"NÃO SOU FEMINISTA, SOU ANTROPOLOGICAMENTE LÚCIDA" Ana Hatherly

quinta-feira, novembro 01, 2012

SAMAIN




Os celtas e os druidas respeitavam e evocavam em consciência o espírito da vida e da morte como os dois lados da existência humana, nascimento, morte e renascimento e viam a vida como um continuum e que,  nesta noite privilegiada, se ligavam sem transição, ao outro lado do véu…
O que para os católicos se tornou pagão e herege era o verdadeiro sagrado antes.  Uma noite fora do tempo e do espaço em que os espíritos dos vivos e dos mortos comunicavam sem barreiras...
O sentido  da Vida era tão respeitado como o sentido da Morte  e Sagrada era a Terra e a Natureza, tanto como o amor e o sexo eram consagrados, assim a mulher, druida, sacerdotisa ou feiticeira, mediadora das forças cósmico ou telúricas que evocava a Deusa Mãe  e os seus mistérios.
E tudo isso a religião católica  perverteu e converteu aos seus    dogmas baseados no medo e no pecado… afastando e distanciando as pessoas, nomeadamente as mulheres, quer da sua essência primordial quer do  acesso a outras dimensões…
E de facto quem diabolizou a mulher, a sua mediunidade e as forças ctónicas com os seus aspectos sombrios  foi o cristianismo depois de Cristo…não Cristo que se rodeou de mulheres…

rlp


E nos nossos dias assistimos a essa palhaçada típica americana de alienação e ficção burlesca…abóboras pintadas e dentes podres da bruxas horrendas de preto…de vassoura na mão, a varrer os ares…que pena mesmo elas não varrerem esses espíritos beatos católicos que destruiram tudo o que era natural e são…

As abóboras ocas e recortadas, outro ícone do Halloween, são tipicamente norte-americanas.

“Uma lenda celta dizia que um espírito que não conseguia ir nem ao céu nem ao inferno usou uma lanterna para guiar-se. Os irlandeses, ao imigrar aos Estados Unidos, conheceram as abóboras e perceberam que, ocas, elas também funcionavam bem como lanternas e continuaram assim a tradição”, diz Santino.

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