quarta-feira, maio 28, 2014

SEM DÚVIDA...


O sofrimento é uno...


 
 
“O sofrimento é uno. Fala-se do sofrimento como se fala do prazer, mas fala-se deles quando não nos possuem, quando deixaram de nos possuir. De cada vez que entram em nós, causam-nos surpresa de uma nova sensação, e temos de reconhecer que ...o havíamos esquecido. São novos, visto que somos novos; damos-lhe cada vez uma alma e um corpo um tanto modificados pela vida. E contudo o sofrimento é uno. Dele apenas conheceremos, como também do prazer, algumas formas, sempre as mesmas, e somos suas presas.
 
Explicando melhor: a nossa alma, em meu entender, dispõe apenas de um teclado restrito, e por muito que faça, a vida nunca lhe consegue tirar mais de duas ou três pobres notas. (…)”
In Alexis – Ou o tratado do vão combate – Marguerite Yourcenar

... o tratado do Vão Combate

 
 
RELENDO ALEXIS…ou o tratado do Vão Combate

“Na vida as coisas não são exactas; pintá-las nuas é mentir, visto que só as vemos numa névoa de desejo. Não é verdade que os livros nos tentem; e tão pouco os acontecimentos o conseguem, visto que apenas nos tentam quando ...chegou a nossa vez, quando chegou a nossa hora em que nos teria tentado. Não é verdade que umas quantas verdades precisões brutais possam informar sobre o amor; não é verdade que seja fácil reconhecer, na simples descrição de um gesto, a emoção que ele depois produzirá em nós.”

In Alexis – Ou o tratado do vão combate – Marguerite Yourcenar
 

TENHO NOÇÃO da realidade que me cerca ...

 
O SOPRO DO ANJO...

Relendo grandes autores...penso sempre...se ao menos tivesse a inspiração do poeta...ou o dom do escritor de génio...Mas não. Tudo o que escrevo não passa de panfletos rudimentares sem consequência, e embora às vezes me ...exceda e tenha rasgos estonteantes e pareça tocar um cume qualquer, depressa verifico o meu engano...e presumo que esse voo não passe do sopro de algum anjo que se compadece da minha pretensão literária e de grandeza humana..
Ah! falta-me esse golpe de asa...falta-me raiva e vontade de me vingar desta raça humana que às vezes amo tanto e outras desprezo...
Sim, subir mais alto como a pomba branca...em vez de cair no charco dos enganos, nesta miséria franciscana, presa à mediocridade dos dias e à sobrevivência terrena...ao conflito eterno na vida na terra e à dualidade humana, à sua incongruência, à  manipulação social e psicológica dos seres ou da desumanidade crescente de um mundo em decadência, cada dia mais brutal...
Sim, ás vezes soçobro, mas resta-me continuar a lutar pelo que acredito...mesmo que nem sempre consiga acreditar e me falte também a fé...e a força que preciso para isso. Aceitar o que tenho e humildemente...prosseguir na senda que se me abre...e a esperança que me resta, a MULHER.
 Rosa Leonor Pedro
  

COMO NOS VEEM OS OUTROS?

 
A NOSSA VIDA...

"Os outros vêem a nossa presença, os nossos gestos, a maneira como as palavras se formam nos nossos lábios: só nós vemos a nossa vida. O que é estranho: vemo-la, surpreendemo-nos que ela seja como é, e não podemos mudá-la. ...Mesmo quando a julgamos continuamos a pertencer-lhe; a nossa aprovação ou a nossa censura fazem parte dela; é sempre ela que a si mesma se reflecte. Porque não há mais nada; o mundo, para cada um de nós, existe apenas na medida em que confina a nossa vida. E os elementos que a compõem são destrinçáveis; sei por demais que os instintos de que nos orgulhamos e aqueles que não confessamos têm no fundo a mesma origem. Não conseguiríamos suprimir um deles sem modificar todos os outros. "

In Alexis – Ou o tratado do vão combate – Marguerite Yourcenar

segunda-feira, maio 26, 2014

A AMEAÇA LATENTE...

 
Será justo falar de Luz e Espírito, de Paz e de “amor alquímico” e “verdadeiro amor”, no tempo das armas geofísicas e químicas? No tempo do terror mascarado, disfarçado de desastres naturais, ou desta crise fictícia propícia à ofensiva maquiavélica da extrema direita e grupos nazis por toda a Europa?

Será justo falar do feminino e da alma da mulher, do feminino sagrado, de que ninguém quer ouvir falar, ou apenas falam como de causas virtuais para se entreter, neste tempo da loucura crescente e insanidade total dos que controlam o planeta e as mentes alienígenas que se fazem passar por humanas, enquanto eu passo por louca? Em que se não hesita já em matar milhares de pessoas seja de que maneira for, ébola, vacinas, ou em nome não sabemos bem de quê, para lá de todos os palcos televisivos com que nos atordoam como falsas crenças, vidas e valores?
"A utilização de artefactos bélicos baseados em substâncias tóxicas recebe o nome de arma química. Em geral, as armas químicas têm sua utilização associada mais ao efeito de impacto sobre a população do que ao efeito de eliminar o aparato militar. Isto significa que a utilização de armas químicas visa principalmente aterrorizar a população civil, sendo este portanto seu alvo principal. (...)
Os organofosforados interrompem reações químicas envolvidas na transmissão dos impulsos nervosos. O resultado desta ação é sufocamento, impossibilidade de abrir os olhos, seguida de convulsões nervosas e morte por parada respiratória. Os nomes mais comuns de alguns desses organofosforados é “tabun”, “sarin” e “gás mostarda”. (...)

