sexta-feira, abril 30, 2010

Honoring Women Worldwide - Jean Shinoda Bolen

URGENTE O ACORDAR DA MULHER E DA DEUSA MÃE


HONRAR A TERRA, HONRAR A DEUSA E A MULHER

A Deusa Mãe quando desperta em nós vem recordar-nos que a nossa casa é a Terra e todo o Planeta e que o devemos amar e respeitar como um todo e à Natureza, assim como os nossos corpos abençoados de mulheres que não só geram filhos, como tem a capacidade de iniciar ao amor os homens e as mulheres nossas irmãs. A Deusa Mãe pede-nos com urgência que a honremos aqui na terra e não a continuemos a amar apenas no altar nem a adiar ou a recusar a sua natureza instintiva e selvagem em nós, vibrando na sua essência e na matéria, para que a sua plenitude e grandeza, no preencha por inteiro e não vivendo apenas a vida a metade, em sofrimento e dor, em desunião e umas contra as outras!
Disseram-nos que a nossa origem e destino só podia ser o "Céu", o Cosmos ou Deus, como tantas religiões ainda pregam e mesmo as mais modernas, mas a verdade incontornável é que é aqui na terra que viemos e escolhemos viver e onde temos, todas nós mulheres, de reencontrar a chave e a raiz do nosso Ser profundo para podermos ser felizes e conscientes da sua maravilha e perfeição, da sua beleza, tanto exterior como interior.
As "águas de cima" (o Espírito) não são superiores às "águas de baixo" (a matéria viva) e só se a mulher for inteira e capaz de unir o que está em baixo começando por ela mesma, pode unir-se ao que está em cima - sabendo que o que está em cima é igual ao que está em baixo...

A Deusa Urge! Porque ela é o próprio Corpo Sagrado da Terra - GAIA - que tudo nos deu e que tanta abundância gera...

A Deusa é AINDA A Mulher que nos dá à Luz e alimenta do seu seio e cujo corpo é o verdadeiro altar onde rezar e agradecer a vida que ela representa! A Deusa Mãe é o chão que pisamos, a flor que cheiramos, a árvore que nos dá sombra, o fruto que comemos e o ar que respiramos... Que Ela desça E PERMANEÇA na Terra e nos proteja, que seja una connosco e nos perdoe tanta ofensa ao Seu Corpo redentor que dá vida e amamenta.

Rosa Leonor Pedro
Imagem: Art Montserrat: http://www.thesacredfeminine.com/
**

“A Deusa personifica a unidade de todas as coisas. Ela dá ao seu povo tanto o alimento físico como o espiritual. Dá a vida e na morte mas ela envia os seus filhos para o seu seio cósmico. Ela simboliza a relação com a vida quer no seu lado generoso quer no seu lado destrutivo, ligada à natureza, não se preocupando com as guerras nem com as conquistas.
(…)
O culto da Deusa Mãe irriga um sistema de valores caracterizado pela ausência de violência, uma forma de igualdade e de cooperação entre homem e a mulher, uma ausência de hierarquias. Esta organização social em forma de círculo, teve lugar no mundo durante cerca de 10 a 20 mil anos de civilização sob a inspiração do princípio feminino.”

La Femme Solaire
De Paule Salomon


VER O VÍDEO DE JEAN SHINODA BOLEN:

http://www.youtube.com/watch?v=RLoEqx3h6pY

SER MULHER E PISAR A TERRA


NOVAS CHAVES

Entrevista a Joelle de Gravelaine

(…)
Novas chaves: A sua “deusa selvagem” parece um verdadeiro manifesto!

-As minhas intenções eram muito claras.
Em todas as descrições da criação do mundo, há um pressuposto bem instalado que consiste a fazer notar que os homens, o masculino, se apoderou do céu e das águas de cima contra as águas de baixo, que seriam femininas. Porque não? O que me aborrece, é que eles acabaram por convencer todo o mundo desde há milhares de anos que o céu, é melhor que a terra.
Portanto puxei um pouco as coisas na direcção da empatia dizendo que vivemos num mundo em que se valorizou de tal forma o Espírito, o masculino, o intelecto, e que isso foi feito em detrimento da alma, do sensível e que por isso estamos todos a caminhar para o abismo. Quando defendo a minha Deusa selvagem, eu defendo portanto muito simplesmente um feminino primitivo, autêntico, fecundo, vivo.

N.C. - Guerreiras amorosas capazes de assumir uma dimensão espiritual, isso existe?

- Eu adoro a história da Loba Huesera – dita “a loba” ou “a mulher ossos”. O seu trabalho consiste em apanhar os ossos no deserto, em particular os ossos de lobos. A partir do momento em que ela reúne todos os ossos de um esqueleto, ela põe-se a cantar tão alto que a terra treme. Então aos poucos o lobo se reconstitui. Ele ergue-se, corre em direcção à floresta e iluminado pela luz da lua, transforma-se numa mulher que ri, livre e feliz. Eis como eu vejo esta espécie de conexão directamente com os poderes da terra, do canto, do ritmo, e tudo isso acaba numa ressurreição alegre, que passa pela reconstituição desse animal formidável que é o lobo.

N.C. – Não houve já no feminino uma tentativa imatura de utilizar a máscara de Kali?


- Kali (deusa indiana da morte e da vida) não tem nada a ver com o feminismo! Com a sua grande roda, esta espécie de lagar de sangue, simboliza simultaneamente a morte e a vida. No feminismo, há um combate que visa a excluir o homem pela raiva e pelo ódio. A minha posição é tudo menos de ódio. Eu vejo com humor as suas reivindicações de um céu supostamente melhor que a terra e eu reivindico a terra porque ela é concreta e porque ela dá frutos; mas em caso algum eu me sinto em guerra contra o homem. Melhor ainda: eu defendo a androginia que se manifesta através da deusa mãe, a serpente, os gémeos ímpares e criadores do mundo.
O que eu reivindico, é o direito para a mulher, de exprimir o desejo que ela tem mais vivo em si e sem hipocrisias, eventualmente o seu desejo o mais selvagem, sexual ou maternal, sem essa espécie de rendilhados ridículos com a qual a enfeitam e a mistificam. Da mesma maneira que reivindico o direito do homem assegurar a sua parte feminina, a sua anima. O mundo tem tendência aliás para uma espécie de androginia. É o que pode salvar o mundo. A Androginia é com efeito uma forma de eliminar o medo do outro. A partir do momento em que começamos a ver o que o outro sente, como e porque o sente e a ter essa experiência, então aí as barreiras caiem. O que faz medo, é a diferença – o mais elementar dos racismos.

