sexta-feira, dezembro 30, 2011

A GUIZA DE BALANÇO


O NOVO ANO QUE AÍ VEM…

 Congratulo-me hoje deste espaço a que me dedico de alma e coração, porque ele reúne um leque de mulheres extraordinárias, todas muito diferentes umas das outras…mas todas empenhadas em acrescentar algo ao grupo e que dão o melhor de si e outras que se zangam e saiem o que eu entendo e nem por isso fico zangada ou sinto qualquer animosidade. Já aconteceu…e aconteceu desde o chamarem-me de tudo…madre superior de um Convento, controladora das mulheres (sadomasoquista?) … vampira ou convencida e arrogante…ou ”menina mimada”…snobe e elitista etc. Mas todos esses mal entendidos não abalaram um trabalho de anos que no fundo de mim é e continua a ser solitário, amadurecido pelos anos, pois o Amor e a Consciência da Deusa em nós firma-se no nosso interior e não está sujeita as flutuações do humor alheio, nem é afectada pelos acontecimentos exteriores. Pode desanimar-me por momentos, mas depois torna-nos mais fortes!

Sabemos desde os séculos e das histórias que há sempre as filhas rebeldes que não suportam qualquer ordem ou tutela, que não querem qualquer disciplina e ordem e julgam que agredindo se esquivam à relação porventura conturbada com a Mãe...ou com a outra mulher que lhes espelha a mulher mais forte ou a mulher perigosa a mulher fatal ou a mulher submissa etc.

São as deusas do caos…nunca nada para elas está bem…Elas não criam nada mas rebatem tudo o que se faça…caminham na negação…muitas vezes traem e traíram a Grande Mãe, mas todas cumprem uma missão, todas fazem o seu papel nos ciclos da roda da vida.

Há ainda as que vêm e roubam da caixa de jóias da Mãe (a caixa de Pandora?) tudo o que podem, pérolas preciosas...ou segredos perigosos em mãos incertas, e são como as meninas que põem os colares e saltos altos ou o vestido de decote da  Mãe, antes de amadurecerem…e que usam por vaidade como se fossem delas...e depois caem das alturas falsas…

Mas há sobretudo as mulheres que são fiéis a si mesmas e por isso nada temem, nem as diferentes idades, nem as diferenças de cultura ou educação ou referência social, porque sabem que tudo faz parte da vida e que há um tempo para tudo e que esse tempo corresponde ao tempo da mãe da filha e da anciã…e pacíficas, serenas seguem a ordem ancestral das mulheres sábias…e há as que gostam de agradar apenas ou as que corroboram as ideias, partilham outras e que dão-se sem reservas, como há as que são simples e gostam de seguir um foco e se calam e agradecem à irmã mais velha o trabalho feito; há as que obedecem a um sentimento interior e seguem o trilho por vontade de saber mais; há sempre as seguras e firmes e as inseguras que se ofendem por tudo e por nada…há as pacíficas e as rebeldes, como há as irmãs mais independentes e que reclamam de qualquer ordem “superior”...não suportam ideias nem amarras...julgam que não precisam de nada; como há as que gostam de fazer mal ou dizer mal e estão sempre zangadas… com a mãe…e vão-se embora sem cerimónia, ou outras que estão caladas e nunca dizem nada por reserva ou timidez. Mas no fundo e essa é  aminha certeza, há sempre essas mulheres incríveis sem qualquer pré-conceito e que se dão de coração aberto e sem receio. E quanto mais confiam em si e nas outras mulheres mais seguras estão. E são essas mulheres que se mantiveram aqui firmes que tornaram este grupo sólido e pacífico a quem eu agradeço em especial; mas a todas sem excepção, as que silenciam e as que me acusaram de tudo e de nada eu desejo muito que neste próximo ano se dediquem mais e mais a saber como ser una, integral, como ser total em si e a encontrar a plenitude da mulher e a respeitar as diferenças e a sentir a união de todas as mulheres como um círculo de braços e abraços que se entrelaçam e se dão força e não se negam nem traem…que este grupo seja desejo, no próximo ano e para sempre na vida real uma base de um trabalho pessoal que no une e engrandece!

A todas um fim e começo de novo ano auspicioso e no Amor da Deusa Mãe.

rlp
Escrito e publicado em simultâneo no Facebook no grupo Mulheres & Deusas

AMAR E ODIAR...





A IMPORTÂNCIA DAS RELAÇÕES ENTRE MÃE E FILHA...

AS MÃES E AS FILHAS/OS...

"Melaine Klein sabia da importância das relações entre pais e filhos por causa da própria experiência como criança e como mãe. Filha não desejada, sofreu a vida toda de depressão por causa do sentimento que tinha de que seus pais a rejeitavam. Ela própria acabou se afastando da filha adulta (que mais tarde tornou-se analista). A filha acusava Klein de interferir na sua vida e afirmava que seu irmão, morto durante uma escalada a uma montanha, na verdade se suicidara por causa da péssima relação que tinha com a mãe. A teoria dos objectos de Klein concentrava-se na ligação emocional intensa entre mãe e filho, principalmente durante os seis primeiros meses de vida do bebé. Descreveu a ligação entre o bebé e a mãe e termos emocionais e cognitivos e não em termos sexuais."
***
 
“A maldade e a destrutividade passam a ser vistas no rival; ele é condenado, e contra ele pode ser dirigido o ódio sem implicar o sentimento de culpa”. *

* Melaine Klein e Joan Riviere,
IN Amor Ódio e Reparação,
Imago Editora
OS AMIGOS E AS AMANTES... 
"O que leva a que a ciumenta destine toda a sua raiva numa rival (real ou fantasiada), e poupe a pessoa que ama? O mesmo para o ciumento.
A torturante amargura do ciúme faz-nos odiar quem amamos. Sentimo-nos preocupadas e culpadas que a nossa agressividade possa destruir o outro e a relação.
“Transferir” a maldade e destrutividade para uma rival, é uma maneira de atenuar esta tortura, e pouparmos do nosso ódio, a pessoa que amamos.
 Ao condenarmos uma amante, podemos assim descarregar todos esses sentimentos nela. Sem culpas, por isso.
 Este mecanismo projecção, permite ao odiar a outra, não lidar também com a dúvida sobre nós próprias, que talvez não sejamos dignas de sermos amadas."

Cristina Simões
IN iNCALCULÁVEL iMPERFEIÇÃO


quinta-feira, dezembro 29, 2011

QUANDO O PODER DA DEUSA SE INVERTE...



"O poder da Deusa, que se manifesta por meio das mulheres, é uma matriz emocional que convida a uma fusão ou simbiose inconsciente e transmite uma sensação de “chegada a casa”. J.S.B.


Nem sempre acontece como bem gostariamos que fosse que essa matriz emocional convide a uma fusão ou simbiose inconsciente com a sensação de volta "a casa" se ao nivel inconsciente precisamente as  mulheres não estiverem em sintonia com essa matriz que é a Matriz comum a todas as mulheres na essência e não na superfície...Ora aqui chegadas....infelizmente não a casa...temos de rever de forma clara o objectiva que há algo por fazer, algo por realizar de muito importante...pois sabemos que a Mulher ainda não é capaz de sentir essa simbiose nem fazer essa fusão com as outras mulheres porque não está ligada à sua própria essencia...e portanto está longe dessa matriz do feminino.

Hoje eu destaco aqui este aspecto porque mais uma vez fui surpreendida com a inversão desse Poder da Deusa...e em vez de sentir essa sintonia, essa empatia, essa cumplicidade, essa compreensão natural entre seres iguais... com uma ou várias mulheres que me lêem, senti mais uma vez, neste caso directamente na pele, a mágoa pela agressão gratuita ou a revanche antiga pela diferença e a não aceitação da diferença seja em ideias ou palavras ou mesmo experiências que nos marcam e diferenciam umas das outras - o que eu senti foi essa  total falta de simbiose entre as mulheres que é gerada pela competição e luta entre os estereótipos,  as idades, entre a filha e a mãe entre a mãe e a anciã...
E ver este antagonismo manifestar-se entre as mais diferentes mulheres, sempre umas contra as outras, só me fortalece na ideia de que as mulheres continuam inimigas umas das outras  e sem mexer no aspecto fulcral da sua ferida...e o que destilam é esse  veneno que cimenta a discórdia, a agressão e a divergência acérrima que as leva a acusar-se umas às outras  e a agredir "amigas"... e os espelhos  que as mulheres são umas para as outras acabam em estilhaços de acusações e briga, ferindo-se algumas mortalmente (na amizade digo)...E este facto vivido, mais uma vez, prova-me que todas as teorias da Deusa e do Feminino, sagrado ou profano, todas as ideias e lutas feministas, se não houver um verdadeiro trabalho ao nível da psique, ao nível psicológico e anímico, tudo não passa de boas intenções e ideias de superfície. Todos os grupos e círculos de mulheres que não se fundamentam nessas linhas de consciência e trabalho em profundidade consigo mesmas,  na união interior das duas mulheres cindidas dentro de si...levam inexoravelmente ao fim e à cisão dos grupos e ao antagonismo entre as mulheres...e as melhores amigas de hoje serão as maiores inimigas de amanhã...como acontece em todo os lugares e comunidades, no trabalho  e na sociedade em geral.
Portanto e mais do que nunca a grande e premente necessidade de todas as mulheres é de realizar um trabalho pessoal e interior em profundidade. Tudo ou quase tudo foi feito no exterior, mas não são as lutas sociais por direitos  e igualdades, nem as lutas económicas de classe, nem os rituais da Deusa, nem as ideias brilhantes, nem as mais belas filosofias que nos salvam...mas sim a consciência do SER EM Si, neste caso uma consciência integral do ser mulher.

