terça-feira, agosto 31, 2010

A Mãe está acima de todos os mundos...

Sachchidananda


“Para caminhar pela vida protegido contra todo medo, perigo e desastre, só duas coisas são necessárias, duas que andam sempre juntas — a Graça da Mãe Divina e, a par disso, um estado interior composto de fé, sinceridade e entrega.

(...)

Que a sua sinceridade e entrega sejam genuínas e inteiras. Quando se der, dê-se completamente, sem exigência, sem condições, sem reserva, de modo que tudo em si possa pertencer à Mãe Divina e nada seja deixado ao ego ou dado a algum outro poder.


Quanto mais completas forem a sua fé, sinceridade e entrega, tanto mais a graça e a protecção da Mãe Divina estarão consigo. E quando a graça e a protecção da Mãe Divina estão consigo, o que é que pode atingi-lo, ou quem é que deve temer? Mesmo que consiga só um pouco de tudo isto é suficiente para o conduzir através de todas as dificuldades, obstáculos e perigos; rodeado pela Sua presença plena, pode seguir seguramente o seu caminho porque é esse o Seu Caminho, despreocupado de qualquer ameaça, não será afectado por nenhuma hostilidade por mais poderosa que ela seja, seja deste mundo ou de mundos invisíveis. O seu tocar pode mudar dificuldades em oportunidades, fracasso em sucesso e fraqueza em força que não vacila. Porque a graça da Mãe Divina é a sanção do Supremo, e, cedo ou tarde, seu efeito é certo, uma coisa decretada, inevitável e irresistível.
(…)
A Shakti única original transcendente, a Mãe, está acima de todos os mundos e suporta em sua consciência eterna o Divino Supremo. Sozinha, ela abriga o poder absoluto e a Presença inefável; contendo ou chamando as Verdades que devem ser manifestadas. Ela as faz descer, do Mistério no qual estavam escondidas, para a luz de sua consciência infinita e dá-lhes uma forma de força em seu poder omnipotente e em sua vida ilimitada, e um corpo no universo. O Supremo está manifestado nela para sempre como o perene
Sachchidananda, manifestado através dela nos mundos como a consciência una e dual de Ishwara-Shakti e o princípio dual de Purusha-Prakriti, corporificado por ela nos Mundos e nos Planos e nos Deuses e em suas Energias e, graças a ela, configurado como tudo que existe nos mundos conhecidos e em outros desconhecidos. Tudo o que existe é o seu jogo com o Supremo; tudo é sua manifestação dos mistérios do Eterno, dos milagres do Infinito.
(…)
Siga a sua alma e não a sua mente, a sua alma que responde à Verdade, e não a sua mente que se lança sobre aparências; confie no Poder Divino e Ela libertará os elementos divinos em si e os moldará todos numa expressão da Natureza Divina.
A mudança supra mental é uma coisa decretada e inevitável na evolução da consciência da terra; pois a sua ascensão não está terminada e a mente não é o seu último cimo. Mas para que a mudança possa chegar, tomar forma e perdurar, é necessário o chamado de baixo com a vontade de reconhecer e de não negar a Luz quando ela vier, e é necessária a sanção do Supremo, de cima. O poder
Tudo é Ela, porque todos são parcela e porção da Força Consciente divina. Nada pode haver aqui ou em outro lugar a não ser o que Ela decide e o Supremo sanciona; nada pode tomar forma excepto o que Ela, movida pelo Supremo, vê e forma após lançar em estado semente em sua Ananda criadora. mediador entre a sanção e o chamamento é a presença e o poder da Mãe Divina. Somente o poder da Mãe, e não um esforço e tapasya humanos, pode romper a tampa e arrancar a cobertura e moldar o vaso, e trazer para baixo, para este mundo de obscuridade e falsidade e morte e sofrimento, Verdade e Luz e Vida divinas e a Ananda do imortal
Shri Aurobindo

segunda-feira, agosto 30, 2010

E então, o que é a Mulher Selvagem?


A fauna silvestre e a mulher selvagem são espécies em risco de extinção.

Observamos, ao longo dos séculos, a pilhagem, a redução de espaço e o esmagamento da natureza instintiva feminina. Durante longos períodos ela foi mal gerida, à semelhança da fauna silvestre e das florestas virgens. Há alguns milénios, sempre que lhe viramos as costas, ela é relegada às regiões mais pobres da psique. As terras espirituais da Mulher Selvagem, durante o curso da história, foram saqueadas ou queimadas, com seus refúgios destruídos e seus ciclos naturais transformados à força em ritmos artificiais para agradar os outros.
Não é por acaso que as regiões agrestes e ainda intocadas do nosso planeta desaparecem à medida que fenece a compreensão da nossa própria natureza selvagem mais íntima. Não é tão difícil compreender porque as velhas florestas e as mulheres velhas não são consideradas reservas de grande importância. Não há tanto mistério nisso. Não é coincidência que os lobos e os coiotes, os ursos e as mulheres rebeldes tenham reputações semelhantes. Todos eles compartilham arquétipos instintivos que se relacionam entre si, por isso, têm reputação equivocada de serem cruéis, inatamente perigosos, além de vorazes.

Minha vida e meu trabalho como analista junguiana e cantadora, contadora de histórias, me ensinaram que a vitalidade esvaída das mulheres pode ser restaurada por meio de extensas escavações "psiquico-arqueológicas", e, através de sua incorporação ao arquétipo da Mulher Selvagem, conseguimos discernir os recursos da natureza mais profunda da mulher. A mulher moderna é um borrão de actividade. Ela sofre pressões no sentido de ser tudo para todos. A velha sabedoria há muito não se manifesta.

O título do livro, Mulheres que correm com os lobos, mitos e histórias do arquétipo da Mulher Selvagem, foi inspirado em meus estudos sobre a biologia de animais selvagens, em especial os lobos. Os estudos de lobos Canis Lupus e Canis rufus são como a história das mulheres, no que diz respeito à sua vivacidade e à sua labuta.
Os lobos saudáveis e as mulheres saudáveis têm certas características psíquicas em comum: percepção aguçada, espírito brincalhão e uma elevada capacidade para a devoção. Os lobos e as mulheres são gregários por natureza, curiosos, dotados de grande resistência e força. São profundamente intuitivos e têm grande preocupação para com seus filhotes, seu parceiro e sua matilha. Têm experiência em se adaptar a circunstâncias em constante mutação. Têm uma determinação feroz e uma extrema coragem.

No entanto as duas espécies foram perseguidas e acossadas, sendo-lhes falsamente atribuído o fato de serem trapaceiros e vorazes, excessivamente agressivos e de terem menor valor que os seus detratores. Foram alvo daqueles que preferiam arrasar as matas virgens bem como os arredores selvagens da psique, erradicando o que fosse instintivo, sem deixar que dele restasse nenhum sinal. A actividade predatória contra os lobos e contra as mulheres por parte daqueles que não os compreendem é de uma semelhança surpreendente.