N.C. - O facto de que os pais reivindicam hoje em dia a sua responsabilidade na gravidez e no nascimento, com tudo o que isso implica de amor e de sensualidade, significa que a androginia está a caminho?


-Yung dizia: “É preciso que o homem velho se torne maternal”. É bonito e é verdade. Porque seriamos nós eternamente seres cortados em dois, que não teriam o direito de ter ao mesmo tempo uma alma e um espírito, uma sensibilidade e uma violência feminina e masculina? As deusas divertem-se imenso por esta razão, em particular Ishtar, que é simultaneamente deusa do amor e guerreira. Isto fere a tradição masculina, ao ponto de existir quem conteste que possa existir uma deusa encarnando em simultâneo a violência guerreira e a paixão amorosa. Mas enfim, as mulheres são todas assim! Porque obscura razão só os homens teriam o direito de serem selvagens? – eu entendo selvagem no sentido da Natureza e da Floresta e não da barbárie. Dito isto, penso que a androginia é um estado no qual não se deve ficar. Passemos por lá, mas no fim do processo, restemos homem ou mulher. Não há nada de mais horrível do que uma mulher inteiramente viril que esqueceu a sua parte de ternura.
(…)

N.C. . Na Deusa Selvagem 2 você conta uma experiência que teve num templo no Egipto, onde sentiu as contracções de um parto. Experiências dessa natureza são igualmente de júbilo?


- Completamente. Eu estava em viagem no Nilo. Estava a visitar o templo de Denderah, mais precisamente na cripta do templo de Ísis-Hathor. Em frente a um muro, mergulhada na obscuridade eu senti, é verdade, violentas contracções de parto. Eu voltei-me para a parede, com os olhos fechados e vi interiormente os cornos de Hathor, o seu disco vermelho, com o sentimento de estar a ser arrastada numa dança de electrões. Depois destas duas experiências, tomei conhecimento que os hieróglifos de um lado da parede figuravam um texto sobre o nascimento físico, e do outro lado um texto sobre o nascimento espiritual. Só as mulheres podem viver estas sensações. Talvez porque elas por definição são mais abertas e prontas a aceitar deixarem-se tomar por forças, energias que as ultrapassam.

Joelle de Gravelaine

quinta-feira, abril 29, 2010

ESCRAVATURA "ÉTICA"...EM PLENO SEC. XXI

Strawberry fields forever



O homens europeus descem sobre Marrocos com a missão de recrutar mulheres.

Nas cidades, vilas e aldeias é afixado o convite e as mulheres apresentam-se no local da selecção.

Inscrevem-se, são chamadas e inspeccionadas como cavalos ou gado nas feiras. Peso, altura, medidas, dentes e cabelo, e qualidades genéricas como força, balanço, resistência. São escolhidas a dedo, porque são muitas concorrentes para poucas vagas. Mais ou menos cinco mil são apuradas em vinte e cinco mil.


A selecção é impiedosa e enquanto as escolhidas respiram de alívio, as recusadas choram e arrepelam-se e queixam-se da vida. Uma foi recusada porque era muito alta e muito larga.


São todas jovens, com menos de 40 anos e com filhos pequenos. Se tiverem mais de 50 anos são demasiado velhas e se não tiverem filhos são demasiado perigosas. As mulheres escolhidas são embarcadas e descem por sua vez sobre o Sul de Espanha, para a apanha de morangos. É uma actividade pesada, muitas horas de labuta para um salário diário de 35 euros. As mulheres têm casa e comida, e trabalham de sol a sol.


É assim durante meses, seis meses máximo, ao abrigo do que a Europa farta e saciada que vimos reunida em Lisboa chama Programa de Trabalhadores Convidados.


São convidadas apenas as mulheres novas com filhos pequenos, porque essas, por causa dos filhos, não fugirão nem tentarão ficar na Europa. As estufas de morangos de Huelva e Almería, em Espanha, escolheram-nas porque elas são prisioneiras e reféns da família que deixaram para trás.


Na Espanha socialista, este programa de recrutamento tão imaginativo, que faz lembrar as pesagens e apreciações a olho dos atributos físicos dos escravos africanos no tempo da escravatura, olhos, cabelos, dentes, unhas, toca a trabalhar, quem dá mais, é considerado pioneiro e chamam-lhe programa de "emigração ética".


Os nomes que os europeus arranjam para as suas patifarias e para sossegar as consciências são um modelo. Emigração ética, dizem eles.

Os homens são os empregadores.


Dantes, os homens eram contratados para este trabalho. Eram tão poucos os que regressavam a África e tantos os que ficavam sem papéis na Europa que alguém se

lembrou deste truque de recrutar mulheres para a apanha do morango. Com menos de 40 anos e filhos pequenos.


As que partem ficam tristes de deixar o marido e os filhos, as que ficam tristes ficam por terem sido recusadas. A culpa de não poderem ganhar o sustento pesa-lhes sobre a cabeça. Nas famílias alargadas dos marroquinos, a sogra e a mãe e as irmãs substituem a mãe mas, para os filhos, a separação constitui uma crueldade. E para as mães também.

O recrutamento fez deslizar a responsabilidade de

ganhar a vida e o pão dos ombros dos homens, desempregados perenes, para os das mulheres, impondo-lhes uma humilhação e uma privação.


Para os marroquinos, árabes ou berberes, a selecção e a separação são ofensivas, e engolem a raiva em silêncio. Da Europa, e de Espanha, nem bom vento nem bom casamento.


A separação faz com que muitas mulheres encontrem no regresso uma rival nos amores do marido.



Que esta história se passe no século XXI e que achemos isto normal, nós europeus, é que parece pouco saudável.


A Europa, ou os burocratas europeus que vimos nos Jerónimos tratados como animais de luxo, com os seus carrões de vidros fumados, os seus motoristas, as suas secretárias, os seus conselheiros e assessores, as suas legiões de servos, mais os banquetes e concertos, interlúdios e viagens, cartões de crédito e milhas de passageiros frequentes, perdeu, perderam, a vergonha e a ética. Quem trata assim as mulheres dos outros jamais trataria assim as suas.



