"NÃO SOU FEMINISTA, SOU ANTROPOLOGICAMENTE LÚCIDA" Ana Hatherly

sábado, dezembro 28, 2013

O NOVO E O VELHO MUNDO


O QUE EU CREIO...

Enquanto as mulheres estiverem divididas e a lutar entre si por ideias e conceitos do que é a sua liberdade, enquanto não houver um discernimento e uma coesão entre si dentro de uma Visão abrangente que englobe as várias perspectivas da Deusa, do Sagrado e da Mulher...não pode haver união nem entendimento  entre mulheres de nenhum grupo ou movimento. Porque haverá sempre grupos opositores, e tal como na política vão perdendo o seu objectivo de união, seguindo os seus interesses pessoais, ideológicos ou religiosos, formando partidos e capelinhas, todos lutam uns contra os outros sem resolver nada de fundo...tal como os séculos nos demonstram que foi. Mudam as ideologias e os regimes, mas o Sistema é sempre o mesmo...
 

Este é o velho mundo...
 

E nós estamos agora entre mundos...no velho mundo que nos aprisionou e anulou grande parte do nosso potencial e de forma deliberada, e o novo mundo ainda em esboço...mas esses dois mundos de algum modo coexistem já...e é preciso escolher de que lado do mundo estamos...se queremos lutar contra o mundo velho ou se queremos erguer um mundo novo e isso significa separação...das águas...Significa que lutar contra o velho mundo e fazer do mesmo é dar-lhe força e entrar num círculo vicioso do qual nunca sairemos; Lutar pelo velho mundo onde ainda estamos inseridas, é atrasar o nosso processo individual...perder a nossa energia contra algo e sabermos que ganharmos ou perdermos vai resultar no mesmo, porque revolucionar as "leis" não nos faz evoluir. E temos o exemplo disso nas revoluções sociais, sejam elas com armas ou com cravos...
E nós temos de evoluir para um outro plano de consciência. E isso é já entrar num novo mundo. E entrar no mundo novo construindo-o a partir de uma consciência individual, de uma integração das duas mulheres em nós e do despertar inerente de um saber inato adormecido que de si só nos pode alçar para planos que já não são de luta nem competição nem de ego...esse é o nosso trabalho de base.
Pode ser um Caminho silencioso, mas seguro. Pode ser um Caminho espinhoso, mas duradouro...pode ser pouco visível ou até apagado...mas é o caminho real, o Caminho que começa em nós e fundado numa consciência do Ser Mulher em si, da Mulher de Hoje e não um modelo do passado nem um modelo criado pelo homem.

A Mulher é um ser por revelar-se tal como o Amor e a Sabedoria inerente ao seu Poder. E é esse empoderamento que a mulher terá no novo mundo e não o poder dos homens ou à sua imagem...o poder da força da violência do medo e da Guerra....
Eu creio na Natureza intrínseca da Mulher como um expoente de todas as forças da Natureza e do Cosmos integradas e que ela só por si é um ENTE ESPIRITUAL e não precisa de ser iniciada por nenhum mestre. A Mulher é iniciada por Natureza. Ela dá à Luz a criança e Ela ilumina o Homem. Ela só tem que entrar em contacto com a sua verdadeira natureza. Dessa união consigo mesma nascerá a Nova Mulher e dela também nascerá paulatinamente o Novo Mundo...

Esta é a minha crença! Visionária...ou ... louca, o que quiserem, mas é assim que vejo sinto e apreendo a MULHER do Novo Mundo a construir por cada uma de nós. Em casa...sozinhas, com outras mulheres...mas seguramente sempre a partir do nosso interior e do nosso centro, até alcançarmos a visão unificada do nosso SER e possamos ser coesas e equânimes.

rosaleonorpedro
Dezembro de 2013

O QUE É UMA MULHER INTEGRADA?


O QUE É UMA MULHER INTEGRADA?

(resposta a uma pergunta de uma leitora...)

Uma Mulher é INTEGRADA na medida do seu equilíbrio pessoal e da harmonia do seu ser enquanto mulher  consciente de si...
Uma mulher integrada é cada mulher que tendo uma visão dos seus dois lados que se tornaram opostos na divisão das duas mulheres na sociedade patriarcal judaica ou cristã - a forma como ela é olhada secularmente como santa ou como puta - mas para quem essa divisão já não existe. A mulher integrada é aquela que já não toma instintivamente o partido de nenhum modelo de si oposto ou antagónico aquele que ela representa socialmente em detrimento da "outra"...seja da puta seja da santa; porque é esta dicotomia da santa e da puta, esta alternância de valores atribuídos à partida a todas as  mulheres que cria os estereótipos e as suas extensões, o que mais divide ainda as mulheres no mundo e assim, mesmo as que estão supostamente do lado da Deusa, podem defender o modelo da puta e vice versa...e o que se quer hoje é ...uma visão una e global das duas mulheres em nós e em simultâneo...e não ser uma nem a outra dentro dessa alternância...É não defender uma ideia ou a outra nem contrapor uma à outra...É Ser uma mulher com consciência dos seus dois lados separadas mas já integrados, e portanto a mulher integral para mim é aquela que já não pende para nenhum dos lados, mas é apenas UMA em si mesma...É mulher inteira, ora sensual ora casta...ora sexual ora terna, ora mãe ora amante, ora instintiva ora lógica...ora furiosa ora afectiva...Mas já sem clivagens...entre esses dois aspectos fundamentais que foram divididos na sua psique, como qualidades opostas e antagónicas....só assim ela acede à totalidade da sua Alma e pode irradiar a experiência da Deusa...que engloba todas as facetas.
E ela luta pela integração dessas facetas em todas as mulheres.

