"NÃO SOU FEMINISTA, SOU ANTROPOLOGICAMENTE LÚCIDA" Ana Hatherly

segunda-feira, abril 30, 2012

A FORÇA FEMININA



A DIVINDADE É FEMINILIDADE 

“A Divindade é feminilidade, é a nossa Deusa, a nossa Rainha; ela está acima de nós, não como dominadora, mas como adorada; segundo a nossa regra, é apanágio de uma mulher ser a Grande Sacerdotisa de nossos conventos, e ela deve manifestar a sua feminilidade em toda a sua plenitude; o ciclo menstrual que exprime a essência da Feminilidade, permite compreender a Força Feminina encarnada na natureza; seu símbolo é a Lua; a terra e nossa Mãe, é nossa Deusa; sua filha (que é de facto ela própria) é a Deusa da Lua e por detrás Vida propriamente dita.“

(Rev. Gnosis Agosto de 1973 – citado por André Van Lysebeth em Tantra o Culto da Feminilidade, pag. 112, summus editorial)



"A vitalidade esvaída das mulheres pode ser restaurada por meio de extensas escavações "psíquico-arqueológicas" nas ruínas do mundo subterrâneo feminino."


Clarissa Pinkola Estés

sábado, abril 28, 2012

ACORDAR A DEUSA ADORMECIDA


 EM CADA UMA DE NÓS...

Rosa, (…)

Lendo seu blog, eu me sinto uma aprendiz ouvindo a sábia, uma sábia que vê com lucidez a realidade, e que me apresenta os caminhos para que eu ache a mim mesma... mesmo do outro lado do Atlântico, se houve uma iniciadora para mim, que desde os 14 (tenho 18 agora) me desvela segredos do mundo e reflexões que eu nunca tinha feito, essa Mulher foi a Senhora... eu sempre busquei algo diferente, não entendia por que não podia ser como as outras garotas, caladas, doces, sem essa chama que me queima... eu não tenho toda essa experiência, não tive tanto tempo para refletir sobre tudo, mas a Senhora me ensinou a ouvir meus instintos, meu útero, minha alma, minha dignidade, minha Fêmea interior... e ela me diz, por intuição, por um arrepio, o que eu devo fazer. Venho mergulhando em mim mesma sob sua orientação, creio que possa dizer, e desde lá não me encaixei mais por entre as outras. Talvez por ter começado tão cedo a lê-las, suas palavras tenham me tocado mais... eu não era moça feita, não tinha opiniões, família ou carreira formada. E hoje eu te agradeço do fundo do coração, Rosa, quando olho em volta e vejo quem me tornei. Não sou perfeita, sou cheia de dúvidas, às vezes tropeço pois também acabo influenciada pelas opiniões vazias dos que me cercam, mas eu sinto dentro de mim uma voz que faz coro com a sua ao ler essas palavras tão verdadeiras... creio que o medo seja parte do trajeto, ainda mais quando se nada contra a corrente e não há mais encaixe para alma tão grande quanto a sua... eu não posso nem imaginar o que sentes. Mas, pode ser egoísmo, peço-te que não pares. Por favor, não pares, Rosa, porque se mudares mais uma, duas, dez jovens como me mudastes, se elas espalharem sua semente como eu tento todos os dias fazer, esse mundo talvez possa mudar... todas tem a Deusa dentro delas. Basta acordá-la. Ou, pelo menos, assim eu gosto de acreditar... talvez seja ingenuidade minha. Desculpe pelo comentário grande. Beijos e obrigada de novo, Rosa.

Arielle
 ***

Não tenho palavras para lhe dizer o bem que me fez ler o que partilhou neste texto. Sei que é egoísmo avaliar assim em função de mim, mas precisamente hoje foi um bálsamo ou uma poção purificadora, daquelas que amargam e libertam, ver escrito aquilo que é - também - a minha vida. Obrigada.
ME

***

Minhas queridas mulheres e deusas, com que convicção o digo...obrigada pelas vossas palavras...porque são elas que me dão coragem, pela verdade, pela sinceridade, pela transparência do SER MULHER, sim, inteira...sem ficções, à procura de si a partir do âmago e não de uma invenção de nós...de uma imagem de nós, de um ego qualquer a que nos agarramos em desespero…

Grata querida Arielle...que testemunho o seu, tão gratificante para mim, não só pelas suas palavras mas pela sua integridade como mulher feita e consciente e ainda tão menina...e mais ainda se eu pude ter contribuído para isso, de alguma forma, ao longo dos anos, como diz...então nada me poderia dar mais força, nem vontade de persistir...Nem nada poderia encher mais o meu coração de amor do que sentir que as minhas palavras podem ajudar a moldar uma vida ou ser um bálsamo…

Devo a muitas de vocês que por aqui passam e deixam mensagens como estas a minha continuidade aqui e também a minha fé nas mulheres…
***

ME...eu sei minha amiga que só a verdade do ser nos liberta…e por isso sentiu o alívio que sentiu e não foi egoísta...Não, foi um eco...e obrigada por ter respondida desta maneira igualmente verdadeira. Estamos aqui...todas juntas...a caminhar para dentro de nós...

Sim, eu sei que há muitas mulheres sós como eu…a caminhar para esta velha sábia que se alinha aos poucos por dentro enquanto à superfície estremecemos diante do espelho…

 “Ó espelho, espelho meu”…diz-me se neste mundo existe alguém que me ame mais do que eu...e aos poucos, devagar nos vamos amando sem medo… e é assim que a história da madrasta muda e nos tornamos todas Rainhas de nós mesmas, já sem medo da nossa Sombra, nem da beleza que perdemos ou do que outrora fomos…e amando sem despeito todas as Brancas de Neve…que um dia serão também velhas sábias e bruxas como nós… porque esse é Caminho da Mulher, TRÊS EM UMA SÓ e não tem de haver antagonismo nem lutas entre todas como nos têm querido fazer crer…e esse vai ser o elixir da eternidade que nos há-de transformar a todas em irmãs, mães, amigas e amantes…e com essa nova aliança de amor e fé, vamos  mudar a face da Terra.

Abraço do fundo do coração ambas as irmãs que aqui se apresentam…

rlp.

quinta-feira, abril 26, 2012

O DOM E A GRAÇA NÃO SE VENDEM...


Para que tudo seja e soe a verdade...

Tenho encarado este grupo, mas sobretudo o meu Blog, como um meio de difundir as minhas ideias e experiências sobre o que sinto seja a Mulher e a Deusa. Quase sempre opto por um discurso mais ou menos objectivo no sentido de passar uma mensagem e incentivar as mulheres a despertar para uma consciência de si, do seu verdadeiro ser interior, do seu valor em si mesmas e a uma luta por uma identidade própria... que NÃO seja sempre viver em função de mãe ou esposa/amante.  Esse tem sido sempre o meu foco.  Mas há periodos em que me sinto mais debilitada ou tenho as minhas próprias dúvidas e desânimos. Como nestes dias em que tenho andado de "gripe em gripe" sem perceber o que no fundo se passa comigo. Mas hoje percebi...percebi a minha solidão e a minha falta de fé. E digo-vos isto, venho aqui expor as minhas fraquezas e sair do meu "pedestal" de certezas, porque me sinto fragilizada e já não sei bem em que crer, e para que tudo seja verdade e não haja omissões da minha parte. Ao fim de tantos anos eu já não sei sinceramente se o que mudou nas mulheres não foi só o discurso e os interesses aparentes que são os de uma "nova era"...e para elas e delas mesmas...já era...ou nunca foi.