Os construtores da Europa, com as canetas de prata que assinam tratados e declarações em cenários de ouro, com a prosápia de vencedores, chamam à nova escravatura das mulheres do Magreb "emigração ética". Damos às mulheres "uma oportunidade", dizem eles.


E quem se preocupa com os filhos?

Gostariam os europeus de separar os filhos deles das mães durante seis meses? Recrutariam os europeus mães dinamarquesas ou suecas, alemãs ou inglesas, portuguesas ou espanholas, para irem durante seis meses apanhar morango? Não. O método de recrutamento seria considerado vil, uma infâmia social. Psicólogos e institutos, organizações e ministérios levantar-se-iam contra a prática desumana e vozes e comunicados levantariam a questão da separação das mães dos filhos numa fase crucial da infância. Blá, blá, blá.


O processo de selecção seria considerado indigno de uma democracia ocidental. O pior é que as democracias ocidentais tratam muito bem de si mesmas e muito mal dos outros, apesar de quererem exportar o modelo e estarem muito preocupadas com os direitos humanos.



Como é possível fazermos isto às mulheres? Como é possível instituir uma separação entre trabalhadoras válidas, olhos, dentes, unhas, cabelo, e inválidas?



Alguns dos filhos destas mulheres lembrar-se-ão.

Alguns dos filhos destas mulheres serão recrutados pelo Islão.



Esta Europa que presume de humana e humanista com o sr. Barroso à frente, às vezes, mete nojo.



Clara Ferreira Alves

2010

COPIADO DE: http://saberdesi.blogspot.com/

quarta-feira, abril 28, 2010

O ÊXTASE DAS MULHERES...


A Deusa Selvagem

“ O homem e a Mulher são diferentes, diz-nos Joelle de Gravellaine, os seus êxtases não são os mesmos”. Em vez de se reduzir a uma espécie de incomunicabilidade feminista, a fundadora da célebre colecção Response (Ed Rober Laffont) decidiu contar-nos a origem sagrada do êxtase das mulheres, persuadida que isso pode ajudar a iluminação do homem.”

Em 1985, depois de quarenta anos de caminho, para lançar uma primeira síntese entre os domínios da sua predilecção, em que se articulam simbólica, poesia, mito, psicologia das profundidades, ela faz de Lilith – fiel serva do Criador – o seu tema de estudo, publicando uma obra astrológica e mitológica com o título O Retorno de Lilith: a lua negra (ed. L’Espace Bleu).
Através de ambiguidade do desejo e da rebelião da primeira parceira de Adão (antes de Eva), ela ataca um momento apaixonante do inconsciente colectivo: aquele em que, nomeadamente interposta pela Bíblia, a nova ordem patriarcal decide encerrar a selvajaria do desejo feminino no inferno.
Joelle de Gravelaine termina hoje a sua defesa sobre a natureza feminina com a Deusa Selvagem (ed. Dangles). Ela conta que a terra é à imagem da Mãe e vice-versa, Terra Mãe, Magna Mater, dadora de vida e de morte, senhora das árvores e dos animais selvagens, ela é ao mesmo tempo primitiva, subtil, espiritual, andrógino, loba, serpente, porca e jumento. Ela denuncia a atitude desonesta dos gregos que em vez das deusas – de Isthar a Athena passando por Ísis, Demeter, Ereshkigal -, na sua luta obstinada de as reduzir à condição de ogres satânicos e mães desrutivas, vazias de todo o apelo à vida e à ressurreição. Posição misógina e recuperada e mantida mais tarde pela tradição judaico-cristã.

Resultado: ainda são numerosos aqueles a quem o desejo selvagem, o prazer, o instinto da mulher arquetípica, embaraçam consideravelmente. Eles contestam a legitimidade da Deusa das Origens, e fazendo-o, negam completamente o papel da mulher no mundo.”
(Introdução a uma entrevista feita à autora por N.C.)

COMO O ÊXTASE NOS FOI PROIBIDO..


Fica aqui uma ilustração clara do que os “clássicos” gregos e o Império romano e depois os judeus e cristãos fizeram da mulher: um ser mutilado de uma parte de si, um ser cindido, maléfico e pecador, uma ameaça para os “santos” padres e condenado aos infernos e como sabemos, mais tarde, perseguida e queimada nas fogueiras da Santa Inquisição… Neste pequeno trecho que acabei de traduzir do francês podemos perceber com grande clareza até que ponto a mulher foi banida da história dos homens e condenada ao descrédito, afastada do seu ser essencial, facto que se reflecte ainda e de maneira gritante nas nossas sociedades que se pretendiam civilizadas e onde a mulher intelectual ou “espiritual” julga que ocupa um lugar “importante”, sem perceber que está desligada da sua essência e da sua verdadeira natureza.
Todas nós nos perdemos da nossa verdadeira identidade ao perder uma parte integrante de nós mesmas, mas também os homens perdendo o seu lado feminino, perderam muito, assim como o mundo, para não dizer que perderam tudo, pois vamos de ter que recomeçar do início face a um anunciado (próximo ?) fim tão calamitoso para a humanidade…

A não ser que a mulher acorde para essa parte de si que foi apagada dentro dela e da face da terra, a não ser que a Deusa Mãe e a Terra façam a sua limpeza global do Planeta, não voltaremos a ser Humanos como era suposto sermos à partida.
Para quem tenha dúvidas, basta olhar com olhos de ver à sua volta para a crise mundial: ela não é só económica e financeira, mas uma crise global de valores baseada na falta de respeito pela vida humana e dos animais em geral na terra, por uma tónica nos valores materiais e na conquista de poder. Seria inconcebível uma raça verdadeiramente humana comportar-se deste modo tão evidentemente criminoso para com o seu “semelhante” seja, em primeiro lugar para com a mulher, seja para com os outros seres humanos, crianças e animais, e a própria Natureza-Mãe!
Que lavagem ao cérebro, que “educação”, que poder ignominioso de destruição cabal e de controlo do mundo tem os poderosos que governam na sombra, para cegar as pessoas impedindo-as de reflectir e de pensar, para as impedir de agir e sequer sonhar ou querer um mundo melhor, um mundo mais justo e igualitário, sem que não seja a Utopia ou a Crença consentida para manter a ilusão dos que lutam e trabalham e ainda acreditam no sistema que os escraviza ou no deus que os castiga?
Faça o que o homem fizer ainda neste mundo sem A Consciência do Feminino Sagrado, sem a elevação da verdadeira Mulher e da Deusa Mãe, e não a que está nos altares católicos, não poderemos nunca chegar à Consciência Suprema, à Alquimia da Mutação nem realizar a Obra para que fomos criados …
UM NOVO SER HUMANO!

rlp

terça-feira, abril 27, 2010

O SONHO E O PESADELO HUMANO...

