"NÃO SOU FEMINISTA, SOU ANTROPOLOGICAMENTE LÚCIDA" Ana Hatherly

domingo, março 08, 2015

Mulher no Mundo da Política



Mulher no Mundo da Política

Há quem pense, e talvez com certa razão, que a mulher deve entrar no mundo da política para, dentro desse universo, desenvolver as suas ideias e a sua acção. Mas eu penso que quando uma mulher entra nesse mundo, ela própria é obrigada a submeter-se a padrões que ameaçam toda a sua natureza, a natureza da sua cultura. Ela é levada a transigir, torna-se numa cópia daquilo que já é mau nos homens. Eu penso que a acção da mulher deve desenvolver--se fora da política do Poder. Uma acção política de contra-poder. Pela recusa.
O que é a poesia se não uma magia branca, para fazer recuar as forças tenebrosas que querem destruir a vida?!


Natália Correia, in 'Entrevista (1983)'

2 comentários:

Fernanda disse...

Uma mulher consciente não transige, nem se torna numa versão feminina do homem. E de facto as mulheres são necessárias na política; pela recusa temos estado nós, e veja o resultado, está tudo na mesma. Com certeza que esta estratégia convém aos homens, mas para nós, acabou. Já não temos tempo para isto.
Agora... mulheres conscientes, precisam-se!

rosaleonor disse...

Precisamente - mulheres conscientes precisam-se - obrigada Fernanda!