"NÃO SOU FEMINISTA, SOU ANTROPOLOGICAMENTE LÚCIDA" Ana Hatherly

sexta-feira, novembro 20, 2015

MÃE HÁ SÓ UMA

REVERENCIANDO NUESTRA FEMINEIDAD*

*"Busquemos a la madre verdadera, a la madre nutridora, la nutrición desapareció de este mundo con el patriarcado. El resentimiento del hijo/a hacia la madre, se debe a esa falta de nutrición, si bebemos de ella, recuperamos el amor y la plenitud perdida".



Só a Mãe é Mãe e não há duas mães, nem dois pais...
Mãe é única e só uma - sim, "mãe há só uma"!

A Família é uma instituição patriarcal fundamentada exclusivamente na propriedade privada da qual a mulher se torna propriedade do homem.  A família é baseada num contrato social patriarcal, fundada no casamento-contrato que consiste na compra e posse da mulher procriadora  com a finalidade de assegurar descendência ao Pai e manter e dar ao filho varão o nome do Pai e a propriedade. Tudo isto foi escamoteado ou ignorado deliberadamente, mas mantem-se tudo na mesma.
A Família é uma construção baseada inteiramente no poder do homem sobre a mulher, antes óbvio hoje subentendido,  que é em si anulada desde menina e sujeita a todas as normas e conceitos que estabelecem a sua predestinação e "destino": ser vendida ou  comprada ao pai pelo marido, negócio estabelecidos pelos interesses de ambos ou ambas as famílias. As mulheres que não tem "dote"...dinheiro beleza e virgindade...condenadas a prostituírem-se...isto mudou na aparência mas continua  a ser igual no fundo e nos bastidores das famílias - com outros nomes...
Pensar que isto mudou é portanto uma fraude porque só aconteceu na aparência mas  as estruturas psicológicas mantem-se e o modelo arquetípico continua o mesmo, mesmo que a cultura moderna queira dizer o contrário.
A verdade é que esta sociedade moderna continua a não defender a mulher nem a Mãe nem as filhas. As mulheres são ainda consideradas e tratadas como espécie subalterna e submetida ao poder e à lei do mais forte, o Homem, sem expressão ou conhecimento de si, sem linguagem sua ou terminologia,  nem nomenclatura própria. Elas não entram no dicionário, senão em função do homem e como função mulher-esposa-mãe...
Dai, uma sociedade em que a Mãe e a mulher não sendo respeitadas nem tendo identidade nem direitos ou dignidade criam filhos sem mãe, sem maternidade, sem amor, ou seja, pequenos monstros tal como o Islão, onde a mulher não tem qualquer valor nem na família nem na sociedade e em que é vendida menina em mercados e violada ou morta sem qualquer impedimento por lei ou apedrejada em  defesa da honra do macho, dono, marido pai ou proprietário, sempre que queiram.
Assim, a violência e o ódio e as guerras, perpetradas no mundo de homens desde os impérios grego e romano, é o de filhos sem Mãe e o que estas mulheres fizeram ao longo de séculos foi  criar seres que não têm qualquer amor nem gratidão pela mãe nutridora nem pela vida ou pela Terra.   

"Matar el agradecimiento natural de cualquier criatura hacia su madre, es la base de todo este desastre ecológico".


rlp

 

2 comentários:

Else Schumann disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
rosaleonor disse...

Concordo consigo!

rlp