terça-feira, novembro 08, 2011

A ANIMA - A MULHER ABISSAL, LILITH

Afrodite, Selene, Perséfone, Hecate, Atena, Kore, Pandora

“A consciência da Anima, é a do seu próprio inconsciente, o acesso lúcido ao inconsciente. “Ela traz a possibilidade de reflexão em termos do inconsciente.”

Qualquer coisa como o hiper-consciente de que fala Jouve ou da “consciência da consciência” de que fala Valéry.

Com efeito, a Anima mediadora do inconsciente não nos torna mais conscientes no sentido intelectual do termo, mas ela compromete-nos com as profundezas do inconsciente, da mesma maneira que Hecate acompanhando Deméter através do labirinto do inferno, clareando com o seu archote o caminho abissal.

Ela torna-nos cada vez mais inconscientes, quer dizer, mais próximos da nossa natureza secreta e profunda. “Ela abunda lá onde o inconsciente opera”, ela responde de maneira imaginativa e mágica “ pela imagem e não pelo discurso abstracto. Ela é “qualquer coisa” que nos faz pressentir do nosso destino, nos revela a nós próprios; daí a sua ligação com a Sibila, a Pitonisa, a Bruxa, a Fada. Os seus poderes, não esqueçamos, são os da noite. E também por isso que a Lua Negra nem sempre abdica e pode representar a resistência do inconsciente que se recusa a se desvelar.  


“As religiões dos mistérios das Deusas, é a vida pré-consciente da natureza, da mesma maneira que a morte. Nada entre elas pode ser conhecido” e é la o reino da Anima, de Lilith, da Lua Negra. Jung precisava já que a Anima era a “o fundamento de todas as figuras divinas e semi-divinas desde as deusas antigas até Maria”. Entre elas, ele cita Afrodite, Selene, Perséfone, Hecate, Atena, Kore, Pandora. Poderíamos acrescentar muitas outras, uma vez que o rosto da Grande Deusa é múltiplo e único ao mesmo tempo e absolutamente universal.”


LE RETOUR DE LILITH

Joelle de Gravelaine

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