sábado, outubro 03, 2009

A FLOR QUE DESABROCHA...

REALIZAÇÃO INTERIOR E TRABALHO

"A alma em nós se desenvolve através da vida e de trabalhos."

(Sri Aurobindo, Revista Ananda, Caderno Especial II, abril de 1974, página 13.)

"Para a descoberta interior o trabalho, mesmo manual, é uma coisa indispensável. Se não se trabalha, se não se coloca sua consciência na matéria, ela não se desenvolverá jamais. Deixar a consciência organizar um pouco de matéria através de seu corpo é muito bom. Pôr ordem ao redor de si ajuda a pôr ordem em si."

(Mira Alfassa, "A Mãe", Revista Ananda, Caderno Especial II, abril de 1974, página 13.)


"Incluir a consciência exterior na transformação é de suprema importância - meditação não pode fazer tudo. Meditação pode apenas lidar com o ser interior. Assim, trabalho é de importância primeira - só que ele deve ser feito com a atitude certa e na consciência certa, então ele é tão frutífero como qualquer meditação pode ser."

(Sri Aurobindo, Revista Ananda, Caderno Especial II, abril de 1974, página 13.)

"Pois a meditação, a contemplação, a União, isto é o resultado obtido, a flor que desabrocha; enquanto a actividade quotidiana é a bigorna sobre a qual se deve passar e repassar todos os elementos a fim de que eles sejam amaciados, purificados, refinados, tornados maduros para a iluminação que lhes é dada pela contemplação. É preciso que todos estes elementos, uns após os outros, sejam assim passados no cadinho, antes que a actividade exterior deixe de ser uma necessidade para o desenvolvimento integral."

(Mira Alfassa, "A Mãe", Revista Ananda, Caderno Especial II, abril de 1974, página 14.)

"Para aquietar a mente e ter a experiência espiritual é necessário, primeiro, purificar e preparar a natureza. Isto leva às vezes muitos anos. Trabalho feito com a atitude certa é o meio mais fácil para isto - quer dizer, trabalho feito sem desejo ou ego, rejeitando todos os movimentos do desejo, ambição ou ego quando vêm, feito como uma oferenda."

(Sri Aurobindo, Revista Ananda, Caderno Especial II, abril de 1974, página 14.)

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