Esse é o Seu Foco.
rlp

2013 - A MULHER E O DIABO...NO CORPO...


2013 - A  MULHER E O DIABO...
QUE LHE AGARRA O CORPO DE DEUS...

Vi só agora a imagem do filme sobre a mulher que salta para o altar em plena Missa de Natal 2013... numa catedral de Colónia...Alemanha. Ela subiu para o altar em plena missa e gritou: "Eu sou Deus" - errado...ela devia ter dito: EU SOU A DEUSA...
Compreendo muito bem o empolgamento de muitas mulheres por esta imagem catalisadora de todas as revoltas e apoteótica do que poderia ser a libertação efectiva da Mulher do jugo do cristianismo usurpador dos seus direitos se a simbólica desse acto fosse de afirmação da Deusa Mãe como contraparte da Manifestação do Divino na Terra. Posso mesmo dizer-vos que uma parte de mim delira com ela...Soa a vingança da Mulher...da fogueiras e dos crimes contra si...

Esta imagem porém acaba por corresponder apenas à imagem efabulada pelos padres da igreja  da "mulher pecadora" e foi essa a mulher que saltou para o altar onde só a Virgem Mãe e imaculada tem visibilidade. Ela confronta a multidão na noite de celebração da mãe do menino santo que nasceu para salvar o mundo e os padres seculares que a acusam e impedem de ser empossada na Igreja, como sacerdote (não sacerdotisa)...justamente porque secularmente para eles ela encarna o Pecado e Satã...a grande tentadora ligada à Serpente e ao mal...no imaginário cristão...
E esta imagem o que é senão o decalque dessa mesma imagem dada pela Igreja de Roma  de uma mulher em desordem e de um desvario que foi sempre associado à mulher, vista  como histérica e demente, sem alma etc.  e que esta mulher agora evoca em pleno na com um grito de guerra a meio da Missa...
Significa isso alguma libertação da mulher, alguma afirmação de valor e de justiça...ou que evoque o Sagrado Feminino e possa representar uma restauração dos valores da Deusa na Terra? Evoca ela sequer LILITH - o súcubo e o demónio que os teólogos e os santos da igreja condenaram aos infernos e totalmente ao descrédito, a primeira mulher da história bíblica, esquecida e sonegada?
Creio que não...
Não é essa a Imagem da Deusa pagã e dos primórdios que chega até nós, apesar de que  todas as suas reminiscências e dados serem inconclusivos e muitos apenas alusivos, elas não nos mostram como a Deusa Mãe era adorada ou evocada nas suas cerimónias senão de forma muito rudimentar na ideia de cultos e de rituais os mais controversos e obscuros...assim, não é esta imagem de mulher nua que irrompe selvaticamente no altar de deus que nós mulheres de hoje  tentamos resgatar um pouco dessa Memória ancestral para  de novo restabelecer o contacto com o Princípio Feminino e o Sagrado e que, como sabemos, todos esses rituais cristãos foram usurpados e os paramentos dos padres uma imitação grotesca das sacerdotisas daqueles tempos...
Eles são meros travestis das sacerdotisas...
Mas essa mulher por mais selvagem e fascinante que me pareça...uma justiceira ou uma amazona dos novos tempos...ela não me representa...nem ao Sagrado Feminino nem a Mulher integral que eu defendo.
E penso que agora entre esta imagem de mulher revoltada e a imagem da Sacerdotisa da Deusa...existe  um abismo de diferença, e essa diferença está na Reverência da Deusa e da Mulher como baluartes de uma Divindade Suprema, de uma Autoridade perene...a da GRANDE MÃE E DA GRANDE DEUSA, Senhora de todos os nomes e poderes...e que NUNCA SE MANIFESTARIA desta maneira nem diante dos seus algozes...dando corpo e corroborando uma imagem que eles mesmos  caluniaram e condenaram às fogueiras como bruxas...
Todavia, eu creio que  mesmo assim esta imagem é muito impressiva e demolidora aparente dos costumes e da moral católica...surge como uma afronta ao Clero e aos homens da Fé... mas pouco mais do que isso. E, atrevo-me mesmo a dizer que ela pode ser até produzida por uma matriz de controlo do velho mundo...e com o fim de os homens e os padres continuarem a denigrir a imagem da mulher, tendo-a de algum modo fabricado podendo mesmo ter sido consentida a um certo nível...mas não creio que esta imagem fique para símbolo da verdadeira mulher e menos ainda da DEUSA! Ela é em si mesma a negação da Deusa que eu sinto viva em mim e na Terra.
rlp

segunda-feira, dezembro 23, 2013

NATAL, A ALIENAÇÃO COMERCIAL...