(...)
Chamo-a Mulher Selvagem porque essas exactas palavras, mulher e selvagem, criam llamar o tocar a la puerta, a batida dos contos de fadas à porta da psique profunda da mulher. Llamar o tocar a la puerta significa literalmente tocar o instrumento do nome para abrir uma porta. Significa usar palavras para obter a abertura de uma passagem. Não importa a cultura pela qual a mulher seja influenciada, ela compreende as palavras selvagem e mulher intuitivamente. (...)

Quando as mulheres reafirmam seu relacionamento com a natureza selvagem, elas recebem o dom de dispor de uma observadora interna permanente, uma sábia, uma visionária, um oráculo, uma inspiradora, uma instintiva, uma criadora, uma inventora e uma ouvinte que guia, sugere e estimula uma vida vibrante nos mundos exterior e interior. Quando as mulheres estão com a Mulher Selvagem, a realidade desse relacionamento transparece nelas. Não importa o que aconteça, essa instrutora, mãe e mentora vagem dá sustentação às suas vidas interior e exterior.

Portanto, o termo selvagem neste contexto não é usado em seu actual sentido pejorativo de algo fora de controlo, mas em seu sentido original, de viver uma vida natural, uma vide em que a criatura tenha uma integridade inata e limites saudáveis. Essas palavras, mulher e selvagem, fazem com que as mulheres se lembrem de quem são e do que representam. Elas criam uma imagem para descrever a força que sustenta todas as fêmeas. Elas encarnam uma força sem a qual as mulheres não podem viver.

O arquétipo da mulher selvagem pode ser expresso em outros termos igualmente apropriados. Pode-se chamar essa poderosa natureza psicológica de natureza instintiva, mas a Mulher Selvagem é a força que está por trás dela .
(...)
A mulher selvagem carrega consigo os elementos para a cura; traz tudo o que a mulher precisa ser e saber. Ela carrega histórias e sonhos, palavras e canções, signos e símbolos. Ele é tanto o veículo tanto como o destino.

Aproximar-se da natureza instintiva não significa desestruturar-se, mudar tudo da esquerda para a direita, do preto para o branco, passar do oeste para o leste, agir como louca ou descontrolada. Não significa perder as socializações básicas ou tornar-se menos humana. Significa exactamente o oposto. A natureza selvagem possui uma vasta integridade.
(...)
E então, o que é a Mulher Selvagem? Do ponto de vista da psicologia arquetípica, bem como da tradição das contadoras de histórias, ela é a alma feminina. No entanto, ela é mais do que isso. Ela é a origem do feminino. Ela é tudo o que for instintivo, tanto do mundo visível quanto do oculto - ela é a base. Cada um de nós recebe uma célula refulgente que contém todos os instintos e conhecimentos necessários para nossa vida."
++
Clarissa Pinkola Estés, in "Mulheres que correm com os lobos"

quinta-feira, agosto 26, 2010

"Uma Pureza erótica"


"Quem é este Ser? Quem é a Mãe?

A medida que nós nos percebemos integrados a vibração de Miz Tli Tlan, tu começas a ser visitado por uma Doçura cósmica hiper-lúcida, provavelmente já não é uma ordem impreterível sobre tua consciência, mas é uma Ondulação de infinita doçura sobre os teus veículos. Tu começas a perceber que o teu corpo astral tem sede de um outro nível de sentimentos, tu começas a perceber que os sentimentos conhecidos não são todos os sentimentos possíveis.


A Mãe diz:

Toda a energia é uma só, todas as experiências de sensibilidade de sentimentos são diferenciações da única grande experiência de Sensibilidade e de Sentimento. No corpo emocional a Mãe vai fazer descer uma Doçura implacável, um Carinho terrível, uma Pureza erótica, uma Transubstanciação.

O que é um Carinho e uma Doçura implacável? É a força da Mãe repensando as substâncias dos teus veículos, e essa ondulação estabelece um princípio de paz, quietude e transparência para com o princípio Filho que já está estabelecido em ti.

Quando se fala de uma Pureza erótica, significa que toda a potência que antes era utilizada no fogo vermelho é organizada pelo poder da Mãe, então tem que ser a Mãe que vem e diz assim:
Agora este fogo vermelho vai passar a azul. E tu não sentes quebra nenhuma no circuito da Energia, Ela Transubstanciou, Ela Modulou os Fogos."

André LOURO DE ALMEIDA - Portugal - 1999 -

IN http://www.iridia-lumina.org/mae-forca-circuito.html

ALGUMA COISA MUDOU?


Tal como a mulher

"A Deusa foi violentada quando devia ser honrada.
Foi insultada quando devia ser adorada. Foi paciente quando podia ter sido enérgica. Mas alguma coisa mudou.

A Deusa nascerá através de nós, e seremos nós a determinar se o seu reaparecimento será violento ou se, pelo contrário, será doce e amigável.
Ela está aqui.

Não há maneira de a fazer recuar.
Mas a forma como ela se vai manifestar é escolhida por cada uma das mulheres e, em certa medida, por cada um dos homens. Em meu entender, este é o sentido da libertação da mulher: a mulher que existe dentro de nós e as mulheres à nossa volta devem libertar-se da mentalidade grotesca e degradante que ainda é dominante e que considera o feminino como coisa fraca e sem valor, que não é necessário escutar e que não é importante o amor."



"O eu feminino existe tanto nos homens como nas mulheres e aguarda uma fecundação consciente."

in O VALOR DE UMA MULHER - O LIVRO
Marianne Williamson

quarta-feira, agosto 25, 2010

A EXPERIÊNCIA DA DEUSA


A DEUSA NÃO É UMA TELENOVELA…

A Deusa não é uma moda, não é uma montagem de cenários, nem um ritual.

Ela não é um culto nem uma prática, não é uma crença nem uma fé nem uma dança em círculo… nem um carnaval ou um Sabat.

A Deusa não é um folclore nem o uso de vestes particulares, colares e pulseiras a imitar as mulheres ou as sacerdotisas de qualquer culto antigo, templo ou lugar…

A Deusa não é um ritual pagão, nem Wicca, nem bruxa, nem profana…

A Deusa não é casta nem sensual, nem é Virgem nem Pecadora…

A Deusa não é um símbolo nem uma imagem para adorar ou adornar…


A Deusa não serve de imitação de nada nem pode ser um escape para a nossa frustração ou para o nosso ego...


A Deusa é a Terra Mãe onde nascemos, a fonte da Vida, a dadora de alimentos, a Mãe de todas as coisas. Ela é a Vida e a Morte, a Manifestação da Prima Matéria na Terra, tudo o que se manifesta através do Espírito Uno e é Verbo e se torna carne. A Deusa é cada Ser Humano na sua plenitude consciente da dualidade mas unidos os dois lados de tudo: feminino e masculino, sol e lua, dia e noite, prazer e dor…

A Deusa é toda a Terra e é ainda a parte reprimida da humanidade, a parte da humanidade não expressa, é a parte Feminina da Humanidade banida das leis e da sociedade, é a Natureza destruída pela mão do homem, é o Yin complemento do Yang, parte integrante do Tao, é a receptividade da humanidade, o lado direito do cérebro activo, é intuição, é oráculo, é o feminino por excelência manifestado na Natureza e em cada cardo, botão de rosa, animal, criança, mulher ou homem.


