quarta-feira, julho 13, 2011

VOLTANDO AO ASSUNTO...





MULHERES e “Máscaras”

"Há mulheres que, por mais que as pesquisemos, não têm interior, são puras máscaras. É digno de pena o homem que se envolve com estes seres quase espectrais, inevitavelmente insatisfatórios, mas precisamente elAs são capazes de despertar da maneira mais intensa o desejo do homem: ele procura a sua alma - e continua procurando para sempre".* 
Friedrich Nietzsche

E foi em consequência de um longo processo DE DESNATURAMENTE, de alienação do seu ser essencial, do seu potencial, que a mulher, no desenrolar dos séculos, desde há milénios, expresso inicialmente na Oristeia, de Esquilo, que teve como função cultural matar a Grande Mãe e a Deusa, neste caso a Rainha que é assassinada pelo filho Orestes…e absolvido por Atena - a deusa saída da cabeça do Pai (Zeus terá engolido a mãe dela quando esta estava grávida) – e que a história, a religião e a literatura em geral, não só completaram a obra de desnaturamento e desamantelamento do princípio feminino dominante, matando a Deusa Mãe e o seu culto de que Clitmenestra era representante, como mutilou e deformou a mulher em todos os sentidos. Daí em diante já no patriarcalismo reinante, quase todos os autores, sucessivamente denegriram e dividiram a mulher em máscaras e subprodutos derivados da sua mente, da sua filosofia ou cultura misógina, de acordo com a sua fantasia sexual, da sua própria indefinição sexual, inventando e reinventando uma mulher que nunca se pode definir a si mesma, que não pode nunca ser ela própria, justamente porque foi totalmente desnaturada e o termo desnaturada aqui aplica-se de forma soberba, porque desde que a mulher nasce ela é dividida em máscaras e muito particularmente cindida em dois estereótipos, típicos e sem os quais a literatura e a cultura ocidental – baseada no romantismo – nunca teria tido lugar. Trata-se como sabemos sobejamente dos dois mais famosos estereótipos da nossa história contemporânea, a da mulher e da amante, da esposa e da cortesã ou concubina. Hoje em dias essa divisão é bastante mais alargada no seu sentido genérico, mas basicamente com a mesma carga pejorativa referente aos dois aspectos da sua divisão: de um lado a mulher que se expõe na sua sensualidade e sexualidade, e do outro a mulher a quem é exigido, normalmente a casada, antes de casar a castidade depois o recato, acabando na frigidez.

A mulher foi obrigada a viver esses aspectos da sua natureza em duas mulheres - uma em casa e outra no bordel – e antagonizadas não só fora de si como dentro delas. Toda a senhora tem uma “puta” dentro dela…e toda a puta tem uma senhora dentro de si….e esta definição ou tipificação da mulher, feita pelo homem, é a maneira arranjada pelo Sistema falocrático de dividir as mulheres e as impedir de viver a sua totalidade de per se. Desse modo, criando inimizade entre as mulheres, também se dividiu metade da humanidade para que as mulheres não exercessem o seu poder e os homens pudessem controlar tudo.

 Assim, não admira que hajam homens como Nietzsche e tantos outros, que não encontravam a alma na mulher…e eles lá teriam as suas razões…pois se ficaram por aí…Na realidade que eles criaram sem a MULHER , poucas Mulheres originais e autênticas houve na história e, graças a eles, filósofos, escritores e padres!

rlp




“A Oresteia é um cume da arte literária do Ocidente. Lirismo e drama raramente realizaram uma simbiose tão perfeita no afrontamento das grandes questões morais e religiosas que se põem à consciência do homem na sua caminhada ao longo da História: os grandes temas da culpa e da expiação, do significado do sofrimento humano, da responsabilidade do homem face aos outros homens e o sentimento frente ao destino são-nos apresentados com uma acuidade a que a longa marcha do tempo ainda dá mais brilho.”*

 In Wikipédia

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