 
A ONDA DA FELICIDADE...e o Natal...

Todos/as nós de uma maneira geral, tendemos a ir ao encontro das chamadas "coisas boas"...das coisas bonitas, das coisas agradáveis...e com isso, devido a uma cultura/religião, a meu ver totalmente hipócrita e falsa, esquecemos e omitimos o verdadeiro ou desviamo-nos das coisas complicadas e difíceis, demitimo-nos das coisas profundas e complexas, nomeadamente da nossa Sombra e tudo o que concerne o nosso inconsciente é perigoso e guardamos a 7 chaves...como fazemos com tudo o mais que não nos agrada e varremos para debaixo do tapete julgando que com isso avançamos e estamos a ir ao encontro do céu...de deus ou da felicidade.
Vejo que os textos mais elucidativos e as citações mais profundas ou sérias são deixadas em branco, trocadas por coisas completamente descabidas e sem interesse, que sugerem comentários fáceis e superficiais...vamos na onda de tudo o que nos promete o céu e a felicidade...tudo o que são desejos de amor e alegria breves...
Eu sei que este meio (falo do facebook) serve para isso mesmo, para alienar o mais possível e levar as pessoas nessa onda de "prazer" e alegria fáceis ...e de felicidade, sem qualquer compromisso ou responsabilidade com a realidade.

 
rlp 
 
NOTA: enquanto isso também verifico que os blogs deixaram de ter o mesmo interesse mas são procurados por pessoas mais interessadas em assuntos sérios...embora peca pela escassez - cada vez mais há menos leitores...
 

El invierno me ha llevado al núcleo profundo



 
 
El invierno me ha llevado al núcleo profundo, ahí donde viven y perviven los afectos. Allí me encuentro con todos los amores, los vivos y los muertos, donde la ausencia es una presencia Este invierno estoy dejando atrás las visiones de juventud, aquellas que me hacían anhelar a alguien para que el amor naciera, como si fuera el fruto de dos Y después de muertes y ausencias, compruebo que el amor no es de dos, sino que dos se tocan y se tornan canales, que como hilos de cobre lo conducen Y entonces puedo amar mi cuerpo pues no necesito de nadie que me lo haga sentir amable Mi cuerpo es erótico-cobrizo y soy yo la que te hará sentir que en un abrazo ascendemos en Eros, y como Eros, somos dioses viviendo en éxtasis. 

Como cantar o amado ou a amada?




NÃO VOS VOU DESEJAR NADA...

Hoje, confesso que quis vir aqui e deixar algo de substancial...de épico...ou de eterno. Qualquer coisa tão bela e tão verdadeira que não houvesse mais nenhuma palavra a acrescentar depois, nunca mais...
Tenho muitas vezes este sentimento, foi ele que me marcou na minha ansia de poesia desejo/sede de amor e morte...mas hoje queria palavras puras de eternidade e do AGORA...
Procurei, procurei nos arquivos de Mulheres & Deusas e nos livros que mais gosto...e nem no Livro do Esplendor ou no Louco de Shakti encontrei a palavra chave...
Não seria o Amor essa PALAVRA...porque essa é a palavra mais traída de todas as que pronunciamos...
As palavras estão tão gastas, os sentidos que lhes dão são tão estéreis, tão banais e vulgares os dizeres...

Hoje como ontem e tantas vezes acontece fiquei enjoada com o lixo tóxico das palavras prostituídas, das imagens de deuses e santos e dos jogos viciados, da mentira e da falsa vida...

Como cantar o amado ou a amada?

