"NÃO SOU FEMINISTA, SOU ANTROPOLOGICAMENTE LÚCIDA" Ana Hatherly

sexta-feira, agosto 26, 2011

GRANDE ENGODO DAS ALTERNATIVAS MISTIFICADORAS


E O RISCO DE UMA NOVA QUEDA PARA A MULHER...

“Alquimizar e curar a relação masculino-feminino é a iniciação do nosso tempo e o fundamento do mundo ao qual a nossa alma aspira. Para além e a através de uma união mais íntima do que o conceito solar – lunar, mulher ou homem.”
Diana Bellego

Mais do que alquimizar e curar a relação masculino-feninino, a mulher precisa primeiramente e urgentemente de curar a sua ferida milenar da cisão das duas mulheres em si. Sem que a mulher integre e se consciencialize da sua separação interior e a fragmentação psíquica que vive como mulher metade nesta sociedade há séculos – entre a mulher anima, a mulher interior recalcada e esquecida do seu lado intuitivo e instintivo, e a mulher animus, masculina e de superfície que vive os estereótipos que o poder e domínio do masculino lhe destinou, reprimindo a sua natureza ctónica e telúrica, reduzindo a mulher à função de procriadora ou de objecto de prazer, não pode haver equilíbrio entre o masculino e o feminino de per se, nem se pode alquimizar a relação.
Sem a verdadeira mulher não há o casal alquímico nem há a OBRA..
A Alquimia entre os opostos complementares faz-se ou realiza-se quando a mulher está na posse do seu poder interno e consciente da sua natureza profunda…Não é esta mulher de superfície nem esta mulher intelectualizada-masculinizada e pretensamente feminina para agradar ao homem que vai unir-se ao verdadeiro masculino…se que ele existe também…
De qualquer modo a questão fulcral para a mulher deste tempo e que a sua alma aspira em profundidade é o encontro com ela mesma com as suas forças e poder interiores sem qualquer outro propósito…só depois e por acréscimo…haverá casamento alquímico ou não…se essa for a sua escolha, porque a homem precisa da mulher para SER…mas a Mulher não precisa do homem para SER ELA inteira!

RLP

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