"NÃO SOU FEMINISTA, SOU ANTROPOLOGICAMENTE LÚCIDA" Ana Hatherly

quarta-feira, julho 18, 2012

A MASCULINIZAÇÃO DA MULHER E O FEMINISMO


MULHERES ACORDEM!

UMA MULHER NASCE MULHER, NAO SE CRIA...

O QUE NÓS NÃO QUEREMOS...

Não queremos ser masculinizadas nem igualdade...
Não queremos ir a guerra nem ser polícias...
Queremos ser mulheres inteiras, sem divisão entre nós, sem rivalidade, sem antagonismos.
Queremos respeito e dignidade!

Porque a mulher autêntica, a Mulher primordial, que se encontra  há muito em extinção, não sabe hoje nem evoca de  forma alguma o feminino essencial, tirando a maternidade e a sexualidade mecânica  no seu papel de "esposa" ou mulher de ...ou por outro lado o da prostituta que exerce igualmente uma sexualidade mecânica,  usando o seu corpo que "entrega" para ganhar dinheiro, enquanto a esposa o faz por obrigaçaão e dever marital e social...No meio destas duas mulheres há um modelo de mulher que não é nada...e que é a mulher que o cinema e a moda construiram ao longo do século e não têm essência alguma.
Assim, a mulher é dividida e separada em duas espécies de mulheres ao longo dos séculos, vivendo ora para uma ou para outra dessas duas funções e mantida  nesses limites que a moldam psiquicamente até ao século XX em que se iniciam (sec. XIX) os movimentos feministas em busca de igualdade, ou da paridade, sem que nunca essa divisão  psíquica  na mulher  tenha sido equacionado.  Durante décadas falou-se e tentou dar-se "dignidade" às prostitutas na "profissão" de vender o corpo, como se fosse o acto mais natural do mundo, assim como se acrescentou à vida da mulher comum todos os deveres da casa e dos filhos mais o trabalho ou o emprego.

Nestes moldes, defendem as feministas, terem conseguido vitórias e sucesso, garantias e direitos...o que é uma redundância pois efectivamente se a mulher conquistou algumas vantagens e aparentemente até parecem imensas,  em relação a sua escravidão de antes, ela foi catapultada para o mundo de produção e consumo, e para além de ter sido sobrecarregada com uma vida dupla em nome de uma pseudo liberdade, ela foi completamente desviada da sua essência, afastando-se cada vez mais do seu SER ESSÊNCIAL. Levada a criar uma imagem absolutamente virtual e fictícia dela mesma - o que na verdade foi o homem e o cinema, as revistas e a moda em paralelo que criaram (de acordo com as classes socias e poder económico), - ela apenas passou a servir exclusivamente de modelo para os homens fosse em nome do desejo fosse em nome da liberdade sexual. As pílulas e anticoncepcionais foram outra marca de "liberdade" que a afectou no corpo quimicamente a níveis desconhecidos e que hoje se revelam em doenças graves  - sem que a mulher se tivesse sequer apercebido de como estava ainda a ser usada - ao serviço do homem e da espécie.

É difícil fazer entender isto às feministas e intelectuais de hoje, que se consideram livre e senhoras de si...mas a verdade é que caminhamos para esta aberração que é o TRANSFEMINISMO, em consequência dessa alienação do SER MULHER. E se os pressupostos das feministas eram baseados na masculinação da mulher, negando a sua natureza PROFUNDA E CTÓNICA, alienando-a da sua substância primeira de Dame Nature, reduziram a mulher a estereótipos da mulher virtual a que se ligaram os homossexuais  (gays e lésbicas) que agora querem ser "Mulheres" sendo homens à partida...e as lésbicas que à partida querem ser homens, e assim não se percebe então porque se identificam com o transFeminismo. Entendemos por TRANS - Um feminismo radical em que além de gays e lésbicas se  incluim travestis e transformistas que por sua vez correspondem aos esterótipo de um  "feminino" que não é de todo O FEMININO...
Os homens que querem "ser mulheres"...eles não copiam a mulher real, a trabalhadora ou a mulher normal comum, mas a prostituta, a Mulher plastificada, com silicone, operada, a mulher do cinema e da ribalta...Agora, tirem-lhes os artifícos, saltos altos, maquilhagem, adornos, lingerie sexy e vestidos  sofisticados...e eles voltam a ser O QUÊ?.

SER HUMANO NÃO IMPLICA TRANSFORMAÇÕES QUÍMICAS NEM FÍSICAS.
SER MULHER OU HOMEM NÃO SIGNICA A SUA APARÊNCIA.
SER HOMOSSEXUAL NÃO SIGNIFICA O SEU SEXO...NEM MUDAR DE SEXO!