A DEUSA É CADA MULHER DE HOJE QUE SE TORNA CONSCIENTE DO FEMININO SAGRADO...


A Deusa é cada Mulher realizada na sua essência primeira, na união das duas mulheres que o patriarcalismo dividiu para reinar…é a mulher que através do resgate da mulher ancestral, da mulher que foi ocultada pela história dos homens e calada pelos seus padres, santos, professores e escritores e que dá voz viva aos mistérios sagrados, através dos seus sentimentos mais fortes e profundos e ousa ser ela mesma sem medo de represálias. Porque Ela é a mulher una, a Mulher Útero – abençoado o seu ventre - a mulher total cuja experiência é vivida no presente, no seu coração, em cada momento da sua vida e em cada dia, livre de preconceitos e de dependências.


A Deusa é a Vida e a Consciência Plena na Mulher que dá à Luz o Homem.

A Deusa é uma experiência viva, vivida na nossa carne, na nossa alma e no nosso S ER INTEGRAL. É passado e futuro sobretudo presente e eternidade…

A Deusa é todas as memórias da Terra Mãe registadas no nosso ADN…e por isso devemos antes de tudo lembrar quem fomos e quem somos na nossa pele…


-"Devemos lembrar-nos como e quando cada uma de nós passou por uma experiência da Deusa, e se sentiu sarada e integral por causa desta. São momentos santos, sagrados, intemporais, embora por mais inefáveis que se possam revelar, sejam difíceis de reter em palavras. Mas, quando qualquer outra pessoa menciona uma experiência semelhante, isso pode evocar as sensações que voltam a captar a experiência; se bem que só aconteça se falarmos da nossa vivência pessoal. É por isso que necessitamos de palavras para os mistérios das mulheres, o que parece exigir que uma de cada vez explicite o que sabe - como tudo o mais que é de foro feminino. Servimos de parteiras às consciências umas das outras.”
(...)
IN TRAVESSIA PARA AVALON
De Jean Shinoda Bolen

A MORTE DAS FLORESTAS



"Rezo por um mundo em que possamos viver em associação e não sob domínio; onde a “conquista da natureza pelo homem” é considerada suicida e sacrílega; onde o poder não mais seja equacionado com a espada, mas sim com o santo cálice – o antigo símbolo do poder de dar, nutrir e estimular a vida. E, não só rezo, como também activamente trabalho, para o dia em que assim será. "

RIANE EISLER

“O Homem trata a Natureza como trata a Mulher”


Esta é a imagem do Pais interior devastado pelos fogos criminosos seja por “doença” e desespero dos mesmos, seja por ordem de mafiosos, seja pela incúria do Governo, seja pela negligência dos proprietários, a grande causa está sempre na falta de Amor e de Respeito pela Terra e pela Natureza Mãe…
Esta é uma imagem que podia ser da Rússia em que ardeu Floresta do tamanho de Portugal…e onde o materialismo corrosivo comeu toda a vida natural e o que resta da dialéctica marxista, são as Máfias do grande crime e do petróleo…das drogas e do Governo e um povo escravizado. Evidentemente que a América não está melhor, apenas domina e controla a finança mundial e a guerra…
O drama é que estamos todos no mesmo barco, e o mal prolifera em todo o mundo: a raça humana está toda alienada dos valores da Terra, estamos todos enterrados em alcatrão e cimento…em petróleo e gasolina, carros…em modas, marcas e relógios… a perseguir o sonho americano…até que o tempo pare de vez…e a o Planeta se afunde num Buraco negro em que já se encontra…
E o que nos aliena cada dia mais é a forma como se dá importância ao dinheiro, aos bens de consumo, ao supérfluo, ao mundo da ilusão e da droga, de todas as drogas que mantêm o indivíduo preso e alienado de si próprio e da Terra que os alimenta…e o foco nas doenças e a sua manutenção por máfias médicas e farmacêuticas em vez de se olhar formas de viver saudáveis e naturais, (voltar para o campo, para as terras abandonadas, plantar sementes enquanto as houver) viver ao ar livre e na natureza, sem o stress de pagar ao Banco e ao Hospital ou à Farmácia…
Esse desrespeito pela natureza desde o berço começou há muito no desrespeito pela própria mãe e pela mulher. Há um autor, cujo nome agora não recordo que diz: “O Homem trata a Natureza como trata a Mulher” e isso é um facto. O homem destrói as espécies, os animais, as árvores para lucro seja ele qual for como se serve da mulher para lucro e a explora sexualmente no mundo inteiro. A prostituição, a mutilação sexual e a condenação por lapidação da Mulher, acontece de uma forma ou de outra em todo o Globo e obedecem a esse mesmo princípio do poder masculino que é o uso da força e do fanatismo religioso anti-vital e que por posse, para manter a sua mulher, a sua propriedade, destrói a natureza para produzir “bens”, consumir e matar ou morrer ou deixar morrer à fome milhões de seres humanos no mundo enquanto uns vivem no luxo e no vício…
O Homem está tão longe da realidade profunda e do sentido humano da vida, do milagre que é nascer e morrer que já não tem qualquer valor ou princípio a defender a não ser o maldito Dinheiro!!! E tudo faz por ele…trai, mente, mata, rouba, prostitui…e faz a guerra!
No meio de todo este caos social e de uma crise crescente mundial, de corrupção e mentira global, de alienação dos políticos da realidade profunda do seu próprio País e do estado da Nação, ignoram por cumplicidade os homens mais miseráveis que destroem sem qualquer escrúpulo o património de todos…
Isto passa-se no interior de um país pequeno como o nosso, pobre e abandonado…onde as cidades são a amostra de “desenvolvimento”, e onde ninguém quer ver o que realmente se passa, enquanto esse alguém tiver um taxo, um cargo a defender, um Centro Comercial para passear, um carro para andar ou enquanto tiver dinheiro no Banco e cartões para pagar a televisão e o telemóvel novo ou a casa, enquanto se distrair com as mil e uma maneiras de consumir e se endividar até que tudo se vire contra ele…

Rosaleonorpedro

terça-feira, agosto 24, 2010

O MEDO DA DEUSA E DAS MULHERES


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O PERIGO DA MODA DAS DEUSAS
E A DEFORMAÇÃO DO VERDADEIRO ESPÍRITO DO FEMININO SAGRADO.
VISTO PELA JULIANA DE MATER MUNDI
Pouco depois do início deste blogue, na virada de 2008 talvez, a Rosa Leonor acenou com a questão do modismo da Deusa... dois anos depois já vejo essa tendência... e uma referência na novela das sete, de forma bem globelesca claro, me deu um clic... o simples fato de tentarem mostrar aquilo como um tipo de fanatismo das pessoas que esperam o fim do mundo em 2012, provavelmente depois de ver o filme americano e próprio de mulheres descompensadas e malucas... Que medo da Deusa hein?... Que necessidade de propagar uma imagem tão negativa na televisão, tão bonachona, tão desqualificada... meio desespero geral assim, passou recibo... mas nem surpreende...