Em resumo, tudo isto na verdade me mostra que enquanto a mulher não se enxergar a si mesma nessa divisão ancestral, e sempre como o pomo da discórdia e continuar a acusar a outra mulher da divergência e pretender ter razão...que ela não fez trabalho nenhum em si - pode até ser uma grande activista e uma grande estudiosa dos assuntos da mulher e da deusa...mas sem esse trabalho interior não vai a lado nenhum digo e afirmo -  mas apenas pretende afirmar-se pela mente e pela lógica...
Para mim não há nada pior do que uma mulher virar-se contra a mãe ou a irmã...não há nada mais grave do que uma mãe acusar uma filha...porque esse é o princípio que separou a mulher da outra mulher e as dividiu em duas, e as  fragmentou em múltiplas personas (e estereótipos) e a faz sentir-se continuamente perdida e contra as outras mulheres. Nada mais nefasto e venenoso do que o ódio de outra mulher. Uma mulher pelo ódio pode fulminar alguém tanto, e tão drasticamente  como pelo Amor da Deusa Mãe e esse pOder simbiótico Curar e salvar-se a si mesma e digo até  a Humanidade inteira. Mas enquanto a mulher lutar contra uma parte de si e contra a outra mulher não haverá Paz dentro de si nem no mundo.

rlp   

terça-feira, dezembro 27, 2011

CAMINHO PARA A INICIAÇÃO FEMININA:

A UNIÃO DAS MULHERES EM SI E FORA DE SI...

"O retorno à Deusa, para renovação numa base de origem e num espírito feminino, é um aspecto vitalmente importante na busca que a mulher moderna empreende em direcção à sua totalidade.”

Sylvia Pereira



Mulheres & Deusas procura dar expressão à uma nova dinâmica da mulher actual versus mulher ancestral. Mulheres & Deusas, retrata mulheres extraordinárias e vulgares, jovens, mães e velhas, que percorrem o seu próprio Caminho de vida na busca da Deusa – descida às cavernas do seu inconsciente - na procura do seu verdadeiro EU.

Mulheres & Deusas
busca o encontro da feminilidade original e da mulher essencial no encontro com a Deusa esquecida; desenvolve um trabalho que visa unir as duas mulheres cindidas e separadas pelo patriarcado que criou em cada mulher o antagonismo da santa e da pecadora e levá-las à fusão desses dois lados de si mesma.


O Blogue Mulheres & Deusas
está exclusivamente vocacionado para o conhecimento alargado (que concerne ambos os princípios) e a consciência do Sagrado Feminino na sua dimensão ontológica sem fazer qualquer cedência ao lúdico e ao gratuito. Mulher & Deusas não é conivente com os estereótipos bem sucedidos da mulher moderna…não é apologista de uma libertinagem sexual nem de qualquer laxismo. Preza a excelência da linguagem, a palavra iluminada a poesia lírica…e a metafísica.


O blogue Mulheres & Deusas acolhe no seu seio, todas as mulheres verdadeiramente empenhadas na causa da Deusa, autistas, artistas, bruxas, sacerdotisas, feiticeiras e gatos. De vez em quando dá lugar aos poetas e aos magos, mas só aos especiais, os fiéis da Deusa Mãe.
RLP

O poder da Deusa, que se manifesta por meio das mulheres, é uma matriz emocional que convida a uma fusão ou simbiose inconsciente e transmite uma sensação de “chegada a casa”.
 J.S.B.

segunda-feira, dezembro 26, 2011

MATER MATRIZ: O verdadeiro potencial feminino...


A RAÍZ MATRICIAL DA MULHER É A MATÉRIA/VIDA/CORPO, ALMA E ESPÍRITO, A SUA MATRIZ ...E É A PARTIR DO ÚTERO E DA TERRA MÃE...A PARTIR DE DENTRO DE SI E DO CORAÇÃO CENTRO, QUE A MULHER PODE ACEDER À SUA TOTALIDADE
rlp

"CABE ÀS MULHERES REDESCOBRIR O FEMININO,
DAR À LUZ UMA ALMA NOVA,
CAPAZ DE ASSUMIR A SUA DIMENSÃO CÓSMICA"*
(*Antónia de Sousa)





"Construção da Consciência Matricial de Cada Mulher "
O estudo da Construção da Consciência Matricial, abre uma nova oportunidade para o auto-conhecimento profundo de cada mulher. Trata-se de um estudo individual que revela a construção da essência de cada mulher através de uma observação cuidada, objectiva e muito esclarecedora.
A Consciência Matricial, mostra de forma clara o campo morfogenético que cada mulher transporta individualmente, manifestado através da sua personalidade, do seu comportamento, do seu ego, da sua alma, do seu espírito e da sua mente criativa e da sua mente imaginária. A interacção entre este conteúdo feminino individual e único, revela os "nós" ou bloqueios morfogenéticos da ancestralidade que conduz cada Mulher para a vida fisica.
Quando nasce para a vida física, a Mulher, corresponde emocional e mentalmente a padrões e a campos morfogenéticos que a levam a desencadear reacções psicológicas, emocionais e mentais, construindo ou destruindo partes de si mesma, que se vão acumulando em forma de potenciais ou de limitações, sobre os quais nem sempre tem consciência, desdobrando-se e desenvolvendo o seu comportamento em formas arquetípicas, para poder sobreviver. Os desdobramentos arquetípicos de sobrevivencia manifestam-se nas alterações da sua própria personalidade e do seu comportamento, afastando-a da sua essência, resultando num sistema de sucessivos traumas, frustações, dificuldades materiais, afectivas e, no permanente desconforto, de nunca poder relaxar e viver em paz e harmonia a sua vida e a sua felicidade.
 

Todas as Mulheres nascem para a Vida com uma missão matricial, sendo essa missão uma constante procura pela perfeição e pela competência, relativamente à sua essencia e à sua sabedoria interior. No entanto, existem inúmeros factores que podem interferir com o seu caminho, é por isso essencial, que cada Mulher possa aceder ao seu nível mais profundo de conhecimento, sobre si própria e sobre aquilo que a vida espera de si. 
Por mais que fuja, por mais que adie, por mais que evite, nunca poderá deixar de ser quem É, na realidade. Apesar de tudo, pode escolher um caminho construtivo e positivo, sendo detentora de maior consciência sobre si própria, sobre a sua essência e sobre a sua missão como Mulher na Vida.
O estudo da Construção da sua Consciência Matricial, mostra-lhe todos os momentos em que pode ser uma Verdadeira Deusa Criadora, Nutridora ou Materializadora e, ao reconhecer-se, pode defenitivamente assumir-se, como tal.
Quando uma mulher se assume com todo o seu potencial, não precisa mais de se projectar nos outros, buscando referências para si própria, nem mesmo para crescer e para evoluir. Quando é capaz de se assumir integralmente, passa igualmente a reconhecer as outras Mulheres e a ser naturalmente reconhecida.
A Construção da Consciência Matricial, é a mais recente actualização da Psicologia do Amor, no Todo do potencial feminino.

Para conhecer a Construção da sua Consciência Matricial não é necessária a sua presença física, porque se trata de um estudo realizado á distância sendo enviado por mail com toda a informação, esclarecimentos detalhados e conjunto de orientações individuais. Cada Mulher é Única. Cada Mulher tem a sua Missão na Vida. Cada Mulher deve ser observada e reconhecida como Absoluta!

in HANTURIA - UM BLOG INACESSÍVEL

(Espero notícias de contacto estabelecido, a fim de vos dar acesso a ele)

quinta-feira, dezembro 22, 2011

SENTIR A DEUSA EM NÓS



PARA QUE A DEUSA VOLTE À NOSSA CULTURA, À NOSSA VIDA DE TODOS OS DIAS, PRECISAMOS DE NOS FOCAR NO SEU ARQUÉTIPO, DENTRO DE NÓS...
PORQUE "AQUILO QUE TEM O NOSSO FOCO TEM A NOSSA ENERGIA"*


“Se você meditar acerca de uma deusa ou imaginar um diálogo com ela, esta parte sábia de si se torna mais consciente e acessível na vida do quotidiano. Aquilo que tem o nosso foco, tem a nossa energia. Aquilo que imaginamos que vai acontecer, precede o nosso desenvolvimento.

