"NÃO SOU FEMINISTA, SOU ANTROPOLOGICAMENTE LÚCIDA" Ana Hatherly

terça-feira, outubro 06, 2009

A DESCOBERTA DO SER INTERIOR


"A primeira necessidade é a descoberta interior para saber o que se é verdadeiramente atrás das aparências sociais, morais, culturais, raciais, hereditárias. No centro há um ser livre, vasto, conhecedor, que se oferece à nossa descoberta e que deve tornar-se o centro agente de nosso ser, de nossa vida."

(Mira Alfassa, “A Mãe”, Revista Ananda, Caderno Especial II, abril de 1974, página 7.)


"Fica evidente que o que conhecemos de nós próprios, nossa presente existência consciente, é apenas uma formação representativa, uma actividade superficial, um resultado externo em mudança, de uma vasta massa de existência oculta. Nossa vida visível e as acções desta vida não são mais que uma série de expressões significativas, mas aquilo que ela tenta expressar não está na superfície; nossa existência é algo bem maior que este ser frontal aparente que nós mesmos supomos ser e que oferecemos ao mundo em volta de nós. Este ser frontal e externo é uma amálgama confusa de formações da mente, movimentos da vida, funcionamentos físicos, e mesmo uma análise exaustiva e ordenadora de suas partes componentes e mecanismo falha em revelar o segredo inteiro. É somente quando vamos atrás, abaixo, acima, penetrando as extensões escondidas de nosso ser, que podemos conhecê-lo; a mais cuidadosa e aguda investigação e manipulação de superfície não pode nos dar o entendimento verdadeiro ou o controle completamente efectivo de nossa vida, de seus propósitos, suas actividades; e de fato, essa inabilidade é a causa do falhar da razão, da moralidade e de toda outra acção na superfície que pretenda controlar e libertar e aperfeiçoar a vida da espécie humana."

(Sri Aurobindo, Revista Ananda, Caderno Especial II, abril de 1974, página 8.)

"A maior parte das pessoas vive em sua ignorante personalidade exterior comum, que não se abre facilmente ao Divino; no entanto há um ser interior dentro delas de que elas não sabem, que pode facilmente abrir-se à Verdade e à Luz. Mas existe um muro que as isola dele, um muro de escuridão e não-consciência."

(Sri Aurobindo, Revista Ananda, Caderno Especial II, abril de 1974, página 8.)

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