Há uma outra coisa que me chamou a atenção: foi o curso oferecido no espaço do Gasparetto... até demorou... acho bem que o faça... mas, o curso é ministrado por um homem, afinal, os homens é que são profundos conhecedores das mulheres... e como eu disse ao Gasparetto, se fosse uma mulher, pouca afluência teria... Assim, as mulheres seguem os gurus da Deusa, e pouco ligam às mulheres que já lá estão há anos, décadas, trilhando nesse caminho... Claro que eu acho importante sim que falem da Deusa, que haja essa propagação, porque muitas pessoas despertarão... mas será que todo esse alarde estaria de fato despertando a consciência da mulher ancestral em nós?
Será que isso nos faz ver as nossas rivalidades femininas? Nos permite fazer esse up grade, entrar numa sintonia de lealdade feminina? Nos irmanará finalmente, restaurando nosso feminino, reequilibrando o Yin-Yang universal? Transformando a sociedade ou melhor, criando um novo modelo social? Será hein??? Somos tão ferrenhas em apontar defeitos, em criticar, maldizer... ainda somos tão submissas ao masculino, às hierarquias, aos valores patriarcais, do mais forte, do mais rico, do pénis maior... kkkkk... por muito que nos esforcemos ainda é tão difícil agir no dia-a-dia de acordo com esse novo conhecimento, com essa nova ideia da Deusa, de um novo modelo social, da coerência que queremos ter, de sermos a mudança que queremos no mundo... E no meio disso, vem "as lokas" e mudam o rumo da conversa, tornando a Deusa mercadoria da vez, vendida no cartão 3x sem juros... é curso da deusa, workshop da deusa, roupa da deusa, adornos da deusa...

Banalizando completamente algo que nasceu, renasceu tão genuinamente, e que não deve se perder no materialismo barato de um modismo inócuo, vazio e fútil... mergulhado na superfície da questão, e pior afogando muita gente...
Eu olho para as grandes... grandes mulheres que no século passado, sem holofote nenhum, já vinham tecendo a teia, como missão e como vida... olho para as grandes mulheres, solitárias, mal vistas, as chatas, bigodudas, rabugentas... por vários caminhos diferentes, que vieram abrindo caminho para a nossa geração, pela espiritualidade, pela literatura, pela pesquisa académica, pela prática nos consultórios, pela política... algumas isoladas...
Ciência não mistura com religião, psicologia não mistura com política, e por aí vai... a Lealdade Feminina delas era ainda limitada, só se conseguiam dar bem com aquelas que tivessem ideias muito parecidas, as outras... eram as “outras”... e vice-versa...

E nós??? Será que a nossa geração vai fazer melhor???

Nana Odara
http://lealdadefeminina.blogspot.com/
RESPOSTA BREVE À JULIANA
É verdade. As mulheres aceitam ser guiadas pelos homens mas não acreditam em si nem nas outras mulheres. Dizer isto não significa que eu não saiba que existem algumas mulheres já consciente e que fazem a diferença. No entanto, regra geral, e é sempre do colectivo que falo, é fácil ver que nem todas as mulheres que pretendem traçar caminhos do feminino através de métodos e actividades várias, nomeadamente o yoga ou a dança, que sentem mais e podem estar mais perto de si mesmas enquanto ser humanos não percebem que quando procuram encontrar-se COM O SEU SER MULHER através do seu corpo e da sua sensualidade reprimida, lhes falta ainda entrar em contacto com a verdadeira essência do feminino sagrado, e com a Deusa de forma integrada, tendo para isso e de algum modo passado pela re-iniciação que resulta do encontro com a Mulher Verdadeira, a Mulher Sombra, a Mulher que se liberta de padrões masculinos e assume a sua feminilidade na totalidade. E isso só acontece de facto quando a mulher se começa a amar e amar a outra mulher em si e fora de si. Isto é ousado de se dizer porque pode levantar conotações sexuais – que é onde a mente humana se fixa primariamente - e levará a interpretações jocosas da parte de homens e mesmo de algumas mulheres.
E digo-o porque apercebo-me do medo que as mulheres têm umas das outras quando se trata de se amarem e serem realmente afectivas e ternas umas com as outras… Noto inclusive que as mulheres, quando em grupo, tem sempre necessidade de evocar o homem para a presença de qualquer subtil manifestação tão espontânea e natural de erotismo que sintam e assim resguardam-se de um preconceito que as inibe de serem e viverem realmente o seu erotismo entre mulheres! Aqui, confundir erotismo com sexualidade é confundir a fome e a sede da alma com a comida!
É óbvio que não se trata de relações homossexuais, embora eventualmente possam ser de cariz homo-emocionais, naturalmente, por afinidades recônditas. É aí contudo que começam os medos que as prendem.
Ora o que é premente no Caminho da Deusa é a necessidade dessa iniciação se fazer entre a intimidade da Mãe e da Filha, (Mistérios Eleusianos) entre irmãs, entre duas ou mais mulheres sem a presença do homem, e o que não permite que isso aconteça para essas mulheres é a sua necessidade de evocar e eleger o homem antes de tudo como complemento ou mentor antes de serem elas próprias Mulheres. Essas mulheres nunca se poderão expandir na sua totalidade nem encontrar-se na sua sensualidade profunda. A Mulher é quem ensina ao homem a feminilidade e não o homem à mulher conforme se lê nos manuais de sexualidade ou mesmo de yoga…e a mulher tem ficado sempre à espera de ser desperta com um beijo do…príncipe-sapo!…e assim ela adormeceu para sempre no mito da bela adormecida.
A mulher esqueceu e ignora que ela é iniciada por natureza e em si mesma, mas precisa do espelho da Deusa noutra mulher…Não aconteceu com a mãe, como seria de esperar…não aconteceu no mundo patriarcal, e não acontece porque essa iniciação foi suprimida da sociedade há séculos, esse ensinamento e essa sabedoria inata e troca entre mulheres foi banida das comunidades pelo catolicismo misógino e repressivo da natureza da Mulher. Juntas elas eram perigosas e bruxas. Era preciso queimá-las. Devemos à Igreja e a Santo Agostinho a culpabilização da mulher e a destruição do Ser Feminino ancestral e a sua alienação do sagrado feminino e devemos ao HOMEM a violação constante da Mulher ainda nos nossos dias nas sociedades patriarcais. Quando a prostitui a vende a comercializa a abusa a mata! Exagero? Atrevem-se a dizer que eu exagero ainda?
Por todas estas razões e sem nenhuma alteração de base, raramente as mulheres dão 100% de crédito a outras mulheres…Dar-se com mulher até é desprestigiante. E mesmo quando dizem que gostam umas das outras e brincam (sempre acerca dos homens) não é a sério entre elas a festa…
E agora VÊM AS TELENOVELAS e o cinema e começam a denegrir os movimentos das mulheres no despertar da Deusa e da verdadeira mulher. Porque é isso que o Sistema não quer. Começa na América e segue-se no Brasil, e só não chega aqui ainda porque eles sabem que as mulheres continuam obedientes ao sistema e aos homens e que nada disso é real na sua vida. É apenas mais uma moda a explorar e para ganhar dinheiro.
É por isso que os Gasparetos da Nova Era têm tanto sucesso…e as mulheres que se dedicam à sua causa de corpo e alma são sujeitas à difamação, são ridicularizadas e apontadas como suspeitas no mínimo de serem lésbicas ou alérgicas aos homens…ou mal “amadas”…enfim, ou que foram violadas ou abusadas em crianças e todo esse reportório da decadência e dos fanatismos do Sistema Económico em que tudo serve para produzir em massa, consumir e morrer de doenças.