Quanto mais quisermos conhecer um arquétipo de mulher sábia, tanto maior a probabilidade de que ele surja em nós; e quanto maior for o número de mulheres interessadas neste processo, tanto maior será a certeza de que o arquétipo da Deusa voltará à nossa cultura.”


*Jean Shinoda Bolen
AS DEUSAS E A MULHER MADURA

MULHERES CONSAGRADAS...

AS SACERDOTISAS NÃO ERAM “PROSTITUTAS”...

* POR ISSO preferia usar a palavra sacerdotisas da Deusa e não “prostitutas” porque o conceito aparece com o cristianismo e rebaixa a sexualidade sagrada da mulher, tornando-a uma venda do seu corpo, de acordo com a moral vigente e o catolicismo.
Fontes antigas revelam que Ishtar era a mesma Grande Deusa cultuada no Oriente próximo como Déa Síria, Atar, Astarte, Ashtoreth, Anath, Asherah, Mari e difamada na Bíblia como a Grande Prostituta Vermelha da Babilônia, padroeira das prostitutas. Na realidade, as sacerdotisas dos Seus templos eram honradas como rainhas na Ásia menor e admiradas pela sua sabedoria e conhecimento, que lhe conferiam poderes de cura através dos rituais de amor. Como personificações de Qadeshet - a Rainha celeste da Palestina – de Inanna e de Ishtar, as prostitutas* serviam nos templos como emissárias destas deusas para conduzir os homens para se conectar com Ela ou curar seus males e aflições. Era um costume antigo que cada mulher da Babilônia servisse como sacerdotisa do amor uma vez na vida, costume continuado na Grécia helênica, nos templos da Afrodite e em Roma, no templo de Vênus e Juno Sospita.

As sacerdotisas chamadas Ishtaritu ou Qadishtu atuavam como veículos da Deusa, proporcionando aos homens uma experiência extática, que lhes abria os canais para receberem a energia divina em um ato de amor e partilhando com eles o dom de Ishtar - a sexualidade sagrada - enquanto lhes ensinavam esta invocação:

“Reverenciai Ishtar, a suprema Deusa,
Rainha das mulheres.
O Seu corpo é vestido de amor e prazer,
Sua essência é de ardor, encanto e voluptuosa alegria,
Seus lábios são doces como mel,
Sua boca dá a vida.
Sua proximidade proporciona plenitude e a felicidade
atinge o auge quando Ela se faz presente,
pois Ela é gloriosa, poderosa, exaltada, esplêndida
e respeitada por todos os deuses, que A reverenciam e perante Ela se inclinam chamando-A de Rainha.”

Ler na íntegra: http://sitioremanso.multiply.com/journal/item/90  

quarta-feira, dezembro 21, 2011

A GRANDE ABERRAÇÃO...

PORQUÊ ESTA ALIENAÇÃO DO SER MULHER?

Cirurgia para Aumento dos seios X Câncer de mama

"Pensa-se que no mundo cerca de 300 mil mulheres tenham este tipo de implantes."

"A mamoplastia de aumento, o famoso implante de silicone já foi realizada por mais de dois milhões de mulheres em todo o mundo, e a maioria delas têm necessidades puramente estéticas.
São vários os motivos que levam uma mulher a realizar uma cirurgia para aumento das mamas: está descontente com os seus seios porque são pequenos, são desproporcionais em relação ao corpo ou cada seio tem um tamanho diferente e também por motivos de reconstrução devido a doença ou acidente. De acordo com o Journal of Plastic, Reconstructive & Aesthetic Surgery, em cerca de 80% dos casos não há nenhuma necessidade médica e as pacientes buscam apenas mudanças na aparência. Os outros 20%, indiretamente, também intentam melhorias estéticas, mas se referem às cirurgias de reconstrução, pós-tratamento para o câncer mamário.
Ao pensar em colocar a prótese, uma das maiores dúvidas que as mulheres têm é se ela pode levar ao câncer de mama. A doença é o segundo tipo de câncer mais frequente no mundo e o mais comum entre as mulheres, com cerca de 50 mil novos casos por ano no Brasil e uma incidência estimada em 51 casos a cada 100 mil mulheres. Dra. Cristiane Mendes, médica que atua no diagnóstico por imagem e intervenção em mama no Lavoisier Medicina Diagnóstica/ DASA, explica que não há nenhuma comprovação científica entre colocação de implantes mamários e aumento do risco de câncer de mama, mas orienta as mulheres que venham a fazer esta cirurgia estética, que procurem conversar com o médico responsável sobre a melhor forma de colocação da prótese.
"Pensa-se que no mundo cerca de 300 mil mulheres tenham este tipo de implantes."


AS CONSEQUÊNCIAS NEFASTAS

"As autoridades de saúde francesas prometem decidir até ao final da semana se pagam ou não a remoção de 30 mil implantes de silicone, que alegadamente podem provocar cancro mamário.
523 mulheres já os retiraram por iniciativa própria.
O cirurgião Laurent Lentieri refere: “eu penso que estamos agora numa fase de prevenção e não apenas de cautela. Conhecemos os riscos: estes implantes podem rebentar. Mas não há qualquer ligação com o cancro da mama. Estas mulheres não estão em perigo. Podem passar o Natal e o Ano Novo descansadas. Mas devem visitar o cirurgião regularmente”.
Por outro lado, as mulheres afetadas exigem uma cirurgia de remoção gratuita.
As dúvidas na classe média após a morte de 2 mulheres que tinham colocado este tipo de implantes.
“Esta intervenção custa cerca de 2 a 3 mil euros, é muito cara. Somos da classe média mas bem próximas da classe baixa, o que significa que é impossível por dinheiro de lado”.
Pensa-se que no mundo cerca de 300 mil mulheres tenham este tipo de implantes.
Além da França algumas mulheres espanholas estão também a exigir a cirurgia de remoção."

A Mutilação Genital Feminina é um costume sócio-cultural que causa danos físicos e psicológicos irreversíveis, e ainda, é responsável por mortes de meninas. Pode variar de brandamente dolorosa a horripilante, e pode envolver a remoção com instrumentos de corte inapropriados (faca, caco de vidro ou navalha) não esterilizados e raramente com anestesia. Viola o direito de toda jovem de desenvolver-se psicossexualmente de um modo saudável e normal. E, devido ao influxo de imigrantes da África e do Médio Oriente na Austrália, no Canadá, nos EUA e na Europa, esta mutilação de mulheres está se tornando uma questão de Saúde Pública.
***
A Mutilação Genital Feminina é considerado no mundo ocidental um dos grandes horrores do continente africano. A sua prática está cercada de silêncios e é vivida em segredo. Manifestar-se contra esse costume é difícil e, às vezes, perigoso para mulheres ou homens que se opõem. Em muitos casos, são acusados de ser contra as tradições ancestrais - dos valores familiares, tribais, e mesmo de rejeitar seu próprio povo e sua identidade cultural.
***

NOTA:

No mundo muçulmano as mulheres são mutiladas para não ter prazer e no mundo cristão as mulheres mutilam-se para dar prazer... 
Implantam seios de cilicone, cortam-se em retalhos...para diminuir pés e cintura...para corresponder a uma imagem de beleza plástica imposta pela moda: a loucura é geral e mundo civilizado Nunca existiu...a "ciência" é tão macabra na sua publicidade e prática como os rituais mais maléficos dos povos mais atrazados...
Qual destas práticas é mais horrenda? Aquela que é infligida à mulher no Islão e em África ou no Ocidente a prática consentida a que as próprias mulheres se submetem para ter mais ou menos seios? Sim, eu comparo as mutilações das mulheres em Àfrica e no Islão às das mulheres ocidentais que pagam fortunas para ser torturadas, embora anestesiadas... 
Qual é o maior horror? As mulheres que são submetidas a essa violência ou as que se submentem por "estéticas" e se deixam retalhar por vontade própria?
Os movimentos ocidentais consideram primitivas e bárbaras estas práticas do mundo Oriental...mas  no Ocidente estas práticas tão aberrantes e bárbaras não são observadas como tal...Onde o poder do dinheiro e do media se impôem já não há moral...
rlp


sexta-feira, dezembro 16, 2011

O AMOR DA MÃE SALVA...