As televisões que nos mentem e escondem as realidades prementes e apenas exploram continuadamente a morte, o crime e o terror com uma única finalidade, a de manter as audiências sob controlo, subjugadas ao poder alienatório e destruídas animicamente pelo medo, alimentadas por gritos histéricos das massas convertidas ao futebol, enredos mediáticos e programas imbecis ou bestiais, cada vez mais degradantes e fúteis!
Será que o acordar do verdadeiro Feminino e a da Mulher podem ajudar a acordar a nossa Mãe Terra para esta violência inaudita e única, para esta guerra sem limites e deflagrada por meios desconhecidos dos humanos?
Confesso que há momentos como este em que já não sei NADA...
E se há, como se pretende, e eu às vezes até acredito, planetas habitados no cosmos e seres inteligentes noutras Galáxias, estes permitem, sendo mais evoluídos e tendo mais consciência do Universo UNO, em nome do "livre arbítrio" do povo da terra, que este crime contra a Terra Mãe e os seus filhos, seja perpetrado dentro do seu ventre, dentro das suas entranhas?
Confesso que nada sei...mas rezo...
 
 
rlp  

sábado, maio 24, 2014

EM BUSCA DA VERDADEIRA FEMINILIDADE...

COMO AS MULHERES DEPENDEM 
DO OLHAR DO HOMEM PARA SER...
 “Mas, em primeiro lugar, notemos que o que é próprio da feminilidade é não poder ser reconhecida senão por um outro. Diante do espelho, uma mulher pode achar-se bela ou feia, jovem ou velha, mas nenhum cânon estético, nenhuma referência visível poderá garanti-la acerca do que é todavia o ponto focal da questão. A feminilidade é o que é atribuído pela confissão do homem, e é importante dizer-se que a investidura do seu estatuto de desejada não repousa para ela em qualquer referência de realidade objectiva. O que o homem deseja nela só ele pode dizer se ela o possui ou não.” *
" Uma prova de que certos psicanalistas acompanharam a mentalidade da época, em que se acreditava que o homem tinha de certificar o valor da mulher.
Mas as mulheres de todas as épocas no que diz respeito à imagem, embelezaram-se também para as outras. Nos tempos modernos, muito para si próprias e não dependentes da apreciação dos homens.
Como falar do olhar dos homens….Como falar do seu inigualável efeito?…"

Cristina Simões in incalculável imperfeição
SOBRE SENSUALIDADE E A EMOÇÃO...
Talvez à partida este texto que se segue tenha aparentemente pouco a ver com a citação e comentário inicial, mas ocorreu-me que o conceito de feminilidade está sempre associado à sensualidade da mulher e a sua relação com o homem, ao desejo do homem. Nunca à sua...
Ora a sensualidade da mulher e em geral é algo bem mais vasto do que a que se relaciona apenas com o homem e em função do homem - deixando sempre subentender a atracção sexual entre macho e fêmea, sendo que a fêmea vive exclusivamente em função desse olhar e portanto em querer  agradar ao homem - mas a sensualidade não é nem tem de ser forçosamente sexual e esse é o erro que maior que se comete na análise redutora do feminino ...
AS mulheres e os homens podem ser sensuais entre si sem querer significar sexo. Há sensualidade na música e há sensualidade num jardim, aliás nos sentimos a sensualidade nos aromas, no tocar de algo suave, sem ser só o corpo físico. O erro está na publicidade maciça e na mentalidade superficial que propaga isso  e na formatação destas gerações novas (de há um século?) que vivem obcecadas por sexo apenas, a genitalidade ... mas a sensualidade é algo mais, ela espalha-se e expande-se para lá do que é comum encarar como tal. Para mim a sensualidade é a relação sensitiva e também anímica com a vida e portanto não só do corpo, mas essencialmente da alma; ela  está no prazer de sentir emoções vivas diante de tudo o que é vivo e na  expressão desses sentimentos ou nas  sensações criadas entre seres vivos partilhadas  entre todos os seres vivos, é o desfrute e prazer do que ficava nas entrelinhas e do sentir suspenso de que a poesia era a expressão mais alta e mais bela!