As mulheres continuam a lutar e a focar-se no amor do homem e dos filhos e dos seus objectivos materias, nos seus ideiais religiosos e sonhos de outros mundos...mas a esquecer-se de si inteiramente. Elas se calhar nem têm noção disso. Na verdade eu tenho uma situação difícil mas ao mesmo tempo sinto-me previligiada pois nada me prende a nada nem a ninguém e também já não tenho ilusões de amores, felizmente graças à minha idade. Sim, isso é uma vantagem por um lado se não pensarmos como se pode cair no vazio ou na solidão caso não tenhamos forças em nós para superarmos a dúvida e o dobrar dos joelhos ao andar e as dores das costas...
Já estou reformada...e talvez pudesse reformar-me também do Blog e destas ideias e deixar-me de fantasias e virar-me para dentro...sim, tenho pensado nisso. Dar lugar às mais novas...não vale a pena estar a escrever coisas que são só teorias ou servem para ilustrar páginas pessoais ou fazer workshops para ganhar uns euros mais...
Sim, dar "cursos do feminino sagrado" a 300 euros ou 200 por internet...andar a promover "produtos" ou se auto-promover enfim, é um modo de vida como outro qualquer. Mas para mim tem de ser essencialmente ético e se não puro DOM e Graça...se não for dádiva e por  graça...não é nada...é ser vendilhão do Templo Vivo que Eu Sou e isso eu NÃO QUERO. Sim...eu sei que há gente muito honesta por aí...eu é que sou inábil para o comércio...e em alturas de crise o melhor é mesmo fechar as portas...
rlp

...subjectivissimamente




 MEDO EU?
(COM GRIPE)
 
-Con la gripe mantienes alejadas a las personas y a las situaciones. Es otro ataque de miedo que sufres este año. El virus más poderoso no es el de la gripe, sino el del miedo. Ese por ahí por donde vas a tener que investigar.
"Con la gripe mantienes alejadas a las personas y a las situaciones. Es otro ataque de miedo que sufres este año. El virus más poderoso no es el de la gripe, sino el del miedo. Ese por ahí por donde vas a tener que investigar."

 ...primeiro reages..."medo" eu? Não...eu não tenho medo de nada!

Mas sim...é um ataque de medo, de medo profundo, um medo por detrás de camadas e camadas de coragem e de ideias e de um trabalho que tens de levar para a frente e uma "mãe" não confessa os seus medos ás suas filhas...(acabou de me dizer isto uma amiga minha ao telefone sobre ela mesma); não, os filhos não podiam saber da sua depressão nem da sua falta de vontade de viver...Uma mãe é um suporte...ela não pode fraquejar...sim, ela é uma mulher muito lúcida, tal como eu e disse-me isso...mas eu, pensei, eu não tenho filhos nem filhas, nem mãe já tenho há muito tempo...não tenha irmãs...e as filhas dos meus irmãos têm a sua vida e os seus filhos etc.; eu sou uma mulher só na vida...que raio, digo-me…tenho a minha escrita os meus livros, tenho muitas amigas, a minha esperança…Tenho esperança? Não, nem sempre a tenho…então o que eu que eu tenho? Tenho medo…de repente, tenho medo e é assim que a gripe vem…e podia ser depressão ou cancro…por mais lúcida que eu seja não estou isenta de nada…Ninguém está. E sim é o medo…

Então de onde vem o medo?
Sim, de onde vem e que medo é este que se infiltra sub-repticiamente e se instala sem que dele nos apercebamos… Um medo que nos tolhe súbito…que vem lá do fundo….que vem dos confins de uma qualquer memória, de uma ferida oculta, a lembrança de um amor traído, de um abandono vivido, uma morte, ou de uma outra vida…cuja memória está presa na pele…ainda!
Ah…sim estão a pensar e a fé na Deusa…ou em Deus…noutros mundos, no futuro, mas eu nunca a tive verdadeiramente; não, nunca tive esse tipo de fé…Para mim a deusa não é nenhuma fé…nem nenhum credo, nenhum paliativo ou bálsamo…ELA ou é uma Consciência que está presente ou é uma Presença que se manifesta …ou não é nada!

A Deusa é eu SER SÓ e saber sê-lo sem medo…e eu ainda me dói tanta coisa neste mundo, tanta gente me fere e eu firo…e sentir-me tão humana e tão frágil ou tão cobarde…ou dependente ou suspensa ainda de ilusões patéticas, ou querendo ainda não sei que provas…que provas de amor… Não há…

A Deusa é imensidão e solidão…para mim é, e sei-o bem que só quando eu aceitar essa solidão inteira e absoluta de mim em mim a chama arderá no meu coração. Que esse é o fogo purificador de todas as dores humanas. Só assim Ela será eu e presente a toda a hora, antes não. E sei que não adianta eu enganar-me e pensar que já lá cheguei, porque não cheguei…

Ah, dizem-me as “ vozes”- “Aquela que vai a frente não esmorece…não cai…” …e digo-me eu incentivando-me a coragem que não tenho: as verdadeiras, “bruxas nunca se queixam…“

 Ah…”mas a idade não conta…nem este corpo”…dizem as vozes, o que não te convence…quando olhas e vês que a beleza ainda é sonho em ti…Prisioneira da beleza, mulher foste, mas o mais difícil é nem sempre saberes rires-te de ti …não vês...peles flácidas,  rugas, celulite, manchas, marcas do tempo...?  

(Que beleza é essa que sonhas ainda e se esconde por detrás das sombras, que beleza és, dentro e fora Mulher…antes eras uma, agora és outra e outras serás com a idade que te pesa…e só o teu coração é o mesmo, sempre, sempre e sempre foi o mesmo, fosses tu jovem mulher e anciã, e só ele o sabe e só ele bate por ti… Tens de aprender a ficar quieta…deixa a dor humana adormecer em ti e esquece quem foste, o que sonhaste, porque agora o tempo é de outra coisa, mas que coisa….não sabes. Estás cansada de palavras e de fingires nem sabes o quê, com toda a honestidade o fazes…e foges dos outros que mentem e das histórias que se contam e toda essa engrenagem que chamam vida e é falsa…Estás cansada de simular teres forças sem teres…e quereres manter uma imagem forte e ousada, invencível armada…afinal, és pouco mais do que uma falhada e pior do que isso porque confessas afinal que falhaste…e desistes de uma máscara, talvez…fecha agora o parêntesis).

rlp

terça-feira, abril 24, 2012

O foco é o feminino essencial


EM BUSCA DA MULHER INTEGRAL

As vezes pode ser importante redefinir um pouco este Blog de tanta matéria e tão diversificadas origens, convem que diga o seu propósito, se é que não é ainda claro de tão exaustivo o tema das mulheres, mas que mulheres e mais complicado ainda, que deusas, que mulheres e deusas estamos nós aqui a considerar?

Há tanta confusão acerca da Mulher mas não sei se da Deusa ainda não há mais, agora que qualquer actividade  relacionada com mulheres e grupos se diz ser sagrada e se fala de feminino sagrado; por essa razão convém realmente redefinir o que é "o feminino sagrado" aqui neste espaço.

Mulheres e deusas, refere  mulheres integradas, mulheres que buscam essa completude dentro de si  e que têm consciência da sua cisão (versus integralidade) e vivem de acordo com isso, em busca de um Feminino Ontológico. Mulheres que por suposto já não estão nem vivem cindidas e não se fragmentam em  duas tão facilmente, nem se dividem em estereótipos de acordo com aquilo que os homens e a sociedade normalemnte exigem delas. Mulheres que já não seguem a Moda (gay) nem aquilo que lhes impõem como padrão de beleza.
Não gosto do termo "mulheres emancipadas", porque não corresponde à nossa realidade, nem aprecio a ideia feminista da igualdades entre os sexos - que os padroniza por igual - embora seja apologista de direitos iguais e universais, os direitos Humanos. Não há porém igualdade entre o homem e a mulher no que diz respeito ao ser especifico de cada um ao nível sexual ou fisco e ontológico. Cada um dos sexos é muito diferente um do outro à partida  e expressa  qualidades  intrínsecas próprias (hemisférios cerebrais) específicas da sua natureza interior e a grande confusão existente é resultado dessa ideia de igualdade entre os sexos  em que as mulheres devem fazer tudo o que os homens fazem e que  têm vindo a confundir cada vez mais a sociedade e as prórpias mulheres e já nem homem nem a mulher sabem quem é quem...

O facto de a mulher ter sido reconstruida culturalmente pelo homem e sendo um subproduto de uma sociedade patriarcal e falocrática, que domina todos os meios de expressão e de comunicação e ser ele ainda e desde há séculos aquele que define a mulher na literatura e a tem retratado na arte e no cinema, por exemplo, faz com que  a mulher se tenha completamente perdido de si mesma ao perseguir imagens e padrões de suposta feminilidade e que nada têm a ver com o feninino na sua essência. Tão pouco a sua sexualidade é a verdadeira e é de todos estes apectos e questões que Mulheres e Deusas se ocupa e preocupa...

PORQUE É ABSOLUTAMAENTE  ESSENCIAL REDESCOBRIR A VERDADEIRA MULHER E DEVOLVÊ-LA INTACTA AO MUNDO
RLP

A GRANDE FERIDA DA HUMANIDADE

"A grande maioria dos homens no nível cultural presente nunca avança além do significado maternal da mulher e esta é a razão pela qual a alma raramente nele se desenvolve além do nível infantil, primitivo da prostituta. Como consequência, a prostituição é um dos principais produtos do casamento civilizado."
C. G. Jung

COMO OS HOMENS VÊM A PROSTITUIÇÃO...