SOMOS TODOS DOENTES...

"Antes de nascermos, os que existiam anteriormente a nós criaram um grande sonho externo que denominamos sonho da sociedade ou sonho do planeta. Este sonho é um sonho de bilhões de sonhos pessoais menores, que juntos formam o sonho da família, da comunidade e toda humanidade. O sonho inclui todas as regras da sociedade, suas crenças, suas leis, suas religiões, suas culturas e formas de ser.


Quando somos crianças até os três anos, não vivemos esses sonhos. Somos livres deles, mas logo somos aprisionados por eles quando começam o processo de socialização e cobrança sobre nós. É aí que começa as regras que irão governar o nosso sonho, que é o sonho de todos. Quando crianças não temos a oportunidade de escolher nossas crenças, mas concordamos com a informação que nos foi passada sobre o sonho do planeta por intermédio de outros seres humanos. Assim, somos capturados pelos sonhos exteriores, concordamos, com tudo que dizem os adultos, e isso é chamado de fé. Ter fé é acreditar incondicionalmente.

Era melhor esse processo ser chamado de domesticação do que socialização, pois é isso que ele é. E é através dessa domesticação que aprendemos como viver e sonhar. O sonho da sociedade passa então a gerar todas nossas ações, e passamos a viver por um processo de recompensa, pois quando fazemos algo que é certo para o sonho geralmente recebemos algum elogio ou presente como recompensa, se fazemos o contrário somos crucificados e chamados de rebeldes.

Já quando estudamos o caminho Tolteca para a liberdade, descobrimos que eles possuem um verdadeiro mapa para libertar-se da domesticação. Eles comparam o Juiz, a Vítima e o Sistema de Crenças a um parasita que invade a nossa mente humana. Do ponto de vista Tolteca, todos os seres humanos domesticados são doentes. São doentes porque existe um parasita que controla a mente e o cérebro. A comida para os parasitas, são as emoções negativas produzidas pelo medo.

Se repararmos na definição parasita, descobrimos que um parasita é um ser vivo que vive de outros seres vivos, sugando sua energia sem nenhuma contribuição útil em troca e machucando o hospedeiro pouco a pouco. O Juiz, a Vítima e o Sistema de Crenças se encaixam bem nessa descrição. Uma das funções do cérebro é transformar energia material em energia emocional. Nosso cérebro é uma fábrica de emoções. E temos dito que a função da mente é sonhar. Os Toltecas acreditam que os parasitas controlam nossa mente e nosso sonho pessoal. Os parasitas sonham pela nossa mente e vivem sua vida por intermédio de seu corpo. Sobrevivem nas emoções que vêm do medo, e se alegram com o drama e o sofrimento.

A liberdade que procuramos é usar nossa própria mente e corpo para viver nossa vida, em vez da vida do Sistema de Crenças.
Quando descobrimos que a mente é controlada pelo Juiz, a Vítima, e o "nós" verdadeiro fica num canto, temos duas escolhas. Uma escolha é continuar vivendo da forma que somos, e continuar vivendo o sonho do planeta. A segunda escolha é fazer como quando éramos crianças e os pais nos tentavam domesticar. Podemos nos rebelar e dizer "Não!". Podemos declarar uma guerra contra os parasitas, uma guerra pela nossa independência, uma guerra pelo direito de usar nossa própria mente e nosso cérebro.
(…)
O parasita pode ser encarado com um monstro de mil cabeças. Cada cabeça do parasita é um dos medos que temos. Se queremos ser livres, temos de destruir o parasita. Uma das soluções é atacar o parasita de frente, o que significa enfrentarmos cada um dos nossos medos um por um. Esse é um processo lento, mas funciona. Uma segunda abordagem é para de alimentar o parasita. Senão dermos comida a ele, podemos mata-lo de fome. Para fazer isso temos que controlar nossas emoções, precisamos nos abster de alimentar as emoções que derivam do medo. Isso é muito fácil de falar, mas difícil de realizar. É difícil porque o Juiz e a Vítima controlam nossa mente.

Uma terceira solução é chamada de Iniciação dos Mortos.
Essa iniciação é encontrada em muitas escolas esotéricas e tradições xamânicas ao redor do mundo, como no Egito, Índia, na Grécia e nas Américas. Trata-se de uma morte simbólica, que mata o parasita sem magoar nosso corpo físico. Quando morremos simbolicamente, o parasita tem de morrer. É uma solução mais rápida do que as duas primeiras, porém muito mais difícil de executar. Precisamos de muita coragem para enfrentar a morte. Precisamos ser fortes. E sinceramente, espero que todos Nós consigamos enfrentá-la de frente."

Don Miguel Ruiz - Os 4 Compromissos
LER MAIS EM:
http://pistasdocaminho.blogspot.com/

segunda-feira, abril 26, 2010

A MULHER E A MÃE AVILTADAS PELO SISTEMA PATRIARCAL


O QUE ESTE HOMEM REPRESENTA:
A CEGUEIRA COLECTIVA…
-A BÍBLIA CONSENTE E DIFUNDE AINDA NOS SEUS “TEXTOS SAGRADOS” A VIOLÊNCIA E A VIOLAÇÃO DA MULHER E DA CRIANÇA.
Sabemos hoje que muitos textos bíblicos foram proibidos pela Igreja e cortados dos Evangelhos, no que diz respeito a uma maior clareza do seu sentido místico ou esotérico, mas no que concerne à violência, ao abuso e à violação da mulher, como veremos no trecho que se segue abaixo, nada cortaram por acharem admissível e natural que assim fosse e porque até lhes convinha que assim continuasse a ser e disso temos agora do abuso de crianças as provas globais reveladas mundialmente, uma vez que a violação e abuso das mulheres, crianças ou jovens, sempre foi consentido, omitido e considerado natural.