O que se passa justamente com as mulheres, sim, sobretudo com as mulheres, e que nos é dito desde adolescentes, quando não antes, e que é tudo o que nós lemos e é difundido através dos manuais de psicologia e nos meios audiovisuais e até literatura e arte nos nossos dias, é que a mulher só deve ser sensual para o homem e no amor sexual ou como forma de sedução  ou na cama e que ela tem de se enfeitar, "produzir" para ele e o sentido todo da sua vida é concentrado nesse objectivo e também nesse investimento. Dai a cosmética ser a Indústria mais rica do  mundo e que viva da exploração dessa "inferioridade" da mulher, baseada num conceito de Beleza artificial que faz  a  mulher viver do “olhar do homem” exclusivamente…e sem esse “olhar de vida”…a mulher não é nada…
Por isso nós mulheres estamos condicionadas num sentir restrito e pobre, redutor do nosso potencial, na direcção da relação macho/fêmea e tudo o que não seja relação sexual objecto-homem, não nos interessa muito. Somos prisioneiras desse único campo de sentir, o da nossa sensualidade por suposto e presas e condicionadas na concentração desse olhar e dirigidas para um único objecto; daí a obsessão da mulher, a sua paranóia, a sua perseguição ao homem, que vai da paixão à loucura, à total alienação de si mesma ou ao desígnio "superior", por acréscimo de ter filhos... uma casa, um carro etc.
O que eu queria pois referir aqui, ao abordar este tema, é que há uma sensualidade em toda a comunicação e vida humana se nós aprendermos a nos libertarmos desse condicionamento que é viver em função dessa paranóia e obsessão do sexo...
O facto de a mulher ter sido “destinada” ao olhar do homem como única valorização do seu ser, essa é uma das causas da falta de sensualidade na sua vida em geral e considero que  se nos abríssemos ao sentir mais lado e a toda a gama de afectos e emoções que vêm da vida e que nos possam surpreender...poderíamos ganhar sentido na nossa vida e interesse para além do sexo e do homem, casamento-filhos e amantes .
Para isso precisamos de nos abrir a uma outra dimensão do nosso SER MULHER.
No início desta abordagem o que eu queria realmente referir e salientar era em como não havendo essa emoção – sensualidade - em geral no convívio entre mulheres, não temos interesse em nos abrirmos umas às outras e permanecemos rivais e opositoras em competição do macho, porque não temos essa espectativa de amor entre mulheres (sem sexo) uma vez que a nossa emocionalidade está bloqueada à partida, e assim partimos desinteressadas e indiferentes para as situações...de convívio com as outras mulheres…
Na verdade as mulheres não nos interessam nada…a não ser por suposto se formos lésbicas, e é como se pensa dentro desta perspectiva abortada; não, não é acto falhado. É só a partir dessa abordagem que está errada a questão, bem mais complexa, pois as mulheres podem ser amigas e terem experiências emocionais profundas, sensuais para lá do sexo….
Isso é particularmente notório no facto de nunca as mulheres se focarem nelas próprias, e mesmo em conversas e assuntos entre mulheres elas serem sempre sobre os homens, o sexo o "amor" (deles) ou dos filhos ou dos animais... etc.
 Mesmo nos grupos de mulheres que buscam saídas alternativas, temos o Tantra (o homem e o sexo como objectivo) a espiritualidade (o Deus como objectivo) ou os anjos ou a evolução espiritual (o céu como objectivo) ...mas a Mulher em si e a Terra ficam quase sempre para trás...como se a Natureza Mãe e a Mulher não tivessem qualquer razão de ser…ou ligação com o SER MULHER…e tem na verdade tudo a  ver…
A Terra ignorada e a mulher ignorante de si mesma e sempre dedicada aos outros ou a viver em função de algo...vivendo em função do olhar masculino, seja do Pai, seja do filho ou do amante, mas nunca ela mesma, ela nunca irá despertar para si, para as suas emoções e a sua sensualidade em geral, PARA A VIDA EM SI e ao amor da Vida plena, sem depender de nada nem de ninguém.
O que eu queria dizer no fim é que há um Caminho da Mulher, sensual e cheio de emoção e que ele é para dentro de si, onde Ela sabe que tem esse Poder interior e que pode ser plena sem depender de nada nem de ninguém...e essa é a sua descoberta, o Coração é o Manancial...ainda fechado!
Por a Mulher ter esse Conhecimento/Sabedoria em si mesma ela foi afastada dele e dividida em duas mulheres - para que não lhe tivesse acesso e pudesse assim, ficar presa e cativa do homem, do seu “olhar de vida” (mais morte do que vida!) e ser dominada e explorada por ele. Esta divisão da mulher, esta cisão fulcral é a fonte de toda a separação dentro e fora da Mulher e  é a meu ver igualmente a causa de todos ou quase todas as doenças e males sociais, claro, ninguém quer ver isso e a questão tem sido persistentemente branqueada por religiosos, padres, sociólogos, antropólogos, escritores  e até psicólogos como vimos no inicio do texto…
Só à Mulher pode mudar isto…
 ROSA LEONOR PEDRO
*Citação de Pierra Aulagnier-Spairani -  Observações sobre a feminilidade e os seus avatares , In Desejo e Perversão Moraes Editores

quinta-feira, maio 22, 2014

A sexualidade, ampliada e supervalorizada é imposta como único modo de existência...

 
 
"Fomos levados a pensar que através do sexo encontraríamos a liberdade, mas caímos em um jogo ardiloso. Quanto mais falamos (ou gritamos) sobre nossa sexualidade, quanto mais nos mostramos, mais nos embrenhamos nas malhas estendidas pelo saber-poder. Nosso sexo fala de si. O foco de luz colocado em cima dele o imobiliza, as teias de aranha se estendem, o poder se disfarça para melhor vê-lo, cheirá-lo, ouvi-lo e depois comê-lo, até que não sobre nada.
Sexo se tornou nossa identidade, mas por que? O que motiva essa obsessão ocidental pelo sexo? Entender o que causa esta fixação nos faz passar longe da questão jurídica ou de poder como algo centralizado. O discurso sexual é algo que atravessa nossa sociedade horizontalmente. As relações de saber-poder se dão de forma descentralizada. Estendem seus tentáculos em numerosas direções, interligando-os e fazendo-os interagir. A sexualidade é algo onde se pode e deve intervir.
(...)
A centralização dos dispositivos de sexualidade nos leva a crer em um pansexualismo. Já dissemos anteriormente que o sexo não traz a essência da pessoa (veja aqui), não somos puritanos, mas o sexo não é o motor da humanidade, a pulsão não é nosso combustível. Isso decorre de uma saturação dos dispositivos de sexualidade. A família nuclear burguesa foi seu principal alvo. Com o discurso de evitar a degeneração das futuras gerações, a estrutura edípica desenvolveu-se. A saúde mental e física dos pais refletia a saúde e desenvolvimento apropriado da criança. O pecado foi trocado pela patologia, o sangue azul dos nobres deu lugar aos discursos sexuais burgueses.
É neste contexto que a psicanálise se desenvolve. Centralizando o impulso sexual e codificando os discursos em torno de papai-mamãe-filhinho. Refinamento da confissão em sua melhor forma, um tipo de “pague-para-contar-sobre-sua-miséria-sexual”. A psicanálise não descobriu os segredos do inconsciente, ela sistematizou o inconsciente que era produzido na superfície da época,  um significante tirânico organizando o desenvolvimento. Exatamente quando a questão do incesto também passou a ser uma questão de saúde pública.
“A noção de ‘sexo’ permitiu agrupar, de acordo com uma unidade artificial, elementos anatômicos, funções biológicas, condutas, sensações e prazeres e permitiu fazer funcionar esta unidade fictícia como princípio causal, sentido onipresente segredo a descobrir a toda parte: o sexo pôde, portanto, funcionar como significante único e como significado universal” – Foucault, História da Sexualidade I
Novos modos de vida exigem novos modos de produção e vice-versa. Corpos disciplinados para o trabalho braçal, caso contrário, polícia e cadeia. Para os abastados, psicanálise ou prozac. O efeito é o mesmo, aliviar tensão, manter o controle, gerir pessoas. Uma máquina de produzir indivíduos dóceis, disciplinados e úteis foi posta em prática. Além de um discurso de regulação, que abrangia, claro, todo desenvolvimento psico-sexual para satisfazer uma economia e produção. Produzir, vender, incitar o desejo, conhecer e produzir conhecimentos para então novamente produzir e vender.
“O problema está em apreender quais são os mecanismos positivos que, produzindo a sexualidade desta ou daquela maneira acarretam efeitos de miséria” – Foucault, Micro-física do poder
(...)
“Não acreditar que dizendo-se sim ao sexo se está dizendo não ao poder; ao contrário, se está seguindo a linha do dispositivo geral da sexualidade” – Foucault, História da Sexualidade
 