Tenho constatado, sempre que a questão da prostituição é reavaliada ou posta em causa a sua "razão" de ser...ou a sua origem, os homens em geral reagem mal...ficam incomodados com a a prespectiva de ficarem mal na fotografia ou de ficarem sem esse grande Bode Expiatório que é a prostituição das mulheres, explorada exclusivamente pela parte humanidade homem que se vangloria da sua ciência e avanço tecnológico. Verifico o incómodo que é para o homem bem pensante e intelectual, o simples questionar de toda esta aberrante cena que perdura através dos séculos, das religiões, das civilizações e até das suas revoluções...Nunca os homens ousaram mecher no monstro que criaram...E todos eles sem excepção diria, acham legítima e natural esta realidade que é de haver mulheres usadas e exploradas, prostituidas para satisfação dos instintos básicos e animais da humanidad homem...Sim, porque a mulher exposta, a mulher usada, a mulher vendida, concubina ou escrava, a menina explorada por mafias,  que foi e é  prostituída durante milénios, não usufrui dessa vantagem...o prazer ou a necessidade sexual da mulher NUNCA ESTEVE EM CAUSA, mas sim a necessidade do bicho homem...a mulher concretamente é só o escape e o recipiente do despejo ejaculatório aleatório do homem comum e bestial, o homem erectus, o homo sapiens...
Podiamos pensar que isso só se passa com o homem mental que é frio e lógico, dominante, egoísta e objectivo...de acordo com o seu exterior...e a sua compulsvidade biológica...Mas não, e não nos admiremos portanto ao saber que os homens do "espírito", por suposto mais "femininos" mais sensíveis,  assim pensem também...vendo a prostituição como um mal necessário para digamos a mulher servir apenas de alívio de tensões sociais e assim o homem acorrentado ou escravizado por sua vez ao Sistema, possa ter um escape nem que ele seja..claro, à custa da mulher - que para o caso nem mesmo é achada. A mulher não é achada para o caso porque não se trata de uma reciprocidade...a mulher não tem a mesma compulsão sexual que o homem; ela não precisa de despejar o saco...e o seu prazer nunca foi considerado. Milhares de mulheres (meninas)  são excisadas no mundo. Ela tem sempre de servir o cliente a todo o custo e sem exigências e ser mal paga - a profissão é reles...de acordo com o cliente. Claro que conhecemos histórias famosas, ou não, de prostitutas e cortesãs que foram capazes de algum domínio socail e psicológico dos homens usando do seu poder sexual ou a sua beleza,  "escravizando" os pobres dos homens aprisionando-os à sua diabólica natureza, a sua preversão indémica...sim as mulheres são culpadas de atracção e magnetismo sexual, sobretudo dos santos e dos padres que eram obrigados a serem "castos" e a praticar absistência sexual para se manterem puros para o seu deus pai e misógino...nada como comparar as mulheres ao diabo e matá-las...Foi o triunfo da Inquisição: prostitutas, casadas, solteiras ou divorciadas, joevens e maduras e velhas, todas as que tentassem contra  a natureza santa do homem....e  foram perseguidas e queimadas nas fogueiras: milhares e milhares de mulheres em todo o mundo católico foram torturadas e dizimadas pelo fogo...Por um lado talvez os hoemns queiram esquecer esta história macabra, mas por outro ó paradoxo dos paradoxos! é justamente a Igreja católica quem mais se preocupa com as prostitutas e algures está escrito que "das prositutas será o primeiro lugar nos céus"...e eles lá sabem porque. Só pode ser mesmo má consciência, se é que têm outra...  Mas é preciso lembrar  o sacrifício das inocentes...Nenhuma mulher deve esquecer este holocausto bem mais grave do que o dos judeus...
Mas é curioso que sejam os padres e os religiosos quem mais se preocupam ainda em manter as diferenças e os lugares - como os Bordeis e a pornografia - activos e em funcionamento regular...É que precisamos ver caro: sem "a outra"...sem a puta, o casamaneto não funciona;  e eles não têm a santa nem a freira nem a esposa e logo deixam de ter clientela para o pecado...nem para a absolvição.

É preciso não mexer na "mais velha profissão do mundo" pois é ela que mantem em ordem...a ordem patriacal mais velha do mundo...e sem ela essa ordem cai de base...cai toda a sua estrutura. Os homens descobrem que afinal não há diabo nenhum...e que a mulher é a própria Porta do Divino, a Chave que abre o Caminho da salvação, da realização a dois...e que o Amor da Mulher e da Mãe é que é a cura da Humanidade inteira, e o fechar da grande ferida que esta humanidade dividida...
O cessar dos conflitos e da guerra...da divisão do ser e dos sexos, está na Mãe, na Deusa Mãe e no seu poder infinito que rege toda a manifestação.

Assim, o desenvolvimento da alma passa realização e a consciência da Mulher-Mulher, não apenas a maternal por um lado e  a "prostituta" por outro, tal como ela foi dividida, mas passa sim pela mulher sensual e plena que não é apenas sexual nem maternal, mas as duas unidas, e passa pela união dos dois hemisférios, masculino e faminino, do homem e da mulher, mas nunca antes de a Mulher ser elevada à sua grandeza e inteireza original...
O feminino essencial o feminino sagrado são uma e a mesma coisa. Elevar a mulher à sua grandeza inicial implica o fim da prostituição em todas as formas e a libertação da mulher ao jugo do homem e da sociedade. Se quisermos uma sociedade saudável e evoluida só assim é possível construir um mundo onde nasçam seres livres e amantes porque flhos da Grande Mãe e de uma mulher inteira...e não filhos da Puta...

rlp

segunda-feira, abril 23, 2012

O que é ser mulher...


ESTA NÃO É UMA MULHER PELA CERTA...

E SERÁ QUE AS MISSES DE UMA MANEIRA GERAL SÃO "MULHERES" OU TODAS "TRAVESTIS" NASCIDAS COM SEXO DE MULHER?
"A canadiana Jenna Talackova chegou às finais do concurso Miss Universo no mês passado, antes de ser desclassificada por não ter nascido com o sexo feminino. A beldade loira e alta revelou à imprensa que se considerava mulher desde os quatro anos de idade, iniciou um tratamento hormonal aos 14 anos e fez uma cirurgia de redesignação sexual aos 19. A sua desclassificação do concurso levanta a questão do que realmente significa ser uma "Miss".*

A mim o que me surpreende ou espanta mais é que já se não queira equacionar o que é uma Mulher verdadeira e sim saber o que significa ser uma Miss...
Ora eu afirmo, neste caso,  nunca "uma Miss" foi tão bem representada como esta...devia receber o prémio e a distinção Miss Universo especial, mais do que nenhuma outra mulher do mundo! Porque é ela que é afinal a fiel imagem do homem sim, feita a sua imagem e semelhança...Sim, este travesti verdadeiro é que merecia ganhar por ser um Travesti em pessoa, chamem-lhe transexual ou o que quiserem...
Um ser que "iniciou um tratamento hormonal aos 14 anos e fez uma cirurgia de redesignação sexual aos 19" porque se sente mulher AOS 4 ANOS DE IDADE...

Mas alguém sabe afinal o que é uma mulher-mulher?

Não será  o padrão de beleza feminina  apenas um produto do imaginário masculino?
Ou será que a mulher que nós julgamos e vemos como expoente dessa "beleza feminina" aqui essa mulher não é sempre e em todos os casos, na moda e nestes concursos aberrates, apenas um travesti do homem...uma imagem esterotipada, masculinizada, sem nada de mulher, sem ancas, nem coxas, sem barriga, tão longe da mulher real, da mulher ctónica, da mulher que nasce mulher e tem Útero e Ovários... e é gorda e baixa e tem barriga ou não...

Mas que ser humano se define aos 4 anos de idade e porque padrões?