E O AMOR DA MULHER TAMBÉM...

Capacidade para confiar, amar e resolver os conflitos com os entes queridos, começa na infância, bem mais cedo do que possamos julgar. É a mensagem retirada de uma revisão da literatura científica publicada no jornal Current Direction in Psychological Science da da American Psychological Association com o título The Impact of Early Interpersonal Experience on Adult Romantic Relationship Functioning.

Sobre este estudo, os seus autores, os psicólogos Jeffry A. Simpson, da Universidade de Minnesota colegas W. Andrew Collins e E. Jessica Salvatore, afirmam “Suas experiências interpessoais com sua mãe durante os primeiros 12 a 18 meses de vida prever o seu comportamento em relacionamentos românticos 20 anos depois", "Antes que você possa se lembrar, antes de você ter linguagem para descrevê-las, e de maneiras que você não está consciente, atitudes implícitas elaboram um código na sua mente” sobre as expetativas de merecer amor e afeição.

A boa notícia: "Se você pode descobrir o que os modelos antigos são e verbalizá-los", e se você se envolver com um parceiro amoroso e confiável, diz Simpson, "você pode ser capaz de rever seus modelos e calibrar seu comportamento de forma diferente. " Velhos padrões podem ser superados. Um bebê maltratado pode tornar-se leal. Uma criança mal-amada pode aprender a amar.
É uma mensagem de esperança, mas para conquistar esta felicidade é preciso perder o medo de enfrentar as suas dores, e aprender a dar valor a quem nos quer bem, digo eu.

Para saber mais Science Daily
Publicada por cristina simões
In http://incalculavel-imperfeicao.blogspot.com/

quinta-feira, dezembro 15, 2011

MULHERES A DEFENDER O INDEFENSÁVEL...

O ABUSO DA IMAGEM DA MULHER AO SERVIÇO DAS PUBLICIDADES E DOS INTERESSES COMERCIAIS A QUALQUER PREÇO!

MULHERES A FAVOR DA CAMPANHA
DE NATAL DA TRIUMPH…

Estefânia Silva (modelo)

Falam em respeito e são os primeiros a desrespeitar o trabalho das modelos presentes nestas campanhas.
 Esta marca faz tamanhos de roupa para gente magra e para gente mais forte.
 A educação não deve ser feita pelas marcas mas sim EM CASA. Uma educação para um estilo de vida saudável assente numa dieta mediterrânica e não sedentária. Aconselho a visualização de documentários sobre o que é a subnutrição e a anorexia, pois penso que mais do que educar os vossos filhos para serem saudáveis, devem educar as vossas mentes para o que não é saudável. A falta de bom senso e este tipo de ataques retiram toda a razão que alguém algum dia pudesse ter.

Nunca vi tanta falta de bom senso e discriminação junta. Lamento que o mundo tenha chegado a este ponto.

Teresa Pato:

 Parabéns pelo trabalho artístico (às modelos e aos criativos). Existem espaços mais apropriados para manifestar indignação em relação ao flagelo da anorexia e do trabalho infantil. Tenho a certeza que a Triumph é uma aliada no combate a estes problemas sociais. Caras Donas de Casa Desesperadas, manifestem-se nos lugares certos, à hora certa, e sem demagogia barata e frases batidas. Um bem hajam.


Carolina Guardado:

É pena ver como ainda há mulheres que não têm noção nenhuma de beleza e que vêm para aqui expor as suas próprias frustrações na vida! a obesidade também é uma doença minhas senhoras! as modelos utilizadas nesta campanha são bonitas e bem feitas e se voces não têm a capacidade para admitir que ser-se magro não equivale a ser-se doente talvez devessem meter-se num ginásio! faz bem ao corpo e ao bem estar mental! e assim talvez tivessem menos tempo para vir para aqui escrever barbaridades! Parabéns Triumph pela campanha!


Emilia Cunha:

A crise parece ter levado o dinheiro, bom senso e boa educação! Confundir um problema tão grave como anorexia com uma campanha de lingerie protagonizada por duas modelos adultas, lindissimas, saudaveis e até mães de famíla é no mímimo ultrajante!
***

É... NO MÍNIMO CURIOSO TER ESTE DOCUMENTO AO VIVO DE COMO HÁ MULHERES (JOVENS CERTAMENTE E QUE SONHAM SER MODELOS) a atacar e a agredir a mulher comum, a mulher de todas as idades, a mulher normal, a mulher que não pode (nem quer) aceder a essas fantasias eróticas de salão ou de Bordel...que não aceita servir o imaginário masculino nem gay...
Estas são as mulheres educadas no Sistema e que o defendem com educação e correcção e mandam as pobres mulheres, AS GORDAS, AS FRUSTRADAS, a fazer ginástica e comer saudável, todas muito sensatas, muito obedientes, muito contentes, muito magras e com muita lingerie...para servir Peru ou Pato na noite de consoada...
rlp

quarta-feira, dezembro 14, 2011

A luz espiritual feminina...


"O segredo do amor incondicional, que se irá apresentara si mesmo através dos seres humanos que irão mudar a vida na Terra para sempre. A maioria destes seres humanos serão crianças ou adultos jovens que encontraram os caminhos para os seus corações. E serão as mulheres que irão compreender e seguir as crianças até aos seus corações e trazer ao mundo este novo modo de estar.
(…)
As crianças e as mulheres serão as primeiras a entrar no acto da criação e a mudar o mundo a partir do seu interior.”*


O MOVIMENTO DA KUNDALINI DA TERRA
E A ASCENÇÃO DA LUZ FEMININA

“Há uma pulsação de exactamente 12.920 anos quando a polaridade da Kundalini da terra muda para o pólo oposto e, em simultâneo, muda de localidade na superfície da Terra. Esta nova posição não só rapidamente desperta as pessoas que vivem neste ponto sagrado da Terra, mas também envia uma frequência para as grelhas electromagnéticas que rodeiam a Terra. Isto, por sua vez afecta essas grelhas de consciência de formas que são determinadas pelo DNA da Terra. Crescemos segundo um plano e um projecto estipulados.

Aos poucos que sabem deste evento e do que está a suceder por todo o lado à nossa volta, é transferida uma sabedoria e um estado pacífico do “ser” torna-se a sua herança, pois eles sabem a impressionante verdade. No meio do caos, da guerra, da fome das pragas, da crise ambiental, e do colapso moral que todos estamos a enfrentar hoje aqui na Terra no fim deste ciclo, eles entendem a transição e desconhecem qualquer medo. Este estado destemido é chave secreta para a transformação que, durante milhões de anos, têm sempre seguido este evento cósmico sagrado.

De certa forma, isto significa que, espiritualmente, o feminino terá agora a oportunidade de conduzir os Homens (e as Mulheres) para a Nova Luz; e esta luz espiritual feminina irá de facto alastrar-se a toda a extensão da experiência humana, desde líderes femininos em negócios e religião até chefes de Estado mulheres. Em 20012-2013 esta luz espiritual feminina tornar-se-à forte ao ponto de se tornar óbvia para todos os que habitam este precioso planeta, e continuará a crescer durante milhares de anos.”*



**In SERPENTE DE LUZ
Drunvalo Melchizedeke
(livro escrito em 2008)

A CAMPANHA DE NATAL CONTRA AS MULHERES...REAIS!


A campanha de Natal da Triumph Portugal - no auge da crise - apresenta um "Movimento beleza" e uma "intimidade mulher" usando a imagem esteriotipada da mulher escanzelada...modelada pelas foto-shops...Mulheres "jovens e belas" expostas de forma plástica e irreal em todos os placards da cidade e arredores, bombardeando a população de mulheres que trabalham e vivem com todas as dificuldades para sustentar as casas e os filhos, sobrecarredas de problemas e de cansaço e longe, bem longe dessas imagens...afinal de contas degradantes e alienadoras da mulher real.
A continuação deste tipo de publicidade alienante e aberrante face a realidade e a situação de crise que se vive, o facto de expor as mulheres em público, despidas na sua "intimidade" como um Peru ou um licor ou a cerveja...é no mínimo de muito mau gosto se não fosse de facto indecoroso e ofensiva para a dignidade da Mulher em geral.  Mas mais grave ainda é chamar "beleza interior" à roupa interior da mulher que devia ser íntima e não devassada como eles fazem....


