"NÃO SOU FEMINISTA, SOU ANTROPOLOGICAMENTE LÚCIDA" Ana Hatherly

domingo, outubro 11, 2015

SER MULHER?



Muitas pessoas ao lerem-me, sobretudo homens, devem-me pensar uma feminista arraigada ou coisa que o valha...Mas como tenho dito muitas vezes e para espanto de alguns "não sou feminista, sou antropologicamente lúcida" (A. Hatherly) e é essa LUCIDEZ mais do que qualquer outra coisa que me leva a bater nesta tecla e a colocar a tónica nos valores do Feminino, mas com uma imensa precaução: não deixar que confundam feminino com nada que não seja apenas SER MULHER em toda a extensão da palavra. É claro que a grande maioria das "mulheres" não sabe o que é isso e os homens estão completamente a Leste do Paraíso...

rlp

PSICOLOGIA INTEGRAL

"Qualquer debate sobre o Princípio Feminino acaba sempre por embater com o facto de o valor da nossa linguagem advir de uma perspectiva masculina, utilizada por homens e mulheres. Masculino significa penetrativo, funcional – “Faz alguma coisa sobre isso”, enquanto Princípio Feminino é o ser em si mesmo - literalmente a força nutritiva da existência, porque ele é a própria existência. Actualmente, existe uma preferência pelas formas masculinas de comunicação e estamos a tentar intervir aí com a sensibilidade feminina. A minha motivação pessoal para isso está de facto afectada. Há um nível de sofrimento a que se não consegue responder, uma realidade sentida no corpo correspondente a algo que não foi ouvido, algo que não torna presente a consciência que em tempos existiu.
Isto está relacionado com a prioridade dada à informação em detrimento da saúde emocional e psíquica da encarnação."
(...)
sofia diaz

1 comentário:

Ana Nazaré disse...

É a verdade!!! Poucos ousam olhar , o que dirá, se entender com ela....