"NÃO SOU FEMINISTA, SOU ANTROPOLOGICAMENTE LÚCIDA" Ana Hatherly

segunda-feira, abril 29, 2013

O MEDO DO SOFRIMENTO

 
SOFRER OU NÃO SOFRER, EIS A QUESTÃO...

AS pessoas comuns  - não as que estão num plano de privação e sofrimento que nem podem sequer olhar para si mesmas como pessoas - mas as que vivem na mediania, sejam as pessoas ditas e ditas "normais", "cultas" ou classe
média...não suportam a ideia de sofrimento e tudo fazem para se "drogarem", para se alienarem de todo e qualquer dor-sofrimento, fugindo da sua Sombra como quem foge do "Diabo"...e não vêm que há muito mais sofrimento e indignidade na fuga do que as atormenta do que enfrentar o sofrimento que é inevitável...
O sofrimento não é uma compulsão masoquista ou sádica...isso é só a consequência de não se saber viver naturalmente o que nos faz sofrer como componente oposto de outro que lhe dá prazer e por isso não se sabe ultrapassá-lo com dignidade, repito, pois sem sofrimento - dor-prazer - não há crescer... não há evolução... não há saber...Porque "sofrer" quer dizer, conhecer...passando pela experiência do Ser Integral...
Ninguém É sem passar pela experiência viva da vida e esta é só possível  vivendo as duas faces da moeda... só depois se pode viver acima tanto da dor como do prazer, sim, uma oitava a acima...em paz e harmonia interior e exterior,  pois tudo o que está em baixo está em cima...e a Visão Singular não se ganha sem ultrapassar a dualidade humana pela via alquímica, integrando os opostos...noite e dia, sol e lua, masculino e feminino...
rlp

2 comentários:

Else Schumann disse...

O preço da fuga é mais caro

Rosa Leonor disse...

se é...
rl