segunda-feira, fevereiro 18, 2013

A NEGAÇÃO DO ETERNO FEMININO


NO QUE AS FEMINISTAS ACREDITARAM PIAMENTE…
 
O pensamento de Simone de Beauvoir...
"Não acredito que existam qualidades, valores, modos de vida especificamente femininos: seria admitir a existência de uma natureza feminina, quer dizer, aderir a um mito inventado pelos homens para prender as mulheres na sua condição de oprimidas. Não se trata para a mulher de se afirmar como mulher, mas de tornarem-se seres humanos na sua integridade." - Simone de Beauvoir

ESTA FRASE E ESTA PREMISSA DE UMA GRANDE ESCRITORA E FILÓSOFA EXSITENCIALISATA DO ANOS 60, que influenciou milhares de mulheres ocidentais, contraria em absoluto a Essência do Sagrado Feminino, que buscamos hoje encontrar e integrar em nós, e anula o próprio Principio Feminino, um dos polos da manifestação e da Deusa...
A questão dos existencialistas para quem a existência precede a essência e por isso serem ateus, e portanto anularem a ideia de deus também, impede a Mulher filósofa, tal como as feministas igualmente ateias e comunistas, de aceder a um plano de consciência mais elevado acerca da natureza ontológica da mulher. Elas sofreram de um intelectualismo exacerbado próprio de um período histórico em que as pessoas se debatiam entre o sentido de absurdo da vida – Sartre e Simone viveram todo o período da última guerra mundial em que França foi ocupada pelos nazis – dominados pela necessidade de o Homem tomar as rédeas do seu destino face a uma fé perdida (já que deus pai não fez nada), impôs-se-lhes o pensamento existencialista, no caso de Sartre – com quem além de ser colaboradora Simone era casada -, obras como “O Ser e o Nada” e a “Náusea”.

Eu nasci em 1946 e fui directamente influenciada na minha adolescência pela cultura neo-realista e pelo mesmo pensamento marxista e existencialista…Vivi em Paris entre os anos 69 e 73…bebi da mesma fonte que eles, mas neste momento da minha vida e passadas 5 décadas e toda uma série de experiências de vida que transformaram a minha consciência, posso hoje e na minha idade,  por totalmente em causa e negar todas essas filosofias cartesianas (do penso logo eu sou) e assim rebater  esta afirmação de uma mulher que afinal de contas de emancipada só teve a liberdade de uma relação não monogâmica, mas esteve toda a vida presa do pensamento do homem, Sarte, de quem viveu inteiramente dependente e em função dele. Não é portanto para mim um exemplo de mulher inteira nem de mulher verdadeiramente livre do jugo do Homem…Ela pensou-se como o homem, mas não se sentiu como mulher…”penso eu de que”…

Não podemos confundir a liberdade social e os comportamentos menos ortodoxos de uma mulher excepcional, como foi o seu caso, com uma verdadeira consciência do Ser mulher, não negando de todo o seu contributo na época para “revolucionar” as ideias e os tabus que aprisionavam as mulheres socialmente. Mas isso não significa tudo, pois o mais importante para mim hoje é sim o nível de consciência que essa Mulher tinha como mulher em si e como se bastou a si própria emocional e animicamente… e é aqui que  eu não vejo que  ela possa ser um exemplo. Mesmo na relação com outros homens (ou mulheres) ela não conseguiu fugir à influência de Sarte e a dependência afectiva e porventura sexual, dele…  
Tudo isto, e voltando a citação inicial, para finalmente dizer que A Mulher tem efectivamente uma Natureza Feminina...e essa negação da "NATUREZA FEMININA" É MUITO O QUE ESTAS MULHERES DO INTELECTO E FEMINISTAS DEFENDEM ainda hoje...

Somos efectivamente todos SERES HUMANOS, homens e mulheres, e foi baseadas nessa premissa e no desejo de igualdade que se cometeu o erro de igualar a mulher ao homem em todos os aspectos, e confundir direitos iguais, com naturezas iguais, quando eles são efectivamente diferentes em si  e o facto de serem seres humanos e da mesma espécie, isso não faz com que sendo iguais em relação um ao outro, sejam iguais em si e portanto não se trata só de uma diferença física, mas de uma diferença substancial, psíquica e anímica,  entre cada um dos elementos que compõem o par humano.  É a partir de uma essência particular que diz respeito à natureza da mulher e a caracteriza por essa natureza, que é Ser Mãe (e ser mãe não é a mesma coisa que ser pai) e à qual ela esteve presa durante dezenas de anos, obrigada a vivê-la em exclusividade e como propriedade dos homens e que por isso (e como propriedade sua) os homens enalteceram essa qualidade, exaltando-a, e por vezes elevando-a a santidade, negando a sua sensualidade e sexualidade a razão pela qual, tanto as feministas como as intelectuais a negaram em si, ao confundiram a libertação da mulher, não do mito e dessa ideia/prisão, mas da carga de ser mãe como uma prisão – isto é…quiseram deitar a água suja fora, essa mentalidade católica e conservadora do homem sobre a mulher, mas o bebé foi também com a água…e toda a mística da mulher, O ETERNO FEMININO…FOI SANCIONADO E CENSURADO PELAS PRÓPRIAS MULHERES.

Não, ser Mãe não pode nem é o objectivo único da Mulher, mas Ser Mãe é o grande Dom da Natureza do Ser Mulher. A criança que é gerada no seio e no ventre da Mãe gera, além de outros aspectos da sua natureza instintiva, essa grande diferença ontológica, que continua  a ser o Grande Mistério que é a Vida. Ora esta deia “mística” está fora de questão para os ateus, ou seja, as feministas em geral, para quem a primazia da vida é a Matéria e não o Espírito, tal como para os existencialistas para quem a existência precede a essência… (dito isto muito grosso modo, pois não se trata aqui de forma alguma fazer uma abordagem filosófica…)

E assim as mulheres “modernas” e cultas ao negaram um aspecto essencial da sua natureza feminina não só a de serem Mãe como a de mulher instintiva emocional e mediúnica…é como se tivessem afinal vendido a alma ao diabo…do Homem. Deixaram de ser elas o elemento diabólico, por causa da sua natureza incontrolável como representante da Terra e  das foças ctónicas, um ser misterioso  e explosivo…para se tornarem racionais e presas fácies do dominador,  passando para o lado deles, como “iguais”  pela adopção das ideias materialistas…e filosóficas…

 rosaleonorpedro

2 comentários:

Else Schumann disse...

Acho que todos o ser humano tem algo em comum e coisas que o diferem.
Todos devem encontrar sua essência como "ser humano" (consciência, evolução, ética), porém homem e mulher não possuem a mesma "essência". Tudo que está fora, veio de dentro, portanto temos seios, útero, etc. isto é uma manifestação material do espiritual.
Qdo uma feminista fala que o corpo é dela e ela faz o que ela quer (exemplo marcha das vadias), isto é uma reivindicação na verdade, comum ao ser humano, um direito de todos. Não tenho nada contra e tb acho um direito, porém não acho efetivo. Ninguém muda ninguém, somente NÓS podemos despertar, n podemos fazer isto por ninguém. Qdo NÓS mudamos conosco, nos respeitamos e voltamos a nossas origens.

Concordo qdo fala da maternidade, tb. Nem todas são mães, porém possuem o poder de ser.
O Universo é sábio.

Rosa Leonor disse...

Assim é: "Ninguém muda ninguém, somente NÓS podemos despertar, n podemos fazer isto por ninguém. Qdo NÓS mudamos conosco, nos respeitamos e voltamos a nossas origens"

abraço amiga

rl