"NÃO SOU FEMINISTA, SOU ANTROPOLOGICAMENTE LÚCIDA" Ana Hatherly

segunda-feira, janeiro 25, 2010

O PAR VERDADEIRO, OU O ÚNICO AMOR


O PAR ALQUÍMICO

- “Amo-te de tal forma que creio ter-te sonhado”



Essa atracção, que parece racionalmente inexplicável (...), envolve energias vibratórias de qualidades bem específicas. Assim, o ser amado nos é totalmente desconhecido, significando que não conhecemos nada de sua vida passada e no entanto temos a impressão de conhecê-lo desde a eternidade no sentindo em que o nosso duplo é antecipadamente o complementar seu. É nesse nível subtil que se faz a comunicação entre as energias vibratórias, de duplo a duplo.

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O QUE É O AMOR À PRIMEIRA VISTA?


Uma troca vibratória de tal modo intensa entre dois seres que transcende cada um deles. Nesses momentos privilegiados, sentimos uma energia muito especial invadir o nosso ser. Somos irradiados de luz, transformados. Quando dois tipos de energias vibratórias complementares se encontram, elas podem se fundir se não existir nenhum freio da parte de um dos dois protagonistas e um novo ser começa a emergir: o casal alquímico. É um momento inesquecível e não é possível falar de complementaridade strictu sensu: devemos invocar então uma verdadeira sinergia, que tem sua fonte nos espaços-tempos transcendentes, dando acesso, ao menos, ao menos transitoriamente, à eternidade. É condição necessária para que o germe do casal comece a crescer.
(...)
Quando falo de casal alquímico, é geralmente homem-mulher, mas, como esta é uma escala distanciada da sexualidade strictu sensu, é possível imaginar casais homem-homem ou mulher-mulher.

A BUSCA DO ABSOLUTO

No verdadeiro casal alquímico, nenhum dos dois componentes se nutre da “substância” do outro, substância tomada no sentido mais nobre do termo. Existe um prodigioso crescimento qualitativo das energias vibratórias do conjunto homem e mulher.

(...)

EM BUSCA DA MULHER MÍTICA


A satisfação das necessidades materiais mesmo não elementares não conduzirá nunca a progressos correspondentes da consciência. O inverso não é verdadeiro, ou seja, não é necessário privar as pessoas a todo o custo, fazê-las sofrer de qualquer modo, para as fazer evoluir, o que significaria que temos que adoptar um comportamento masoquista ou sádico. De facto, penso que existe no casal alquímico uma dinâmica subtil. Pode ser que eu tenha acesso melhor ao meu duplo descobrindo-o no olhar do outro, o olhar do outro desempenhando o papel de espelho para ver a outra face de minha dupla alquímica, e reciprocamente. Estou interessado na busca do absoluto. Humanamente, eu só tinha três soluções. Seja a mulher mítica, seja todas as mulheres com os seus limites desesperantes, seja nenhuma, e minha liberdade estava condicionada pelos meios que eu utilizaria para descobrir essa mulher ideal. Para mim esse esforço e esse caminho de conhecimento são ligados ao sagrado, à busca da mulher mítica. *


* IN O HOMEM ENTRE O CÉU E A TERRA -
De ETIENNE GUILLÉ

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