Sim, só o Amor verdadeiro nascido do Feminino Sagrado, NASCIDO DA MÃE e da União entre as mulheres conscientes do seu poder inato e curador, poderiam mudar o mundo “dos homens” de um dia para o outro…Poderiam torná-lo equalitário e pacífico como ele já foi quando a Deusa ainda era Suprema.
Rosa Leonor Pedro

domingo, agosto 22, 2010

O que é o samadi?


-->O GRANDE VISIONÁRIO E POETA
ROBERT GRAVES
O Retorno da Deusa
"O que é o samadi? É um transe, um orgasmo intelectual, impossível de distinguir de um momento inefavelmente belo, descrito por Dostoievsky, que precede a convulsão epiléptica. Os místicos indianos atingiam-no por vontade através do jejum e da meditação, como o faziam os Essénios e os primeiros cristãos assim como os santos muçulmanos. Com efeito Ramakryshna tinha deixado de ser um poeta e transformou-se num político religioso de psicologia mórbida, dando-se à forma mais refinada do vício solitário que pode ser concebida. Ramprasad nunca permitiu à sua ambição espiritual de o afastar assim da sua devoção à Deusa. Ele tinha mesmo rejeitado a esperança ortodoxa do “não ser” pela absorção mística no Absoluto, como inconciliável com o seu sentido de unicidade do indivíduo criança e amante da Deusa.
(…)
Um dia do Kali Puja ele seguiu a imagem de Kali no Ganges até que as águas se fechassem sobre a sua cabeça. O romântico ocidental encontrou uma ressonância familiar nesta história de devoção de Ramprasad à Kali, mas o citadino ocidental não se deixou apanhar pelo samadi, rejeição pouco cavalheiresca da Deusa. Não existe nenhuma outra maneira de reviver o culto do Deus o Pai, ascético ou epicuriano, autocrítico ou comunista, liberal ou dogmático, capaz de resolver os nossos problemas; eu não prevejo nenhuma mudança para melhor até que tudo NÃO VÁ DE MAL A PIOR. Somente depois de uma completa desorganização política e religiosa é que os desejos reprimidos das raças ocidentais (de acordo com qualquer forma de prática e culto da Deusa que se reporte a uma forma de amor ilimitado no cuidado maternal e a um outro mundo em que a Mãe não esteja ausente) encontrarão enfim a sua satisfação.
Como é que a devíamos então adorar? No seu primeiro poema “a Primavera” Donne, já dava uma resposta à questão. Ele sabia que a Primavera era dedicada à Musa e que o “número misterioso das suas pétalas” se aplicava às mulheres. Podia ele adorar um capricho da natureza de quatro pétalas ou seis pétalas, uma deusa que tenha sido mais ou menos uma verdadeira mulher? Ele escolheu a forma de cinco pétalas e provou pela ciência dos números que uma mulher que atrai impõe completamente o seu domínio ao homem. Mas dizia-se da Deusa coroada de lótus nos mistérios coríntios: “o seu serviço é a libertação perfeita” muito tempo antes da frase ser aplicada ao Deus Pai; com efeito, a sua tradição nunca foi de condicionamento mas sempre o de dar e oferecer os seus favores de acordo com a forma como os seus filhos e amantes vinham a ela trazendo nas suas mãos, os presentes mais adequados (presentes escolhidos por eles e não segundo a sua ordem). Ela deve ser adorada na sua antiga imagem quíntupla, quer dizer quando se contam as pétalas do lótus na Primavera, Iniciação, Consumação, Repouso e Morte.
(…)
A prática da verdadeira poesia reclama um espírito miraculosamente desperto e capaz de, por iluminação, juntar as palavras, através de uma cadeia mais-que-coincidência, numa entidade viva, um poema que vai viver por si mesmo, talvez por séculos depois da morte do seu autor, cativando os seus leitores pela carga de magia que ele contem. Porque em poesia a fonte do poder criativo não é a inteligência científica mas a inspiração (mesmo que esta possa ser explicada pelos cientistas) não é através da Musa lunar, o termo mais antigo e o mais adequado para designar esta fonte de inspiração na Europa, à qual a devamos atribuir? Pela tradicional veneração da Deusa Branca ela torna-se uma com a sua representante humana, sacerdotisa, profetisa, ou rainha–mãe. Nenhum poeta que exalte a Musa pode experimentar conscientemente a existência senão na sua experiência do feminino pois temos de considerar que é na mulher que reside a deusa seja em que grau for; exactamente como nenhum poeta apolinio pode exercer a sua função própria se ele não se submeter a uma monarquia ou a uma quase monarquia. Um poeta que exalte a musa abandona-se absolutamente ao amor e a mulher que ele ama na vida real é para ele a encarnação da Musa.
(…)
Mas o verdadeiro poeta, perpétuamente obsediado pela Musa, faz a distinção entre a Deusa na qual ele reconhece o poder supremo, a glória da sabedoria no amor de uma mulher, e a mulher indivíduo que a Deusa pode tornar seu instrumento por um mês, um ano, sete anos ou mesmo mais. O que é próprio da Deusa fica; e talvez o seu poeta tenha de novo a possibilidade de a reconhecer através da experiência que possa vir a ter de uma outra mulher "
ROBERT GRAVES
LES MYTES CELTES
LA DÉESSE BLANCHE
IN Ed. du Rocher

quinta-feira, agosto 19, 2010

A "diferença entre matriz crística e matriz cristóide"...


QUANDO TU COMEÇAS A ATRAVESSAR A PONTE..

(...)
"A maior parte das pessoas tenta movimentar-se, praticamente, sem descobrir onde está a sua devoção. Como é que eu posso avançar sem ter completamente claro qual é a minha devoção? Isto é, o que é que me põe em movimento criativo, o que é que constitui um desafio.
Um grupo ou um ambiente de aprofundamento precisa de aprender a identificar-se, não com as formas por mais belas que sejam, mas com esse único fogo que é o início da submissão da personalidade aos níveis superiores de consciência. É aqui que chegamos à diferença entre matriz crística e matriz cristóide.

Então, digamos que uma pessoa pratica o bem, a luz, a virtude até metade da ponte, a imagem que ela tem de si própria é muito importante, é bela, nutritiva e estimulante e é uma espécie de auto devoção, a pessoa aprende a gostar de si mesma pelo bem que pratica, mas a partir de metade da ponte, se é que aquele ser tem de chegar a algum lado, a imagem impecável que ela tem de todo o bem que pratica, isto é, o residual na consciência dela, é um demónio.
Aquilo que é um anjo até metade da ponte transforma-se num demónio para a outra metade. Este ponto é a distinção entre matriz cristóide e matriz crística.

A matriz cristóide é um conjunto de estratégias para-espirituais que a matriz de controle está a assimilar rapidamente, é o canto do cisne da matriz de controle.
A matriz de controle vai-se despedir da humanidade através da matriz cristóide.