Que sentimentos femininos ou masculinnos existem aos 4 anos numa criança se esta não for já um produto social, se não for já o fruto desta patológica sociedade que confere sentimentos de mulher e de homem às crianças, de pais e mães que as vestem de rosa ou de azul, que as castigam com comportamentos estereotipados, que as obriga a um e ao outro sexo a serem quadrados e de acordo com um aberrante sistema que mantêm os seres humanos prisioneiros das mais  estúpidos modelos de "normalidade"...o menino faz assim e menina faz assado... a menina veste isto e o menino aquilo, o menino pode isto e a menina não pode...
Eu posso admitir que há mais, aparentemente, delicadeza numa menina...mas será que um menino também não pode ser delicado e pacífico? Sim pode...como pode a menina ser mais audaz e mais agressiva...porque isso não altera as qualidades intrínsecas de cada um dos sexos. Mas é esta sociedade de plástico, ridícula e consumista que produz apenas produtos para vender no mercado das suas instituições, meramente mercantis, de troca artificial e de dinheiro.
E porquê se quer tanto saber o sexo do bebé quando nasce e se é menino é uma festa e se é menina é um fiasco em quase todas as culturas e essa é uma constante que se repercute a muitos níveis de favorecimento aos meninos e nem vale a pena ir por aí...e sabemos a quê a menina está condenada, os mães sabem...É óbvio que nos deixamos todos conduzir por estes modelos sem pensar nem originalidade. Somos os carneiros de uma sociedade e de um Sistema que nos aprisiona e destrói a singularidade. Não admira que surjam cada vez mais aberrações e mudanças macabras, em detrimento na verdadeira natureza humana, mas vale antes a pena perguntamo-nos se não... "Será que a vontade de saber essa informação é uma remanescência de uma época em que as mulheres estavam excluídas de uma ampla gama de papéis e posições, sendo-lhes assim negados os privilégios inerentes? É provável que o facto de se eliminarem as situações em que esta pergunta é feita sem uma boa razão, não só facilitaria a vida àqueles que não podem ser encaixados em categorias definidas, mas também ajudaria a reduzir a desigualdade relativamente às mulheres." *

A pergunta está deslocada...porque o autor parte do princípio que às mulheres já não lhes são negados os previlégios...afinal de serem apenas manequins e travestis...?
Mas aqui surge  outra a questão e bem mais importante e que é o ponto de partida das coisas:  é que na realidade, NINGUÉM DEVERIA VIVER REDUZIDO A CATEGORIAS DEFINIDAS SEJAM ELAS QUAIS FOREM e se assim fosse de princípo NÃO HAVERIA TAIS ABERRAÇÕES, NEM DÚVIDAS SOBRE A SEXUALIDADE dos seres humanos PORQUE CADA SER HUMANO SERIA APENAS UM... SER HUMANNO e esta é que a questão essencial e a verdadeira pergunta a fazer. Somos seres humanos e não temos de ter definições sexuais...nem corresponder a estereótipos nem a comportamentos pre-estabelecidos.
Mas estamos tão alienados das questões vitais e importante na nossa vida que já tomamos as consequências das patologias sociais pela sua causa...
Toda a gente esqueceu o que é um Ser Humano, a sua dimensão ontológica, e porque toda a gente se perdeu numa espécie de ratoeira sexual esgota-se a nossa vida por aí  e o que se vive é pura paranóia e correponde ao padrão do comércio sexual que o cinema a moda e os midea tornaram o mundo  e tão só. 

rlp
* referente a artigo publicado num jornal diário

Ps. Será que em algum momento eu pareço estar de acordo com esta "cópia" falsa de uma mulher e a fazer a apologia desta ficção?
Se alguém achar que me pode confundir no que eu expresso como uma defensora de transexuais e gays e as suas mutilações aberrantes, me diga...mas por favor leia de novo e não me acuse...

domingo, abril 22, 2012

...quase não há mais mulheres....



O CULTO DA FEMINILIDADE


"... Mas não basta que a mulher seja igual ao homem: ela deve voltar a ser a verdadeira mulher, que desapareceu. Como e porquê? Louis Pauwels - gostem ou não gostem - disse-nos, em sua
"Conferência imaginária" intitulada:

A MULHER É RARA 

"O problema é que quase não há mais mulheres. Sustento que as mulheres desapareceram, que houve uma catástrofe, que a raça das mulheres foi dispersada, aniquilada sobe os nossos próprios olhos, que não puderam ver.
Senhores, a mulher, a descendente do paleolítico e do neolítico, a nossa fêmea e nossa deusa, o ser que chamaria de mulher do homem, e que já não sabemos o que é, foi perseguida, atingida em seu corpo físico e em seu corpo mental, e devolvida ao nada!"

"Senhores, o ser que chamamos de mulher não é A mulher. É uma degenerescência, uma cópia. A essência não está aí, nossa alegria e nossa salvação não estão aí"...Chamamos mulheres a seres que dela não têm senão a aparência, tomamos em nossos braços imitações de uma espécie inteiramente ou quase destruída."
(…)
Mas examinemos esse crime. Extermínio físico em fogueiras: evocarei as centenas de milhares de mulheres, chamadas de bruxas e queimadas como tais, e os outros milhões de mulheres vencidas e transformadas pelo medo.
(...)
Extermínio pela propaganda, arma mais certeira que todas as outras...Guerra revolucionária empreendida pela Cavalaria contra a mulher verdadeira a favor de um novo ídolo. E enfim num plano mais amplo, mais misterioso e concomitante, mutação decadente da espécie. De tal forma que o ser fêmeo autêntico foi substituído por um ser diferente. "

in TANTRA - O CULTO DA FEMININLIDADE - de André Van Lysebeth

sexta-feira, abril 20, 2012

CHEGOU A HORA...

"Não se esqueçam de que os seres femininos, literalmente, trazem vida ao planeta pois a vida sai do corpo feminino."


CIÊNCIA OU FICÇÃO?


 "A energia nos homens está estagnada porque sobe do primeiro para o segundo chakra e pára. O centro do sentimento na vibração masculina não foi activado. Faz parte da experiência dos últimos quatro a cinco mil anos. A energia feminina, que sente, traz vida ao planeta e representa a criatividade, entrou em estado de submissão para dar oportunidade à vibração masculina, que não possui senti­mento, de governar o mundo. Nós queremos que vocês enxerguem a cena global. Buscamos movimentos de consciência.

A energia feminina, portadora da magia e da intuição, concordou em abdicar dessas qualidades - energia feminina significando não apenas os se­res fisicamente femininos, mas a consciência feminina. Diver­sas culturas nativas que viveram na Terra e conheciam a vida possuíam características predominantemente femininas. Não se esqueçam de que os seres femininos, literalmente, trazem vida ao planeta pois a vida sai do corpo feminino. Os seres femininos, portanto, são portadores de sentimentos, porque não se pode trazer vida ao planeta e não sentir - a não ser que você participe do movimento patriarcal que cria drogas para embotar os sentimentos. Quem não consegue sentir a vida, não lhe dá valor.

Quando você sente a vida, participa da criação e traz uma vida ao mundo, lhe dá um valor muito maior porque a conheceu. O movimento patriarcal nos últimos cinco mil anos afastou-se completamente do processo do nascimento para poder dedicar-se ao desenvolvimento de armas e ao contínuo aniquilamento dos seres humanos. O bloqueio da energia nos homens foi propositada; em geral está estagnada no segundo chakra, ou no pênis. As mulheres estão com um "nó na gar­ganta" porque concordaram, há quatro ou cinco mil anos, man­ter silêncio acerca da magia e da intuição que representavam e conheciam como parte da chama gémea. A chama gêmea con­siste na energia masculina e feminina coexistindo num só cor­po, quer seja ele fisicamente masculino ou feminino.

A sociedade patriarcal tem sido governada pelo aspecto masculino do Eu. Vocês todos experimentaram, através da consciência, e aprenderam o que funcionaria melhor, prepa­rando-se para a época em que as chamas, juntas, irão acender­se no vosso corpo. Neste momento, a chama gémea não mais será procurada como um parceiro fora do Eu, mas compreen­dida como a integração dos Eus feminino e masculino e o amadurecimento de tudo aquilo que o Eu já realizou. Depois que tiverem integrado as energias feminina e masculina dentro de vocês e activado a chama gémea, irão procurar uma pessoa que também esteja completa, não alguém que preencha uma ne­cessidade vossa, ou vice-versa.

Durante este período de mudança, será necessário que as mulheres desatem o "nó da garganta" e se permitam falar. Chegou a hora. Para os homens, o desafio consiste em com­preender as mulheres e sentir. Devem deixar que o sentimento entre na expressão da vossa sexualidade e dos vossos relacio­namentos. Muitos homens estão atravessando um período de grande dificuldade em relação às mulheres. É verdade. O que estamos sugerindo à vibração masculina - e isso vale também para as mulheres, quando operam seu aspecto masculino - é que deixem o sentimento entrar na área da sexua­lidade. Sintam a amplitude da emoção e não apenas a sexuali­dade física, o estímulo localizado.