"Quem ama
Fica cheio de não-saber
Não pára de procurar..."*

 

*Ana Hatherly - Rilkeana

Rosa Leonor Pedro

terça-feira, dezembro 17, 2013

A INCONSCIÊNCIA DOS PAIS E MÃES


Enquanto a publicidade faz o que faz com a bebé da esquerda...há mães e pais que vestem as filhas ainda meninas de mulheres fatais e as expõem aos predadores e pedófilos...
Como dizia uma amiga, muitas "mães que não lhes foi permitido vestirem-se assim hoje vestem as filhas..."
Enquanto isso, cada mulher em menina sofre regra geral um atentado a sua expressão de feminilidade e sobretudo quando é mais expressiva ela é normalmente reprimida e rejeitada pelo pai ou pela mãe e obrigada a reprimir a sua expressão de afecto ou amor, a sua sensibilidade...porque os adultos têm medo e confundem tudo com sexo, aliás eles não sabem o que é a verdadeira sexualidade...e estão carregados da moral cristã que lhes disse toda a vida que a mulher e o sexo eram pecado. Este é um drama recorrente em quase todas as famílias, nomeadamente de origem católica, mas quase sempre a menina é vítima de qualquer preconceito desse tipo. A menina quando começa a manifestar a sua beleza e sensualidade só porque assusta a mãe e o pai, nesta sexualidade reprimida e abjecta que eles vivem, nem que seja só num gesto ou numa palavra, num olhar...é logo castigada...e obrigada a retrair-se...se for bonita ainda é pior... e obrigada em adolescente a reprimir-se ainda mais e assim se torna uma mulher metade...

Ela torna-se na mulher cindida  que foi obrigada a desligar-se do seu lado instintivo e sensual... como sendo um mal, evocando o Pecado...perante a família e a sociedade. 

RLP
 

segunda-feira, dezembro 16, 2013

SÓ A VIDA É VERDADEIRA



FAZER  A APOLOGIA  E A DEFESA DA PROSTITUIÇÃO, já é ser doente, é de um Sistema podre!

"AS PUTAS SÃO SINCERAS..."

- Só a Vida é Verdadeira, ou só a Vida é sincera, para o caso serve.
Dizer que as putas são sinceras é apenas um cliché, é estar a abismos de distância da historia real de cada puta, que é sempre uma historia de dor, mas duma dor que nenhum homem conhece ou pode conhecer, mesmo os que se prostituem, porque a natureza deles é outra.


Dizer que as putas são sinceras é não saber nem QUERER SABER nada do que se passa com cada uma delas, apenas querer usá-las. Nem que seja com os olhos.
Quando os homens se deitam com uma mulher é lhe chamam "p..." ou derivados, eles não estão com aquela mulher, não estão unindo-se com aquela mulher, estão a obrigá-la a identificar-se com uma imagem, uma personagem, que a sua histeria (dos homens) fabricou.
Nunca uma Vestal, ou mulher consagrada ao eros divino, que as há, por aí, levaria a que um homem lhe chamasse isso. Para se poder deitar com ela, e banhar-se noutro nível de prazer, ele teria largado há muito, essas toscas imagens, mecanicamente herdadas. É que têm uma historia , ou muitas historias, tão tristes, por detrás.


UMA PUTA NUNCA É MENINA: Ela perdeu para sempre o contacto com essa menina que em si existiu, mesmo que as vezes tenha de fingir esse disfarce. Para ser puta, a menina morreu. Ela carrega uma criança morta dentro de si.
A "menina puta" ou as "putas que são sinceras" são imagens-recurso de um estado doente. De quem, da mulher, nada toca e por nada , da mulher, verdadeiramente é tocado.

AS PUTAS SÃO SINCERAS?!

(anónimo)
republicando 

A nossa esperança são as mães

"No princípio era a Mãe. O Verbo veio muito depois e iniciou uma nova era: o patriarcado. (Marilyn French)

O Futuro"Como podemos dar forma a um futuro se a base do amor se encontrar perturbada? Se os melhores de entre os nossos filhos se opuserem aos adultos, cheios de indignação, já que estes não querem ver como destroem o ambiente, e se não fizeram seu o amor?

A nossa esperança são as mães. Por conseguinte tem de ser dada às mulheres a possibilidade de deixarem de ser consideradas propriedade do homem, a fim de incentivar o que houver vivo nos seus filhos e na vida.
Dizer isto não quer dizer que a própria maternidade deveria ser transformada num fim obrigatório. É esse o problema. Estamos programados pela nossa sociedade de tal forma que a “bondade” se transforma numa parte de toda essa loucura. É que somos sugestionados no sentido de que a bondade é um fim em si, e assim uma boa mãe transforma-se na expressão da mitologia masculina do sucesso. Se alguém quiser ser uma boa mãe por esta razão isso equivale a venerar o mito masculino sem disso ter consciência. Passa a ser este a determinar o valor de uma mulher, e não os objectivos autênticos dela. Parir tornou-se um êxito. A destrutividade da cultura dominada pelo Homem infiltra-se em tudo o que seja vivo.
 
...E assim as vítimas firmam um acordo com quem as destrói. E as mulheres que interiorizam desta forma o mundo masculino, embora sejam suas vítimas, ainda podem ter efeitos mais destrutivos que muitos desses homens, já que transmitem a ideologia masculina sob a capa da feminilidade.”
(…)
In FALSOS DEUSES DE ARNO GRUEN

terça-feira, dezembro 10, 2013

ASSIM CREIO



OS SERES HUMANOS SÃO TODOS
UMA PARTE FEMININA E UMA PARTE MASCULINA,
a integrar pela consumação da Obra Alquímica e pela individuação.

