"NÃO SOU FEMINISTA, SOU ANTROPOLOGICAMENTE LÚCIDA" Ana Hatherly

sexta-feira, maio 22, 2009

A ROSA DE FOGO...



SOB O SIGNO DA ROSA...

“Acho interessante o termo sub-rosa querer dizer algo feito em segredo. A expressão “sob o signo da rosa” quer dizer algo específico para os iniciados. Para eles, como já vimos, o segredo é a rosa - a rosa vermelha da outra Maria, a Maria M. que representa o Eros, o aspecto nupcial apaixonado do feminino que foi renegado pela igreja estabelecida. Eros é um anagrama de rosa e a rosa é sagrada para a deusa do amor desde a antiguidade.”

Sofia a Reveladora dos Mistérios...

(...) "A mulher divina no gnosticismo é essencialmente, Sofia, entidade de múltiplos aspectos e nomes. Identificada por vezes ao próprio Espírito Santo, é também, segundo os seus diversos atributos, a Mãe universal, a Mãe do Vivos ou Mãe resplandecente, o Poder do Alto, "A da Mão Esquerda" (em oposição ao Cristo, considerado seu esposo e "O da Mão Direita"), a Luxuriosa, a Matriz, a Virgem, a Esposa do Macho, a Reveladora dos Mistérios, a Santa Pomba do Espírito, a Mãe Celeste, a Extraviada, Helena (isto é Selenia, a Lua); foi concebida como a Psique do mundo e o aspecto feminino do Logos. Na "Grande Revelação" de Simão o gnóstico, o tema da díade e do andrógino é dado em termos que merecem ser referidos aqui:

" Este é o que foi, que é o que será, o poder macho-fêmea assim como o poder preexistente ilimitado que não tem começo nem fim, porque existe na Unidade. Foi através deste poder ilimitado que o pensamento, escondido na Unidade, agiu primeiro, tornando-se dois... Sucedeu assim que aquilo que através dele se manifestou, embora um, é de facto dois, macho e fêmea, contendo a fêmea em si próprio".

In " A Metafísica do Sexo" de Julius Evola


AS MULHERES NO ORIENTE ANTIGO...

"A China sempre gozou de uma profunda tradição Xamânica. Onde ela mais se desenvolveu foi no reino meridional de Chu. Nele, as mulheres desempenhavam um papel fundamental. Chamavam-se WU, ZHU ou LING, e rendiam culto ao invisível por meio de danças e de cantos. Convidavam os espíritos a baixar (jiang) até elas e mantinham com eles uma autêntica relação de amor. Nem toda a gente podia optar por se chamar Xamã : "Na antiguidade...só se chamava xamã àquele ou àquela que tinha uma essência de vida própria e desenvovida e que fosse capaz de assegurar uma rectidão e grande sinceridade. O seu saber alcançava tanto o que está em cima como o que está em baixo. O fulgor da sua sabedoria iluminava tudo em seu redor e os seus ouvidos podiam ouvir tudo. Os espíritos celestes e terrestres entravam nela"

in TAOÍSMO E ALQUIMIA FEMININA de Catherine Despeux

Tao Te King

"Quem conhece o outro, é conhecedor.
Quem se conhece a si mesmo, é sábio
O que conquista o outro, tem força
O que se conquista a si mesmo, é poderoso
Quem sabe contentar-se, é rico
Quem é firme no seu propósito, tem carácter
O que não perde a sua interioridade, resiste
O que sabe morrer, mas não perece, possui a vida eterna"


Lao Tse

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