Existe um estímulo emocio­nal que necessita de um compromisso emocional e de uma confiança emocional. No campo electromagnético, este estímu­lo emocional vai abrir uma frequência dentro de vocês. Esta frequência, que a sexualidade representa, é um remanescente da vossa divindade. Os homens fecharam o seu centro do sentimento para serem os comandantes do planeta. Foram capazes de guerrear, matar e dominar o planeta por terem fechado este chakra do sentimento. E as mulheres concordaram em fechar o chakra da laringe, o centro da fala, para que os homens tivessem a oportunidade de comandar o sistema.

Tudo isso agora está chegando a um ponto de equilíbrio, de estabilização, de equalização. As mulheres começaram a abrir sua garganta há cerca de trinta anos, passando a ter a oportunidade de falar sempre. O problema é que muitas mulheres acabaram fechando o centro do sentimento ao abrirem o da fala. Começaram a parecer homens. É necessário equi­líbrio. A mulher agora está sentindo a necessidade de despertar o princípio feminino dentro dela. Vive num corpo feminino e controla o uso da vibração masculina no seu interior.

Saiu para o mundo, sente-se poderosa. Pode andar pelas ruas sem um véu a esconder-lhe o rosto e decidir se deseja, ou não, se casar. É dona de si. É responsável por suas próprias decisões. Está começando a se tornar mais suave, despertando seu lado fe­minino que a nutre e vitaliza. Ao se tornar inteira, com suas porções masculina e feminina, e se permitir vivenciar o DNA evoluído, ela transmite uma frequência. E esta será a frequência predominante no planeta. É inevitável que os homens abram o centro do sentimento. É o próximo passo que precisam dar para estabelecer o equilíbrio com as mulheres. Isto vai acontecer muito depressa para os homens.

(...) 

In Mensageiros do Amanhecer – Barbara Marciniake
IN pISTAS DO cAMINHO

AS DOENÇAS TERMINAIS



SÃO DOENÇAS CÓSMICAS OU INICÁTICAS


“Sabendo que existem quatro grandes famílias de doenças cósmicas, definimos categorias de exercícios e de actividades a iniciar entre os pacientes atingidos por essas doenças quando provocamos neles a fase de renovação capaz de os levar a uma cura.”*

As doenças terminais, como a Sida o Cancro, a Esclerose em placas e  (?) assim consideradas  segundo Etieene Guillé, significam na vida do indivíduo uma oportunidade de Renovação do ser humano que sofre a doença por não estar a viver em consonância com o seu verdadeiro ser, ou o seu Self e a doença é pois a possibilidade de acesso “forçado” à transcendência…Para este  cientista e espiritualista e escritor, as doenças terminais são uma emergência da Consciência e uma chance para o individuo em causa evoluir  num sentido espiritual e cósmico. E portanto, no caso da manifestação de uma dessas doenças, para haver uma cura tem de haver uma renovação, e para isso é necessário haver uma mudança radical na vida do ser…de concepção de vida e de vivências…   

Diz ele:

“Quando se trata de pacientes atingidos por doenças cósmicas, é fácil compreender que, por causa do seu estado, eles estão prontos a mudar totalmente o curso da sua vida se se conseguirem curar. Mas quantos sabem realmente que é obrigatório mudar o curso das suas vidas para terem verdadeiramente uma chance de cura? Quantos querem curar-se sem mudar nada e atirando sistematicamente em geral e em particular a culpa para os outros?"

(…)

 NÃO HÁ CURA SEM RENOVAÇÃO DO SER...

Essa fase de renovação é sempre um processo de consciencialização do ser em si e da sua existência como um todo indivisível, corpo alma e espírito. Sendo que as pessoas que sofrem dessas doenças, normalmente vivem na superfície do seu ser, apenas no plano físico e mental ou enterradas no materialismo ou ainda em negação do seu ser VERDADEIRO, ou o mais comum EM CONFLITO PERMANENTE ENTRE O SEU INTERIOR E O SEU EXTERIOR. Vivem em compromisso com as normas da sociedade, da família, do "bom nome", da sua ambição pessoal à qual sacrificam tudo ou de preconceitos religiosos, medos etc., que os oprimem e traiem de alguma maneira a sua verdadeira natureza íntima, seja sendo muito "boas" pessoas, seja sendo muito más…elas podem viver apenas  para a sua profissão, carreira ou família, em detrimento das sua própria vida pessoal íntima e interior que sacrificam toda a vida a uma imagem ou a um ego...

No caso das mulheres quanto a mim, as mais atingidas, tem a ver maioritariamente com a sua cisão interna e com a negação da sua sombra, a parte da mulher que foi negada, seja ela qual for, uma vez que a mulher é forçada a viver toda a vida só um aspecto de si, (a esposa ou a "outra") e tem sempre uma zona de não expressão, uma instintividade, digamos, ou emocionalidade reprimidas, vivendo em conflito permanente com a sua natureza profunda…quer disso tenha consciência ou não, seja ela culta ou ignorante.

O drama da mulher tem sido sempre o viver uma existência parcial em relação ao seu ser profundo mais do que o homem a quem não é negada a sua identidade e individualidade à partida…No caso da mulher ela é sempre cindida em duas dentro de si e fora…ora é uma, ora é outra, á escolha do “freguês” que pode ser o pai que a molda a sua imagem o marido ou o amante…

Isto é duro de aceitar e ainda mais de discernir. Mas é uma realidade bem camuflada pela aparência das coisas da cultura e dos costumes…
Quem quiser ver que veja quem não quiser não veja…

RLP

"Existe uma frase de Dom Juan, citado por Castanheda, que é terrível. Ele diz que a maior parte dos seres passa a vida a morrer.

Não “morrer por morrer”, mas uma existência que é apenas envelhecimento."*

* In O Homem entre o Céu e a terra
Etiene Guillé

quinta-feira, abril 19, 2012

Quem criou a separação entre homens e mulheres?


Quem está certo e quem está errado?
(...)

A sensação de que lhes falta algo para se tornarem inteiros os fez criar uma situação de separação tal que parece exterior a vocês. O vosso drama equipara-se à relação de um homem muito for­te contra uma mulher muito forte. Quem será a vítima? Quem está certo e quem está errado? O que este drama interior signi­fica realmente? Que espelho exterior é esse, que reflete o que se passa em seu interior? Para acessar a multidimensionalidade é necessário a fu­são do masculino e feminino.

A separação, a luta entre homens e mulheres que se arrasta há milhares de anos não pode barrá­-los. Quem criou a separação entre homens e mulheres? Os deuses criadores estabeleceram este paradigma e instigaram tais frequências de várias formas. A história da separação serviu-­lhes muito bem, pois criou a destruição almejada. As vibrações masculinas chegaram ao poder recente­mente, há cerca de cinco mil anos. Para se identificar, provocaram a dissociação total e completa de tudo o que estava no poder: o matriarcado e as mulheres. As mulheres operam tradicionalmente através dos níveis da intuição e do sentimento.

 Os homens também eram portadores de intuição e sentimento em diversas épocas, mas nesta recente separação perderam tais qualidades. Houve um grande cisma, que desencadeou um tremendo conflito entre homens e mulheres. Foi provocado pelos deuses criadores que dominaram o planeta e invadiram a realidade - alimentando-se, mantendo-se vivos, executando suas funções e nutrindo-se do desequilíbrio emocional. Este planeta foi sujeito a todas as espécies de planos e atividades projetados para criar um desequilíbrio emocional cada vez maior.

Quanto maior o número de pessoas envolvi­das nestas atividades, maior o potencial para o desequilíbrio emocional. Vocês se comprometeram a destruir esse paradigma, e para isso, é necessário mudar muitas das estruturas separatistas que foram estabelecidas. Toda e qualquer separação - entre homem e mulher, brancos e negros, orientais e caucasianos - tem de ser mudada. Como membros da Família da Luz, vieram a este planeta com o propósito de se inserirem em situações arquetípicas.

(…)

Bárbara Marciniak, Mensageiros do Amanhecer



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quarta-feira, abril 18, 2012

A especulação mediática é um cancro em si mesmo




OS ANJOS NÃO TÊM SEXO?

