segunda-feira, outubro 31, 2011

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Adília Belotti - NO FACEBOOK

Todos os anos, sinto que essa história de bruxas quer nos dizer algo, coisa importante, coisa esquecida, mas que acaba tão embrulhada em abóboras que vira um sussurro empobrecido e débil! O post de Marcia Frazão, da Rosa Leonor Pedro e de tantas outras bruxas verdadeiras e corajosas pode nos ajudar a escarafunchar esses mistérios...
Enquanto isso, desejo a todos os amigos do FB, um Halloween que seja um chamamento, que nos faça voltar para casa e sentar em volta da mesa, vivos, mortos e quem mais aparecer para celebrar!

NO BLOG

(...) O costume de celebrar esse ir e vir das almas entre os mundos vai resistir ao cristianismo e, em 844, o bispo de Roma, Gregório IV proclama o caráter universal da Festa das Almas dos Mortos e a festa de Todos os Santos, dois dias para pausar a vida e festejar a morte: 1 e 2 de novembro.
Herdamos o Dia de Finados, a peregrinação aos cemitérios, as velas e as oferendas aos ancestrais, as rezas humanas que as almas do purgatório dizem que ouvem. Herdamos o Dia de Todos os Santos, as missas e as preces feitas aquelas criaturas especiais, que embora usufruindo das visões beatíficas do céu, ainda acham tempo de ouvir os lamentos humanos.
Cada santo tem seu dia, mas hoje a festa é dos santinhos miúdos, humanos e corriqueiros, a menina milagreira, a velha que benzia as crianças, o padre sempre disposto a ajudar. Gente comum, vivendo a santidade possível de todos os dias.
Hoje, a romaria leva aos cemitérios, ponto de encontro, sala de visitas. Na casa dos mortos, os vivos celebram a certeza de que são apenas as durezas do mundo que separam as almas. E levam lágrimas, velas, comidas e doces para animar a conversa…aceita um cafezinho, avó?


LEIA EM: http://colunistas.ig.com.br/toquesdealma/2010/11/02/vivos-e-mortos/

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