sexta-feira, março 27, 2015

Humanidade para lá dos paradigmas...




DUAS GRANDES SENHORAS:
a Humanidade para lá dos paradigmas...

Este beijo cúmplice e terno entre duas mulheres, grandes atrizes brasileiras, protagonistas de uma nova telenovela, Babilónia, levantou grande polémica no Brasil...
 
Por minha parte e como escrevi algures volto a citar - O patriarcado afastou a mulher de toda a interioridade, de toda a afectividade que não fosse ou seja relacionada com o homem e o filho. O pai e o filho! A relação com as outras mulheres seria e é sempre um perigo para esse império do domínio do homem sobre a mulher, a justificar a sua violência e posse. No caso das mulheres homossexuais (ainda que ficção, neste caso) essa violência é extrema e  vê-se a assombrosa e negativa  reacção das mentes machistas, tanto de  homens como de mulheres, que não perdoam esta infração ao domínio e sujeição total da mulher ao homem; pensarem que as mulheres possam viver sem depender de um homem sexualmente ou afectivamente isso assusta tanto o patriarcado e os fanáticos "cristãos", que antes pregam o ódio e preferem ignorar a violência doméstica e os crimes cometidos contra as mulheres... de facto, fora desse quadro tradicional conservador do par amoroso, eles temem tanto a liberdade das mulheres, das mulheres com força e com classe, (como é o caso destas duas atrizes)  que o demonstram claramente  na sua reacção a uma simples telenovela, de forma  violenta e instantânea,  e isso mesmo até da parte das mulheres que se assim se revelam ignorantes e estúpidas, e contra si mesmas reagem.
rlp


Tal como diz  Teresa Pizarro Beleza isto ainda acontece...
 
"Que engraçado, as pessoa continuam convencidas de que o Mundo, aliás, a Humanidade, se divide entre homossexuais e heterossexuais... que ideia tão estranha. Como se a atracção pela BELEZA tivesse sexo. O que a Medicina e a Psiquiatria do século XIX fizeram à mente humana.
Ide ler as leis antigas e depois vinde contar-me dessa divisão... e, já agora, Michel Foucault (História da Sexualidade, I. A Vontade de saber). E Platão, O Banquete... etc.
Desculpem, não me levem a mal, mas esta coisa de trabalhar continuamente na desconstrução do senso comum é muito cansativa. "

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