segunda-feira, dezembro 21, 2009

O SANTO GRAAL

O FEMININO PERDIDO...


“Com as invasões Indo-Arianas (por volta de 3500ªC.), surgiu a ideia de uma suprema divindade masculina, cuja raiva e cólera tinham de ser apaziguadas.
Ao longo dos séculos, os cultos baseados num deus masculino de poderes ilimitados foram substituindo gradualmente a adoração de uma deusa indulgente.

(...)


A perda do feminino tem tido um impacto desastroso na nossa cultura. Tanto o macho como a fêmea se sentem profundamente feridos à medida que o segundo milénio da Cristandade se aproxima do fim. As dádivas do feminino não têm sido totalmente aceites e apreciadas. Entretanto, o masculino, frustrado devido a uma incapacidade para canalizar as suas energias em harmonia com um feminino devidamente desenvolvido, continua a liderar com a espada, brande as armas temerariamente e frequentemente flagelando o próximo com violência e destruição. No mundo antigo, o equilíbrio entre energias opostas era compreendido e honrado. No nosso mundo moderno, os atributos e atitudes do macho é que têm prevalecido. A distância entre a atracção pelo poder e a glória por parte do macho e “a adoração do filho primogénito”, um culto que produz muitas vezes machos mimados e imaturos - zangados, frustrados, aborrecidos e muitas vezes perigosos, é muito pequena. Eventualmente, incapaz de uma interligação com a sua “outra metade”, o masculino fica exausto. O resultado final do princípio feminino desvalorizado não é apenas o ambiente poluído, o hedonismo e o crime sempre crescente é o holocausto.”
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In MARIA MADALENA E O SANTO GRAAL

A Mulher do Vaso de Alabastro - de Margaret Starbird
(o livro que inspirou O Código da Vinci de Dan Brown)
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O QUE NÓS ESQUECEMOS:
A EXPERIÊNCIA DA DEUSA EM CADA MULHER


"Servimos de parteiras às consciências umas das outras.”


"Devemos lembrar-nos como e quando cada uma de nós passou por uma experiência da Deusa, e se sentiu sarada e integral por causa desta. São momentos santos, sagrados, intemporais, embora por mais inefáveis que se possam revelar, sejam difíceis de reter em palavras. Mas, quando qualquer outra pessoa menciona uma experiência semelhante, isso pode evocar as sensações que voltam a captar a experiência; se bem que só aconteça se falarmos da nossa vivência pessoal. É por isso que necessitamos de palavras para os mistérios das mulheres, o que parece exigir que uma de cada vez explicite o que sabe - como tudo o mais que é de foro feminino. Servimos de parteiras às consciências umas das outras.”
(...)
IN TRAVESSIA PARA AVALON

De Jean Shinoda Bolen

1 comentário:

Anónimo disse...

Tambem sou (signo) de Maat.

Que a Deusa lhe proteja tambem,e eu tenho fé na força da Senhora, e espero que Ela nos ajude a mudar o mundo, antes que a Fé cega na Espada nos destrua a todos...



abraços
Gaia Lil