quinta-feira, maio 28, 2009

E SE EU MORRER ESTA NOITE?


Toda a gente aqui se assustou com a pergunta...mas o melhor é pensar suavemente como a vida e a morte estão interligadas...um dia nascemos e no outro morremos, assim sem mais. Porquê ficar tão surpeendido com a pergunta?

Eu penso nisso todos os dias e agora mais do que nunca...

E se as pessoas pensassem mais nisso naturalmente a sua vida seria muito mais rica e mais verdadeira porque ao ter presente o efémero que é a vida no sentido em que nada é garantido, relativizariamos as coisas triviais e dariamos mais importância às coisas importantes, pensariamos menos no futuro e viveriamos mais no presente; de certeza que estariamos muito mais perto do nosso coração do que da nossa mente...


"Às vezes precisamos nos sacudir e nos perguntar de fato: "E se eu morrer esta noite, o que vai ser?" Nunca sabemos se vamos acordar no dia seguinte, ou onde. Se você expira e não pode voltar a inspirar, está morto. É mesmo simples assim. Como diz um ditado tibetano: "Amanhã ou a próxima vida — o que vem primeiro, nunca se sabe."

É importante refletir com calma, muitas e muitas vezes, que a morte é real, e chega sem aviso. Não faça como o pombo do provérbio tibetano, que passa toda a noite fazendo barulho, preparando sua cama, e a madrugada o surpreende antes que possa dormir. Como um importante mestre do século XII, Dragpa Gyaltsen, dizia: "Os seres humanos gastam toda a sua vida se preparando, se preparando, se preparando... para afinal chegarem a uma outra vida despreparados."

Levar a vida a sério não quer dizer passar a vida inteira meditando, como se vivêssemos nas montanhas do Himalaia ou nos velhos dias do Tibet. No mundo moderno, temos que trabalhar e ganhar nosso pão, mas não nos devemos enredar em uma existência das-oito-às-seis onde vivemos sem noção do significado mais profundo da vida. Nossa tarefa é chegar a um equilíbrio, encontrar um caminho do meio, aprender a não nos estendermos além do possível em atividades e preocupações irrelevantes, e simplificar mais e mais nossas vidas. A chave para encontrar um equilíbrio feliz na vida moderna é a simplicidade."

Sogyal Rinpoche. O livro tibetano do viver e do morrer

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