"NÃO SOU FEMINISTA, SOU ANTROPOLOGICAMENTE LÚCIDA" Ana Hatherly

domingo, maio 29, 2016

A cultura do estrupo - a violação e o feminicidio



A CULTURA DO ESTRUPO  NA MODA...

Sejam filhas de boas famílias sejam pobres o problema da nudez-exposição do corpo  da mulher no mundo e nos Mídea é todo o mesmo - toda esta ilusão de fama, toda esta ambição, o poder do dinheiro, a prostituição humana, toda esta questão de se ser alguém famoso e só ser gente depois de aparecer nos Mídea e nas televisões, nesses programas infames com homens e mulheres ignorantes e sem nada dentro - e tudo isto ACONTECE porque a mulher não tem identidade, não tem dignidade, não vale nada por si mesma dentro do Sistema que a usa e abusa a seu proveito - ela é esvaziada pela educação, a do luxo ou a do lixo - ela só servia para ser esposa, amante ou prostituta - agora ela é mulher objecto, modelo acompanhante de luxo, "barriga de aluguer" etc. - mas ESTA É TÃO SÓ A CULTURA DE FUNDO - a da violência, abuso e exploração da mulher - a de um Sistema e de uma sociedade patriarcal e machista.

Não - digo-lhe - as mulheres não têm culpa; as mulheres são como escravas...são educadas para serem servas, para servir...há centenas de anos que é assim...e o erro das feministas foi pensarem que tinham direitos adquiridos...no fundo, continua tudo na mesma - essa é a mente colectiva, a primitiva que impera ainda nos dias de hoje.
ah, sim, há as médicas, engenheiras, advogadas e policiais e deputadas...há, mas são homens...essas sim, são "iguais"....
rlp


É verdade, a mulher é vitima da sua beleza, no sentido real e no sentido da sua exposição mediática...sem querer a própria publicidade declara esse facto. Só que as mulheres não têm consciência de como ao se exporem e venderem aos estratagemas do Sistema Patriarcal (para serem belas) estão a ser vitimas de uma faca de dois gumes... um lado vira-se contra elas pelo seu próprio punho e o outro é-lhes espetado nas costas no peito e no ventre...pelos homens.
rlp

A IDENTIDADE PERDIDA DA MULHER

“A revolta da mulher é a que leva à convulsão em todos os estratos sociais; nada fica de pé, nem relações de classe, nem de grupo, nem individuais, toda a repressão terá de ser desenraizada
(...) Tudo terá de ser novo. E o problema da mulher no meio disto, não é o de perder ou ganhar, mas é o da sua identidade.”*


*Do livro Novas Cartas Portuguesas, Maria Isabel Barreno, Maria Velho da Costa e Maria Teresa Horta

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