*
E a diferença entre a matriz cristóide e a matriz crística é que a matriz crística lida com a trindade MÃE/FILHO/PAI – Cura/Instrução/Iniciação, ela é triangular, tem uma vibração luminosa integral, enquanto que a imitação que está sendo feita pelo governo secreto, pelas polícias secretas do mundo, pelos agentes de domínio psicotrónico da consciência colectiva, pela Net, pelas redes de controle global que existem em todo o planeta através de osciladores de baixa frequência que são instalados para controlar e manter a vibração global da mente num nível bem “enlatado”, a matriz cristóide tem tudo o que a matriz crística tem menos a destruição da auto imagem.
Para que uma consciência avance, ela tem que destruir a imagem que tem de si própria para alcançar um patamar mais sagrado. Do ponto de vista astrológico nós falamos da iluminação e da regeneração conseguida através de Escorpião ou das energias de Plutão. É na casa VIII, em Escorpião, que a auto imagem é destruída. E o que é que fica? É essa inocência, que é referida pelos sábios, de aproximação ao Jardim Sagrado, à Nova Jerusalém.

Que inocência é esta? É a inocência de destruir a imagem de nós mesmos, a capacidade de, escorpionicamente, quebrar o espelho encantatório de nós mesmos. Se tu chegas a esse limite abre-se um portal sagrado e tu entras na Nova Jerusalém.
Quando tu começas a atravessar uma ponte, a única forma de dares um passo e pores os pés na ponte é uma imagem de ti que te é doada acerca de quem tu és quando pões os pés no caminho, então, a antiga imagem de ti é regenerada: a imagem que os teus pais criaram de ti; a imagem de infância; da adolescência; profissional; tudo o que é residual e existencial cumpriu a sua função, então vem o anjo com a imagem de ti próprio e te diz, serenamente, “se tu deres esse passo tu transformas-te. Tu és um discípulo, um adepto, um contador de histórias, um curador, uma estrela cósmica, um patinador do espaço”.
*
"E o que é que acontece? A pessoa deslumbra porque é uma estrela cósmica amarela! E nem há nenhum problema com isso, é só um anjo até metade da ponte, assim que chegas aos 50% da ponte tu sentes uma espada sobre a tua cabeça, e tu que estavas à espera de uma comissão de boas vindas!! De repente, aquilo que foi um anjo até metade da ponte transforma-se num “demónio”.
(...)
A espiritualidade que está sendo desenvolvida pelo governo secreto é uma espiritualidade para as massas, bastante bem trabalhada, mas que não contém o triângulo, é só Mãe, isto é, a musalização profunda da personalidade, até um certo ponto, e muita instrução, muito conhecimento, mas como ambas as coisas não estão sendo feitas por amor ao Pai, não há triângulo. Estão sendo feitas no contexto de um novo humanismo e a diferença é que só a energia Pai é que contém a luz de glória capaz de santificar o homem. Esta é uma pequena chave para distinguirmos a matriz crística da matriz cristóide.
*
Se eu não vou para o quarto escuro, não me sento na cadeirinha, eu estou estagnado. É no escuro, no zero, no silêncio, no sagrado, no secreto que se trabalha com o 3º pólo.
Eu preciso de me lavar de todos os registos pessoais para me transformar numa folha em branco, e, transformando-me numa folha em branco, o arquétipo do meu ser pode-se reflectir no meu self.
Como o sangue, o sistema nervoso, os neurónios, os químicos em nós, os metais preciosos no cérebro, os chacras, a aura humana, a aura espiritual, o holóide da mente, o corpo astral, como tudo isto junto foi feito pelo Pai, para o Pai, com o Pai, para funcionar em triângulo, se há esta cadeirinha e este quarto escuro, em muito pouco tempo a Mãe e o Filho podem fazer o seu trabalho porque tu estás a fazer a “coisa principal”.

André Louro de Almeida
Transcrição de Alice Jorge

FRAGMENTOS DE TEXTO

terça-feira, agosto 17, 2010

O FACEBOOK ÀS VEZES TEM DESTES DIÁLOGOS…



"DEIXE QUE AS ÁGUAS SE ACALMEM E VERÁ AS ESTRELAS E A LUA ESPELHAREM-SE NO SEU SER."


RUMI

www.orgasmicbirth.com


PARTO ORGÁSTICO ?

(…)

Nelson - parece-me que o caminho não é saltar da "dor" para o "prazer", isso pode funcionar algumas vezes, mas a verdadeira conquista seria encontrar um "terceiro estado" que é a síntese de ambos, talvez a palavra "Êxtase" seja isso.

Rosa L. - Orgasmo ou êxtase? Ontologicamente o que é mais correcto? Da iniciação que é nascer ou dar à Luz não seria mais correcto chamar-lhe partos transcendentais ou iniciáticos? Porque é o lado sagrado da vida que se revela e não algo associado ao simples orgasmo ainda que num cume, mas que deriva mais de um mero prazer, ainda que também possa ser sagrado e iniciático...
O êxtase da Mulher ao dar à Luz um ser com essa consciência é mais do que o cume de um prazer!!!

André L - Rosa, êxtase é mais adequado que "orgasmo", sim.... e sintonizo com o Nelson: a transfiguração do prazer acontece como consequência da transfiguração integral de um ser. Estas realidades estao alem do binomio dor/prazer. O q me interessou aqui é a "revis ...(?)

Rosa L.- Sei, o importante à partida é esta nova tomada de consciência do acto sagrado que é o nascimento para a Mãe e para o filho/a. Não tinha lido o comentário do Nelson mas creio que é isso mas você define brilhantemente (com a sua clareza habitual, passe o elogio) quando se refere à transfiguração do prazer como consequência da transfiguração integral do ser. Estamos a caminhar...pelo menos arrepiei-me toda, como se diz, pela consciência partilhada. As palavras também precisam ser reinventadas...

André L
. - Rosa ... Principalmente as palavras e o seu estranho mas belo reino terão de ser reinventdas e a linguagem, para sobreviver ao Cosmos, terá de se tornar, justamente, Cosmos.
Best,
André

Rosa L. - Nada me daria maior prazer do que o sabor destas palavras...



A NOITE UTERINA

“Os seres humanos sempre souberem, no mais recôndito de si, que algo de essencial se passava dentro do ventre da mãe que os concebeu. Desde que possa livrar-se da canga rígida da educação, cada ser humano sente que existe uma realidade inegável embora difícil de detectar. Mas aquilo que durante algum tempo continua oculto não deixa por isso de ser concebível.
Assim, desde as entoações cantadas pelos poetas de todos os tempos para exprimir as ressonâncias desta vida uterina preexistencial até aos sentimentos mais finos e ainda mais subtis que se inscrevem e se imprimem com força na carne de cada um num diálogo com a própria vida, tudo nos revela esta percepção primeira. Ela funde-se - não é verdade?
- em cada célula, agindo como a própria expressão da criação que se incarna. É de salientar apenas a acuidade poderosa e sensível em que o ser humano consegue sentir-se arrebatado, talhado no ventre materno pelo gerador da vida:”


“Nada nos fios da minha estrutura Vos é desconhecida; e todos eles foram escritos no Vosso livro; cada dia da minha vida foi prefixado, antes que um só deles existisse”.