Sugeria a todas as mulheres que não se sintam identificadas com estas imagens e este tipo de definição de "beleza interior" que se dêem ao trabalho de ir ao facebook na página ou mural da Triump Portugal e dizer o que sentem...não é nada a partida, mas temos de começar a manifestarmo-nos e não achar que é insignificante aquilo que fazem as publicidades com o corpo da mulher. Publicidade para "homens" e feita normalmente por homossexuais...Nada contra eles, mas pelo menos respeitam as mulheres!

rlp

Leiam também um artigo interessante e radical de uma conehcida blogueira...
http://www.rititi.com/

Onde se pode ler:

"A quem vai dirigida esta campanha realmente? Às mulheres que nunca terão a barriga metida para dentro nem excesso de ossos? Ou aos homens? Nem sequer é para todos os homens, claro. Os senhores da Triumph, ao escolher estas desgraçadas, não pensaram no povão, não. Pobre gosta de gorda. Já os homens sofisticados, esses gajinhos que não param de falar dos relojinhos e as sapatilhinhas e as calcinhas de marca, esses idiotas deslumbrados com as modas lisboas e os bares que são clubes no Cais do Sodré e restaurantes japoneses, esses sofisticados idiotas é que sabem de beleza. Para estes imbecis gaja boa é gaja magra e as mulheres querem-se biafrinhas, de ar enjoadinho, transparentes. Bestas."  Rititi

segunda-feira, dezembro 12, 2011

O PODER DAS DEUSAS...



(…) em todo o mundo gaélico - de Irlanda a Gales e Escócia - são encontradas até hoje tradições e histórias da Cailleach, a Anciã Sobrenatural associada a montanhas, colinas, lagos, rios, grutas, pedras e câmaras subterrâneas, cujas formas e localizações tinha sido Ela mesma que modelou e fixou. Sua lembrança também persiste nos encontros sobrenaturais dos humanos com seres e dimensões do “Outro Mundo”. Mais proeminente destas figuras da

Anciã ou da “Velha Velada” (significado do seu nome) é Cailleach Bheara, regente da grande península do sudoeste da Irlanda. Bheara é considerada o lugar legendário onde aportaram os Milesianos, que destronaram os seres míticos Tuatha de Danann e os obrigaram a se ocultar nos reinos subterrâneos, onde continuam reinando sobre as forças da natureza. Cailleach Bheara personifica a soberana territorial, cujo poder é tão vasto quanto indomável, mas ao mesmo tempo fertilizador e nutridor para a existência humana. Suas representantes no mundo real são as parteiras, as mulheres sábias, as videntes e as carpideiras, que prestam até hoje serviços às comunidades.

Foram o poder e as ações de Cailleach Bheara que modelaram colinas, determinaram o curso dos rios e a forma dos lagos, a localização das ilhas e das grutas. As tempestades, ventanias e marés revelam seu poder transmutador e as histórias antigas descrevem sua atuação divina e soberana na formação geotectônica da paisagem, pois Cailleach carregava rochedos enormes no seu avental e os que caiam se transformavam em montanhas e colinas. As características geográficas atuais e as lendas sobre sua formação lembram à humanidade a comunhão arcaica com o Outro Mundo, perpetuando a sua lembrança na consciência do povo e na tradição cultural e mística. Como deusa neolítica Cailleach era conhecida como "Anciã azulada", ''Deusa ursa" "Deusa javali", "a Velha com cara de coruja'', tendo sido cultuada durante milênios pelos povos proto-celtas, que mesclaram e fundiram seus vários aspectos em imagens que evocavam tanto o amor, quanto o terror, pois Ela controlava as estações e o tempo, sendo regente da terra e do céu, da Lua e do Sol . Supõe-se que sua ausência nos mitos da Irlanda e Escócia - sendo lembrada apenas pelos nomes de lugares e nas histórias - se deve à sua origem pré-celta, tendo sido trazida pelos emigrantes das longínquas regiões do centro e Norte da Europa."

- A questão mais interessante é que esta Deusa parece ter tido origem... AQUI nesta parte da Ibéria!!!

(Facebook através de Luiza Frazão)

Googlem as "gajas"...



"Cinquenta anos passados sobre o nascimento do feminismo estamos nisto..."
Experimentem googlar a palavra "as gajas".

Aparecem por esta ordem: as gajas mais boas do mundo; as gajas são como; as gajas mais boas das redes sociais; as gajas mais feias do Facebook; as gajas mais bonitas do Facebook; as gajas do Facebook. Cinquenta anos passados sobre o nascimento do feminismo estamos nisto. Exatamente. Num mundo governado por "gajos" que dão pontuações a "gajas". No meu tempo de faculdade, sendo Direito um curso conservador, os colegas não diziam "as gajas". Diziam "as miúdas", termo que, creio, ainda está em vigor. Claro que diziam as miúdas quando as miúdas estavam presentes (e em Direito não havia assim tantas miúdas, hoje são a maioria), pelo que nunca descobri se diziam as gajas fora da nossa encantadora presença. O sistema de rating seria, em todo o caso, parecido. O mundo muda mas a relação entre miúdas e miúdos, gajos e gajas, não muda. Mudará quando as gajas mandarem em tudo. Já não falta muito.

Vejamos então quem manda na Alemanha. Uma gaja. Vejamos quem manda na Europa. Uma gaja. Dificilmente podemos chamá-la miúda. Podem gostar ou não. Podem concordar ou não com as piadas malcriadas do senhor Berlusconi, acostumado a avaliar as mulheres exatamente como o algoritmo do Google, embora as promova, as melhores, "as boas", a deputadas europeias. É a senhora que manda, a Merkel. Ao lado do facto dela, o Sarkozy, cavalheiro do charme internacional, parece o boneco do ventríloquo. E nos Estados Unidos, vulgo América? Quem manda? Não me digam que é o Obama porque, nos últimos tempos, Obama manda muito pouco.

(...)
Não vou falar de Madonna, Lady Gaga ou Oprah Winfrey. Mrs. Thatcher? Vai agora estrear o filme com Meryl Streep a fazer de dama de ferro. Os que dizem que ela era um homem enganam-se. A Iron Lady nunca gostou de aventuras com o Iron Man. Gostava de sapatos e de malinhas de mão. Como a nossa Agustina. Super-heróis são coisas da imaginação masculina. As mulheres são práticas. Sabem o que custa. Porque é que acham que a ministra italiana chorou? As mulheres conhecem a privação de direitos melhor do que os homens. Googlem a palavra gajos e o que aparece? Os gajos são todos iguais. Exatamente. O algoritmo não engana.


Clara Ferreira Alves, in Revista Única

Expresso #2041 10 Dezembro 2011

Nota à Margem...
Gosto normalmente do que a jornalista escreve, mas tenho algumas dúvidas sobre a pessoa desde queela foi convidada para participar na reunião dos Bilderberg...

A ATRACÇÃO DO PODER...?
"Quem vai segue as regras: não fala sobre o convite, o local, a agenda, as expectativas, sobre nada. “Faz parte do protocolo, não faço qualquer comentário.” Esta foi a única frase que Clara Ferreira Alves aceitou dizer ao DN sobre a sua participação no restrito clube que se reúne uma vez por ano juntando algumas das pessoas mais influentes a nível mundial entre chefes de Estado e de Governo e outros dirigentes políticos, líderes de empresas, banqueiros.
Por indicação de Pinto Balsemão, a jornalista do Expresso e o economista António Nogueira Leite foram os dois portugueses convidados este ano a conviver de perto com o exclusivo grupo que muitos classificam de secreto e a quem atribuem um forte poder. Como uma espécie de “mão invisível” que controla e orienta decisões-chave em momentos chave, pelo mundo fora.

A Clara Ferreira Alves foi convidada para ir à reunião dos Bilderberg? Porquê? Talvez por razões que a razão desconhece, ou então por outra qualquer."

Mulheres...


"Mulheres"
 Texto de Rita Lee - este texto que apresentei como de Rita Lee, na verdade foi escrito "em 06/02/2001, pela escritora e deputada Heloneida Studart, que termina sua crônica saudando Rita Lee que afinal só canta:
"nem toda feiticeira é corcunda,
nem toda brasileira é bunda
e meu peito não é de silicone...
sou mais macho que muito homem"

***
São as mulheres que irão impor um adeus às armas, quando forem ouvidas e valorizadas e puderem fazer prevalecer à ternura de suas mentes e a doçura de seus corações. 
Eu tinha 13 anos, em Fortaleza, quando ouvi gritos de pavor. Vinha da vizinhança, da casa de Bete, mocinha linda, que usava tranças. Levei apenas uma hora para saber o motivo. Bete fora acusada de não ser mais virgem e os irmãos a subjugavam em cima de sua estreita cama de solteira, para que o médico da família lhe enfiasse a mão enluvada entre as pernas e decretasse se tinha ou não o selo da honra. Como o lacre continuava lá, os pais respiraram, mas a Bete nunca mais foi à janela, nunca mais dançou nos bailes e acabou fugindo para o Piauí, ninguém sabe como, nem com quem.

