quarta-feira, março 31, 2010

UMA QUESTÃO DE SOBREVIVÊNCIA


REDESCOBRIR A MULHER É uma questão de sobrevivência.

"Mulheres que são elas próprias, isto é, que estão ligadas às suas forças vitais autênticas, nunca estão a favor da guerra. Os homens que se encontram nas mesmas condições são, também, contrários à guerra. Mas, frequentemente, aqueles que contrariam a ideologia do poder são perseguidos. A sua existência ameaça a existência da mentira. Isto sempre foi assim.»
(...)
in a traição do Eu" - arno gruen


- Fala-se tanto na liberdade da Mulher como se fosse um dado adquirido
, quando sabemos todas nós mulheres que estamos ainda bem longe dessa realidade na vida de todos os dias e que as mulheres continuam manipuladas pelos maridos ou pela situação económica e a seguir pelos seus...”amos” e senhores, pais, professores, chefes, médicos, psicólogos, astrólogos até e os padres. As mulheres vivem tão à superfície do seu ser, estão tão automatizadas pelos costumes e romances, que estranham qualquer questão vital sobre a sua identidade profunda…

Desde cedo as mulheres são obrigadas a obedecer às ordens dos seus mentores e quando já adultas e até activas nesta sociedade patriarcal e são juízas, ministras ou deputadas, mesmo quando pretensamente independentes e fazem discursos, fazem-nos sempre a raiar o servilismo ou a subserviência aos seus - deles – deuses e líderes ou seja, aos valores patriarcais de domínio e de guerra, e apenas para ganharem um lugar de “prestigio” ou estatuto “superior” dentro dos seus padrões e Sistema, através da sua sujeição implícita ou aceitação tácita das suas regras que dominam a sociedade machista, SEMPRE EM SEU DETRIMENTO.

Os homens para fazerem das mulheres suas "pares" - A FAMOSA PARIDADE! – “Elevam-nas” (ou rebaixam-nas?) a soldados, a chefias militares e partidárias, de acordo com a sua submissão ao discurso (e não só…) masculino e de que à partida se asseguram sendo os seu chefes e mentores...
Sejam as académicas, sejam as políticas, sejam as médicas ou advogadas...sejam as funcionárias ou empregadas de qualquer patrão, as Mulheres, enquanto não forem conscientes de si mesmas em essência e livres dessas correntes de obediência e dependência ancestral enraizada e inconsciente, não poderão fazer uso do seu Dom inato, como oradoras, como “videntes” que são, se não tiverem a consciência profunda do seu SER TOTAL, a Mulher Autêntica, vivenciando as duas mulheres indiscriminadamente e que estão separadas nesta sociedade falocrática – uma a santa e outra a prostituta ou “garota de programa”. Elas não podem servir a sociedade sem serem responsáveis de si mesmas enquanto Mulheres integradas, enquanto não forem mulheres autenticamente livres e fiéis à sua Natureza inata!

Para mim as mulheres tanto na política como no Governo ou nos exércitos não significam nada de relevante, bem pelo contrário, nem sequer uma mais-valia para as próprias mulheres, porque no seu discurso não há rasto de feminilidade e as próprias fogem do feminismo (da sua essência verdadeira) assustada como de serpentes... Porque as mulheres têm medos umas das outras e delas próprias. Foram educadas a desconfiar umas das outras como rivais…perseguidas se forem realmente diferentes, ou elas mesmas!

As mulheres “modernas” que são cúmplices na guerra e na alienação da própria Mulher em si negam-se na sua essência e profunda identidade, que não conhecem, renegando assim o Princípio Feminino em favor do princípio masculino e os seus valores exclusivamente. Os valores do mais forte sobre o mais fraco. Contudo a “ NOSSA SOBREVIVÊNCIA” depende da descoberta do valor intrínseco do Princípio feminino, porque, como se salienta na seguinte citação “é uma questão de sobrevivência”

- " Redescobrir o princípio feminino, na sociedade, como em cada um de nós.
Redescobrir a mulher. É uma questão de sobrevivência.
Ou a humanidade se vira para os valores femininos de cooperação, de interajuda e comunhão, ou seremos condenados a curto ou longo prazo a desaparecer.

“A nossa civilização é dominada pelo instinto de morte.
Se nós quisermos sobreviver, temos de colocar a tónica nos valores femininos.
A mulher está profundamente ligada ao instinto de vida: ela está do lado das crianças, da Natureza, dos outros, dos animais, das plantas e das coisas...

Uma sociedade que reconhecesse os valores femininos assentaria sem dúvida em comunidades de interajuda.
Nunca sobre a dominação, a competição, a expansão ao domínio dos outros.”

“Com o princípio masculino, é a sobrevivência do mais forte, com o princípio feminino, a sobrevivência do mais sábio.
É preciso perguntar-se o que aconteceria se houvesse uma mudança colocando-se a ênfase nos aspectos do feminino em vez dos masculinos.
Que valores adviriam dessa mudança de atitude no plano colectivo e individual?” *

(*texto traduzido do francês - autor desconhecido)

Rosa leonor pedro

2 comentários:

Enajer disse...

Gosto muito dos seus posts.
Bjos

Rosa Leonor disse...

obrigada Enajer...

volte sempre e não deixe de comentar. Eu agradeço

rosa leonor