terça-feira, maio 31, 2016

O PENDULO PENDE SÓ PARA UM LADO...



RESPOSTA  A UMA LEITORA


(...) "Salta-me a pergunta: afinal qual é a outra linguagem sem ser a do patriarcado? E se falarmos em linguagem do matriarcado, qual é essa linguagem? Será também ela do patriarcado? Qual é a linguagem do ser humano? Esta linguagem está sempre relacionada com o nosso foco de vida, com os nossos valores. Parece-me que as dores que carregamos, mesmo sem consciência delas, pode promover mais a cisão em muitos aspetos. E posso estar a expressar-me assim dada a minha nacionalidade, a família onde cresci e os valores que tenho até ao momento." A. C.


A linguagem do Ser Humano à partida está toda ela contida na palavra Homem. Portanto e sem sombras de duvidas toda a linguagem é masculina em género e prefere o seu (dele) discurso e elege o Homem em todos os sentidos, remetendo a mulher a um apêndice do homem em todas as formas socias e expressões de conhecimento, usando-a como quase uma figura de estilo. Isto foi assim durante séculos e embora muita coisa tenha mudado na aparência, e até na lei, a fórmula do discurso e os valores são atribuídos sempre ao masculino. Como mulheres e falando para mulheres toda a narrativa surge no masculino de acordo com a gramática...assim, eu digo falando de mim devo dizer no masculino -" todos nós sabemos que a vida...etc. " quando se dissesse ToDAS nós subentendido mulheres os homens se sentiriam excluídos mas nós podemos dizer TODOS nós e temos que estar incluídas...
É sempre a experiência do homem e do masculino que se sobrepõe por regras gramaticais, e essa linguagem masculina é que está explicita ou implícita no discurso como em tudo, tendo o homem como causa e é essa a fórmula ministrada nos livros de ensino seja da filosofia seja da ciência seja da psicologia seja de teologia. A experiência e vivencia da Mulher como ser humano está toda resumida e delimitada ao lar e aos filhos, ao ser esposa e mãe...e portanto é aglutinada ao homem.  Mesmo que seja médica e enfermeira ou deputada! A mulher só aparece na estrutura da língua e da expressão literária enquanto acréscimo do homem - todo o enredo é o a sua dependência - e isto em todos os sentidos e de facto nem as feministas contrariaram isto...continuaram com o mesmo discurso, o da igualdade com o Homem...serem homens ou como os homens. Em relação ainda ao discurso houve uma ou outra feministas mais radicalista que mudou a linguagem toda para o feminino etc. e isso também não serve para o ser humano porque não é inclusiva...
Portanto nós todas falamos uma linguagem patriarcal. E lidamos com o conceito masculino até do que é ser mulher...mãe e filha etc...Só agora as mulheres começam a ter uma entidade própria e a recorrer à sua experiência de ser mulher - EM BUSCA DE SI - mas ainda divididas dentro; a cisão faz a divisão e isso faz com que pensemos ainda as duas mulheres como opostas e fora de nós mas com direitos iguais...só que opostas...assim quer-se legalizar a prostituição, como um direito...e pode-se ser livre e não casar e ser mãe solteira e até "barriga de aluguer" - podíamos dizer as "mães prostituas" - já não só dão prazer aos homens, as putas (agora acompanhantes de luxo e universitárias) como vão dar filhos ao casal estéril...
A sociedade patriarcal está a aproveitar-se muito bem desta pseudo liberdade da mulher, desta falsa emancipação para as continuar a usar e manter divididas entre a legal e a ilegal - assim e no seu benefício vão legalizando tudo...e o mundo está nesta transição caótica para um novo paradigma em que creio sejam as Mulheres conscientes a poder fazer a diferença. E isso começa na linguagem, mas para haver uma linguagem diferente tem de haver uma Consciência diferente do que é SER MULHER primeiro, depois talvez possamos trabalhar o SER HUMANO ...porque ainda não há seres humanos...há os filhos do Pai e os filhos da puta...e enquanto a mulher não abolir esta divisão dentro de si e não aceitar mais que haja a tal prostituta vai tudo continuar na mesa e só mudam os nomes. A mulher tem de ser una porque nada da mulher se vende, porque nela tudo é dom e dádiva, quando a Mulher é ciente de si...Ciente, sabedora de si e completa, uma só Mulher nem santa nem puta, apenas uma MULHER SUBLIME, mágica, apaixonante, vibrante e sensual, cuja beleza transcende a ideia e a imagem estereotipada que os homens forçam a mulher a ter...porque é algo inato e que vem de dentro.
Vamos continuando a ser...mulheres em busca de si...
rlp

ROSA MATER : “A MINHA DOR POR TER SIDO ABANDONADA PELA MINHA MÃ...

A LER - E RELER...

ROSA MATER : “A MINHA DOR POR TER SIDO ABANDONADA PELA MINHA MÃ...:

A sociedade patriarcal ao perpetuar a inferioridade da mulher e ao condená-la a um papel secundário de submissão e subalternidade, pôs e continua a por em risco o equilíbrio da sociedade em que vive e não percebe que todos os males que a assolam passam por esse abismo que se criaram entre o homem e a mulher e que não basta haver no Ocidente, uma aparente liberdade ou igualdade sem a consciência do ser profundo da mulher mágica e da Deusa que esta mesma sociedade patriarcal renegou há milhares de anos. As mulheres foram e são as grandes vítimas da influência nefasta e redutora da mulher pela religião judaico-cristã! e o mundo inteiro com elas - pois as mulheres são as mães dos homens, convém não esquecer!  






domingo, maio 29, 2016

A cultura do estrupo - a violação e o feminicidio



A CULTURA DO ESTRUPO  NA MODA...