Sobre o texto publicado anteriormente sobre o feminicídio (assassínio) das mulheres, físico ou psicológico, não podia estar mais de acordo com esta ideia tão bonita como é a deste comentário, que resume toda a questão dos transsexuais numa frase: "As tentativas de adaptar o corpo, só afastam a anima da matéria."


 -"Não vejo a possibilidade do feminino ter várias frentes. Há uma só, uma maneira de ser, um estado de espírito, uma forma de de proceder, de sentir. Está nas profundezas da alma e não na forma física. Há mulheres masculinas e homens femininos.
As tentativas de adaptar o corpo, só afastam a ânima da matéria. Creio que o feminino em todas suas formas, inclusive presente em nossa volta, na natureza, deve ser apreciado, incentivado na sua forma mais pura. Nada tem a ver com o corpo. O feminino em todas suas variantes possibilitará um mundo bonito e justo. Assim creio."


BJ.
Agenor RIO.

segunda-feira, dezembro 09, 2013

O FEMINICIO EM MUITAS FRENTES

"Uma homenagem a mulher que não é considerada mulher por um mero conceito científico"???
 
Entramos no campo da maior especulação, em nome de uma aberração patriarcal, que foi destruir as mulheres na sua essência e a partir dessa negação da verdadeira mulher  criou seres aberrantes que agora dão lugar à exigência de transexuais,  homens que se querem fazer passar por mulheres fictícias, através de operações e silicone e dizem que é por um mero "conceito científico" que não são aceites como mulheres?
Não, as MULHERES NASCEM MULHERES! Não se TRANSFORMAM em MULHERES por desejo vontade e capricho de homossexuais - não, não  sou homofóbica, mas a cada coisa o seu lugar!  - e que na verdade seguem os modelos da Pin-up (é uma modelo cujas imagens sensuais produzidas em grande escala exercem um forte atrativo na cultura pop.) ou da  vampe, da actriz ou da mulher fatal...para isso se fazem operar, injectam de hormonas e se vestem e se vendem ...como as prostitutas ou as modelos e viverem um permanente espectáculo!
Não há nada que enganar. As mulheres que os transexuais querem "ser" NÃO SÃO MULHERES, mas o fruto de uma cultura patriarcal no seu apogeu e que transformou as próprias mulheres em seres fictícios, sem identidade própria e agora são os homens a querer ser iguais a elas?
 
Por tudo isso é muito Muito grave o que se está a passar!
 
É preciso, de uma vez por todas, defendermos uma Mulher essencial, a Verdadeira mulher em extinção, porque um novo e brutal ataque está a ser feito a Mulher no mundo.
 
PORQUE O  FEMINICIO É TAMBÉM MORAL E PSICOLÓGICO...  
- A IGNORÂNCIA DO QUE É SER MULHER DERIVA DA ALIENAÇÃO PROFUNDA  DA ESSÊNCIA DO FEMININO SAGRADO E PERTENCE À ORDEM DO CAOS DO SISTEMA PATRIARCAL! 

ESTE TEXTO QUE SE SEGUE É UMA  PERFEITA ABERRAÇÃO DO PENSAMENTO MODERNO PATRIARCAL...É UMA CEGUEIRA COLECTIVA...OU O ASSSASSINATO DO QUE RESTA DA MULHER VERDADEIRA!
COMPARAR O TRANSSEXUAL Á MULHER É CRIMINOSO DO PONTO DE VISTA ONTOLÓGICO...sejamos homo, hétero ou bissexuais, hermafroditas, andróginos e lésbicas MAS NUNCA MULHERES em corpos mutilados de homens...sejam transsexuais ou que quiserem mas não se intitulem Mulheres...

 



A DEFESA DE UMA CULTURA DE GUETO...
"A performance "TRANS" aborda a marginalização da sexualidade nos dias atuais. Consequência da ditadura sexual, a acomodação do homem deu espaço aos rótulos, definidos simplesmente por termos científicos ou estéticos. Esqueceu-se do conceito básico e iluminista da liberdade, de ser o que se pretende ser. Segundo pesquisa, 90% das mulheres transexuais morrem até os 35 anos de idade, vítimas de uma negligencia da sociedade frente aos seus direitos, gerada por falta de apoio governamental e psicológico. A performance "TRANS" homenageia todas as mulheres transexuais que foram assassinadas sem nenhuma referência na mídia, sem nenhuma notoriedade necessária para que esses crimes fossem banidos. Uma homenagem à mulher que não é considerada mulher por um mero conceito científico. Marginalizadas até o ato final do suicídio ou o mero assassinato." - Com vocês, Jhoe Nicoletti.
***

