sábado, maio 21, 2016

O PRETO E O BRANCO




REFLEXÕES...
O MUNDO DUAL É O MUNDO DO APRISIONAMENTO HUMANO

A permanente oposição entre a emoção e a razão, o bem e o mal, sem uma Consciência Superior e um recuo interior proveniente de uma visão ao centro, fará com que o pensamento dual, sempre em oposição ou num pressuposto consciente-inconsciente, crie consequentemente uma enorme confusão sobre o que é o feminino e o que é o masculino e ninguém consegue à partida, dividido em estereótipos, discernir a alma da “coisa”, ou a própria Alma, que não tem sexo. Como sem alma não existe verdadeiro feminino, na sociedade patriarcal tudo se confunde com o imaginário masculino que projecta a sua razão e a sua lógica no Homem e assim se confundem homens e mulheres, com os travestis que são a face caricata de ambos em vez de uma forma verdadeira de integração (dos opostos) do feminino nos homens…e de um autêntico feminino (anima) na mulher...
O homem paga dessa forma com a sua pretensa virilidade negada, o preço da negação do feminino sagrado enquanto que a mulher há muito que paga a negação de si mesma, reduzida a um corpo objecto, explorado abjectamente pelos Mídea, como artistas, no cinema, na moda  e nos espectáculos em geral que fazem dela o seu Ícone.

Escrito em 2006



O Vazio sagrado ou espaço sagrado é o espaço dentro de nós onde a dicotomia bem/mal já não está activa, já não nos condiciona por reflexos do autómato que obedece aos estímulos do ego cegamente. Esse é um espaço de Consciência iluminada que existe quando ultrapassamos a dualidade em nós. Só quando já não sentimos atracção-reacção, nem pelo bem nem pelo mal, quando não oscilamos entre os dois lados da balança, feminino/masculino, positivo/negativo, noite /dia,... sol/lua...e os polos são INTEGRADOS, e mantidos em equilíbrio pelo foco interior no Fiel da Balança e mantemos ai a nossa mente, focada ao centro, que essa Consciência se pode manifestar.
Isso corresponde a á um estado do SER em que essa dualidade inicial não nos atormenta mais ou afecta a acção individual que se regista então na "não acção" do ser que deixa de ser o Autómato, para permitir a manifestação do EU superior e do devir em si...
Tal como Buda falava da "acção na inacção"...assim me parece que acontece; é como se essa consciência da Consciência inata conduzisse o Ser acima da mente dual e as suas acções já não pudessem ser expressas nem avaliadas pela mente racional e dual.
Nesse plano de síntese interna (a união dos dois hemisférios) o Ser Humano faz o que a Vida maior determina que ele faça e ele só é o receptor/emissor de um Amor/Sabedoria que nada tem a ver com os conceitos de moral (bem e mal) e é sempre uma verdade e justiça, mas que já não é a deste mundo, do "olho por olho, dente por dente", mas de uma justiça que ainda não conhecemos...
Nada fácil de entender ...
Pode-se mesmo pensar que é loucura mesmo...

rlp

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