"Poucos dias antes de completar 40 anos, a alemã Uta Melle ganhou um presente de grego. Soube que teria de extirpar os dois seios, por conta de um câncer de mama.
Logo veio a dúvida: "Será que vou deixar de ser sexy?". Teve certeza que não ao consultar o marido, um publicitário bem-sucedido que a presenteou com um quadro de uma guerreira amazona que cortara o próprio peito para usar melhor o arco e a flecha.
Animada com o desenho, Uta partiu para um projeto singular: fotografar mulheres com histórias semelhantes. O trabalho rendeu um livro de arte e a exposição fotográfica "Amazonas". São mulheres nuas, e a ideia é incomodar.”
(…)

INCOMODAR  QUEM?

Ao ler este texto não posso deixar de me insurgir pela questão ou como a questão é posta, como se para a mulher a sua integridade ou a sua inteireza passasse por ser sexy…Diria mesmo que esta doença que ataca as mulheres pelos seios e os úteros de forma implacável não seja senão em razão da sua alienação do corpo emocional ferido da mulher e da falta de sentido de vida mais profundo de uma mulher. Temo que a doença não seja mais do que o resultado deste aviltante tratamento das mulheres que vivem e aceitam viver como objectos sexuais e na base de uma imagem sensual, uma beleza estereotipada, ao Servico do imaginário masculino e das grandes empresas mediáticas e publicitários. Ou não fosse o marido da dita modelo ou actriz deixar de a usar mesmo mutilada e em função de uma moda e de um mundo que consome a mulher imagem como um produto e que neste caso pretende aparentemente “incomodar” sem se perceber a quem. De quem é a culpa afinal desta doença tão fatal estar a recair sobre as mulheres de forma tão drástica? E estas mulheres são amazonas de quê? Ela vai usar melhor o arco e as flechas para quê?

Com quem é que elas estão em guerra?
Uma mulher sem seios que ainda é bela?
E o que é que esta imagem angélica sugere?
Uma mulher que não tem sexo?
Uma mulher que apesar de mutilada continua sexy?
Ou apenas alienada de si mesma?

Eu não concordo nem partilho desta ideia comum, nem alinho com a promoção sexy da doença, nem com a publicidade da mutilação...A Mulher não é apenas o seu corpo nem o seu sexo e os seus seios; não devia ser apenas a beleza o garante da sua pessoa ou apenas a sua aparência a contar, mas sim a sua integralidade...
Para mim esta não é uma maneira de combater o cancro...mas uma maneira de continuar a alienar a mulher da sua essência...ao basear a sua sensualidade numa ideia estereotipada de beleza...e a perpetuar o conceito de beleza física e a exposição do seu corpo para consumo e venda de produtos mediáticos à custa da sua doença e sofrimento camuflado.

A especulação mediática é um cancro em si mesmo e mais grave do que qualquer outro, pois é ele que está na origem do verdadeiro câncer que aflige as mulheres em todo o mundo. É a alienação do SER MULHER em si e a sua integralidade que é a causa da maioria das doenças da mulher. É a sua cisão interna, a sua divisão e fragmentação como pessoa, que a adoece e faz vítimas de todas as doenças. Especular sobre esta mutilação é insano e repulsivo.

Promover e vender as imagens de mulheres mutiladas é tão escabroso como a doença que as não poupa…e o que estas e outras mulheres deviam fazer era tomar consciência das causas do cancro e não salvaguardar de forma alienante as suas consequências.

RLP
PORQUE ...

“Toda a abordagem (da doença ou da vida) é demasiado masculina, demasiado controladora, demasiado agressiva, demasiado invasiva.”

 “O que se agita em mim é a emergência de um novo padrão de referências pelo qual posso escolher aquilo que faço.”*

 * Treya - In GRAÇA E CORAGEM de KEN WILLBER

ADENDA

O Cancro do Útero ou dos ovários e seios, e os "seus riscos" e perigos vêm de uma estrutura social que desde o início de vida desvaloriza e reprime as mulheres na sua natureza intrínseca. Um sistema que as ataca sistematicamente em todas as frentes com químicos para consumo e uso aleatório do seu corpo e do seu sexo! O cancro é consequência de uma vida vivida só de um lado, só material, masculina, na negação da essência feminina. Na negação do seu valor como mulher inteira e integral...
O cancro é uma doença iniciática que ataca as mulheres no seu centro, no âmago da sua negação. O Útero é o orgão da voz negada às mulheres. A Força das Mulheres está no Útero. E porque a mulher é desvalorizada e a sua vida mais profunda não vivida, ou vive em conflito permanente, a sua verdadeira VOZ de dentro apagada,  ela sofre de doenças degenerativas com mais intensidade do que os homens.

O Útero é para a mulher a sua força vital, a coragem de ser e de falar, assim, como se diz vulgarmente que a força dos homens está nos seus testículos (vulgo: "tomates"...), a força da mulher está no Útero e ovários que os médicos lhe arrancam (ou as seios)  tantas vezes sem qualquer incómodo e mesmo sem risco maior, só por  prevenção…

rlp

A MULHER INTEGRAL





UM BELO E GRATIFICANTE COMENTÁRIO DE UMA LEITORA DE MULHERES & DEUSAS

Arielle deixou um novo comentário na sua mensagem

"SÓ O AMOR PLENO É A CHAVE":

Obrigada. Instintivamente, por assim dizer, eu não aceito... não aceito para mim os relacionamentos comuns, o "ato sexual" comum, a sexualidade comum... passei muitos anos me perguntando por que eu não conseguia aceitar ou entender as mulheres a minha volta "caçando" homens em festas, nunca entendi por que isso era absolutamente necessário para o que elas chamavam de "diversão", ou por que eu sempre esperei muito mais que isso... mais que amor, mais que desejo, eu sempre procurei um respeito e entendimento mútuos, um tipo de ligação alquímica, conexão, cumplicidade de alma, por assim dizer... algo que me conectasse ainda mais mim mesma, amplificasse minha percepção dos fluxos de energia que já sinto a minha volta, ou qualquer coisa que transcendesse a mecanicidade com que o sexo é tratado hoje... parece sujo (sendo simplista). Não acho serei capaz de entender as mulheres cegas da própria escravidão causada pelo que chamam de 'sexualidade', seja com um marido ou 'à procura' de um homem... limitar a sexualidade da mulher ao que o homem a proporciona, tirar seu significado, é um erro tremendo das sociedades patriarcais, que não parecem sentir a energia a sua volta ou os fluxos dela... não entendem o pulsar sereno que a Deusa pôs em todos nós, não para que o 'aliviassem' em um clímax, mas para que se conectassem a Ela através de uma percepção mais aguçada, de um olhar mais atento, de uma pele mais receptiva... meu mundo é minha sexualidade, eu sou meu sexo (feminino) e isso envolve cada área de minha vida - meu modo de conhecer o mundo, meu modo de sentir, meu modo de agir, de pensar... eu concordo com absolutamente tudo que a senhora disse, mas achei essa - "eu concordo" - uma resposta muito pequena ao esforço que a senhora fez para responder minhas perguntas, por isso acredito que esse relato seja um feedback mais adequado... mais uma vez, muito obrigada, Rosa. Creio que, mesmo sem que existam os comentários que desejava - sei que isso a incomoda - sua mensagem está sendo espalhada. O que você escreve me toca além da mente, de forma que a cada palavra que leio, sinto minha alma dando uma gargalhada gostosa dentro de mim, desabrochando do casulo em que a coloquei no esforço de me 'adequar', e me sinto mais mulher, mais livre, mais eu mesma. Sei que já disse isso, mas não custa repetir: obrigada. ...


OBRIGADA A TODAS QUE AQUI ESTÃO...

As vezes parece que estou só ou a falar sozinha…e sinto-me só na minha visão singular da questão do feminino essencial; sei que tenho uma visão muito particular e difícil de integrar...Esta questão tão precisa que eu foco ao longo dos meus textos nunca a encontrei expressa em nenhum livro lido, em mais nenhuma abordagem do Feminino Sagrado, digo a feminilidade essencial na busca da MULHER INTEGRAL, mas todos os livros e pesquisas foram um acréscimo e uma mais-valia para a minha compreensão da cisão da mulher. É essa cisão, expressa na separação da Mulher em duas espécies de mulheres – sem essa cisão interior que afecta todas as mulheres a nível psíquico e emocional, seria incompreensível e inaceitável a prostituição da Mulher - o que a afecta profundamente e fere de morte a natureza intrínseca do feminino e a Terra Mãe; porque o Homem fez à Mulher o que faz à Natureza e aos animais…Viola, mata e destrói….