Salmo CXXXIX

A. A.TOMATIS - Autor do Livro "Noite Uterina"

AS LEIS DA NATUREZA...



A rosa tem de tornar a ser o botão, nascido da sua haste materna, antes que o parasita lhe tenha roído o seio e bebido a seiva da sua vida. A árvore dourada dá flores de jóia, antes que o seu tronco esteja gasto pela tormenta. O aluno tem de tornar ao estado de infância que perdeu antes que o primeiro som lhe possa soar ao ouvido."

A VOZ DO SILÊNCIO...
M. Blavatsky

"O erro está em confundir amor, desejo e necessidade..."

"Enquanto que existimos no nosso corpo terreno, estamos sujeitos à lei da Natureza que é dualidade; e esta dualidade cria a afinidade entre os complementos separados.
Esta dualidade, que é a base e o mal inicial da Natureza, é também a base da nossa experiência terrestre cuja finalidade é ultrapassar esta mesma Natureza na procura do retorno à Unidade. Ela é a base da nossa cultura de consciência, uma vez que lhe damos a possibilidade da escolha entre as qualidades opostas, entre o que é real ou relativo, bom ou mau para a nossa consciência actual. A dualidade sendo a causa da sexualidade -- portanto, a afinidade entre os complementos -- é a causa do desejo que o ser humano chama amor. O erro está em confundir amor, desejo e necessidade."


in A ABERTURA DO CAMINHO...
I. S. L.

segunda-feira, agosto 16, 2010

INTERREGNO


ABULAFIA ´Hayye ha'Olan ha-Ba –

in " O Pêndulo de Foucaut"



"Que as tuas vestes sejam cândidas...
se for de noite, acende muitas luzes, até que tudo brilhe...
Agora começa a combinar algumas letras e combina-as
até que o teu coração aqueça.
Tem cuidado com o movimento das letras e
com o que poderás produzir ao misturá-las.
E quando sentires que o teu coração está quente,
quando vires que através da combinação das letras
apanhas coisa que não poderias saber sozinho
ou com o auxílio da tradição,
quando estiveres pronto a receber o influxo da potência divina que penetra em ti,
emprega então toda a profundidade do teu pensamento
a imaginar no teu coração
o Nome e os seus Anjos superiores,
como se fossem seres humanos que estivessem ao teu lado."

"Da rosa, nada digamos agora..."

sábado, agosto 14, 2010

"PRAYER TO A WOMAN'S BODY" - Fernando Pessoa


Oração (variações)

Ave Maria cheia de graça...

...Ave Maria, Mar, Maria Sombra,
anima minha amar-te.
Ave Eva, Ave Maria, Lilith, Shekinah,
Tantas vezes maldita, tantas vezes abençoada!
Tantas quanto a história foi contada.


Rezo por uma unidade do ser mulher
Dividido e repartido em partes desiguais.
Rezo para que a alma seja una
e o espírito seja fecundo,
para que o corpo seja vaso!


Ave Maria cheia de graça, a vida seja contigo...

Avé Rainha dos céus Isis e da terra
Artemísia,
Vénus nascida do mar, Afrodite,
e Hecate, senhora do fogo e dos infernos,
e Hathor suprema deusa do Amor.


Avé Todas as deusas e mulheres
que no meu coração ainda hei-de cantar:


Benditas sejam as mulheres, as mães e as filhas

e Bendito seja o fruto da sua consciência,
integrado seja o seu Corpo a Alma e o
Espírito
na união sagrada do SER UNO
Ámen.

in"Mulher Incesto - Sonata e Prelúdio"

rosa leonor pedro

FÁTIMA E O 13 A 15 DE AGOSTO...

NOSSA SENHORA DE FÁTIMA OU HECATE?

Antigos costumes e rituais ancestrais à sombra de novos dogmas trazem a mesma esperança de paz e conforto...

"Nossa Senhora é uma luz de esperança nos caminhos "

HOJE: Aos emigrantes portugueses no Santuário, o prelado francês disse que "Nossa Senhora é uma luz de esperança" nos caminhos, "quantas vezes sombrios", que quem vive longe tem de trilhar.

ISTO PASSA-SE em Portugal sec. XXI ou na Grécia sec. I a.c.???


"Peregrinos deixam toneladas de trigo para hóstias no Santuário

Peregrinação do Migrante e Refugiado terminou ontem. Destaque foi para crianças.

Nos braços ou à cabeça, são milhares os sacos de trigo que os peregrinos trazem e deixam em Fátima durante a missa internacional da Peregrinação do Migrante e Refugiado. A oferta, que se repete todos os anos no 13 de Agosto, destina-se ao fabrico das hóstias do Santuário e assegura parte da produção anual. No ano passado, ultrapassou as seis toneladas.

Os peregrinos, incluindo muitos milhares de emigrantes, saíram ontem de Fátima mais leves depois da missa de encerramento, ao final da manhã. No Santuário ficam algumas toneladas de trigo - 6440 quilos em 2009 e 5543 no ano anterior - que servem para fabricar parte das 20 mil hóstias e quase milhão e meio de partículas (hóstias pequenas) consumidas todos os anos no Santuário.

A tradição foi iniciada em 1940, por um grupo de jovens da Juventude Agrária Católica que ofereceu ao Santuário 30 alqueires de trigo.

A missa foi presidida pelo bispo de Belfort-Montbéliard e presidente do Serviço Nacional da Pastoral dos Migrantes de França, Claude Schocker, já que a comunidade portuguesa em França esteve em destaque este ano.

O sofrimento das crianças migrantes e refugiadas foi o tema da celebração. Claude Schocker lembrou que os caminhos da migração "são ainda mais dolorosos para os mais jovens", muitos deles abandonados e vítimas de tráfico.

"Na realidade, um número significativo de entre eles são deixados ao abandono e encontram-se expostos a riscos de exploração, vítimas, entre outros, de tráficos diversos e de prostituição."

Aos emigrantes portugueses no Santuário, o prelado francês disse que "Nossa Senhora é uma luz de esperança" nos caminhos, "quantas vezes sombrios", que quem vive longe tem de trilhar."

(...)

In DN Hoje, Patrícia Jesus

quinta-feira, agosto 12, 2010

13 DE AGOSTO DIA DE HECATE


EM MUITOS LUGARES SE CELEBRA AINDA HOJE A DEUSA...

EM PORTUGAL, FÁTIMA, LUGAR DE APARIÇÃO DA NOSSA SENHORA.


CELEBRA-SE HOJE A PROCISSÃO E MILHARES DE PEREGRINOS DE TODO O MUNDO VEM ACENAR À "VIRGEM" MÃE...

UNS CHORAM E FAZEM PROMESSAS, OUTROS REZAM, OUTROS CAMINHAM DE JOELHOS...PELO seu sofrimento pessoal ou pelo sofrimento do mundo que é o mesmo; sejam as doenças, a fome, a guerra, o medo do desemprego hoje e a violência urbana os crimes que são os mesmos as doençasa ou outras piores...e embora os homens sejam outros, é seu o mesmo domínio do poder, o egoísmo, a ignorância e a exploração de metadae da humanidade que continua; os muitos ricos e os muito pobres, o planeta desvastado...os fogos e as secas...mais do que nunca precisamos de uma Deusa Mãe lenitiva que nos salve...