NOTE-SE....a morte de transexuais não é de maneira nenhuma comparável à morte e violação abuso e violência continuada sobre e contra as mulheres em todo o mundo...é isso que eu chamo de ABERRAÇÃO, fazer esta colagem à Mulher - é mau matar quem quer que seja...mas vir defender os transexuais que por razões óbvias se expõem às maiores violências como a sua castração e todo o tipo de violência sobre si mesmos em operações sem conta, implantação de seios e silicone etc. castigando o  seu próprio corpo para o alterar em nome de um sentimento/identificação com a prostituta (não com a MULHER!) e andado exclusivamente em meios de violência e de marginalidade por escolha, VENHAM AGORA COMPARAR A VIOLÊNCIA SOBRE CASOS ISOLADOS quando AS MULHERES CONTINUAM A SER AS MAIORES VÍTIMAS DE SEMPRE EM TODO O GLOBO. Não é isto uma aberração cultural grave, um desvio da verdadeira dimensão das coisas? Eu acho que esta inversão "cultural" é uma coisa bem mais aberrante do que a morte de pessoas (sempre de lamentar) que se violentam continuamente e cometem crimes contra si mesmos. SE nós classificamos de anormal e de violência extrema sobre a mulher a excisão do clitóris das mulheres no Oriente e em África,  o que vamos chamar à castração do pénis no homem por vontade própria??? Só porque se quer fantasiar de puta, de uma mulher que não existe e é fabricada por esta sociedade e por homens? Vamos lá pensar como deve ser!

rlp

sábado, dezembro 07, 2013

UM POEMA ÚNICO E MARAVILHOSO

 
QUANDO EU ME FIZ FRUTO...

 DE JOUMANA HADDAD

A sombra da lua fui concebida rapaz e rapariga ...

mas quando nasci foi sacrificado Adão,
foi imolado aos vendedores da noite.
Minha mãe baptizou-me nas águas do mistério
para encher o vazio da minha outra essência,
colocou-me à beira de todos os abismos
e entregou-me ao estrondo das perguntas.
Dedicou-me à Eva das vertigens
e amassou-me em luz e trevas
para que me tornasse mulher centro e mulher lança
trespassada e gloriosa
anjo dos prazeres sem nome.

Estrangeira cresci e ninguém me colheu o trigo.
Desenhei a minha vida numa folha branca,
maçã que nenhuma árvore gerou,
mas depois rompi-a e saí dela
em parte vestida de vermelho, em parte branco.
Não habitei no tempo
nem estive fora dele
porque amadureci nas duas florestas.
Lembrei-me antes de nascer
que sou uma multidão de corpos
que dormi longamente
que longamente vivi
e quando me tornei fruto
conheci o que me esperava.
Pedi aos feiticeiros que cuidassem de mim
e levaram-me com eles.
Era
o meu riso
terno
a minha nudez
azul
e o meu pecado
tímido.
Voava numa pena de pássaro
e fazia-me travesseiro na hora do delírio.
Eles cobriram-me o corpo de amuletos
e untaram-me o coração com o mel da loucura.
Guardaram os meus tesouros e os ladrões dos meus tesouros
trouxeram-me silêncios e histórias
e prepararam-me para viver sem raízes.

E fui-me embora a partir daí.
Nas nuvens de cada noite reincarno
e viajo.
Só eu me despeço de mim
só eu me abro a porta.
O desejo é o meu caminho e a tempestade a bússola.
Em amor, em nenhum porto lanço ferro.
Abandono à noite a maior parte de mim mesma
e reencontro-me apaixonadamente.
Misturo fluxo e refluxo
vaga e areia da margem
abstinência da lua e os seus vícios
amor
e morte do amor.
De dia
o meu riso pertence aos outros
e é meu o meu jantar secreto.
Conhecem-me os que entendem o meu ritmo,
seguem-me
mas não me alcançam nunca.


(Tradução: Pedro Tamen- Laureano Silveira)

De uma vez por todas...



...a origem sagrada do êxtase feminino...

O homem e a Mulher são diferentes, diz-nos Joelle de Gravellaine, os seus êxtases não são os mesmos”.

Em vez de se reduzir a uma espécie de incomunicabilidade feminista, a fundadora da célebre colecção Response, decidiu contar-nos a origem sagrada do êxtase das mulheres, persuadida que isso pode ajudar a iluminação do homem.”

Em 1985, depois de quarenta anos de caminho, para lançar uma primeira síntese entre os domínios da sua predilecção, em que se articulam simbólica, poesia, mito, psicologia das profundidades, ela faz de Lilith – fiel serva do Criador – o seu tema de estudo, publicando uma obra astrológica e mitológica com o título O Retorno de Lilith: a lua negra.
Através de ambiguidade do desejo e da rebelião da primeira parceira de Adão (antes de Eva), ela ataca um momento apaixonante do inconsciente colectivo: aquele em que, nomeadamente interposta pela Bíblia, a nova ordem patriarcal decide encerrar a selvajaria do desejo feminino no inferno.