O meu caminho tem sido complicado, a minha “luta” não tem tido nem terá reconhecimento público por esta questão ser além de incómoda para as próprias mulheres, é profundamente revolucionária…sim, tenho a certeza disso: se as mulheres compreendessem a fundo a sua cisão e integrassem a natureza profunda do seu ser o mundo mudaria rapidamente, mas é na mulher e nessa cisão que o mundo que oprime os seres humanos e animais se baseia para manter o controlo e exploração, não digo do homem pelo homem, mas mais propriamente da mulher pelo Homem… incluindo na linguagem que a ignora enquanto ente…e até há mulheres que são mais homens que mulheres e que me consideram pela minha postura de androfóbica…
Não, não sou androfóbica...nem odeio os homens...Apenas me ocupo de uma realidade que é a divisão das mulheres dentro de si mesmas. Aos homens falta-lhes a dimensão do feminino, é certo, não o podendo integrar sem que a Mulher seja una, mas isso é porque eles dividiram a mulher em duas espécies e não têm um espelho do verdadeiro feminino integral na mulher. Eles estão divididos entre as duas mulheres...a mãe e a amante, a esposa e a puta...ora querem uma, ora querem a "outra", ora querem as duas e distintas mulheres e não A MULHER em uma só. Essa separação foi feita pelos homens não pelas mulheres...
Seja como for compete-me a mim trabalhar com  a consciência do meu ser feminino e não com o meu lado masculino. Independentemente da consequente união dos polos opostos complementares no processo idividual de cada ser, à partida cada um tem de trabalhar sobre o seu ser e não sobre o seu oposto mesmo sendo complementar, pois  esse é outro aspecto da questão, diria o passo seguinte.

Sim, não é fácil de discernir toda esta questão do ser mulher ou homem do SER EM SI, e por isso não tem sido nada fácil, nem reconhecido, o meu trabalho, ou os meus livros…que incidem exclusivamente sobre a questão essencial da mulher; mas quando leio um depoimento destes sobre a minha teimosia em dizer aquilo que realmente sinto e a persistir nesta mesma linha, ser fiel de corpo e alma a este foco-visão e a mim mesma, sinto-me profundamente recompensada por todos os momentos de descrédito, de solidão ou de desânimo.

Tenho recebido ao longo destes anos, desde que comecei este trabalho, os mais variados e estimulantes apoios das minhas leitoras e amigas, mas há sempre um ou outro que vem mesmo a calhar e no momento certo e é salvação para a minha falta de ânimo. Ontem foi mais uma vez o caso e aconteceu com este comentário...que acabei de publicar…

Não busco cumprimentos, nem espero elogios, mas só posso ficar feliz e congratular-me quando me dizem:

"O que você escreve me toca além da mente, de forma que a cada palavra que leio, sinto minha alma dando uma gargalhada gostosa dentro de mim, desabrochando do casulo em que a coloquei no esforço de me 'adequar', e me sinto mais mulher, mais livre, mais eu mesma. Sei que já disse isso, mas não custa repetir: obrigada."

É com isto que a minha alma vibra e por isso estes testemunhos valem por todos os esforços e todas as dores de parto de uma verdade que tarda em chegar para todas nós ou até mesmo o simples reconhecimento deste caminho...em que mais ninguém por vezes parece querer seguir ou sequer entender…

Obrigada Arielle pelo seu estímulo e pela sua postura enquanto mulher porque é isso que me dá força e coragem para continuar a acreditar que é possível um dia a Mulher ser A MULHER.

rlp

terça-feira, abril 17, 2012

DE QUE DEUSA FALAMOS NÓS...

DE QUE MULHER FALAMOS NÓS...



NÃO, NÃO ERAM "PROSTITUTAS SAGRADAS",
MAS MULHERES CONSAGRADAS!

A Espiritualidade, em geral e como vimos no texto em baixo, mesmo abordada por um autor de grande integridade, pode falar da Deusa como Nossa Senhora quando muito, Maria, a Mãe imaculada…e Maria Madalena como prostituta…arrependida, mas esse aspecto do feminino cindido é-lhes ainda alheio...Eles não conseguem perceber essa cisão da mulher em duas e quase todos eles vêm a prostituição como uma realidade necessária e endémica – e é-o, ao sistema falocrático e patriarcal e não a natureza da mulher - nem perceber que aconteceu uma disfunção do ser mulher inteira ao separar-se a maternidade da sexualidade e portanto isso continua um certo tabu. Inclusive continuam a falar da "Prostitutas Sagradas" referindo-se erroneamente às sacerdotisas da Deusa Mãe que na antiguidade eram servas da Deusa e estavam ao seu serviço e não se vendiam, sendo as iniciadoras do homem ao amor terreno e divino, cumprindo uma função também sagrada, sendo uma dádiva da Deusa aos homens e não um comércio como hoje nos querem fazer crer a partir de uma visão deturpada pelo catolicismo e a mentalidade preconceituosa e misógina contra a sexualidade e as mulheres dentro da Igreja de Roma e outras religiões como a muçulmana.

Nessa antiguidade remota e tão mal compreendida, talvez matriarcal, ou pelo menos em que a função do feminino da deusa eram DIGNIFICADAS, as jovens das classes mais elevadas e não só, depois de aprenderem elas mesmas com as outras sacerdotisas mais velhas as  artes de amar, cumpriam um tempo de serviço nos templos para serem iniciadoras dos homens ao amor da Deusa e da ligação da Terra ao Cosmos, para que estes tivessem em si a consciência da sua manifestação plena. Os homens por sua vez deveriam fazer uma OFERENDA AO TEMPLO em sinal de retribuição á Deusa, uma oferta simbólica, e não como uma forma de pagamento à mulher e ao Templo.   

Houve mais tarde um aproveitamento por parte do sistema patriarcal, corrompendo a tradição milenar, que se aproveitaram dessas mulheres e templos, como na Índia, com as invasões arianas, e começou por todo o mundo a haver lugares de prostituição chamados lupanares ou bordeis nos nossos dias. Aconteceu também no Japão e na China com as gueixas etc. e consequentemente a subordinação e exploração sexual das mulheres começou aí, não sendo mais uma oferenda à Deusa, mas uma venda  aos homens.

Assim muitas vezes, e nos nossos dias, há autores que associam essa adoração da Deusa, e iniciação ao seu amor, à prostituição em que os próprios padres e proxenetas tornaram o sexo profano e a mulher promíscua e pecadora, impedida de falar nas igrejas e proibidas de entrar nelas quando menstruadas. Eles falam referindo-se a Maria Madalena e a essas sacerdotisas como prostitutas sagradas - sem perceber esse paradoxo e esse dano feito à mulher...porque o seu ponto de vista é sempre masculino e de acordo com a sua necessidade...eles homens vêm a prostituição como uma forma natural de o homem não iniciado, neste caso, poder ter relações sexuais primárias, ou de satisfazer necessidades básicas, sem perceber que a mulher está a ser usada pela sua compulsão...sim, eles nunca vêm a Mulher total...continuam a dividir a mulher em esposa e amiga e santa...companheira  etc., e a “outra” que sempre  a puta é uma...necessidade ao serviço das pulsões sexuais do masculino e não do feminino. A mulher nunca foi para aí chamada. O seu prazer nunca esteve em causa. Isso eles não vêm...mesmo os mais bem-intencionados!

Cabe a nós mulheres esclarecê-los e ao mesmo tempo trabalhar pela nossa integridade, pela união das duas mulheres…que é e sempre foi uma só.

RLP

Adenda:

Gostaria só de acrescentar que o Serviço das mulheres nos Templos da Deusa como sacerdotisas do Amor e da Vida seria sem dúvida um muito mais elevado, muito mais digno e dignificante serviço à Humanidade do que fazer Serviço Militar e aprender a matar o próximo…e o inimigo, em vez de amar a Terra e a Mulher como igual…E essa é a diferença fundamental entre matriarcado e patriarcado… As mulheres vertem o sangue da vida, os homens vertem o sangue da morte… Os homens ensinam os homens a matar e as mulheres ensinam os homens a amar.
Esta divisão milenar mantem o mundo em guerra. A  elevação do feminino e a união dos dois hemisférios beneficiará a Humanidade inteira, mas para isso a mulher tem de ter consciência da sua cisão interna.

segunda-feira, abril 16, 2012

O QUE É O FEMININO E O MASCULINO


A REALIDADE DO LÓBULO ESQUERDO E DIREITO DO CÉREBRO



Quando da Queda da nossa humanidade,  enquanto seres humanos, fomos divididos cada um dos dois componentes da nossa espécie, em duas funções distintas e complementares que se manifestam cerebralmente através do lóbulo direito e do lóbulo esquerdo do nosso cérebro. Segundo o autor Drunvalo M. unidos esses componentes, não corresponderiam ao macho nem à fêmea, no entanto a meu ver, o lóbulo direito corresponderia naturalmente à mulher e o esquerdo ao homem, sendo cada um o representante da parte que lhe corresponde e como facilmente podemos ver ao longo dos milénios e da cultura em geral, o lado masculino superiorizou-se e dominou  o mundo que esteve debaixo da sua manifestação exclusiva, sendo o lado feminino e as mulheres reprimidas pela manifestação dos seus aspectos e disso não nos restam quaisquer dúvidas.