Eu tinha apenas 14 anos, quando Maria Lúcia tentou escapar, saltando o muro alto do quintal da sua casa para se encontrar com o namorado. Agarrada pelos cabelos e dominada, não conseguiu passar no exame ginecológico. O laudo médico registrou vestígios himenais dilacerados, e os pais internaram a pecadora no reformatório Bom Pastor, para se esquecer do mundo. Realmente esqueceu, morrendo tuberculosa.
Estes episódios marcaram para sempre e a minha consciência e me fizeram perguntar que poder é esse que a família e os homens têm sobre o corpo das mulheres? Ontem, para mutilar, amordaçar, silenciar. Hoje, para manipular, moldar, escravizar aos estereótipos.

Todos vimos, na televisão, modelos torturados por seguidas cirurgias plásticas. Transformaram seus seios em alegorias para entrar na moda da peitaria robusta das norte americanas. Entupiram as nádegas de silicone para se tornarem rebolativas e sensuais, garantindo bom sucesso nas passarelas do samba. Substituíram os narizes, desviaram costas, mudaram o traçado do dorso para se adaptarem à moda do momento e ficarem irresistíveis diante dos homens. E, com isso, Barbies de facaria, provocaram em muitas outras mulheres; as baixinhas, as gordas, as de óculos; um sentimento de perda de auto-estima. Isso exatamente no momento em que a maioria de estudantes universitários (56%) é composta de moças. Em que mulheres se afirmam na magistratura, na pesquisa científica, na política, no jornalismo. E, no momento em que as pioneiras do feminismo passam a defender a teoria de que é preciso feminilizar o mundo e torná-lo mais distante da barbárie mercantilista e mais próximo do humanismo.

Por mim, acho que só as mulheres podem desarmar a sociedade. Até porque elas são desarmadas pela própria natureza. Nascem sem pênis, sem o poder fálico da penetração e do estupro, tão bem representadopor pistolas, revólveres, flechas, espadas e punhais. Ninguém diz, de uma mulher, que ela é de espadas. Ninguém lhe dá, na primeira infância, um fuzil de plástico, como fazem com os meninos, para fortalecer sua virilidade e violência. As mulheres detestam o sangue, até mesmo porque têm que derramá-lo na menstruação ou no parto. Odeiam as guerras, os exércitos regulares ou as gangues urbanas, porque lhes tiram os filhos de sua convivência e os colocam na marginalidade, na insegurança e na violência. É preciso voltar os olhos para a população feminina como a grande articuladora da paz. E para começar, queremos pregar o respeito ao corpo da mulher. Respeito às suas pernas que têm varizes porque carregam latas d'água e trouxas de roupa. Respeito aos seus seios que perderam a firmeza porque amamentaram seus filhos ao longo dos anos. Respeito ao seu dorso que engrossou, porque elas carregam o país nas costas.
São as mulheres que irão impor um adeus às armas, quando forem ouvidas e valorizadas e puderem fazer prevalecer à ternura de suas mentes e a doçura de seus corações.

Heloneida Studart


RECEBI NOS COMENTÁRIOS ESTA OBSERVAÇÃO DE UM LEITOR:
Aqui fica pois a nota - embora fique confusa com a a ideia de "textos apócrifos" (religiosos) para uma senhora ainda viva, presumo, mas todos temos o direito ao engano...e ao erro!

"Antes de divulgar textos apócrifos ou supostamente assinados por alguma personalidade, é sempre recomendável confirmar a fonte.

O texto em questão não é de autoria da Rita Lee. A autora do texto, que foi publicado no Jornal do Brasil, em 06/02/2001, é a escritora e deputada Heloneida Studart, que termina sua crônica saudando Rita Lee que canta:

"nem toda feiticeira é corcunda,
nem toda brasileira é bunda
e meu peito não é de silicone...
sou mais macho que muito homem"


http://www.nao-til.com.br/nao-81/hstudart.htm

sexta-feira, dezembro 09, 2011

FEMININO INTEGRAL

NA MULHER...


"Há um nível de sofrimento a que se não consegue responder, uma realidade sentida no corpo correspondente a algo que não foi ouvido, algo que não torna presente a consciência que em tempos existiu."


Qualquer debate sobre o Princípio Feminino acaba sempre por embater com o facto de o valor da nossa linguagem advir de uma perspectiva masculina, utilizada por homens e mulheres. Masculino significa penetrativo, funcional – “Faz alguma coisa sobre isso”, enquanto Princípio Feminino é o ser em si mesmo - literalmente a força nutritiva da existência, porque ele é a própria existência. Actualmente, existe uma preferência pelas formas masculinas de comunicação e estamos a tentar intervir aí com a sensibilidade feminina. A minha motivação pessoal para isso está de facto afectada. Há um nível de sofrimento a que se não consegue responder, uma realidade sentida no corpo correspondente a algo que não foi ouvido, algo que não torna presente a consciência que em tempos existiu.
Isto está relacionado com a prioridade dada à informação em detrimento da saúde emocional e psíquica da encarnação. Queremos ajudar as mulheres a cultivar uma confiança profunda no bem, na verdade e na beleza inerentes ao seu coração, a fim de trazer à superfície a nossa parte vulnerável de onde é originária toda a nossa energia.

Assim, estamos a falar de algo que é invisível por estar sempre presente. E é importante estabelecer-se a diferença entre os termos feminino, mulher e fêmea. O Feminino é um aspecto da existência que é independente das mulheres. Uma definição mais absoluta seria a de que, relativamente ao princípio Masculino de infinito absoluto, o Principio Feminino seria tudo o que aparece, tudo o que é observado, incluindo o próprio observador(a). Contudo, em termos da encarnação, é expresso através de um corpo de mulher, porque o Feminino é o princípio receptivo e o masculino é o princípio penetrativo. O nosso relacionamento com o Feminino é o nosso relacionamento com a encarnação.


SOFIA DIAZ
(tradução M. Inverno)

quinta-feira, dezembro 08, 2011

"Mito de inferioridade feminina"...


«Dentro da maioria das mulheres há um Patriarca Interior que acredita que ela é inferior e que precisa de vigilância constante para que o seu comportamento seja em qualquer momento apropriado. Sentem um desdém profundo face a sua feminilidade e podem chegar a sentir-se literalmente envergonhadas pelo facto de ser mulher.»
Hal Stone


É esse Patriarca Interior que devemos desterrar.... desterrar e aniquilar o da Dependência Feminina...

Vivemos numa sociedade androcêntrica que vê o mundo desde o olho masculino. Basta ver como nos dias de hoje existem culturas que consideram as filhas inferiores aos filhos entre mil outros exemplos. O que a mãe diz... a linguagem da experiência... carece de importância é muito mais apreciada a linguagem de análise do pai. Nem sempre somos conscientes disto pois a nossa voz interior e instintiva foi dopada durante anos e anos. Quando nos impingem uma voz interior que faz o papel de crítico afastamo-nos da voz selvagem e instintiva inerente a mulher (esta voz nas mulheres surge como o Patriarcado Interno) concedendo espaço e realização as ideias e opiniões de orientação tradicionalmente masculinas e retira interesse e importância as tradicionalmente femininas. O Patriarcado interior é o reflexo da sociedade (mas também do teu processo pessoal). O melhor a fazer é identificar a voz desse crítico interior, dar-lhe nome e depois manda-lo de férias! E depois voltares a olhar-te ao espelho!

in Facebook -Via Luiza Frazão 

O REENCONTRO COM A MÃE DIVINA


A Mãe Divina é a Sacerdotisa dos éteres.

E nós somos co-sacerdotes com Ela, sempre que a nossa consciência é usada para dignificar o espaço. E não para ver no espaço uma entidade quantitativa. Como nós fazemos com o tempo. A Mãe Divina é o que acontece quando o Primeiro Éter, o Éter Primordial, é totalmente activado. Até ao fim. O Espaço acende uma Luz! Aquilo a que o judaísmo chama Shekhina e o catolicismo chama a Presença Divina - eu insisto nisto, porque isto é uma ideia nova, até um certo ponto…, isto é, ela é tão antiga, que deve vir do futuro.

Ela tem tantos milhões de anos, que, provavelmente, ela já vem do futuro, para nós - este Éter, é aquilo de que as nossas células têm mais sede. Esta Iluminação do espaço, com Deus, é aquilo de que as nossas células mais sede têm. E a nossa consciência mais busca compreender.