Joelle de Gravelaine termina hoje a sua defesa sobre a natureza feminina com a Deusa Selvagem. Ela conta que a terra é à imagem da Mãe e vice-versa, Terra Mãe, Magna Mater, dadora de vida e de morte, senhora das árvores e dos animais selvagens, ela é ao mesmo tempo primitiva, subtil, espiritual, andrógino, loba, serpente, porca e jumento. Ela denuncia a atitude desonesta dos gregos que em vez das deusas – de Isthar a Athena passando por Ísis, Demeter, Ereshkigal -, na sua luta obstinada de as reduzir à condição de ogres satânicos e mães desrutivas, vazias de todo o apelo à vida e à ressurreição. Posição misógina e recuperada e mantida mais tarde pela tradição judaico-cristã.
Resultado: ainda são numerosos aqueles a quem o desejo selvagem, o prazer, o instinto da mulher arquetípica, embaraçam consideravelmente. Eles contestam a legitimidade da Deusa das Origens, e fazendo-o, negam completamente o papel da mulher no mundo.”
(Introdução a uma entrevista feita à autora por N.C.)

quarta-feira, dezembro 04, 2013

A LINHA MATRILINEAR


 
"Antes de sermos concebidos, existíamos em parte como um ovo no ovário da nossa mãe. Todos os ovos que uma mulher vai ter formam-se enquanto ela é um feto de quatro meses de idade no ventre de sua mãe. Isto significa que a nossa vida celular como um ovo começa no ventre de nossa avó. Cada um de nós passou cinco meses no ventre de nossa avó e ela, por sua vez, dentro do ventre de sua avó.
Nós vibramos com os ritmos de sangue da nossa mãe antes de ela própria ter nascido. E este ritmo é o fio de sangue que corre desde lá detrás desde as avós da primeira mãe. Nós todos compartilhamos o sangue da primeira mãe - somos  verdadeiramente crianças de um só sangue.

Os homens não podem transmitir esta continuidade de energia celular para seu esperma. O pai não passa a marca de uma vida, mas apenas a energia fugaz de poucas semanas. A natureza do homem é, em muitas formas metafóricas, uma rápida ascensão e queda - o desaparecimento e ressuscitar de energia refletida em tantos dos antigos deuses masculinos."

 - When The Drummers Were Women de Layne Redmond

DA RIVALIDADE ENTRE MULHERES...



"Creio que inciaticamente, toda a mulher nasce uma segunda vez de outra mulher que não é a sua mãe. Pela confiança noutra mulher, que já não é vista como uma rival, ela reconhece o seu feminino, abre-se a uma outra dimensão de amor." - paule Salomon


(…)
E como tenho dito algumas vezes aqui, a mim interessa-se o processo iniciático vivido pela mulher em si mesma e creio firmemente que uma mulher que se busca no mais fundo dela mesma só pode acordar para esse fundo, depois de passar por esse segundo nascimento-iniciação através de outra mulher que não a sua mãe. Porque, como diz a autora, só depois de ganhar essa confiança noutra mulher, ela ultrapassa o registo ancestral da rivalidade entre as mulheres. SEM essa iniciação, sem essa integração da Deusa e a Consciência do Feminino Sagrado viv...
ido na sua pele e no seu coração, o que prevalece entre as mulheres e acaba por minar todas as relações afectivas entre elas, seja no âmbito da família seja no trabalho, e até em movimentos feministas é o ódio baseado na competição e na rivalidade. O padrão social dominante é esse, é o padrão que passa de forma escandalosa ou subliminarmente, nos romances, nos filmes e telenovelas que impregnam e marcam as mulheres comuns e a forma de pensarem e sentirem umas contra as outras. Foi assim que foram programadas durante séculos e sem serem de novo consciencializadas do seu poder interno e pela fidelidade à sua essência, a mulher é sempre uma rival de outra mulher.

Lilith a Grande Serpente…começa a despertar na Mulher.

rlp

**
No princípio era Lilith. Digam o que disserem, na origem era o Andrógino. E depois do seu exílio, senão mesmo do seu desterro, o Éden nunca mais voltou a ser o que era antes.” 

- Joelle de Garavelaine
 

segunda-feira, dezembro 02, 2013

OS ULTIMOS 5 MIL ANOS...



"Não se esqueçam de que os seres femininos, literalmente, trazem vida ao planeta pois a vida sai do corpo feminino."