SEJA ELA A DEUSA DO CÉU, DA TERRA, A DEUSA DO DIA OU DA NOITE, É A GRANDE DEUSA, É DE UMA SÓ DEUSA QUE USA TODOS OS NOMES, QUE ACEITA TODOS OS NOMES E TODAS AS FORMAS DE DEVOÇÃO, QUE O MUNDO PRECISA...

ASSIM, Coincidência ou não, 13 de Agosto era o dia em que os gregos festejavam e pediam a Hecata ajuda. Haverá alguma diferença entre os sentimentos de hoje e os dos gregos há milénios? Parece que não...A CIVILIZIÇÃO É BASICAMENTE A MESMA, A EVOLUÇÃO DA CONSCIÊNCIA?...estamos a ver...mudam-se os nomes e os cenários, mas o motivo e a necessidades dos povos é a mesma. São muitas as interpretações, muitos os pontos de vista e dependentemente das religiões, dos mitos e das crenças, a Deusa transforma-se no que cada um pensa e deseja no que cada povo elege ou defende...de acordo com a cultura e as crenças, e com o passar dos séculos, mas eu pergunto o que é que mudou na essência?

Hoje é "A Virgem" Mãe a Senhora, ontem era Hecate, a bruxa...outra face da Deusa e da Mulher!

Assim, antigamente "Hécate era uma divindade nocturna, da vida e da morte. Era chamada de “A Mais Amável”, “Rainha do Mundo dos Espíritos”, “Deusa da Bruxaria”.

Era a mais antiga forma grega da Deusa Tríplice, que controlava o Paraíso, o Submundo e a Terra.

É uma Deusa tricéfala grega, Deusa da Lua Minguante, guardiã das encruzilhadas, senhora dos mortos e rainha da noite. Ela era homenageada com procissões em que se carregavam tochas e oferendas para as conhecidas "ceias de Hécate".

É conhecida como uma Deusa "escura" por seu poder de afastar os espíritos maléficos, encaminhar as almas e usar sua magia para a regeneração. Invocava-se a sua ajuda em seu dia (13 de Agosto) para afastar as tempestades que poderiam prejudicar as colheitas.

Especialmente para os trácios, Hécate era a Deusa da Lua, das horas de escuridão e do submundo. Parteiras eram ligadas a ela. Era conhecida entre as Amazonas como a Deusa da Lua Nova, uma das três faces da Lua e regente do Submundo.

A lenda não é clara quanto à sua origem. Alguns mitos dizem que Hécate era filha dos titãs Tártaros e Noite; outras versões dizem ser de Perseus e Astéria (Noite-Estrelada), ou de Zeus e Hera. Sabemos que seu culto não se originou na Grécia. Lendas de Hécate eram contadas por todo o Mediterrâneo.

No início, Hécate não era uma Deusa ruim. Após a queda do matriarcado, os gregos a cultuavam como uma das rainhas do Submundo e governante da encruzilhada de três caminhos.

Um de seus animais sagrados era a rã, um símbolo da concepção. Era chamada de A Deusa das Transformações, pois regia várias passagens da vida, e podia alterar formas e idades. Outro animal sagrado era o cão.

Hécate era considerada como o terceiro aspecto da Lua, a Megera ou a Anciã (Portadora da Sabedoria). Os gregos chamavam-na de A Megera dos Mortos. Aliada de Zeus, ela era acompanhada por uma matilha de lobos.

Como aspecto da deusa Amazona, a carruagem de Hécate era puxada por dragões. Outros de seus símbolos eram a chave e o caldeirão. As mulheres que a cultuavam normalmente tingiam as palmas de suas mãos e as solas dos pés com hena. Seus festivais aconteciam durante a noite, à luz de tochas. Anualmente, na ilha de Aegina no golfo Sarônico, acontecia um misterioso festival em sua honra.

Essa era uma Deusa caçadora que sabia de seu papel no reino dos espíritos; todas as forças secretas da Natureza estavam sob o seu controle. Os gregos e trácios diziam que ela controlava o nascimento, a vida e a morte.

Hécate era considerada a patrona das sacerdotisas, Deusa das feiticeiras. Estava associada à cura, profecias, visões, magia, Lua Minguante, encantamentos, vingança, livrar-se do mal, riqueza, vitória, sabedoria, transformação, purificação, escolhas, renovação e regeneração.

Como Senhora da Caçada Selvagem e da feitiçaria, Hécate era a princípio uma divindade das mulheres, tanto para cultuar como para pedir auxílio, e também para temer caso alguém não estivesse com sua vida espiritual em ordem.

http://www.astrologosastrologia.com.pt/hecate+deusa&bruxas.htm
NOTA: escolhi a imagem de uma mulher velha e não de uma senhora muito bela...porque é a idade em que Mulher é mais desprezada e a ela dedico esta evocação da Deusa Hecate. Para que lhe devolva o seu poder e a sua dignidade!

HECATE A DEUSA DAS ENCRUZILHADAS


(...)
Hécate é a Deusa que pode conduzir aos caminhos mais difíceis e perigosos, aos abismos e às encruzilhadas da própria psique. A sua função é de guia dentro do reino oculto da alma.

A Terra é o grande inconsciente uterino de onde brota toda a semente. É também o lugar para onde tudo retornará. Nesse inconsciente ctônico a vida e a morte coexistem em um mesmo processo cíclico. Deste modo, o "ser" e o "não ser" podem viver sem conflito.

(...)
Hécate é também um vaso-útero, que recebe os processos passados no interior da psique. Ela é o vaso alquímico que permite a transformação e transmutação dos elementos materiais em espirituais. Hécate habita as grutas e cavernas. E para sermos fertilizados pela semente da criação espiritual e do renascimento psíquico temos de visitar a sua morada, fazer a entrada no reino dessa deusa. Ela é a Caverna-Mãe onde se dão os processos espirituais.

Muitos mistérios e ritos de iniciação se passavam no interior das grutas e cavernas.

Hécate é a regente dos processos misteriosos da vida e da morte, das passagens difíceis da vida, da entrada nos caminhos árduos da transformação.

A Deusa nos diz que as mudanças servem para determinar o nosso comportamento e que devemos ter cuidado com os caminhos falsos ou atalhos inadequados. O caminho, por vezes, pode não ter muita importância, mas premente é a necessidade de fazer a passagem.

Hécate estava por perto quando Perséfone foi raptada por Hades, mas não interferiu, porque ela sabia que as passagens são necessárias, às vezes não importam os caminhos. Mas é Hécate que ensina e ajuda a Deméter a achar o caminho para recuperar a filha Perséfone.

A entrada no mundo inferior é necessária para o contato com as fontes internas da fertilidade, mas é preciso saber o caminho de volta para poder tornar consciente toda a possibilidade criativa. Enquanto houver o mergulho no mundo inferior, a consciência pode adormecer e descansar, e novamente será renovada e frutificará com a volta.


(...)
COPIADO DE: http://www.rosanevolpatto.trd.br/hecate.htm