sexta-feira, janeiro 25, 2013

"COISAS DE MULHERES"

 
A MULHER QUE NÃO FOMOS E PODIAMOS TER SIDO

ESTÁ NA ORIGEM DE TODOS OS NOSSOS MALES...



Isto pode parecer cruel...e acusatório, mas não é...pois é através da consciência das causas do mal estar endémico da mulher  e das suas ditas manias e esquisitices, as famosas “coisas de mulheres” que sempre nos apontaram como marcas de uma debilidade qualquer…que nós podemos perceber o que está em causa nas nossas vidas e foi o drama das nossas avós e mães tias e até irmãs…para começar, esse recalcamento da verdadeira natureza da Mulher condicionando-a assim a ser mãe apenas ou esposa dedicada e anulada para os seus sentimentos emoções e desejos, foi uma educação de milénios…e que ainda sofremos dela…mesmo que julguemos que não.

No fundo oculto das nossas dores e são tantas e têm tantos nomes – depressão, histeria, esquizofrenia, mialgias, bipolaridade, cansaço, sindromas vários e inexplicáveis…- está a a nossa divisão intrínseca de mulheres fragmentadas, básicamente  em duas espécies viradas umas contra as outra… a esposa legítima a do contrato e a outra a amante a puta de epíteto…excomungada acusada afinal porque representa o oposto da sua frigidez de dona de casa…E mesmo que agora as donas de casa virem prostitutas assim como as prostitutas virem donas de casa ou doutoras…só mudam os utensílios e o sado masoquismo…Daí o sucesso estrondoso (não, não é cordel, é de bordel) do livro pornográfico ou pseudo erótico da "escritora de bordel" E.L. James:
 
De um dia para o outro, As Cinquenta Sombras de Grey tornou-se sensação entre o círculo das mães jovens e atraentes e chegou ao top dos bestsellers do New York Times. Este romance erótico pôs as gravatas cinzentas no primeiro lugar da lista de compras de muitas esposas, na esperança de que os respectivos maridos viessem a imitar a personalidade obsessiva, imperiosa e intimidante de Grey, com muitas a admitirem que o livro lhes despertou um desejo intenso por sexo com os companheiros.”

E agora "as donas de casa desesperadas" querem todas ter a ousadia das prostitutas que odiavam ou tanto invejavam…mas isso não é senão inverter as coisas…não há integração das duas mulheres antes divididas entre a santa e a puta, há uma mera inversão de valores, mas a dicotomia permanece dentro delas nem que seja só no inconsciente.

Ah! Acreditem-me: o ódio ancestral das mulheres umas contras as outras está bem vivo…ele é patente nuns casos disfarçado noutros desencadeado na injúria e no ódio visceral a mulher que exprime a sua sombra e é o prazer e a liberdade de ser…

Os arquétipos de Maria madalena e a Virgem Santa são as duas coordenadas desse "guerra santa" que o catolicismo criou entre as duas mulheres…a amante…e a mãe que o homem comum ainda mantêm…na mulher que "respeita" em casa e na mulher que “deseja" e despeja... o ódio, fora do lar…

Não se atrevam a dizer-me ou a murmurar que não é assim…porque é mesmo assim…que se passa e ao vivo dentro desta espiritualidade “nova era” e dentro das casas de artistas e intelectuais média - classe…
RLP

REPUBLICANDO

2 comentários:

Else Schumann disse...

triste...

Rosa Leonor disse...

muito mesmo...