terça-feira, setembro 27, 2016

TRANSAMERICA



"A atriz Felicity Huffman em cena no filme Transamérica (2005), em que interpreta Bree, uma transexual que conhece seu filho após a transição. O filme lhe rendeu um Globo de Ouro e uma indicação ao Oscar." 

O HOMEM QUE QUE QUERIA SER MULHER

Ontem por acaso vi um filme quase inteiro; não sei o nome nem quem são os actores...apenas deixei rolar porque percebi que se tratava de um filme deveras curioso e o tema era a transexualidade ...

Um homem que queria ser mulher..

Olhando para o ou a interprete do papel creio que era uma mulher...uma actriz especial, não muito fatal, nem muito feminina como convinha ao papel...
(agora confirmei que era mesmo uma atriz...)

Ora essa mulher que era homem estava a tomar hormonas e a seguir os procedimentos para fazer a intervenção cirúrgica e com aconselhamento psicológico. A intriga é que entretanto surgiu-lhe um filho do nada...e a psicóloga não a deixou avançar com o processo sem que primeiro ela enfrentasse a realidade de ter um filho de 17 anos que ela desconhecia...e teve de ir ao seu encontro e aí começam as peripécias e a história se desenrola de forma divertida e dramática ao mesmo tempo. O mais curioso de tudo para mim foi ver a Mulher dentro do homem - aquela mulher que ele queria ser e que já tinha forma dentro dele, mas só quando vi a mãe e a família do mesmo...percebi o tipo de mulher que ele queria ser...não era uma mulher interior nem obviamente uterina ou fatal, era uma mulher de comportamento social convencional, com classe...com os rosas e os verdes claros e os azuis céu e as flores no sofá da casa...Ele mesmo disse ao filho sem dizer que era o pai ...que não era um travesti mas uma transsexual quando o miúdo, que em criança fora abusado pelo padrasto e a mãe se suicidar e foi preso porque fumava droga e era prostituto de homens... percebeu que ele/ela tinha pénis...e ficou furioso e a chamou de mentirosa. Enfim uma história terrível e muito louca...com sentimento profundos e emoções desreguladas. Tudo oriundo de uma América suburbana e medíocre, classe media baixa com piscina e onde tudo é de plástico...as pessoas, as casas e os credos menos as armas...
Mas o que me interessa aqui é a personagem principal...

O homem que queria ser mulher...

Eu gostei - não sei porquê - daquela mulher recatada e do lar? Comedida e preconceituosa...educada, sofrida e honesta, cheia de pruridos e delicada?

Mas pensei todo o tempo - que Mulher criaram os homens na sua cabeça que eles próprios se querem mutilar para ser mulher e quão longe estão da verdadeira mulher - só podem. Porque a mulher é visceral ou não é...a Mulher NASCE NÃO SE FAZ E ELA tem Útero e Ovários e Seios, nisso está a sua força e a sua audácia, a sua coragem e liberdade, e a  SUA FECUNDIDADE, como mãe mas também como amante e é isso à partida que faz a sua diferença do macho...mas porque essa mulher foi morta há muito pela religião e os credos e a industria cinematográfica americana, baseada neste mundo repressivo e nojento,  com uma cultura de plástico e de mentira e que vive na superfície das ilusões e enganos, do comércio e da troca miserável de prazeres efémeros e de um sexo de vergonha e aviltamento, de prostituição e  do abuso da posse da mulher, sempre aviltada e empenhados na  destruição da Mulher verdadeira, vemos estas cenas como sendo parte de um mundo verdadeiro quando isto é só folclore americano - o país mais execrável e repelente do mundo - um pais de gente fundamentalista e primária que vive da guerra e de ódios raciais ...superficial e malévolo - como uma potencia mundial que explora e mata populações inimigas...etc. DETESTO os americanos...e passo a expressão demasiado intensa...sim, mas se há povo que eu deteste mais são eles e a seguir as suas vitimas directas, os muçulmanos...

Ora a cena mais forte e dramática do filme é quando o rapaz quer seduzir a mulher-travesti  e ainda não sabe que é o próprio pai...mas porque se sente atraído por ele/ela e diz, querer dar-lhe o que sabe melhor fazer...dar prazer a homens...e esta miscelânea brutal...resulta numa cena violenta porque ele/ela diz-lhe então que é o pai dele...o pai que o garoto deposita as ultimas esperanças e  que  anda à procura e imagina o herói que o vai salvar...e de repente vê o pai ...um travesti...o pai é aquela mulher "religiosa" e pudica (como ela se apresentou para o tirar da prisão) e que ele acaba por gostar...
E o filme acaba com a mulher já depois da operação, a terminar um curso superior para dar aulas...e o garoto - já a fazer filmes pornográficos - vai bater-lhe à porta e enfim a escolher implicitamente em vez do pai herói uma mãe fake...uma senhora de cor-de-rosa choque muito educada e que o vai por na ordem com aquela ternura e classe que ele/ela mesma  quando era rapaz deve ter sonhado ter uma mãe assim...

Mas voltando ao homem que queria ser mulher

Aquela não é a verdadeira IDENTIDADE DA MULHER...só porque inverteu o pénis para dentro e simulou uma vagina...e tem uns pequenos seios a aflorar o peito...
Não. A mulher é muito mais do que um corpo e do que um sexo...é antes de mais uma Alma...A verdadeira mulher nasce e não pode ser formatada pela cultura e remodelada pela ciência pervertida, que vendeu a alma ao diabo que mata em vez de curar...e que promove estes seres abortados e transgénicos, criados em laboratório...ou disseminado nas mentes humanas com propósitos de destruição da raça...?
O SER HUMANO PODE SER O QUE QUISER NA SUA PELE
SEM MUDAR DE SEXO NEM SE MUTILAR...
Não, não acredito na felicidade destes seres mutilados, todos eles grotescos e infelizes que na hora da mudança acabam por se virar para os seres do mesmo sexo...sejam homens ou mulheres. Tudo isto é  a fabricação de uma mundo monstruoso e sem alma...e essa é que é questão...Vivemos num mundo de seres sem alma e sem essência. Um mundo em que são raros os verdadeiros homens e as verdadeiras mulheres e em que já ninguém sabe quem é quem, porque tudo se pauta por baixo,  pelas partes inferiores do corpo, pela gentilidade...

PS
Sim este filme  Transamérica  cujo titulo desconhecia no inicio do que escrevi, diz tudo no titulo. Uma AMÉRICA plástica e bélica, em que a alienação humana é quase total - claro que me vão apedrejar ...sei que há autores e seres humanos fantásticos em todo o lado, mas como País...este é o País mais abjecto que eu conheço. Promove a violência, as diferenças, a prostituição, a guerra e tudo o que de pior a raça humana possui...e em filmes é sem duvida o baluarte da Humanidade putrefacta e decadente.

rlp

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