 
O verdadeiro sexo, o sexo imposto, é aquele que se torna ao mesmo tempo, através dos discursos de saber-poder, previsível e condicionável. Homem joga bola e usa azul, quer sexo o tempo todo. Mulher vai ao cabeleireiro e usa rosa, é recatada. Todo discurso impõe comportamentos regulados socialmente. A implicação econômica é de máxima efetividade. A sexualidade, gênero, preferências, vontades, desejos, tudo isso não é causal, é causado.
Não reduzir-se ao sexo implica não centralizar seu modo de vida em torno de um único fator. A sexualidade, ampliada e supervalorizada é imposta como único modo de existência através de inúmeros dispositivos sexuais que a normatizam. Ampliar o discurso da sexualidade tornou-se uma forma tirânica de regular as subjetividades e por sua vez os encontros possíveis entre as pessoas. Ir para além destes dispositivos de saber-poder é encontrar novos modos de se posicionar no mundo, um devir-criativo mais preocupado com a ampliação dos próprios potenciais do que com a busca pela sua verdadeira identidade sexual. A verdadeira liberação sexual, se é que ainda podemos usar este termo, não se dá seguindo pela avenida construída pelo saber-poder, onde os discursos e as práticas seguem todos à mesma velocidade e sentido, ela se dá na verdade através das trilhas paralelas, que são confusas e pouco trilhadas, mas certamente muito mais singulares."
 
Rafael Trindade

segunda-feira, maio 19, 2014

A Igreja Nacional de Bey

... Como o mundo do espectáculo se pode transformar num perigo e adulterar todos os princípios da Vida...e a própria natureza das coisas...como o Mundo da ficção e dos Ícones se pode transformar numa aberração para a sociedade cada vez mais... alienada de vida natural e dos seres humanos comuns que somos todos nós...
A falta de sentido e realidade vivida, com uma dimensão de verdade humana e transcendente, leva sempre aos extremos e fanatismos que adulteram a realidade...do Ser Mulher e do Ser Homem...

rlp
 

UMA DEUSA DE PÉS (OU PERNAS) DE BARRO...

"Criada há cerca de um ano, a Igreja Nacional de Bey tem sede em Atlanta, no estado americano da Geórgia, e conta com 203 fiéis cadastrados. “Éramos 12 amigas, e saíamos todo domingo para cantar as músicas de Beyoncé. Um dia, enquanto escutávamos, bebíamos vinho e fumávamos, chegamos à conclusão de que Beyoncé é uma divindade”, diz Pauline Andrews, autoproclamada Diva Ministra da Igreja Nacional de Bey, em entrevista ao MapeNation.com.
(...)
Uma religião para as moças solteiras (que esperam um anel em seus dedos, hehe), a Igreja Nacional de Bey tem um culto semanal, aos sábados à noite, no qual versos de Beyoncé são recitados. “Nosso texto sagrado é a Beyblia, uma compilação das letras da música dela. A partir da Beyblia, podemos melhorar nossas vidas e nos esforçar para nos tornarmos Divas Divinas”, explica Andrews, que acredita que existam 58 milhões de seguidores do Beyísmo no mundo — “mas 99% deles não descobriu isso ainda”.
Se você está achando tudo isso muito estranho, uma ressalva. Andrews diz que o Beyísmo não se trata de “acreditar que Beyoncé ressuscitou dos mortos, nem que ela é perfeita. Apenas é uma luta para que nós todas tentermos ser a Diva que ela é”. Hoje, 100% dos seguidores do Beyísmo são mulheres, mas homens são bem-vindos, diz a Ministra Diva. Eles apenas tem de obedecer uma condição: o sacrífico de sua masculinidade, removendo (simbolicamente) seus órgãos sexuais para obedecer à Divina Diva."
 

A MODA....




É ISTO EVOLUÇÃO?
PRIMEIRO FAZEM DAS MULHERES HOMENS E AGORA FAZEM DOS HOMENS MULHERES?


Ok. Roupa é roupa, só trapos; e tudo são conceitos e preconceitos, mas...isto é o quê? Estética...beleza, ou total e plena inversão dos géneros... confusão/alienação...Pode ser considerado  irrelevante, mas para mim é miserável sim senhor...é absurdo e inútil esta moda com tanta gente a morrer de fome e miséria no mundo...só isso!

Costuma-se dizer que: "quem com ferros mata com ferros morre"...a moda é isso...eles, estilistas e industria da moda, mataram a beleza natural das mulheres e muitas mulheres foram destruídas e agora eles (?) matam a própria beleza dos homens...

Por isso Odeio a Moda...e toda essa gente estéril e infecunda...

rlp

sábado, maio 17, 2014

O grotesco...ou borderline?