A partir de aqui e utilizando a expressão que as marxistas e positivistas racionalistas adoram eu sei  que me considerarão a mim uma reaccionária ou uma fachista, mas a verdade é que a mulher perdeu completamente a noção da sua identidade profunda, a pouca que lhe restava,  e não sabe nem sonha O QUE É SER REALMENTE UMA MULHER. e ESSE É QUE É O NOSSO DRAMA. Afinal com tudo isto A MULHER MODERNA pouco mais ganhou  do que dinheiro...e trabalho a mais. Não lhe foi dada nem mais dignidade, nem mais valor nem mais respeitO, nem mais "poder"...e a MULHER tem em si um poder que é interior e é justamente esse PODER INTERIOR  que lhe está a ser tirado mais uma vez no meio de toda esta confusão de "narizes"...
O grave nesta questão toda é a DESTRUIÇÃO DO SER MULHER!!!
E É POR ISSO QUE AS MULHERES PRECISAM MAIS DO QUE NUNCA DE ACORDAR PARA A SUA NATUREZA PROFUNDA, PARA A SUA DIMENSÃO ONTOLÓGICA, SENÃO A MULHER PERDE-SE MAIS UMA VEZ NESTE LABIRINTO INFERNAL EM QUE O PATRIACALISMO CENTENÁRIO  FEZ A MULHER PERDER-SE E COM ELA O FILHO, O HOMEM

RLP
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SOMOS CONTRA  " ... a concepção “igualitária” que, se recusando a ver as diferenças de natureza existentes entre os seres, chega a atribuir às mulheres um papel propriamente masculino, o que está aliás manifestamente na raiz de todo o “feminismo” contemporâneo (3)."

Iniciação feminina e iniciações de ofício

 René Guénon

"Fazem-nos frequentemente observar que parece não existir para as mulheres, nas formas tradicionais ocidentais que subsistem actualmente, nenhuma possibilidade de ordem iniciática, e muitos se perguntam quais poderiam ser as razões desse estado de coisas, que é certamente muito lastimável, mas que será sem dúvida muito difícil de remediar. Isso deveria aliás dar o que reflectir aos que pensam que o Ocidente concedeu à mulher um lugar privilegiado que ela nunca teve em nenhuma outra civilização; é talvez verdade sob certo ponto de vista, mas sobretudo nesse sentido que, nos tempos modernos, ele a fez sair de seu papel normal lhe permitindo atingir funções que deveriam pertencer exclusivamente ao homem, de modo que não é senão um caso particular da desordem de nossa época. Sob outros pontos de vista mais legítimos, ao contrário, a mulher está em realidade em maior desvantagem que nas civilizações orientais, onde sempre lhe foi possível notadamente encontrar uma iniciação que lhe convenha desde que ela possua as qualificações necessárias; é assim, por exemplo, que a iniciação islâmica tem sempre sido acessível às mulheres, o que, notemos de passagem, é suficiente para reduzir a nada alguns dos absurdos que se tem o hábito de debitar na Europa a respeito do Islão.

Para voltar ao mundo ocidental, nem se precisa dizer que não pretendemos falar aqui da antiguidade, onde teria certamente havido iniciações femininas, e onde algumas o eram mesmo exclusivamente, da mesma maneira que outras eram exclusivamente masculinas; mas, como teria sido na Idade Média? Não é seguramente impossível que as mulheres tenham sido admitidas então em algumas organizações, possuindo uma iniciação que dizia respeito ao esoterismo cristão, e isto é mesmo muito verosímil (1); mas como estas organizações são daquelas que, depois de longo tempo, não resta mais nenhum traço, é muito difícil falar disso com certeza e de maneira precisa, e, em todo caso, é provável que não tenha havido aí jamais senão possibilidades muito restritas. Quanto à iniciação cavaleiresca, é muito evidente que, por sua natureza mesma, ela não poderia de modo nenhum convir às mulheres; e é o mesmo para as iniciações de ofício, pelo menos das mais importantes dentre elas e daquelas que, de uma maneira ou de outra, continuaram até nossos dias. Aí está precisamente a verdadeira razão da ausência de toda iniciação feminina no Ocidente actual: é que todas as iniciações que subsistiram são essencialmente baseadas em ofícios cujo exercício pertence exclusivamente aos homens; e é por isso que, como nós dizíamos acima, não vemos como esta deplorável lacuna poderia ser preenchida, a menos que encontremos algum dia o meio de realizar uma hipótese que iremos considerar em seguida.

Sabemos bem que alguns de nossos contemporâneos pensaram que, no caso onde o exercício efectivo do ofício desapareceu, a exclusão das mulheres da iniciação correspondente tinha por isso mesmo perdido sua razão de ser; mas é um verdadeiro absurdo, pois a base de uma tal iniciação não é de nenhum modo mudada por isso, assim como já explicamos (2), este erro implica um completo desconhecimento da significação e do alcance real das qualificações iniciáticas. Como dizíamos então, a conexão com o ofício, completamente independente de seu exercício anterior, permanece necessariamente inscrita na forma mesma desta iniciação e no que a caracteriza e a constitui essencialmente como tal, de maneira que ela não poderia em nenhum caso ser válida para quem quer que seja inapto a exercer o ofício do qual se trata. Naturalmente, é a Maçonaria que temos particularmente em vista aqui, visto que, para o que diz respeito ao Companheirismo, o exercício do ofício não cessou de lhe ser considerado como uma condição indispensável; de resto, não conhecemos nenhum outro exemplo de um tal desvio senão a “Maçonaria mista” que, por esta razão, não poderia nunca ser admitida como “regular” por nenhum daqueles que compreendam um pouco mais que seja os princípios da Maçonaria. No fundo, a existência desta “Maçonaria mista”(ou Co-Masonry, como ela é chamada nos países de língua inglesa) representa simplesmente uma tentativa de transportar, do domínio iniciático propriamente dito, o que lhe deveria mais do que qualquer outra coisa estar ausente: a concepção “igualitária” que, se recusando a ver as diferenças de natureza existentes entre os seres, chega a atribuir às mulheres um papel propriamente masculino, o que está aliás manifestamente na raiz de todo o “feminismo” contemporâneo (3).

René Guénon

(Tradução de Luiz Pontual)

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