quarta-feira, março 26, 2014

O RESPEITO POR SI MESMO

 
 
O RESPEITO POR SI MESMO
 
Muitos dos conceitos Nova Era são os mesmos preconceitos religiosos de sempre disfarçados de novos, em que realmente o ser humano se vê obrigado a manter numa atitude passiva ou não ousa dizer o que pensa e sente, pressionado pelo: "não julgar" "não ser negativo", "perdoar" "ser humilde" etc.
Acho igualmente que muitas das teorias do “ser positivo” e olhar só “o lado bom das coisas e da vida” também pode ser uma armadilha a fim de não olharmos o que precisamos de facto olhar e assim tudo fica na mesma, pela maneira religiosa como nos negamos a encarar a nossa sombra e a dos outros. Ora a sombra é indispensável para ver os aspectos opostos da dualidade e integrá-los. E não é omitindo a sombra e não a querendo ver que saímos da dualidade e entramos no caminho do uno, com fizeram durantes séculos os cristãos, sempre em oposição e antagonismo entre o bem e o mal sem nunca discernir que ambas os aspectos estão em cada indivíduo. O que eu acho é que muitas das novas teorias, terapias e canalizações nos incitam a uma aceitação e apatia ou mesmo a uma alienação idêntica à das velhas religiões...
E a prova que tive de que a minha intuição e reservas quanto a tudo isso está certa é saber que primeiro que tudo, devemos respeitar-nos a nós mesmas antes do que quer que seja pois de outra forma não podemos respeitar nem amar ninguém...
rlp
 
A ABENÇOADA CÓLERA...
 
"O respeito de si mesmo leva por vezes os indivíduos àquilo a que poderíamos chamar “abençoada cólera”, um movimento habitualmente associado ao aspecto sombra na Terra. Muitos de vocês imaginaram que era preciso ser... só amor, paz e doçura para continuar numa via espiritual. Fazendo isto, esqueceram que o vosso lado mais colérico, mais afirmativo e o mais incisivo lhes permitiria em primeiro lugar ter amor para convosco mesmos, ou seja, que vocês são o ser mais importantes da vossa vida. Porque se não se respeitarem, não podem verdadeiramente respeitar os outros.
Respeitar-se a si não é uma incitação para impor a sua visão aos outros.
É mais um convite para que várias realidades possam coabitar em paralelo, sem renunciar à sua essência e honrando igualmente a dos outros. Eis um equilíbrio muito nobre a onde se chegar." C.A.
 

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