quinta-feira, dezembro 29, 2016

A FALTA DO FEMININO ONTOLOGICO



TODO O DRAMA DO MUNDO:

Para mim o maior drama que se vive no mundo, o essencial do drama de toda a humanidade deve-se   muito e simplesmente  à falta da Mãe do Mundo, à falta de respeito pela Mãe e a Mulher e a falta de consciência do que seja a essência feminina. Essa essência feminina que tanto é necessária na mulher como no homem, foi  paulatinamente destruída e sonegada pelas leis regras e normas criadas pelo Homem e o Sistema Patriarcal.
É devido à grande traição feita ao Principio Feminino o Lado Feminino da Humanidade, que, ao renegar os seus valores  fez com que o homem se tornasse um ser estéril,  incapaz de amar e de se expressar e rever no seu lado sensível e compassivo, continuando a senda da conquista do mundo e domínio da mulher pela força, impondo  a lei  do predador.

Não, nós seres humanos, homens e mulheres, não queremos ver que todo este caos todo este drama actual do mundo tem tudo a ver com a tremenda alienação de si mesmas das mulheres de hoje, e da falta  dessa essência feminina e assim vemos  mulheres comuns, intelectuais, jornalistas, doutoras e advogadas e mesmo escritoras  na total ignorância do que é SER MULHER em si, sem qualquer consciência do Feminino Sagrado, e este é o estado dramático a que chegámos dentro do Sistema patriarcal presas desta alienação global, nesta subcultura que é divulgada e propalada nas televisões e cinema em geral, em que a mulher é só e apenas objecto sexual, objecto de consumo e já nem precisa de ser prostituta porque ela encarna agora totalmente a mulher objecto, fácil e livre, sem qualquer preço, receio nem dignidade e com a maior desenvoltura do sex-appeal barato...nas ruas e nas cidades.
Esta foi sem dúvida a "grande"  armadilha em que a mulher caiu ao achar que tinha conquistado a igualdade de género, tão defendida pelas feministas, que continuam a negar o seu erro, sem querer ver como afinal o reivindicar de uma pretensa igualdade de género - que devia ser apenas de direitos e de salários iguais - projectou a mulher numa masculização de si tanto a nível psicológica como a nível da sua imagem (que corresponde ao imaginário masculino) sem precedentes na história e que a desviou completamente da sua natureza ontológica e profunda, para responder apenas a padrões patristas e a referências do mundo masculino, cujo imperativo é só de ordem material e bélica...
Mulheres iguais aos homens, e com todo o seu apoio...
Mulheres capazes...de tudo. Até de ir a Guerra e matar...

rlp

Quando o feminino não é valorizado a terra morre...

“O desequilíbrio das nossas instituições fundamentais, que reflectem um Deus pai no topo de uma trindade totalmente masculina, teve uma influência devastadora no mundo Ocidental. Com o rápido desenrolar dos acontecimentos devido a avanços da ciência nos últimos trezentos anos e especialmente nos últimos cinquenta, a fractura na sociedade Ocidental e na psique humana tornou-se cada vez mais evidente. A poluição do planeta e ...o abuso flagrante das nossas crianças estão intimamente relacionados com esta falha fundamental .(...)
Uma das realidades mais tristes da nossa cultura é que a ascendência do masculino ferido levou à exaustão emocional. Onde o feminino não é valorizado, um homem não tem verdadeira intimidade com o seu oposto, a sua outra “metade”. Muitas vezes, não pode canalizar as suas energias na direcção de uma relação amorosa visto que o seu parceiro, supostamente, não tem valor. Privado do seu oposto igual porque o feminino é visto como inferior, o macho frustrado predominante fica esgotado: “onde o sol brilha sempre, há um deserto”. As florestas secam, os rios secam, o solo estala. A terra morre.”
In MARIA MADALENA E O SANTO GRAAL Margaret Starbird

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