"NÃO SOU FEMINISTA, SOU ANTROPOLOGICAMENTE LÚCIDA" Ana Hatherly

terça-feira, dezembro 09, 2014

Como um best-seller mundial, perpetua o problema da violência contra as mulheres...

AS MULHERES COMO ESTA, DOENTES E ALIENADAS DESTA CULTURA DE VIOLÊNCIA SOBRE SI MESMAS

"AS 50 SOMBRAS DE GRAY":
OU OS ROMANCES DE CORDEL...

 
SHAME ON YOU!

Isto, ESTE ABUSO, esta violência sobre si, é que as mulheres sonham e escrevem...e as mulheres do mundo inteiro mais velhas e jovens tomaram o livro como exemplo de erotismo...num mundo neurótico, pervertido, onde impera o sado masoquista é natural que assim seja e que o livro venda 70 milhões de exemplares...mas realmente ser uma mumlher a escrever este livro e vender-se como se vendeu QUEM COMPROU é realmente insano e a todos os títulos incitador e promotor da violência sobre as mulheres - coisa que já acontecia no cinema e na publicidade - não tarda muito o livro vira filme...e vamos ter mais um ataque brutal e mundial à integridade e à dignidade da mulher...é arrepiante e assustador!
Esta mulher é completamente indigna de ser mulher...ela fomenta um crime contra as mulheres no mundo...devia ser presa, caso houvesse algum valor neste mundo dito de "liberdade"...milhares de raparigas vão ver este filme e ficar presas na rede do sado-masoquismo, votando-se a si mesmas ao descrédito e  á humilhação sexual,  à destruição do seu ser anímico...repetindo padrões destrutivos da sua natureza ontológica, completamente perdidas nesta sociedade de consumo que vive a custa das mulheres e do seu corpo ...como milhares de Anastasias prostituídas ou simplesmente vendidas a um sonho...do príncipe encantado,  agora o milionário...


UM LIVRO OBSCENO DESTRUTIVO...

"A obra "Cinquenta Tons de Cinza", que se transformou em um best-seller mundial, perpetua o problema da violência contra as mulheres, afirmou um estudo publicado nesta segunda-feira pela revista "Journal of Women's Health".

A professora Ana Bonomi, da Universidade estadual de Ohio, e suas colaboradoras na pesquisa chegaram à conclusão que o abuso emocional e sexual domina o romance no qual a principal personagem feminina, "Anastasia", sofre danos como resultado.
"Embora a violência cometida pelos parceiros afete 25% das mulheres com prejuízo para sua saúde, as condições sociais atuais - com a normalização do abuso na cultura popular através de romances, filmes e músicas - criam o contexto que sustenta tal violência", disse o estudo.
O romance de E.L. James descreve a relação do multimilionário Christian Grey, de 28 anos de idade, e a estudante universitária Anastasia Steele, de 22, como "romântica" e "erótica".
Ana e suas colaboradoras neste estudo, Lauren E. Altenburger e Nicole L. Walton, leram o livro e fizeram resumos dos capítulos para identificar os temas principais.
 
Para o estudo, usaram como definição de violência cometida por um parceiro íntimo a dos Centros para o Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, que inclui o abuso emocional através da intimidação e ameaças, o isolamento, a vigilância e a humilhação.
Na área da violência sexual a definição governamental inclui os atos e contatos forçados contra a vontade da pessoa, incluídos o uso de álcool e drogas e a intimidação.

"Este livro perpetua os padrões de abuso perigosos e, no entanto, se apresenta como uma história romântica e erótica para as mulheres", afirmou Ana. "O conteúdo erótico poderia ter sido conseguido sem o tema do abuso".

No romance, Anastasia sofre as reações comuns entre as mulheres que sofrem abusos, acrescentou o estudo.
A protagonista sente uma ameaça constante e uma perda de sua própria identidade, modifica seu comportamento para manter a paz na relação quando, por exemplo, esconde seu paradeiro para evitar a ira de Christian.
Além disso, torna-se impotente e está presa na relação à medida que sua conduta se transforma em uma resposta mecânica aos padrões de abuso de Christian.
"Cinquenta Tons de Cinza", publicado em 2011, vendeu mais de 70 milhões de exemplares. Além disso, um filme está sendo produzido com base na obra."

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