CONTRA O GROTESCO, PRECISAMOS DE UMA FEMINILIDADE RADICAL...

Fazer o elogio da Mulher e da Beleza do feminino parece-me hoje mais do que nunca  uma emergência face ao ataque cerrado da feminilidade e à deturpação da mulher autêntica, a mulher real...pelos Mídea, pela moda, pelo cinema, pela pornografia, e pelo espectáculo em geral, toda uma industria que vive a custa da imagem da mulher, e que apesar de difundirem imagens estereotipas de uma suposta beleza, ela é normativamente uma beleza fictícia que vai do género masculino, mulheres  rapazes, travestis...mulheres sem seios e sem ancas, esqueléticas ou magras em extremo, até ao grotesco da mulher fatal, de seios volumosos cheios de silicone, tida como fetiche do imaginário masculino, há muitos anos já, tanto como a equilibrista dos saltos altos agulha ou a de lingerie vermelha e chicote, sado-maso das revistas e filmes porno...etc....quer agora esta violência crescente feita à Mulher essência pelas imagens degradantes da mulher barbuda do festival da Euro-visão e  já completamente difundida pelas drag queens (sem pelos) e os transformistas...
É que, sem darmos por nada, aos poucos, e ao longo das décadas e cada vez mais, estamos a ser cerceadas e atacadas, desvirtuadas de todas as maneiras ...Cada vez mais a Imagem da Mulher, o corpo da mulher, e o Ser Mulher está a ser delapidado, grotescamente adulterado...e digo isto não que eu defenda por oposição uma imagem oposta, a da imagem da imaculada concepção ou da excelsa e divinizada mulher dos poetas, a mulher santificada em casa,  pelos religiosos que fez com que  a sua antítese fosse projectada na prostituta da Rua e do Bordel...mas defendo o que a mulher tem de naturalmente genuíno e autêntico, de essencial como uma beleza própria, na sua diversidade, beleza essa que eu identifico pelo seu interior, seja pelo seu magnetismo, seja pela sua sensualidade inata ou pela  força manifesta no seu fogo anímico quando se ela se revela à flor da pele ou na ousadia de ser Mulher inteira ...a mulher que atrai e seduz, a mulher que cativa e acarinha, a mulher que é receptiva e amorosa mas também livre e determinada e sabe o que quer sem ter necessidade de se trair na sua própria pele...
Não. Não há muitas mulheres assim...mas estamos todas a caminho desse despertar interior da mulher natural, que eu chamo a mulher integral, independentemente da sua imagem ou estilo ou beleza conceptual ...Toda a Mulher tem uma beleza intrínseca no expressar da sua natureza mais profunda quando ligada à fonte do seu ser interior, ao seu ventre, ao seu útero e ao ritmo próprio do seu Desejo de Mulher ontológica...o seu desejo de mulher e mãe universal...a Mulher Matriz!
Para mim pois, a beleza e sensibilidade, a naturalidade no expressar essa mulher sensual e grave...consciente, não alienada, não perdida...é muito importante, tanto ou mais do que a consciência psicológica e histórica do seu ser Mulher...ou das reivindicações feministas que trouxeram tantos desses estereótipos como pretensa igualdade e que afastou as mulheres da sua sensibilidade profunda e de uma mística  tão própria do seu ser ...criando a imagem da mulher homem que de facto só lhe falta a barba...e que agora este travesti irrisório de nome "conchita salsicha" vem protagonizar em nome da "aceitação" e da tolerância...
No meu entender esta profanação e deformação  e uso abusivo da imagem da mulher que foi degradada através do cinema de há um século a esta parte e a dos espectáculos hoje, nesta proliferação de travestis e transformistas tem a ver com a perda da essência e da  identidade Feminina...
rosaleonorpedro
 "Conchita Wurst foi recebida por milhares de pessoas no aeroporto de Viena que gritaram o seu nome e agitaram bandeiras do país. O presidente austríaco, Heinz Fischer, declarou que "este é um grande dia para a Áustria".

Nota: O que para mim é muito óbvio é que estamos numa fase da decadência do mundo em que quase toda a gente, do mais baixo ao mais alto "nível" está a atravessar uma fronteira perigosa, um desvio tremendo da  natureza ontológica - já não apenas da personalidade mas realmente da identidade básica do ser humanos, homem e mulher...
Para mim isto é um grave transtorno

"Transtorno de Personalidade Limítrofe (TPL) ou Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)[1] (borderline significa "fronteira" ou "limite" em inglês), chamado de "transtorno de personalidade emocionalmente instável, tipo bordeline" no CID-10, é um transtorno de personalidade no qual há uma tendência marcante a agir impulsivamente e sem consideração das consequências, juntamente com acentuada instabilidade afetiva.[2] O padrão está presente no início da idade adulta e ocorre em uma variedade de situações e contextos.[3] Outros sintomas podem incluir um intenso medo de abandono e intensas raiva e irritabilidade que outros têm dificuldade em compreender a razão.[3] [4] As pessoas com TPL muitas vezes se envolvem da idealização e desvalorização de outros, alternando entre uma alta consideração positiva ou uma grande decepção.[5] Automutilação e comportamento suicida são comuns.[6]" in Wikipedia
 


sexta-feira, maio 16, 2014

Florbela Espanca

UMA MULHER EM 1916

A Única Coisa que Desculpa
o Casamento é o Amor

Na carta que lhe escrevi dava-lhe, como me tinha pedido, a minha opinião sobre o casamento. É a seguinte: acho o casamento uma coisa revoltante! E isto por uma única razão mas que para mim é tudo, para mim e para aquelas mulheres que não são apenas fêmeas, para todas as delicadas, para todas as que têm pudor, espírito e consciência. Essa razão é a posse, essa suprema e grande lei da Natureza que, no entanto, revolta tudo quanto eu tenho de delicado e bom no íntimo da minha alma. Ganha-se um amigo muitas vezes, é certo; um amigo que às vezes é o nosso supremo amparo, mas em compensação quantas revoltas, quantas mágoas, quantas desilusões! Quantas!... A minha querida faz bem, faz muito bem em não se querer sujeitar ao mercado, à venda. Eu casei e casei por amor. É a única coisa que desculpa, no meu entender, o casamento, porque do contrário, quando nele apenas entram o interesse e a ambição, revolta-me e indigna-me.