É dentro deste “espírito” e difundida pela “palavra sagrada” que os homens da Igreja mantêm há séculos esta “moral” e se regem ainda consciente ou inconscientemente todos os homens dentro do Sistema religioso e patriarcal. Eles não julgam a violação das mulheres como um mal…nem o abuso das crianças como uma imoralidade…

Eles formam-se na leitura diária de um livro que está repleto de exemplos de violação, abuso e violência sobre os mais fracos, nomeadamente a mulher, em defesa dos seus dogmas e dos seus interesses seculares… Já não se trata apenas do que eles fizeram ao longo dos séculos mas do que está ESCRITO e é considerado sagrado pelos católicos de todo o mundo.


As pessoas ainda hoje lêem a Bíblia e estão tão cegas que não conseguem pensar sobre os factos monstruosos aí narrados. Elas foram e são de tal forma manipuladas e mantidas na ignorância pelo medo do “pecado” – ódio à mulher - e do seu “deus e diabo”, os parceiros desta diabólica descrição, que não conseguem raciocinar nem pensar por si próprios diante de tamanhas aberrações.


Como nos narra Riane Eisler em “O CÁLICE E A ESPADA” vimos como os Sistemas tornam as pessoas incapazes de ler o que efectivamente está escrito…

"Assim, através do processo de replicação de sistemas agora descoberto por cientistas como Vilmos Csanyi, milhões de pessoas ainda hoje se mostram incapazes de perceber o que a literatura sagrada de fato afirma, e como essa literatura funciona de maneira a manter os limites que nos mantêm aprisionados em um sistema dominador. Talvez o exemplo mais notável dessa cegueira induzida pelos sistemas esteja na forma como o texto bíblico se refere à violação.
No Livro dos Juízes, capítulo 19, os sacerdotes que escreveram a Bíblia nos falam de um pai que oferece a sua filha virgem a um grupo de bêbados. Ele tem um convidado em casa, um homem da tribo dos levitas, de alta casta. Um bando de desordeiros da tribo de Benjamin exige que ele saia, aparentemente com a intenção de surrá-lo.
"Olhai", fala o pai para a turba, "eis aqui minha filha, uma donzela, e sua concubina (do hóspede); trago-a agora até vós, e degradai-a, e fazei com ela o que vos parecer adequado, mas a este homem não façais tal vileza."


Isso nos chega de passagem, como questão de pequena importância. Em seguida, com o continuar da história, sabemos como "o homem agarrou na sua concubina e a levou diante deles, e eles a conheceram e violaram-na a noite inteira, até o amanhecer"; a concubina voltou rastejando até a soleira da porta da casa onde o "seu senhor" dormia; este ao acordar foi "abrir a porta da casa, e ia sair para seguir o seu caminho", tropeçou então na mulher e ordenou:
"Levanta-te, sigamos o caminho"; e como por fim, descobriu que ela estava morta, ele carregou seu corpo às costas e foi para casa.
Em momento algum da narrativa dessa história brutal a respeito da traição da confiança de uma filha e uma amante e da violação e assassínio de uma mulher desamparada, percebemos a inexistência de qualquer vestígio de compaixão, e ainda menos de indignação moral ou ultraje. Contudo, ainda mais importante — e intrigante — é que a oferta do pai no sentido de sacrificar o que naquela época constituía o atributo mais valioso da sua própria filha, a sua virgindade, e possivelmente também da sua vida, não violava qualquer lei. Ainda mais intrigante é que as acções que previsivelmente levaram ao estupro, à tortura e ao assassinato, praticados pela turba, de uma mulher essencialmente esposa de um levita tampouco fossem consideradas fora da lei — e este é um livro repleto de prescrições e proscrições aparentemente intermináveis sobre o que é moral e legalmente certo e errado.

Em suma, é tão estreita a moralidade desse texto sagrado que apresenta de forma ostensiva a lei divina, que nele vemos que metade da humanidade podia ser entregue legalmente pelos próprios pais e maridos para ser violada, torturada ou morta, sem qualquer temor à punição — ou mesmo desaprovação moral.
Ainda mais brutal é a mensagem de uma história até hoje lida regularmente como parábola moral em congregações e classes de catecismo em todo o mundo ocidental: a famosa história de Lot, que, sozinho, foi poupado por Deus quando as cidades pecadoras e imorais de Sodoma e Gomorra foram destruídas. Aqui, mais uma vez segundo o Génese 19:8, com a mesma insensibilidade prosaica, no que aparentemente era costume ser difundido e socialmente aceite, Lot oferece as duas filhas virgens (provavelmente ainda crianças, pois naquela época as meninas casavam muito cedo) a uma turba que ameaçava dois convidados masculinos na casa. Mais uma vez, não há quaisquer traços de violação à lei ou qualquer expressão de indignação justiceira diante de tratamento tão anormal dispensado pelo pai às suas próprias filhas.
Muito ao contrário, como os dois hóspedes de Lot eram anjos enviados por Deus, enquanto o Senhor "fez chover sobre Sodoma e Gomorra enxofre e fogo" por suas "perversões", Lot foi recompensado pelas suas... Só ele e a família foram poupados.

