segunda-feira, janeiro 11, 2016

OS NOSSOS DEMÓNIOS...




A RESPOSTA AO BEM E AO MAL...

"Um homem e uma mulher em busca da verdade precisa saber que esta busca é antes de tudo a busca por ver-se tal como se é. Olhar de frente para si é fundamental. Ser terrivelmente honesto consigo próprio, não mentir para si mesmo, não iludir-se, perceber suas fantasias, projeções e sonhos absurdos.
Neste caminho é preciso saber que isto é impossível por si mesmo. É no contato com os outros e nas circunstâncias da vida que temos o espelho perfeito ...para nos percebermos. Todas as nossas relações indicam a nossa verdade interior. A qualidade de nossas relações indica o nosso nível de ser.
Se no teu caminho você encontra muitos demônios é por que está no inferno e se está no inferno é por que você mesmo é um demônio. Não crie a fantasia de que você é um anjo em missão de misericórdia, a vaidade fantasia-se de muitas maneiras.
Se no teu caminho você encontra pessoas que são como anjos então você caminha pelo céu.
Se você encontra em seu caminho anjos e demônios saiba que caminhas no limiar de tua própria alma.
Céu e inferno não são lugares, é apenas um lugar: dentro de você."
(...)

 
Demônios, seres perigosos de outros mundos?
...
Os mais perigosos estão em nós, são eles que podem abrir a porta da fortaleza quando o exterior tenta atacar. Se eles forem vencidos os exteriores perdem seu poder. Aos que buscam o conhecimento quatro já foram apresentados: O medo, que paralisa, a clareza que cega, que gera a arrogância de tudo saber, esquecendo que num mundo em expansão o aprendizado é constante, o Poder que fascina e aprisiona criando marionetes que se julgam entes poderosos quando na realidade servem os que julgam dominar e a velhice, compreendida como a incapacidade de por em atos o que sabemos. São inimigos constantes, nunca totalmente vencidos, sempre prontos a voltar e tomar o controle da situação. A importância pessoal é apontada como sua principal arma.
Há uma estratégia fundamental nesta luta: Desmontar as rotinas da vida, para estar atento a cada momento, sem entrar no "piloto automático". Apagar pouco a pouco a história pessoal. Essas são as práticas mágicas ensinadas ao aprendiz. E embora pareçam a alguns tolas, quem ousa realizá-las compreenderá que esteve tecendo sua capa mágica, que esteve forjando sua arma mágica, que se chamará Implacabilidade e também esteve trabalhando seu escudo, a ausência de importância pessoal, que tem sua chave na ausência de piedade por si mesmo. Quando a estratégia da ação abrange o ser implacável, paciente, astuto e gentil sabe o aprendiz que chegou num ponto decisivo. Sua energia acumulada expulsa sua percepção da condição "normal" que até então era mantida."
(...)
nuvem que passa - in pistas do caminho

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