Nós temos 90% do cérebro adormecido, porque as partes frontais do cérebro dependem do segundo e do primeiro éter para acordar. As partes, que nós podemos estimular com os éteres físico, mental, astral, já fizeram o que tinham a fazer: criaram o homem comum, com boa vontade. Quando nós fazemos um trabalho intuitivo, novas regiões do córtex começam a ser activadas. Quando fazemos um trabalho Espiritual, que é um trabalho diferente deste que estamos a fazer aqui, regiões ainda mais profundas do córtex são activadas. E quando fazemos um trabalho Monádico, então o cérebro começa a acordar da longa noite…, assim como a coluna de cristal ao longo da nossa coluna. E quando o ser contacta o Éter Divino - que não tem estado na Terra - estas regiões de ouro, da vida cerebral, iluminam-se!

Quando se deu a queda da Atlântida, a Mãe Divina, que é uma entidade Logoica, feminina, - é um Logos feminino. Não é Maria. É um Logos feminino - a Mãe Divina disse qualquer coisa ao Senhor do Mundo, como isto:

Um véu vai descer sobre o homem. O Milagre do Espaço não pode continuar visível. O homem vai adormecer. A Luz deixará de ser compreendida. Eu vou recolher o Éter Primordial. Porque Ele é da Lei. O Éter Primordial é da Lei da Criação. Pai, eu vou recolher o Éter Primordial, trazê-lo ao meu coração e guardá-lo no interior da Terra. Vou preservá-lo nas Arcas dimensionais que estão no interior da Terra.
Daí, as representações da Mãe Divina aparecerem com a Mãe com um véu sobre o rosto. O nome deste Logos feminino, cujo corpo físico denso é Gaia - mas isso é o elemental dela - o nome deste Logos feminino é secreto. Ainda não pode ser comunicado. Um dia será. E Ela recolheu-se ao Profundo e levou consigo o seu véu. Ela levou consigo a iluminação da atmosfera. Uma iluminação que, quando está presente, deflecte os aspectos do Sol que são destrutivos para as células. Notem: a estrutura energética está aqui nesta sala. A matriz energética está aqui. O dodecaedro paraesférico está aqui nesta sala. Mas a vibração activa, isto é, a Luz que poderia ser ancorada nesta matriz, foi levada. Então, a matriz adormeceu.
E este Ser, esta vasta Majestade, esta Mãe, da qual nós somos eternos buscadores, esta Mãe, recolheu este véu, recolheu o milagre do espaço.
(...)
Este Éter, meus irmãos, Ele foi levado pela Mãe Divina, e o Centro Intraterreno responsável por reemitir este Vulcão Branco de novo para a superfície, é Lys no coração de Portugal. Então, olha, nós estamos neste Vulcão Branco, que é Portugal! Isto é uma imagem transcendente e telúrica, simultaneamente. Finalmente, conseguimos unir os dois: O Vulcão de Luz Branca. Portugal é um dos orifícios (or - ofícios) de remoção da Mãe Divina -daí se falar do Império do Espírito Santo - de remoção da Mãe Divina para a atmosfera. Esta zona do mundo contém um portal de Éter Primordial.
E o Anjo da Nação, isto é, o Ser que deu Língua, semântica, timbre, tonalidade telepática à nossa Língua - uma Língua é um casamento mágico entre o coração, a laringe e a pineal. Senão, não há Língua. Não há idioma. - o Anjo de Portugal, ao criar o Português - e agora vocês notem a importância da lusofonia… - o Anjo de Portugal, ao criar o Português, colocou aí uma chave secreta de activação do Véu da Mãe do Mundo. E o mantra da Língua Portuguesa invoca, secretamente, o retorno do Éter Primordial, à superfície. A Mãe do Mundo levou este milagre do espaço com Ela e convexionou-o nos grandes alvéolos geológicos, alvéolos com cem quilómetros quadrados, que formam o Mundo Intraterreno. E, aquilo a que se chama a Cintura da Agarta. Esses Mundos já existiam antes da Atlântida.
Mas vocês sabem, Lys, o Centro ao qual como tarefa muitos de vocês estão ligados, Lys foi criado especificamente para guardar o Éter Primordial. Daí que o seu símbolo mais próximo de nós seja este Ser de túnica branca, coração ardente, polaridade feminina, com as mãos abertas. Isto é um código para o consciente humano do Éter Primordial. E este é o Milagre! Portugal é um reservatório desse Éter Primordial!

(...)
andré louro de almeida

A mulher integrada...


Workshop - na Casa da Eira
Por Lena Gal

A mulher integrada
- Baseado no tema de Mulheres e Deusas de Rosa Leonor Pedro

“O que eu defendo como integração das duas mulheres é o equilíbrio natural dos dois lados extremos da mulher, - a mulher maternal e a mulher sensual - na assimilação do sexual erótico ao mesmo nível que o afectivo maternal, como expressão do seu ser total...”
R.LP


Workshop Prático e Expressivo, onde vamos vivenciar diversas situações através da Arte e de Exercícios da Ecologia Profunda em actividades como A Mandala no Feminino, Mulheres e Deusas, As Faces de Eva, e a Mulher Integrada para uma tomada de consciência dos dois lados separados da mulher ao nível da sua personalidade a fim de que se possa vivenciar uma mudança de comportamento, numa descoberta pessoal desses dois aspectos em conflito.
 
Trabalhar com as Metodologias Expressivas de mediadores como a escrita, expressão plástica, dança e movimento , danças de roda, expressão dramática, e elementos da natureza é proporcionar situações consignas e actividades lúdicas - expressivas - criativas das mais diversificadas possíveis, que convidam as pessoas ir criando novos meios de perceber e agir sobre a realidade e comunicar-se com ela, apresentando assim respostas inovadoras sobre si, o mundo e os outros.

segunda-feira, dezembro 05, 2011

A DESTRUIÇÃO PAULATINA DA MULHER ATRAVÉS DOS MIDEA...



IMPORTANTE VER E ENTENDER ESTE VÍDEO...
A FORMA COMO O MUNDO ATRAVÉS DA PUBLICIDADE, DA MODA E DO CINEMA, CRIA UMA IMAGEM FICTÍCIA DA MULHER, PARA ALÉM DA VIOLÊNCIA IMPLÍCITA OU EXPLÍCITA DE QUE É A MULHER ALVO!

Não consigo perceber como há mulheres ainda que não percebem ou não querem compreender - será que não querem ver? - a forma como a Mulher é tratada sitematicamente pelo Poder e o Domínio dos homens e do dinheiro no mundo ocidental. Digo ocidental não porque o oriental não faça o mesmo, mas fá-lo de outra maneira menos evidente ou mais cruel...Não a expõe nua, tapa-a toda mas mata a pedrada e chicotei-a por suspeita de traição ou se é violada...

Este vídeo mostra muitos dos aspectos em como a mulher é submetida à mais nefasta e perniciosa influência da propaganda e dos meios de comunicação da moda e se deixa manipular por eles e acaba servido ela própria de  marioneta, boneca insuflada, não de vida, mas de vento, e como serve de mero objecto sexual e de "prazer visual" para não dizer mesmo de crime contra natura...
Como é que é possível que a mulher se julgue emancipada quando se sujeita e é tratada deste modo pela imprensa, pela televisão, pelos anúncios e pela moda. Como é que milhares de mulheres e garotas seguem este modelo de mulher e se deixam explorar e degradar pelo Sistema que as usa em todas as frentes para diversão do cliente e da comunidade Homem? 

Os escravos eram acorrentados...as mulheres não o são à aprtida...não se vêm as correntes...salvo o sado-masoquismo ou na pornografia...mas mesmo assim elas não querem ver que todas as mulheres estão sujeitas, embora não sejam elas as "actrizes",  pois todas elas serão olhadas pelo mesmo olhar promíscuo do predador. homem..As mulheres não são acorrentadas por correntes dizia eu, mas são forçadas a plásticas ,a operações de "estética"... a tirar peito a acrescentar peito e bunda...por mero capricho da moda e do prazer visual que dão aos homens...fazem-no por "vontade própria" dizem os homens e muitas mulheres...como se alguma vez na vida as mulheres tiviessem tido vontade própria...quando a sua vontade é simplesmente amestrada como os cães (ou cadelas) para servir e obedecer ao dono...que as traz pela trela do dinheiro, da fama, da cama, do casamento, ou do prazer que elas nunca vão ter por vontade própria porque tudo o que sentem e pensam e fazem é segundo o moldelo do homem....e elas nem se apercebem disso...Há dias um meu conhecido dizia que as mulheres abrem as pernas por vontade própria...esse é o termo preferido, a idea...sim, esta é uma definição da mulher que paira na cabeça de todos os homens e este até era bem intencionado...
As mulheres ocidentais foram totalmete exploradas e enganadas neste processo dito de emancipação...tudo o que elas fizeram foi  entregar a sua verdadeira autonomia e liberdade ao prazer do homem que deixou de ter qualquer responsabilidade (no acto sexual: ela toma a pílula, sofre as consequências  e o homem descansa) e na igualdade, levou-o a não ter qualquer respeito por ela,  pondo o seu corpo em risco pelas doenças e pelas pílulas e servi-los de quatro com eles gostam tanto de dizer e apregoar entre si...
Ah! é chocante, mas eu não vos digo nem vos conto o que eu ainda ontem li de um doente mental, um extripador virtual de mulheres...porque a sua linguagem é de puro vómito e horror...mas explicita o que vai na cabeça da grande maioria dos homens que não se atreve a verbalizar o que realmente pensa da mulher e como a vê, uma inimiga...Claro que eu sei e dou sempre o benefício da dúvida aos homens de bem, que os há...mas a questão não é apenas uma questão de homens e mulheres, uma questão de sexualidade...é uma questão de princípio e de espécie em que uma metade da nossa espécie está escravizada de forma moderna, "civilizada", sendo ainda oprimida e explorada pela outra metade...e o próprio homem que é o carrasco a partida acaba vítima do sistema que o defende como seu herói. 