Para as mulheres, a constante entre espiritualidade como caminho, e a busca da sua identidade profunda, coloca-se muitas vezes em oposição ou em alternativa. E não é uma coisa nem outra. Mas continuamos a confundir o processo dito espiritual como uma finalidade em si, comum a todos os indivíduos e a não ver este ponto crucial da realidade da mulher que é ela estar cindida...que é ela ter uma ferida do tamanho do Mundo: Que é Ela ser a visada, diria mesmo a vítima, (e a causadora da “Queda”) dentro do Sistema patriarcal e que o caminho espiritual da mulher possa ser diferente do caminho do homem porque – e isto é algo que não se quer ver ou sequer pensar - parte da sua espiritualidade está ligada à sua Natureza intrínseca, ontológica, ao sangue e as luas, ao dar à Luz – tudo o que faz essa diferença e é a sua essência. A Mulher, não estando ligada à sua fonte interna como mulher - o que acontece regra geral na nossa sociedade, totalmente alienada dessas funções primordiais...em que todas as mulheres vivem essa divisão na sua psique, sendo apenas metade de si e uma espécie de “utensílio” ao serviço dos homens maridos e filhos - e portanto não unindo essas suas partes e não tendo acesso a essa mulher das profundezas -, a mulher estará sempre sujeita ao fracasso e consequentemente o homem também porque não tem acesso à verdadeira, mulher ontológica, ou seja à sua Anima ou ao seu verdadeiro feminino que a mulher lhe espelha. Essa divisão-cisão na mulher não só a impede a ela de ser uma totalidade em si como mulher, como impede o próprio homem de chegar a si mesmo pois ele chega à Deusa através da deusa e da Mulher...

A razão de Jung ter qualificado a anima como parte integrante do masculino e o animus parte integrante do feminino, associando esse princípio ao yin e ao yang, embora estes dois aspectos estejam em simultâneo em ambos os seres, e isso ser efectivamente uma verdade, eu não considero que nem um nem outro, homem ou mulher, estejam ou possam estar na plenitude dessa consciência ou vivendo a integração desses dois lados do ser em Um, e dai a ideia da necessidade de “completude”, na sua união do par dentro e fora, se a mulher não representar antes de mais a ANIMA. Quanto a mim, a Mulher será sempre a Anima, a Dama e a Rainha, a Musa...e é ela que dá corpo ao Graal é ela que dá corpo a vida e a Luz o homem...

Por isso parece-me um total absurdo (embora compreensível na época...) qualificar a anima no homem e o animus na mulher. O facto é que na época de Jung e Freud etc. se dava por natural essa cisão na mulher que nem sequer era vista como tal e o que ela reflectia dessa cisão e conflito profundo dentro de si, era considerado como uma patologia apenas, uma neurose, sendo a mulher uma histérica ou um mistério, etc.
Na verdade o drama da mulher ao longo de séculos tem sido uma Psique dividida e ferida profundamente, separadas nela a função maternal e a do prazer… forçada pelas regras de uma sociedade paternalista e das leis do homens que a relegaram a uma inferioridade humana e social e atribuindo-lhe um duplo papel, o de esposa ou de amante ao instituir o casamento como via única para a mulher nobre e séria e assim manter a descendência e o nome do Pai e portanto a mulher que não fosse casada e pertença do Homem, mãe dos seus filhos, seria pelas circunstâncias obrigada a se prostituir…e tão apenas isto…
Esta divisão da mulher em duas espécies, está tão inculcado nas cabeças das pessoas, tão enraizado na mente colectiva, que nem os homens mais espertos e estudiosos ou os mais inteligentes nunca deram por nada…e vemos assim psicólogos, filósofos e sexólogos completamente alheios a uma questão tão óbvia e premente como exta. E portanto quando eu falo de Mulher Inteira, não falo do par animus anima equilibrado, ou integrado, mas antes de tudo, de uma Mulher que já não sofre essa cisão, uma mulher que une em si as duas mulheres divididas pelo patriarcado não sendo uma nem outra mas o somatório das duas...

Contudo, tal como se lerá mais abaixo neste texto,
"As mulheres começaram a abrir sua garganta há cerca de trinta anos, passando a ter a oportunidade de falar sempre. O problema é que muitas mulheres acabaram fechando o centro do sentimento ao abrirem o da fala. Começaram a parecer homens. É necessário equi­líbrio. A mulher agora está sentindo a necessidade de despertar o princípio feminino dentro dela. Vive num corpo feminino e controla o uso da vibração masculina no seu interior.

Saiu para o mundo, sente-se poderosa. Pode andar pelas ruas sem um véu a esconder-lhe o rosto e decidir se deseja, ou não, se casar. É dona de si. É responsável por suas próprias decisões. Está começando a se tornar mais suave, despertando seu lado fe­minino que a nutre e vitaliza. Ao se tornar inteira, com suas porções masculina e feminina, e se permitir vivenciar o DNA evoluído, ela transmite uma frequência. E esta será a frequência predominante no planeta. É inevitável que os homens abram o centro do sentimento. É o próximo passo que precisam dar para estabelecer o equilíbrio com as mulheres. Isto vai acontecer muito depressa para os homens."*
(...)
*In Mensageiros do Amanhecer – Barbara Marciniake

rleonorpedro