Segundo a perspectiva da teoria de transformação cultural, o que podemos depreender desses exemplos de moralidade bíblica e do sistema que buscava manter? Fica aqui muito claro que a moralidade que impõe a escravidão sexual feminina era imposta pelos homens de forma a satisfazer as exigências económicas de um sistema rigidamente masculino em que a propriedade era transmitida de pai para filho e os benefícios do trabalho de mulheres e crianças destinavam-se ao homem. Ela era também imposta a fim de satisfazer à exigência política e ideológica de que as realidades sociais da antiga ordem na qual as mulheres eram sexual, económica e politicamente livres, e na qual a Deusa era a deidade suprema, fossem inteiramente anuladas. Pois só através de tal anulação poderia ser mantida uma estrutura de poder baseada em rígidas categorias. Segundo vimos, não foi coincidência, em todo o mundo antigo, a imposição do domínio masculino como parte da mudança de uma forma de organização pacífica e igualitária da sociedade humana para uma ordem hierárquica e violenta governada por homens gananciosos e brutais. Tampouco é coincidência, considerando-se de uma perspectiva sistémica, as mulheres serem excluídas, no Antigo Testamento, de seus antigos papéis de sacerdotisas, a fim de que as leis religiosas que passaram a governar a sociedade fossem elaboradas unicamente pêlos homens. Não há coincidência tampouco nas árvores da sabedoria e da vida, outrora associadas ao culto da Deusa, serem apresentadas aqui como propriedade privada de uma deidade masculina suprema — simbolizando e legitimando o poder absoluto de vida e morte, das castas masculinas dominantes sobre a sociedade, bem como de todos os homens sobre as mulheres.”*

*
IN O CÁLICE E A ESPADA - Riane Eisler

sábado, abril 24, 2010

ONDE A VERDADEIRA CASA?


Mãe, eu estou tão cansado e sinto nos ossos
o chamamento da água, o chamamento sibilino
que se confunde com o ranger das portas das casas
onde jamais voltarei: venha veloz o sono capaz
de me resgatar e que dentro dele se perfilem
as sombras e os gestos, exército dos meus medos
mais secretos, temores enrodilhados na roupa húmida
das camas. Mãe, a luz não se demora no meu quarto,
morre nas corolas das flores que trouxeste
para o riso não murchar, e eu fico doente só de olhar
os muros onde a hera é espiral de espanto, raiz
de uma enfermidade latente. Não voltarei
às actas do desespero, que são sombrias e magras
como os corpos dos amantes que definham sobre a
[areia
na fúria da maré, com uma gramática de murmúrios
escondida na solidão branca das dunas, mãe.

José Jorge Letria, in "Actas da Desordem do Dia"

quarta-feira, abril 21, 2010

A ESPERANÇA...


A VOSSA LUZ É VISÍVEL, IDENTIFICADA E RECONHECIDA POR NÓS. Onde quer que vocês estejam nesta Terra, seja qual for a situação, independentemente dos momentos que vocês têm de viver, SOLICITEM A AJUDA DOS ARCANJOS, DA CONFEDERAÇÃO INTERGALÁCTICA. Nós estaremos com vocês, entre vocês. Só necessitam simplesmente de se estabelecerem com firmeza, com determinação, no ABANDONO à LUZ, na recepção da totalidade da efusão da minha RADIAÇÃO que passará de hoje em diante pelo SOL, por COMETAS mas também pela junção com GAIA, pelo FOGO da TERRA e pela mobilização do AR e deste FOGO, no AR . Acolhemos.

(...)
“ A ESPADA da VERDADE”, deve separar o que deve ser separado, em vocês e fora de vocês, a fim de permitir a este mundo nascer na nova Dimensão. Muitas coisas irão acontecer tanto na Terra como no Céu, mas vocês devem permanecer, pela GRAÇA da LUZ, pela GRAÇA do Ancoramento da LUZ que vocês realizaram, no seio da VERDADE, na UNIDADE, na PAZ, e especialmente na vossa INTEGRIDADE.

Não há nada mais importante que vocês estabelecerem-se no seio do FOGO do CORAÇÃO.
Não há nada mais importante do que Ser o que vocês São. Deixem de lado tudo o que não é o SER.

Deixem de lado tudo o que é Resistência.
Esta é a única maneira de acompanhar o FOGO da TERRA, o FOGO da vossa TERRA, o FOGO das vossas estruturas que vos permitem ir para a vossa UNIDADE.
(...)
Miguel Príncipe e Regente das Milícias Celestes

http://www.autresdimensions.com/article.php?produit=562

Tradução de Sónia Maria
VIA - VENTOS DE LYS

SEC. XXI -AS MULHERES SÃO CULPADAS DE CAUSAR TERRAMOTOS


Women to blame for earthquakes, says Iran cleric:

Women behaving promiscuously are causing the earth to shake, according to cleric, as Ahmadinejad predicts Tehran quake

- Mulheres iranianas culpadas de provocarem tremores de terra por não se vestirem com "decência"...

- Onde chega a perseguição das mulheres pelo clero.
Não é só no Irão...mas em todo o mundo que a mulher é perseguida seja nua seja vestida. Ontem a TV no canal 1 passava um filme de extrema violência e sadismo sobre a mulher. Só vi o momento em que a mulher ia ser esfaqueada depois de violada numa sequência "erótica"...não era pornografia, era horário nobre...
É isto que o ocidente faz as suas mulheres...

"Nesta Europa "livre e democrática", também há muitíssimo a reflectir e a transformar sobre o que é isso de ser mulher... A minha posição é de profunda solidariedade, admiração e respeito para com as mulheres, que são o verdadeiro sustentáculo da Vida, tão profundamente humilhadas e desrespeitadas no mundo inteiro."(Luiza Frazão, no facebook)


NOTA À MARGEM:

A nossa televisão promove filmes de uma qualidade absolutamente rasca e não se compreende como é que n
ão há ninguém neste País que diga ou reclame alguma coisa de um canal público e aceite que os filhos vejam tamanha porcaria para não falar da promoção de telenovelas de vampiros e crimes e violações...e depois querem que nas escolas haja respeito e não violência...
rlp


terça-feira, abril 20, 2010

A GRANDE MUTAÇÃO


A MULHER QUE É EM SI MESMA
“É por isso que eu vos digo, é preciso que a mulher veja a Mulher QUE ELA É em si mesma e que o homem a aceite nele próprio. O acordar deste mundo exige essa mutação! O Fogo feminino é um fogo da Terra, e reparem, se temos necessidade do Ar que vem do Céu, o inverso não se pode negar. Todos os que sabem ou entendem o que eu digo, vêem que o Céu e a Terra se atraem um ao outro, que não existem independentes um do outro. Por isso é preciso que os homens aceitem este ensinamento e que as mulheres não temam mais desvelar a sua função...e só então o mundo entrará em metamorfose”.
*

In VISIONS ESSÉNIENNES
Daniel Meurois-Givaudan

TELA DE LENA GAL - Deusa Pele (deusa dos vulcões e do fogo)


"Si alguien te pregunta tu nacionalidad, tu origen étnico o tu estirpe, esboza una enigmática sonrisa y contesta:
-El Clan de la Cicatriz"


Clarissa Pinkola Estés - "Mujeres que corren con los lobos"
(copiado do Blogue de Germana Martin)

segunda-feira, abril 19, 2010

A DEUSA EM ERUPÇÃO NOS NOSSOS CORAÇÕES

SÓ AS MULHERES, NO ÂMAGO DO SEU SER, EM UNIÃO COM A DEUSA, PODERÃO DAR UM NOVO SENTIDO À VIDA NA TERRA E SALVAR O PLANETA ...
*

“Sintam no âmago das suas identidades,
a nutrição, a dádiva e o mistério da Mãe.
Haverá um retorno e um despertar da Deusa Mãe.”
M.E.

sábado, abril 17, 2010

PORQUE NOS NEGAMOS AS EVIDÊNCIAS?


