"NÃO SOU FEMINISTA, SOU ANTROPOLOGICAMENTE LÚCIDA" Ana Hatherly

segunda-feira, setembro 03, 2012

A MULHER REALIZADA EM SI...





UM TRABALHO PELA CONSCIÊNCIA DO FEMININO INTEGRAL


Como devem saber tenho um grupo de Mulheres & Deusas no Facebook que seria uma maneira mais directa de interagir, mais fácil e imediata do que no Blog…e a verdade é que também lá me apercebi que ao longo dos meses (mais de um ano) muitas mulheres foram adicionadas ao grupo mas que começando por postar coisas ditas positivas, muito bonitas, sobre deus e os anjos...ou sobre a espiritualidade etc. desapareceram em pouco tempo pelo facto de eu referir a importância de manter um FOCO na Consciência do Feminino Integral e basicamente só isso, sem me desviar do assunto que aqui também se trata, que é a Mulher Essência, a mulher Una e dentro de uma bem diferente perspectiva das alternativas e todos estes processos new-age…ou mesmo psicológicos…

Embora considere que todos os testemunhos e experiências de mulheres neste processo sejam válidos eu não falo aqui, notem, de processos de emancipação nem de liberdade ou de evolução espiritual, reparem bem, mas sim de Consciência de si como mulheres, e isso é que é importante, pois sem essa Consciência de si a mulher não consegue integrar qualquer outra experiência de vida pois como sabemos bem, ela parte sempre fragmentada, dividida em partes de si que nunca consegue unir e por isso só nos interessa COMO FUNDAMENTAIS aquelas experiências que nos dêem consciência precisamente que essa separação existe, que existe uma ferida ancestral na mulher, que a mulher está dividida em si mesma e que precisa antes do mais integrar-se como Mulher!

Assim, antes de querer “realizar deus” ou enveredar por uma qualquer espiritualidade, COMO CAMINHO DE SAÍDA PARA A SUA CRISE de identidade profunda, antes da dita “evolução pessoal”, há uma integração a fazer das duas mulheres cindidas, senão elas vão continuar cindidas e antagónicas dentro e fora de si, em todos os demais processos e por isso eles acabam em separação, contenda, raiva e ódio e muitas vezes em agressão de uma mulher a outra, aquela que é suspeita de a trair e "cobiçar o seu homem"...Isto acontece não só na vida familiar como social e de trabalho, como em competição na suposta via espiritual e muitas vezes em competição pelo "mestre" e a sua atenção...se for só isso...

O problema das mulheres anda sempre a volta dos homens e da sexualidade, o seu corpo de “desejo” (ou não) e as suas relações, e logo a seguir a rivalidade com as outras mulheres e pouca ou nenhuma importância se dão a si mesmas enquanto indivíduos com vida própria, conscientes de si...e aqui é que está a grande ferida e este é que é o nó da questão que as mulheres têm cada uma de per se resolver.

Enquanto a Mulher não se vir como um Ente com existência própria e sentir que ela vale por si mesma, independentemente de ser filha do pai, amante, mãe ou esposa...escritora ou terapeuta, etc. ELA não vai se realizar nunca. Esse é o ponto fulcral de toda a questão! E lamento muito que as mulheres em geral lhe dêem tão pouca importância e continuem a viver em função da família e das religiões, da profissão, do voluntariado, dedicadas aos cães e aos gatos (e eu adoro animais com sabem) e dos outros seres, podem ser extraterrestres ou mestres ascenços e missões do espaço... sem considerar a sua própria existência como máxima importância...por si e para si.
Eu não estou "contra" os homens, de maneira nenhuma, nem das relações sexuais relações...apenas dou prioridade à mulher em si mesma, como um todo e não mais a mulher dividida entre a sua alma à deriva, um corpo objecto de desejo sujeito ao prazer do “outro” e uma mente subjugada...e as emoções em confusão…

Eu aposto na descoberta da Mulher integral pelo seu SER INTERIOR, e na fusão das duas mulheres em si para e a conquista da Mulher Absoluta!
Nada mais nem nada menos do que isso…

rlp

2 comentários:

Ursula disse...

Concordo 100%. Amo teus posts. É indispensável que a mulher se descubra mulher, deusa, única, para depois se dedicar ao resto, sem pedir migalhas, nem ser metade nem resto... Ela é completa em si.

Rosa Leonor disse...

Obrigada mais uma vez Ursula..muito grata pela sua companhia!

rl