Ainda ontem ouvi na televisão uma entrevista ao suposto extripador de Lisboa...que a polícia nunca chegou a apanhar,  dizer à jornalista como tinha esfaqueado ...3 ou 4  prostitutas e a polícia não vai fazer nada porque o crime já prescreveu...É esta a justiça dos homens...e claro nós mulheres pensamos "mas eu não sou prostituta" não corro esses riscos...mas acreditem que esse risco é constante e muito evidente na violência doméstica...menos evidente no abuso e na exploração diária, seja na propaganda médica (sim parece impsossível, mas incutir o medo das doenças está lá, subtil, como forma de manipulação...) na moda e nos cosmético, nas bebidas e até na comida...a mulher aparece sempre de preferência oferecida, nua ou quase nua,  em quase todas as publicidades como coisa comestível...
rlp

sexta-feira, dezembro 02, 2011

A MULHER ABSOLUTA


Mulher, sacerdotisa e maga...

"Quem diz religião da Mulher diz também sacerdotisa e maga, ou seja, intermediária cósmica. O mistério da mulher não se limita ao seu sexo: ele impregna todo o seu ser, inclusive (e talvez principalmente) o seu psiquismo. A mulher é intuitiva, porque sensitiva e unida aos ritmos cósmicos que capta. Ela conhece os segredos da vida e da saúde, das plantas e das flores. (...)

Ela compreende as profundezas da alma humana: em seu inconsciente e por meio dele, relaciona-se directamente com as grandes correntes psíquicas que que nos levam e trazem. Ela seduz e aterroriza ao mesmo tempo. Todo o homem traz em si um "retrato falado" da mulher absoluta e, se viesse a conhecê-la na realidade, não mais poderia dela se separar: seria fulminado. Aliás o homem busca-a durante toda a sua vida. São raríssimos aqueles que a encontram, e quase poderíamos dizer: felizmente! É esse sonho, esse ideal inacessível que ele projecta, por exemplo nas estrelas "
(...)

In Tantra - O culto da femininlidade de André Van Lysebeth

A PALAVRA MÁGICA...


ALMA E CONSCIÊNCIA

A confusão causada pela habitual imprecisão das palavras “alma” e ”consciência” é agravada pelo seu emprego rotineiro que atrofia o “entendimento” tanto daquele que fala como daquele que escuta.

Em tempos novos é precisa uma linguagem nova, que não fará mais do que devolver à palavra o seu “espírito” original, o seu Verbo vivo, sufocado pela sua repetição dessa rotina.

A palavra justa é um verbo mágico para o ouvido atento ao seu significado essencial, mas a sua deturpação ameaça levar na sua deformação todo o comportamento do homem.

Poucas palavras foram as aquelas que, pela sua adulteração, causaram tantas e funestas consequência como as expressões “alma” e “consciência”, porque a realidades que exprimiam são os elementos-base do que constitui o homem não mortal, e que pode esclarecer o fim da sua existência.
Cada vez que um ensinamento iniciático foi suplantado por dogmas saídos de disputas teológicas, o sentido de “alma” e de “consciência” sofreram variantes conforme as doutrinas religiosas ou ensaios filosóficos que tinham autoridade na época.
Nos primeiros séculos do cristianismo falava-se do “ternário”: corpo, alma e espírito.
(…)
Todas as Tradições iniciáticas deram aos estados não materiais do homem nomes que determinavam as suas qualidades de subtileza e de imortalidade, diferenciando assim esses estados psico-espirituais, que o catolicismo confunde numa palavra perigosamente global: alma.
(…)
In L’ Ouverture du Chemin – Isha Shwaller de Lubicz

quarta-feira, novembro 30, 2011

CLARICE LISPECTOR RESPONDE A FREUD...


A GRANDE QUESTÃO


"A grande questão…para a qual ainda não consegui resposta, apesar dos meus 30 anos de investigação sobre a mente feminina, é: O que quer uma mulher?" Freud

- Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome.  CLARICE LISPECTOR (Perto do Coração Selvagem)

A resposta certa a Freud...é que a Mulher quer SER MULHER, quer ser ela própria...e é tamanha a cisão do seu ser interior, psiquico e animico que a mulher ainda há muito pouco tempo começou a libertar-se da canga da sua servidão, mas ainda não sei se começou a pensar por si prórpia...uma vez que os livros que a mulher lê sobre a mulher...foram todos escritos por homens (como dizia com  humor Virgínia Woolf quando visitou uma biblioteca em Londres) e é na perspectiva dos homens ainda, escritores, psicólogos, filósofos e cientistas que ela pensa e escreve...As universidades são o expoente máximo do pensamento cartesiano, ("penso logo existo") e as mulheres "formadas" aprenderam a pensar como os homens...a se expressarem como os homens a comportarem-se como os homens. Domina o mundo o Princípio Masculino...

Ora, em princípio, e por força do Princípio Feminino (ausente das sociedades falocráticas, as nossas) as mulheres são a encarnação do Sentir...da Emoção...da Intuição...e são esses os factores que o intelecto e portanto a ciência e a psicologia não podem explicar nem abranger na sua totalidade. Daí Freud ter recorrido mas sobretudo Jung aos mitos e aos arquétipos para ir para além da mente racional.
A mulher, quando senhora de si e na sua inteireza, é um ser inapreensível e ilógico. Ela vive na Flor da Pele e simultaneamente nas suas entranhas..ela é o desejo de VIDA plena...a Natureza em acção, germinando, crescendo brotando e morrendo...assim, ela escapa a quem a quer compreender e meter em definições...ou compartimentos estanques. A Mulher como a Natureza não é moldável...ela tem de ser livre...para ser o Todo que é...a Mulher é o Absoluto em si...
Clarice Lispector foi uma das poucas mulheres escritoras ainda, tirando Virgínia Woolf,  e alguma outra que agora não tenho presente, que expressou a parte mais íntima, por ventura contraditória, paradoxal mesmo, do seu ser intuitivo,  a parte selvagem do seu ser e como o título do seu livro indica, ela andou muito perto do seu Coração Selvagem...

Houve algumas mulheres que escreveram e que se salientaram ao longo dos séculos, mas sobretudo algumas escritoras ditas feministas, como Simone de Beauvoir, que na verdade se manteve fiel mais ao racionalismo materialista positivista e ao pensamento existencialista, presa a Sartre e dependente dele em todos os aspectos...Esta afirmação não é depreciativa nem lhe retira o valor, como mulher e escritora, mas ela não foi a mulher em si e que por si viveu...ela não foi fiel à sua essência e sede de absoluto  mas ao Homem...ela andou sempre na aura e nas peugadas de Sartre... ela viveu e escreveu em função dessa relação e do seu pensamento. Não amiude ele ripostava-lhe à tendência ocasional para a mística...entre o vinho e as lágrimas como ela dizia:

"...às vezes caia do meu Olimpo. Se uma noite bebie um copo a mais, acontecia-me verter torrentes de lágrimas; a minha velha nostalgia de absoluto despertava: descobria novamente a vaidade dos fins humanos e a iminência da morte; censurava sarte por me deixar prender a essa odiosa mistificação: a vida. No dia seguinte continuava ainda sobre a influência dessa iluminação" - Simone de Beauvoir in a Força da Idade

Essa é a iluminação de que a mulher precisa para se focar no seu verdadeiro ser e encontrar-se a si mesma sem as limitações do pensamento cartesiano...e sem a tutela do homem...aí sim a mulher pode reencontrar-se com ela própria e a Mulher que jaz esquecida dela mesma...não a seus pés...mas dentro dela. No seu Ventre, no seu Útero, no seu Coração, na sua Alma...e nessa união interior, nessa amalgama de vida está a força e a identidade da mulher.

rlp