“O encontro com a Mãe Divina é uma etapa essencial para a nossa consciência, totalmente incompreensível para o intelecto. Porque a Grande Mãe é o Todo. Ela é o próprio Corpo da criação, Ela sustem o universo, a sua Essência está em todo lado. E a sua Essência é Amor puro. Ela é a Matriz última, da qual somos todos filhos.

(…)

Ela levanta para nós o véu da Ilusão, e convida-nos a vê-La em tudo. Ela reina sobre todas as manifestações do elemento água, quer sejam físicas ou mais subtis.”

*

MEM – 13

Marie Elia – Rencontres Avec la Splendeur

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“Vulcão entra em erupção e derrete parte do gelo na Islândia

Degelo provocou enchentes que ameaçam rodovias e pontes.
Cerca de 700 pessoas tiveram de deixar suas casas.”

A erupção do vizinho vulcão Fimmvorduhals, situado entre as geleiras de Eyjafjälla e Mýrdal, já tinha provocado há três semanas a evacuação durante dois dias de mais de 600 moradores e o fechamento temporário do tráfego aéreo e rodoviário."

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Os céus da Europa estão cobertos de cinza…milhares de voos cancelados, Aeroportos fechados…

Um vulcão na Islândia, que na última vez que entrou em erupção, em 1820, esteve activo um ano…Se assim acontecer o prejuízo económico, que é só no que os Homens pensam, de milhões de euros em poucos dias, será a catástrofe para a Europa civilizada e consumista…



Não, este não foi um ataque “terrorista”, nem uma bomba nuclear – a grande “ameaça” para os Estados Soberanos…


É só…a revolta da Grande Mãe a chamar os seus filhos à dura Realidade, na sua justa ira….porque é preciso que os seres humanos voltem à sua Essência, ao Amor inicial da criação.

E se para isso for necessário derrubar os Estados e as Economia do abominável Sistema Financeiro e mesmos os Países, Ela o fará sem mais contemplações. Não há mais tempo para suportar a mentira dos Homens e as suas políticas de fachada, os seus enredos financeiros os seus crimes. Não há mais tolerância para com os humanos que se destroem e destroem a Terra…


A Grande Mãe Gaia não vai permitir e Ela só está a avisar!


Ela apenas abre o seu Útero e expele lavas de fogo e cinza de 200 metros de altura…e é bom lembrar, há um outro vulcão ainda adormecido…

A Mãe e as suas águas cúmplices formam tornados, furacões e tempestades e destroem as casas erigidas sobre as lixeiras… porque há homens que edificam as suas casas sobre a pobreza e a dor do próximo. Mas Ela derruba a riqueza como a pobreza…

Ela faz estremecer os alicerces falsos desta humanidade dividida.

Porque há homens que por ganância destroem Florestas derrubando milhares de árvores sagradas…

Há homens que erigem torres inúteis sobre a miséria e a escravidão e desfrutam do luxo…

Há homens de deus que violam crianças…

Há homens que vivem apenas da exploração de outros humanos, que traficam órgãos e matam crianças para os obter, como matam animais sem dó nem piedade…

Há homens que prostituem as mulheres, que vendem as filhas e as irmãs e as enterram vivas e matam por honra à pedrada…em nome de deus…

Há homens que vivem em Palácios e castelos, futebolistas e gestores que ganham milhões e Bancos com lucros fenomenais…

Há homens que detêm toda a riqueza do planeta e milhões de mulheres e crianças que morrem de fome…

O Mundo dos Homens há muito que enlouqueceu nas suas disparidades, na sua alienação, na sua arrogância…

Dizem-me que sempre foi assim…mas há sempre um limite…e nós estamos nesse limite, o limite zero!

É tempo deste mundo podre e corrupto ruir…à força das águas da Grande Mãe, das enxurradas e do fogo purificador…

Onde há mentira que caia tudo o que foi construído e obtido pela dor dos outros…

Ah, dir-me-ão…as crianças também morrem e talvez os justos…e são os pobres que pagam sempre a factura…

Mais do que o nosso juízo curto sobre o Universo e a inteligência de Gaia, é a Força da Natureza que regenera e Ela sabe melhor do que ninguém o que faz…Ela está por detrás de tudo o que existe…

É preciso e urgente limpar a superfície da Terra da imundície dos homens, libertá-la das garras do seu Poder…da sua mentira, da sua ganância.

Os Homens tão tementes dos seus deuses de guerra, não respeitam a Mãe Terra e destroem a Vida ameaçando o Planeta e o Cosmos com a sua ciência, a sua tecnologia e os seus dogmas…eles destroem a vida com a sua superioridade, a sua soberba e a sua ignorância…se morrerem inocentes mas a Terra for salva eu aceito morrer por uma derradeira e última causa!

É impossível deixar que a insanidade dos homens continue a matar e a destruir o mundo para proveito próprio!

Não vai haver um “Fim do Mundo”, pois vamos voltar à nossa condição de Verdadeiros Humanos, a um novo começo da Consciência Plena do Amor da Mãe sobre a Terra.


Mesmo perante as evidências dirão que sou catastrófica...mas eu creio na Justiça da Grande Deusa. Eu creio na Sabedoria de Gaia.

*

rleonor pedro

sexta-feira, abril 16, 2010

LEALDADE FEMININA


Rosa, minha deusa…aceita meu amor…

Meu amor de filha, minha Ceres Iluminada...