Florbela Espanca, in "Correspondência (1916)"

Eu

Eu sou a que no mundo anda perdida,
Eu sou a que na vida não tem norte,
Sou a irmã do Sonho, e desta sorte
Sou a crucificada ... a dolorida ...

Sombra de névoa ténue e esvaecida,
E que o destino amargo, triste e forte,
Impele brutalmente para a morte! ...

Alma de luto sempre incompreendida! ...

Sou aquela que passa e ninguém vê ...
Sou a que chamam triste sem o ser ...
Sou a que chora sem saber porquê ...

Sou talvez a visão que Alguém sonhou,
Alguém que veio ao mundo pra me ver
E que nunca na vida me encontrou!

Florbela Espanca, in "Livro de Mágoas"

terça-feira, maio 13, 2014

E o desafio do feminino hoje é o resgate.



O feminino sagrado está ligado à devoção
(...)
Muitas catástrofes, atrocidades humanas, atos destrutivos e desumanos têm a ver com a ausência do feminino sagrado. A mulher perde o contato com a dimensão instintiva, com o aspecto emocional da vida. E, com os desafios e exigências dos novos tempos, se masculiniza gradativamente.
O feminino sagrado está ligado à devoção. Devoção à Grande Mãe, à Deusa Mãe, hoje excluída do seio da Família Divina, pois existe apenas um Deus, que é o pai.
Resgatar o feminino sagrado tem a ver com a reinserção desta Deusa Mãe no Sagrado Coração. A Grande Deusa é a própria criatividade, a fertilidade, a sensualidade.

E o desafio do feminino hoje é o resgate. É ouvir a voz interior, a amorosidade, o cuidado, o autocuidado, a misericórdia, a sensibilidade.

  Para entrar em contato com o feminino sagrado, vale a pena um exercício de imaginação: Antes, o silêncio interno deve chegar devagar, tomando todo o corpo de quem se propõe a realizar o exercício. Neste momento, imaginar que começam a chegar ao seu lado, atrás de você, sua mãe, suas avós; as bisavós, as trisavós e muitas outras avós, além das tias que se sente, são importantes na sua vida, vivas ou mortas, conhecidas ou desconhecidas. Estas são as suas antepassadas. É possível acessá-las, pedindo com amor que elas possam trazer as qualidades positivas para que se dê conta da vida, para que se possa ser feliz, ser uma mulher inteira, plenamente viva.
E se houver muitas dores relacionadas ao feminino, lembrar que “embora a película externa da alma seja magoada, arranhada ou chamuscada, ela se regenera de qualquer modo. Repetidas vezes, a pele da alma retorna a seu estado primitivo e intacto”, como afirma Clarissa Pinkola Estés.

Por Ana Lucia Braga
(Terapeuta Corporal Neo-Reichiana)
Foto Luiza frazão

....o desrespeito masculino teima em persistir ...



(...)
No passado mês de abril foram raptadas 200 estudantes nigerianas pelos guerrilheiros, rebeldes muçulmanos, facção em oposição ao regime governamental. O objectivo desse acto foi, segundo testemunhas, o casamento em massa e obviamente à força com esses mesmos guerrilheiros.
200, 200 raparigas raptadas contra a sua vontade e neste caso contra a vontade dos pais, pois noutros casos poderia não ser assim… Jovens mulheres com idades compreendidas entre os 16 e os 18 anos numa escola interna onde estudavam. Foi durante um exame de física que o assalto à escola se deu. Durante um exame de física que essas estudantes faziam para terminar o liceu, para construir o seu futuro; e tentar chegar a um ponto em que lhes fosse possível ter uma vida profissional, que uma educação lhes ia permitir uma qualificação profissional para uma eventual autonomia e independência. Uma existência digna pelo esforço e pela força de vontade para ganhar um estatuto de pessoa livre. Ganhar um estatuto de pessoa livre…”todas as pessoas nascem livre e iguais”…não é assim? Estas não.
As meninas raptadas a meio dum exame de física que ambicionavam uma liberdade de escolha para as suas vidas, foram reduzidas a uma manada de fêmeas para o bom prazer de homens sem escrúpulos, sem moral, sem piedade, sem valores, sem qualquer sentimento humano, seres que simplesmente não merecem viver; ao contrário dessas jovens mulheres que se esforçavam para poder (tentar) escolher e ter uma existência digna de qualquer ser humano com ambições construtivas e não destrutivas, ao contrário dos seus agressores fundamentalistas.

Com estes episódios e outros que chegaram até mim no mesmo dia por diversas vias, eu interrogo me de facto sobre a condição das mulheres e o enorme trabalho que falta fazer para alcançar uma igualdade de trato e um respeito pela condição feminina, geradora da vida guardiã da família, base da existência humana. Isto tudo num século em que as capacidades intelectuais estão mais do que provadas mais do que igualadas. No entanto o desrespeito masculino teima em persistir permitindo situações de extrema injustiça, de extrema maldade.
Revolta me os inúmeros exemplos de falta de respeito e ligeireza masculina na sociedade em que vivo, são mais os casos de vidas a dois atravessadas por mentiras e enganos do que aquelas em que reina a harmonia, amizade e o respeito, supostos e acordados desde o início pelos dois.

