMENTE LÚCIDA" Ana Hatherly

quinta-feira, maio 07, 2009

os comentários anónimos

Anónimo deixou um novo comentário na sua mensagem "Em relação ao texto abaixo...":

"umm, vc se esquece que suas adoradas mulheres deusas, eram usadas para ligar o espiritual com o real de uma maneira bem peculiar...
Elas faziam sexo com os homens que iam se ligar com o sobrenatural...
"


- Ao contrário do que pensa este anónimo fico muito contente por ele reconhecer que as mulheres ligavam o espiritual com o real... e ligavam os homens ao sobrenaural...
Só que não deviam ser usadas mas servir a Deusa...o conceito de usar é patriarcal . Assim como o de "prostitutas sagradas", pois as mulheres de início eram livres.
E também acertou nas minhas adoradas mulheres deusas, só que eu nunca as disse assexuadas nem que o sexo era pecado.
rlp

3 comentários:

Anónimo disse...

Eu gosto dessa ideia de usar o sexo como portal para outra dimensão...

Tenho a percepção de que é mesmo possível com o sexo (e com amor...)atingir outros niveis de energia ou ondas, sensações, sei lá...

Gosto da ideia de ser a mulher a iniciar o homem...

mas acho dificil isso acontecer por enquanto... é precioso q haja uma preparação desde muito cedo, para q eles, mulheres e homens possam se ver assim e aceder a esse nivel de encontro e dialogo.

Pra nós, já adultos isso é impossivel sem a descontaminação do sexo patriarcal, totalmente embolorado e poluído...

Resta alguma esperança?

Nana

anfibia disse...

oi rosa querida.

a idéia de sexo sagrado é muito difícil de apreender, pois há camadas e mais camadas a serem descascadas antes de chegarmos ao seu cerne.

especialmente aos homens e mulheres patriarcais, que fazem conexões diretas com o 'usar'.

de alguma forma, acredito que em toda paixão, a mulher se depara com a porta para o sexo sagrado, o que inicia o homem como disse a nana.

o que podemos fazer com isto, infelizmente, depende de quanto o homem é capaz de se abrir à iniciação dada pela mulher...

essa parece ser a mais triste 'dependência' da mulher, e talvez uma que não conseguimos nos livrar, pois é a mais justa de todas as reivindicações: ser vista em sua essência pelo homem. ser respeitada como portadora do sagrado.

um grande abraço

Anónimo disse...

obrigada às duas por esta permanência e pelas ideias. vocês são duas leais amigas com quem tenho o prazer enorme de contar sempre...

abraço as duas no mesmo amplexo...

rleonor