Meu amor de aprendiz, rebelde às vezes... mas leal...

Às vezes, nós, meninas
mais crescidas, ainda demoramos muito tempo a perceber toda essa intricada trama patriarcal, com as suas fantasias-armadilhas... ainda nos deixamos enredar por elas, ainda nos sufocamos e ficamos com os pés no ar, no cadafalso... Só quando sentimos de novo a chama ardente, e o grito que coa de dor dentro de nós, lembramos quem nós verdadeiramente somos...

Ainda serei rebelde muitas vezes, como uma filha perdida no inferno de Hades...

Ainda, se calhar, cairei na armadilha, vou desmaiar de medo, fazer xixi na cama, vou voltar com a cabeça cheia de piolho... kkkkkkkkkkkkkk... coisas q só uma mãe sabe cuidar...

Você ainda vai ralhar comigo, ficar zangada e rabugenta, praguejando as suas bruxarias.... kkkkkkkkkkk... mas eu estou aprendendo... eu, como tantas irmãs... e a caçulinha Gaia Lil...

Já posso me sentar de noite na mesa da cozinha e beberiscar qualquer coisa, delirar, voar com minha vassoura... Vamos rir de madrugada, aquelas risadas de bruxa e fofocar das meninas ainda perambulando pelos reinos dos Hades modernos... tão perdidas, tão tontinhas... kkkkkkkkkkkkkkkk... vamos rir risadas de bruxa, fazer uma fogueira de madrugada no nosso quintal e dançar nuas, na chegada de alguma primavera.


... e não vamos dançar sozinhas... da sua semente, da minha, e de outras... novas flores e frutos irão ser ofertados a Ostara, à Ceres, a todas as deusas diânicas que zelam pelo feminino do mundo e preparam seu retorno...

Acho que eu só conheço uma mulher que não tem medo de ser bruxa, que não tem vergonha; muitas são ainda aprendizes como eu, algumas se apegam a receitas, alegorias, vassouras e chapéus, mas não são bruxas no essencial... são cinderelas brincando de bruxa... completamente submissas ao patriarcado, ainda dedicadas aos homens... e não estão de verdade ligadas às mulheres... nem à mulher em si mesma, nem à mulher ancestral... Queremos isso, mas ainda não chegamos lá... é que algumas mulheres, mesmo despertas, só tem coragem de seguir, segurando a mão do homem, ele é quem dá segurança, ainda não estamos religadas com as deusas altivas, fortes, poderosas, ainda não estamos no ciclo sagrado, apenas queremos entrar... Sonhamos com ele, desejamos a tenda sagrada das velhas sábias, desejamos de todo coração, tocar suas mãos, ajoelhar e pedir a bênção, como eu fazia com minha avozinha quando era pequena... Queríamos ao menos espiar, como meninas ainda, de pés no chão, que acordam de madrugada curiosas e ouvem o buchicho vindo da tenda, o burburinho das vozes, as melodias dos instrumentos, o cracalhar da fogueira... vemos os vultos, da dança... indecente, libidinosa, daquelas deusas safadinhas e serelepes...


Hoje, me sinto uma menina, que acordou a meio da noite, junto com outras, e espiamos as velhas bruxas, dançando nuas, para além daquela fogueira, e nós só vemos os vultos, esperamos o dia em que também estaremos em volta da fogueira... acho que eu ainda tenho tanto a aprender que nem sei andar ainda, estou engatinhando... mas tenho muita sede... sede de aprender e de fazer parte desse trabalho, de leva rosas para o altar, e descalçar minhas sandálias, para dançar nua, festejar a chegada da primavera... e homenagear deusas como você, Rosa Leonor, a Ceres de todas nós, ainda perdida nos subterrâneos de Hades, nós, Persefones virtuais... todas q queremos ser bruxas de verdade... e ainda estamos engatinhando, dando os primeiros passos... desejo de todo coração viver o dia em q as mulheres finalmente serão de fato leais umas com as outras, sem medo... essa força feminina, essa rede de amor fraterno, essa rede de luz, q fará de todas nós mulheres verdadeiras..

. muito diferente do que hoje em dia se considera ser mulher (se deitar debaixo de um falo...)


Seremos mulheres, deusas e bruxas... dançando descalças em volta da fogueira...
Celebrando mulheres como você, incansável Sacerdotisa...
Aceita-me, como uma menina de joelhos, com a mão estendida, esperando a sua bênção, como adulta, na mesma posição, expressando o meu reconhecimento ao seu valoroso trabalho em prol

de todas nós e do feminino do mundo... o meu agradecimento por todo esse percurso em q me ensina tanto...

Aceita meu amor, minha gratidão e minha lealdade... te amo Rainha Rosa...

http://lealdadefeminina.blogspot.com/

MATER MUNDI

A Juliana partiu hoje para o Brasil...ela voltou à sua Terra Mãe depois de 7 anos de provação na Terra das Serpentes...Ofiusa... Terra distante das iniciações secretas, Terra Mãe fiel da Grande Deusa nunca esquecida e que vibra no coração dos poucos despertos que a defendem dos políticos, dos burocratas e dos estrangeirados...

Esta Terra mariana da fé e da Senhora de Fátima, Terra de deusas antigas pagãs, traída pelos homens que a governam há muito, mas como Rainha de Portugal é Ela a Senhora que ainda reina nas cavernas secretas, guarda a sua Coroa e ergue este Porto do Graal, canto longínquo das antigas aventuras da alma na procura do verdadeiro SER...

Aqui nasceu creio o seu "blogue" Mater Mundi e o seu filho cresceu e foi iniciado aos mistérios da língua portuguesa que ama e jura não esquecer...e ele fala tão bem que é quase inacreditável numa criança de 8 anos apenas...

Eles partiram hoje de manhã rumo ao Brasil, e um dia irei lá revisitá-los e ver se o TEO não esqueceu a pronúncia de cá... de que ele tem tanto orgulho. Que ele seja no futuro uma ponte amorosa de melhor compreensão entre os nossos países e a nossa língua materna, porque é filho de um Mãe que lhe dá todo o seu amor sem se esquecer quem Ela é...

Grata pelo seu reconhecimento (só não sei se mereço), aceito com humildade a sua homenagem do fundo do meu coração.

rlp