Naquelas sociedades em que não vivo mas que chegam até mim através dos media, símbolo de progresso…progresso (?)… Lamento a existência sofrida, injusta e extremamente desigual das minhas semelhantes nos outros cantos do globo… fico grata, apesar da revolta que sinto,  por ter nascido numa parte do mundo considerada desenvolvida e considerada “civilizada”, em que a minha condição de mulher é respeitada ao ponto de me ser dada a oportunidade de estudar e escolher livremente o meu caminho; mesmo se permanece uma obrigação latente de sacrifício e uma desigualdade quando se trata de fazer escolhas; escolhas individuais quando por exemplo se tem uma família, escolhas de comportamento na sociedade civil escolhas em que frequentemente as mulheres põem, na maioria dos casos, os outros à frente das suas próprias vontades, dos seus próprios desejos até dos seus próprios sonhos. Isto é numa sociedade onde supostamente podem escolher mas onde convém manter uma certa ideia da realidade e um certo pragmatismo para não sofrer muito... ser sempre mais forte e mais esperta, construir uma vida em cima de algumas duvidas, algumas consciências, sempre para o bem da família… é isso que faz com que as sociedades avancem e continuem a crescer sobre algum sacrifício, alguma dor, muito altruísmo e dedicação, muito trabalho por parte do segundo sexo. Que tem “chata” como adjectivo mais usado para qualificação ou como diriam os franceses verdadeiras “emmerdeuses”; pelas suas insistências, manias, repetições e exigências.
Todas as coisas têm um lado bom e um lado mau ou menos bom. No equilíbrio está a harmonia de tudo. Mas tenho a certeza que os comportamentos individualistas masculinos ou femininos não têm lugar nessa balança. A igualdade de oportunidades entre os sexos é um dever e um direito humano assim como a igualdade de direitos e deveres em todos os aspectos da vida. Embora melhor isso não está instituído. Nem no século XXI. Vai ser sempre assim?

 Sofia Leitão

 

domingo, maio 11, 2014

MÃE...



SENHORA TEM PIEDADE DESTE MUNDO EM EXTREMA AGONIA...
E SALVA AS MENINAS DA NIGÉRIA...
E ONDE QUER QUE ELAS SEJAM MORTAS E VIOLADAS EM NOME DE DEUS...

quarta-feira, maio 07, 2014

O CAOS DO MUNDO - AS MULHERES AS MAIORES VÍTIMAS

AS MULHERES E AS MENINAS CONTINUAM A SER AS VÍTIMAS DA GUERRA E DA BARBÁRIE
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"Segundo testemunhas, meninas de 12 e 15 anos foram levadas do vilarejo de Warabe por um suposto militante do Boko Haram
Supostos militantes do Boko Haram sequestraram mais oito meninas no nordeste da Nigéria, informou morador do vilarejo de Warabe, no estado de Borno, nesta terça-feira (6).

Ontem: Líder do Boko Haram ameaça ‘vender’ jovens raptadas na Nigéria
Segundo testemunhas, meninas de 12 e 15 anos foram levadas do vilarejo de Warabe por um suposto militante do Boko Haram
Supostos militantes do Boko Haram sequestraram mais oito meninas no nordeste da Nigéria, informou morador do vilarejo de Warabe, no estado de Borno, nesta terça-feira (6).

Ontem: Líder do Boko Haram ameaça ‘vender’ jovens raptadas na Nigéria

 
De acordo com a fonte, o sequestro das jovens, com idade entre 12 e 15 anos, aconteceu na noite de domingo (4). A agência de notícias Reuters relata o crime citando fontes não identificadas da polícia local e de um morador da vila nigeriana.
Homens armados chegaram em dois caminhões e levaram, além das jovens, animais e alimentos da aldeia. A comunicação é muito pobre na região, o que explica a demora na divulgação sobre o recente crime do grupo islâmico, explicou o correspondente da BBC em Abuja, Mansur Liman.
A vila também fica próxima da floresta Sambisa, por onde o primeiro grupo de estudantes raptadas passou após ter sido raptado de escola em Chibok, no dia 14 de abril.

Desespero: Pais de alunas raptadas protestam contra demora nas negociações

Em vídeo divulgado na segunda, o suposto líder do Boko Haram – que significa “a educação ocidental é pecado” -, Abubakar Shekau, assumiu a responsabilidade pelo sequestro em massa e ameaçou ‘vender’ as mais de 230 estudantes. Sem notícias das filhas, pais foram às ruas em grandes cidades da Nigéria para clamar por informações sobre as desaparecidas.

Relato de uma vítima 

Meninas do dormitório escolar de Chibok puderam ouvir o som de tiros vindos de uma cidade vizinha, no nordeste da Nigéria. Então, quando homens armados e trajados com uniformes militares prometeram defendê-las, em um primeiro momento, as alunas de uma escola secundária estadual ficaram aliviadas.
“Não se preocupem, nós somos soldados”, uma estudante de 16 anos lembra de ter ouvido. “Nada irá acontecer com vocês”.
Um homem armado instruiu as centenas de estudantes a saírem do colégio. Enquanto isso, outro homem entrou em uma sala cheia de mantimentos e levou toda a comida. Depois, eles atearam fogo no local.
“Eles começaram a gritar ‘Allahu Akhbar’ (Deus é bom)”, disse a aluna de 16 anos. “E nós sabemos.”
O que elas descobriram a seguir as fizeram gelar: eles não eram soldados do governo de jeito nenhum, mas sim um grupo extremista islâmico chamado Boko Haram e haviam sequestrado o grupo de meninas, levando-as em caminhonetes pela densa floresta."
IN fOLHA DE S. PAUÇLO
 

TODA A DOR DO MUNDO...

 
 
TODA A DOR DO MUNDO...

Toda a dor do Mundo...
as mulheres e as meninas continuam a ser as mártires da barbárie....
TODA a dor do Mundo...
as mulheres e as meninas continuam a ser as mártires da barbárie.......

