"NÃO SOU FEMINISTA, SOU ANTROPOLOGICAMENTE LÚCIDA" Ana Hatherly

terça-feira, dezembro 08, 2009

ABRIR A PORTA...


"Gandhi disse que precisamos"SER" a mudança que queremos ver no mundo. Pelo fato de toda energia estar interligada, estamos todos em um mesmo nível energético. Aquilo que "SOMOS" tem muito mais impacto do que o que dizemos ou fazemos. Se nos unirmos, nossa energia irradia-se para muito além de nossa vida pessoal, como ondas espalhando-se em um grande lago. Quando somos negativos ou críticos, mesmo na privacidade de nossa mente, essa energia afecta o mundo. Mulheres, vamos SER a mudança que queremos ver, e certamente estaremos abrindo caminho para a formação de um novo Homem. "

ANNA PAIM
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DE QUE PONTO PARTE O VERDADEIRO SER PARA A SUA EXPRESSÃO ENERGÉTICA MAIS ALTA?
QUANDO É QUE O SER HUMANO É VERDADEIRAMENTE "SUPERIOR"?
A QUE NÍVEL DO SER É VERDADEIRA ESSA MUDANÇA?

Como sempre tenho dito, precisamos de um novo Homem mas de facto isso depende também de uma nova Mulher...e de uma nova linguagem. Mas sobretudo depende, o que cada vez se torna mais claro para mim, da nossa postura interior, é certo, da nossa atitude como pessoas mas sobretudo da consciência que temos do nosso verdadeiro feminino e masculino. Sem aferirmos os dois aspectos complementares do nosso ser individual dificilmente seremos capazes de atingir aspectos superiores do nosso ser maior porque, no meu entender, tudo depende, à partida dessa integração ou seja do nosso equilíbrio físico, emocional, afectivo e anímico. Continuando, nós mulheres, a viver fracturadas, fragmentadas, divididas entre os mais variados aspectos do nosso ser superficial, social ou sexual, sem ir ao fundo do nosso ser profundo não atingiremos nunca o âmago do SER em Si.
A mim parece-me que tem de haver primeiro uma maturidade pessoal, uma tomada de consciência da persona e do ego e redimensionar todos os aspectos do nosso Self para se iniciar um caminho evolutivo ou evoluirmos espiritualmente...sem uma consciência psicológica, um conhecimento profundo de base dos variados aspectos que formam e condicionam o nosso ser instintivo, mental e emocional, não me parece que possamos ser responsáveis diante de uma realidade mais alargada, de uma existência multidimensional...
A espiritualidade não é saber uma série de coisas sobre outras tantas coisas elevadas e esotéricas sem que o nosso ser, por assim dizer "inferior", não seja sujeito a transformações alquímicas e portanto a mudanças interiores efectivas e não apenas adquirir ideias e informação sobre coisas transcendentes e mudar de conceitos sobre a realidade...
Não me parece que sem essa mudança interior, sem a consciência da integralidade do ser humano nesta dimensão se possa ter a pretensão de atingirmos outras dimensões, ou então alguma coisa ficou para trás...
rlp

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