sexta-feira, março 16, 2012

Mordi as rosas brancas de Ispaã ...



Nihil novum

Na penumbra do pórtico encantado
De Bruges, noutras eras, já vivi;
Vi os templos do Egito com Loti;
Lancei flores, na Índia, ao rio sagrado.

...
No horizonte de bruma opalizado,
Frente ao Bósforo errei, pensando em ti!
O silêncio dos claustros conheci
Pelos poentes de nácar e brocado...

Mordi as rosas brancas de Ispaã
E o gosto a cinza em todas era igual!
Sempre a charneca bárbara e deserta,
Triste, a florir, numa ansiedade vã!
Sempre da vida ? o mesmo estranho mal,
E o coração ? a mesma chaga aberta!



Florbela Espanca

2 comentários:

Pedra do Sertão disse...

Tão bom ver Florbela por aqui...quando jovem, eu queria escrever como ela!

Abraço

Rosa Leonor disse...

De vez em quando também gosto muito de um poema da Florbela...
mesmo que nã escreva como ela...continue escrevendo amiga!

abraço

rleonor