Toda a dor do Mundo...
as mulheres e as meninas continuam a ser as mártires da barbárie....
Toda a dor do Mundo...
as mulheres e as meninas continuam a ser as mártires da barbárie....
 
TODA A DOR DO MUNDO...

segunda-feira, maio 05, 2014

O ÚTERO É SAGRADO


 “Os médicos exercem um controlo fenomenal sobre os humanos e muitos deles sabem que a sangria intensifica tremendamente a vitalidade. (…) B. M.

Deus disse à mulher: ”parirás com dores e sofrimento”…agora os médicos dizem: serás humilhada e  rasgada  no teu ventre…romperemos à faca a tua barriga e cortaremos a tua pele porque isso é mais fácil para nós…do que te deixar parir naturalmente. Porque nós queremos o teu dinheiro…nós somos os mercenários do Sistema..
Esta é a segunda escravidão da mulher.

O ÚTERO É SAGRADO
Em todo o mundo e em todos os países houve e há ainda a perseguição ou a manipulação da mulher nas mais variadas formas. Na Europa e na idade média pelos padres e pelo clero culminando com a Inquisição e agora digamos a “ciência”, com os média e os médicos à cabeça.
As farmacêuticas e os médicos e são os modernos guardiães negros (vestidos de branco...) que mantêm o controlo do corpo da mulher…os partos por cesariana são disse um exemplo para além da ligeireza como operam perante a qualquer sintoma de cancro e “limpam” as mulheres dos ovários e útero ou dos seios…sem nenhuma hesitação ou reserva perante o diagnóstico…”vale mais tirar tudo para prevenir”, dizem…
Por tudo e por nada eles cortamos seios os ovários o útero e o mais que podem…

A publicidade das farmacêuticas e os seus slogans a bem da saúde da mulher ou da sua beleza… levam as mulheres a consumir químicos (pílulas) como ninguém mais e eles sabem que a mulher é uma presa fácil…
Como já não era possível aos padres exercerem o medo das fogueiras sobre elas, aparecem os médicos e os cientistas que falam das doenças das mulheres e da velhice, impregnando as mulheres de medo e insegurança, obrigando-as a tomar químicos por tudo e por nada ou a fazer operações plásticas, o que as mina de outras doenças potenciais e paulatinamente as matam…

Os químicos são minas que explodem silenciosamente no corpo das mulheres ao longo dos anos. Começou com a pílula em nome da liberdade sexual. Continuou na menopausa com anti-depressivos perigosos, com vacinas para prevenir o cancro do colo do Útero a adolescentes, aos milhares e “oferecidas” pelo Governo…e agora o bombardeamento é total: químicos para impedir a menstruação e “libertar” a mulher da escravidão do sangue…

Agora é o sangue menstrual que está a ser alvo de ataque pelas farmacêuticas; a publicidade é uma ameaça às mulheres…querem-nas “limpas” sem cheiros e seguras … querem libertar a mulher dessa sujidade…
Como se tudo na mulher o que é natural se tornasse ameaça de doença na mulher. Como se a doença na mulher fosse endémica e as causas não existissem e não fossem sócias e psicológicas…
Tudo isto afinal são formas variadas de manipulação "genética" e não só que visa a destruir o poder interno da mulher sediado nos ovários – o correspondente na mulher à força que os testículos representam para os homens – assim como os químicos de “prevenção” visam a anulação do instintivo e a natural evolução da mulher!

Em nome da doença e do perigo da possível doença, atacam o sistema imunitário e os ciclos naturais da mulher quer a ovulação quer a evolução da sua consciência. Esta Identidade perdida dos ciclos lunares e a força vital do sangue a que a mulher está ligada é progressivamente destruída.
“A escola de medicina é um processo para lhes tirar a sensibilidade. Ensinam-lhes que as pessoas não conseguem ver sangue “(…)B.M.

“Eles”, OS QUE CONTROLAM, sabem que o sangue contém o mistério da vida humana, nomeadamente o das mulheres que sangram com a lua…esse é o mais antigo e temido mistério da mulher. Por isso esses magos negros - que são os médicos em geral, ELES PRÓPRIOS MANIPULADOS, tudo fazem para destruir o poder inato da mulher cortando a eito as suas entranhas e agora preparam-se para as convencer a tomar uma pílula para não menstruarem…como inventaram uma pílula para não ficarem grávidas e as mulheres ignorantes e divididas em si mesmas estão convencidas que foi um grande avanço para elas não ficarem grávidas enquanto iam ficando doentes do colo do útero e tendo cancros da mama e por todos o corpo…
Enquanto isso em África e no Oriente a barbárie é total. Faz-se a excisão dos genitais da mulher por um lado – para não ter prazer independente do homem – é  por outro a mulher sistematicamente violada e torturada como no Congo. Lá não é só a violência doméstica, é a guerra total cujo principal inimigo a destruir é a mulher…tratada pior do que os animais e acossada por todos os lados.

Por tudo isto, eu acho de facto urgente que comecemos a perceber o porquê das doenças "femininas" e a sua perseguição no mundo...e cabe às mulheres mais lúcidas esse papel. Denunciar por todas as formas e feitios este abuso da "ciência"!

A ferida da humilhação da mulher no seu âmago como mulher e como mãe é a que provoca o cancro e todas as doenças tipicamente femininas…
Sim, cabe portanto às mulheres que ao moverem-se na procura da essência divina devem encontrar primeiro a sua essência feminina que já é divina... esse é o segredo que foi escondido e causa do ataque cerrado à sua natureza por parte do SISTEMA de controlo pelo homem, para que a Mulher não se cumprisse e desse a verdadeira dimensão da nossa Humanidade homem-mulher...

Como eu já disse aqui a causa da violência sobre a mulher é a mesma da doença que a mata…
A mulher é ferida de morte todos os dias pela sociedade patriarcal…

rlp