Assim é mais fácil perceber onde começou a cisão da mulher em si mesma e a separação  entre os dois seres da nossa espécie, homem e mulher. Impedida a mulher de Ser ela mesma e masculinizada, forçada a usar também o lóbulo esquerdo quase exclusivamente era simultaneamente ridicularizada pelas suas visões intuições e alta emocionalidade. Foi inclusive perseguida pelas religiões por manifestar o dom da visão interior e a sua intuição, percepção do absoluto em si, a sua capacidade de sítese. Isto aconteceu durante séculos…e ainda está a acontecer e não sei porquê os autores ou mentores espirituais raramente se apercebem deste facto. Continuam a branquear a questão do Feminino essencial e a ignorar essa cisão ou divisão da mulher...

Para o autor Drunvalo  M. “O lóbulo direito, que controla o lado esquerdo do corpo, constitui o nosso aspecto feminino, mas enquanto unidos não seriam em realidade nem machos nem fêmea. Trata-se simplesmente do nosso composto psíquico e emocional.”
O autor diz tratar-se no nosso composto psiquico e emocional, referindo-se ao homem e a si na medida em que é ele que filtra a experiência, mas não se   apercebe que no caso da mulher ela seja essencialemnte esse composto...Este ponto de vista é claramente masculino e o autor nem se dá conta…e continua, falando do feminino (no homem): ”Este composto conhece a verdade e sabe que não há senão um Deus e que a unidade é tudo o que existe. Este aspecto de nós mesmos não pode ser muito bem explicado, mas ele sabe intuitivamente o que é a verdade a propósito de tudo. Por consequência, poucos problemas surgem a partir do nosso componente feminino.” O autor faz esta afirmação e reforça a ideia  do masculino como sendo o lado do problema…sem nunca referir a mulher neste caso como fonte de concórdia..  

Diz ele: “O problema reside no lóbulo esquerdo do cérebro – nosso componente masculino. Dada a natural orientação do lóbulo esquerdo, que não é mais do que o reflexo inverso do lóbulo direito - o seu componente lógico aponta para a frente (domina em vantagem), enquanto no lóbulo direito, este componente lógico está em retracção (domina menos). O lóbulo esquerdo não faz a experiência da unidade quando observa a realidade ambiente; ele não vê pelo contrário senão divisão e separação. Eis porque o nosso aspecto masculino tem tanta dificuldade aqui em baixo. Os nossos livros sagrados, tal como o Corão e a Bíblia judaica ou cristã, eles mesmos classificaram tudo em termos de personagens e elementos variados que se opõem uns aos outros. O lóbulo esquerdo concebe que Deus existe mas também há o diabo – que não é talvez tão forte como Deus mas, que exerce uma enorme influência. Por consequência deus ele mesmo é um ser duplo, um ser no seio do qual residem as forças opostas de bem e de mal.
(…)
O espírito humano fica então preso neste dualismo e continua a sentir este sentimento de separação que o impede de fazer a experiência da unidade absoluta e de funcionar com o seu potencial máximo, até que seja capaz de ver a unidade que, tal como um fio de ouro, passa através de tudo, o que o fará realizar sem a sombra de dúvida, que uma só força, um só espírito, uma só consciência impregna absolutamente tudo na vida.”
(…)
Agora passamos para a questão mais relevante em que o autor cita como usuários do hemisfério direito os homens sensíveis e não refere sequer as mulheres, naturalmente…como a parte da humanidade que representa à partida o hemisfério direito...

Aqueles que de entre vós, utilizam principalmente o lóbulo direito do cérebro (os artistas, os intuitivos, os corações amantes, etc.) poderão sentir-se inclinados a saltar estas páginas de explicações intelectuais, que geralmente fazem as delícias do lóbulo esquerdo. No entanto é importantíssimo que tenham isto em conta porque é graças a um certo equilíbrio entre intelecto e intuição, entre os lóbulos esquerdo e direito do cérebro, que a saúde espiritual ocorre.
Quando o lóbulo esquerdo se apercebe da unidade absoluta que existe verdadeiramente em tudo e em todo o lado na vida, ele começa a relaxar e o corpo caloso (verdadeira ponte de fibras entre os dois hemisférios do cérebro) abre-se de uma nova maneira, permitindo assim a integração dos dois lóbulos. Este verdadeiro traço de união entre os lóbulos esquerdo e direito do cérebro aumenta e um rio de informação começa a passar de um ao outro.
(…)
Esta acção, por seu lado, activa a glândula pineal de uma forma diferente e a reactivação do corpo de luz MER-KA-BA torna-se possível durante a meditação. A partir desse momento, o processo inteiro de regeneração e de cura pode desencadear-se e nós podemos recuperar a nossa capacidade de nos ligarmos a níveis de consciência mais elevado. Tal é o processo de crescimento.”*

* in Drunvalo Melchizedeke - in L'ancien secret de la Fleur de Vie - tome I


Como acabamos de ler connfirma-se que mesmo os homens espirituais mais lúcidos continuam incapazes de pensar nos termos daquilo que foi a negação da mulher feita pelo patriarcado, nomeadamente no Corão e na Bíblia e a sua visão dualista de deus e de como a mulher acarretou com a culpa do pecado - por eles verem a vida com um só hemisfério, o masculino - e  que a ausência do hemisfério feminino  no mundo ou seja, a não activação e uso do lóbulo direito, pela sistematica negação da intuição e emoção do feminino na mulherao longo dos séculos, se reflectiu no mundo de forma desastrosa e trouxe a humanidade os piores acontecimentos e condições de vida, violências e atrasos, e lutas sem fim…Basta olhar para o quadro mundial e ver os efeitos do excesso de lógica e de poder racional sobre a natureza...

Agora o grande problema da mulher dos nossos dias é conseguir reencontrar essa verdadeira mulher dentro de si mesma e usar o seu lóbulo direito para enfim equilibrar a sua própria natureza e resgatar a fundo a sua natureza, e usar a sua essência primeira. Este é um trabalho que não podemos ignorar pois senão continuaremos a deixar o lóbulo esquerdo a funcionar e a nossa submissão aos homens e ao seu controlo também que como vimos está activo nas religiões que nos circundam e em que ainda acreditamos…
 rlp

ADENDA

Enquanto a mulher se projectar no homem ou no mestre em busca da sua espiritualidade ou complementaridade, a mulher não pode encontrar-se a si mesma enquanto ser total. Por mais que a mulher julgue, tal como foi induzida epla religião e cultura, a procurar a sua totalidade no homem, seja como amante seja como mãe, ou pela complementarização dos opostos, enquanto usar o intelecto, a razão e o conhecimento do masculino,  ela não se encontrará integralemnte  a si mesma.

Como vimos, usando o hemisfério direito, a visão global das coisas, sendo ela a mulher integral ela não depende do homem para SER.

A mulher tem em si mesma o potencial e a qualidade que lhe é inata de se reconstruir e ser em si sem precisar de ser iniciada porque ela é iniciada por natureza e esse facto deu-lhe de alguma forma a vantagem de poder ser sem depender do homem. E foi essa vantagem da mulher como contentor do homem desde que nasce que a superiorizou aos seus olhos e este não suportando esse facto, o de ser o contido, tentou e conseguiu dividi-la e desvalorizá-la enquanto ser humano, reduzindo-a a duas metades de si – a prostituição e o casamento são as formas de dividir a mulher em dois tipos de funções separadas, desligando a sexualidade do afecto e o afecto da sexualidade - e assim pode sem qualquer problema controlar e dominar a mulher e a própria natureza mãe. Caso isso não tivesse acontecido a Mulher não teria permitido ao homem a sua usurpação de poderes nem de violência sobre o mundo e a natureza, as mulheres, os animais e as crianças.

rosaleonorpedro