"NÃO SOU FEMINISTA, SOU ANTROPOLOGICAMENTE LÚCIDA" Ana Hatherly

terça-feira, agosto 17, 2010

O FACEBOOK ÀS VEZES TEM DESTES DIÁLOGOS…



"DEIXE QUE AS ÁGUAS SE ACALMEM E VERÁ AS ESTRELAS E A LUA ESPELHAREM-SE NO SEU SER."


RUMI

www.orgasmicbirth.com


PARTO ORGÁSTICO ?

(…)

Nelson - parece-me que o caminho não é saltar da "dor" para o "prazer", isso pode funcionar algumas vezes, mas a verdadeira conquista seria encontrar um "terceiro estado" que é a síntese de ambos, talvez a palavra "Êxtase" seja isso.

Rosa L. - Orgasmo ou êxtase? Ontologicamente o que é mais correcto? Da iniciação que é nascer ou dar à Luz não seria mais correcto chamar-lhe partos transcendentais ou iniciáticos? Porque é o lado sagrado da vida que se revela e não algo associado ao simples orgasmo ainda que num cume, mas que deriva mais de um mero prazer, ainda que também possa ser sagrado e iniciático...
O êxtase da Mulher ao dar à Luz um ser com essa consciência é mais do que o cume de um prazer!!!

André L - Rosa, êxtase é mais adequado que "orgasmo", sim.... e sintonizo com o Nelson: a transfiguração do prazer acontece como consequência da transfiguração integral de um ser. Estas realidades estao alem do binomio dor/prazer. O q me interessou aqui é a "revis ...(?)

Rosa L.- Sei, o importante à partida é esta nova tomada de consciência do acto sagrado que é o nascimento para a Mãe e para o filho/a. Não tinha lido o comentário do Nelson mas creio que é isso mas você define brilhantemente (com a sua clareza habitual, passe o elogio) quando se refere à transfiguração do prazer como consequência da transfiguração integral do ser. Estamos a caminhar...pelo menos arrepiei-me toda, como se diz, pela consciência partilhada. As palavras também precisam ser reinventadas...

André L
. - Rosa ... Principalmente as palavras e o seu estranho mas belo reino terão de ser reinventdas e a linguagem, para sobreviver ao Cosmos, terá de se tornar, justamente, Cosmos.
Best,
André

Rosa L. - Nada me daria maior prazer do que o sabor destas palavras...



A NOITE UTERINA

“Os seres humanos sempre souberem, no mais recôndito de si, que algo de essencial se passava dentro do ventre da mãe que os concebeu. Desde que possa livrar-se da canga rígida da educação, cada ser humano sente que existe uma realidade inegável embora difícil de detectar. Mas aquilo que durante algum tempo continua oculto não deixa por isso de ser concebível.
Assim, desde as entoações cantadas pelos poetas de todos os tempos para exprimir as ressonâncias desta vida uterina preexistencial até aos sentimentos mais finos e ainda mais subtis que se inscrevem e se imprimem com força na carne de cada um num diálogo com a própria vida, tudo nos revela esta percepção primeira. Ela funde-se - não é verdade?
- em cada célula, agindo como a própria expressão da criação que se incarna. É de salientar apenas a acuidade poderosa e sensível em que o ser humano consegue sentir-se arrebatado, talhado no ventre materno pelo gerador da vida:”


“Nada nos fios da minha estrutura Vos é desconhecida; e todos eles foram escritos no Vosso livro; cada dia da minha vida foi prefixado, antes que um só deles existisse”.

Salmo CXXXIX

A. A.TOMATIS - Autor do Livro "Noite Uterina"

3 comentários:

Rosario Duarte da Costa disse...

www.impressioniste.net



Entre o fio imperfeito das imagens, passam pedaços de

amizade que passeiam numa ruela qualquer!

Rosario Duarte da Costa

Lyon-França

Traduzi um pequeno poema do teu livro. Um Beijinho. rosario Duarte da Costa

Rosa Leonor disse...

Rosário:


Bom saber de ti...obrigada por te ires lembrando...ficaram as plavras futuras entre as lembranças imperfeitas do tempo passado...
- a poesia ou o que seja esse sentimento que nos percorre é sempre um eco de presente que se encontra...para lá de tudo!

Um enorme abraço amiga

rosa leonor

Beto disse...

}:0 brincando com o título: birth = birch. birch é bétula...uma árvore sagrada da Deusa Branca...coincidência? não existem coincidências...};)