Sejam filhas de boas famílias sejam pobres o problema da nudez-exposição do corpo  da mulher no mundo e nos Mídea é todo o mesmo - toda esta ilusão de fama, toda esta ambição, o poder do dinheiro, a prostituição humana, toda esta questão de se ser alguém famoso e só ser gente depois de aparecer nos Mídea e nas televisões, nesses programas infames com homens e mulheres ignorantes e sem nada dentro - e tudo isto ACONTECE porque a mulher não tem identidade, não tem dignidade, não vale nada por si mesma dentro do Sistema que a usa e abusa a seu proveito - ela é esvaziada pela educação, a do luxo ou a do lixo - ela só servia para ser esposa, amante ou prostituta - agora ela é mulher objecto, modelo acompanhante de luxo, "barriga de aluguer" etc. - mas ESTA É TÃO SÓ A CULTURA DE FUNDO - a da violência, abuso e exploração da mulher - a de um Sistema e de uma sociedade patriarcal e machista.

Não - digo-lhe - as mulheres não têm culpa; as mulheres são como escravas...são educadas para serem servas, para servir...há centenas de anos que é assim...e o erro das feministas foi pensarem que tinham direitos adquiridos...no fundo, continua tudo na mesma - essa é a mente colectiva, a primitiva que impera ainda nos dias de hoje.
ah, sim, há as médicas, engenheiras, advogadas e policiais e deputadas...há, mas são homens...essas sim, são "iguais"....
rlp


É verdade, a mulher é vitima da sua beleza, no sentido real e no sentido da sua exposição mediática...sem querer a própria publicidade declara esse facto. Só que as mulheres não têm consciência de como ao se exporem e venderem aos estratagemas do Sistema Patriarcal (para serem belas) estão a ser vitimas de uma faca de dois gumes... um lado vira-se contra elas pelo seu próprio punho e o outro é-lhes espetado nas costas no peito e no ventre...pelos homens.
rlp

A IDENTIDADE PERDIDA DA MULHER

“A revolta da mulher é a que leva à convulsão em todos os estratos sociais; nada fica de pé, nem relações de classe, nem de grupo, nem individuais, toda a repressão terá de ser desenraizada
(...) Tudo terá de ser novo. E o problema da mulher no meio disto, não é o de perder ou ganhar, mas é o da sua identidade.”*


*Do livro Novas Cartas Portuguesas, Maria Isabel Barreno, Maria Velho da Costa e Maria Teresa Horta

a violação da mulher é estimulada pela moda e pela publicidade


PORQUE É QUE A MULHER É VIOLADA...


HÁ UMA GUERRA invisível agora declarada contra as mulheres e ela existe há muito ...ela tem-se intensificado nestas ultimas décadas porque a mulher está cada vez mais perto de se reencontrar e sendo ela um poder em si, o homem teme-a e há forças muito obscuras a dominar o planeta e que nós nem sonhamos. A mulher tem a Chave, por isso ela é perseguida, morta e violada como sempre foi quando chegava a ter algum poder na mão...e isso é perigos...o para hegemonia masculina. Foi-o na época da Inquisição e volta a sê-lo agora. Por isso temos de estar bem conscientes de que isto é um mais ataque ao poder e à integridade da mulher em si e que reflecte o medo dos homens da mulher, um medo atávico e ancestral, e por isso de novo a sua perseguição, violação e assassínio...
A solução neste momento para a mulher é - penso eu - cada mulher tornar-se cada dia mais senhora de si e aos poucos formarmos uma força de resistência - pela CONSCIÊNCIA de um poder inato - maior do que a ofensiva macabra que está a acontecer no mundo e não expor-se inutilmente ou confrontando a besta...
Este é como diz uma amiga "o prelúdio do embate que se avizinha, a reacção do homem que se debate na antevisão da verdadeira mulher e o estertor de morte do patriarcado."



RLP

A MASCULINIZAÇÃO DO MUNDO E DAS MULHERES...

“Pelo seu poder sexual a mulher torna-se perigosa para a colectividade, cuja estrutura social assenta na angústia que, antigamente era inspirada na mãe, hoje em dia tem como fonte o pai.” E se esta mulher é perigosa, ela é afastada, e remetemo-la às cavernas mais profundas, mascaramo-la, ou a masculinizamos por vezes. A Deusa-Mãe tornou-se Deus-Pai. Mas como os homens têm necessidade ainda das mulheres, para quê aborrecer-se? Deus criou o homem à sua imagem, porque não havia o homem de criar a mulher à sua imagem?”
(...)
in JEAN MARKALE – LA FEMME CELTE

O PRINCÍPIO DOS RELACIONAMENTOS

(…)
"Na Antigüidade, o princípio feminino na imagem da Deusa simbolizava o princípio do relacionamento - a conexão oculta existente entre todas as coisas.

Em segundo lugar, simbolizava a justiça, a sabedoria e a compaixão. Em terceiro, e principalmente, o princípio feminino era identificado com a dimensão invisível que existe para além do mundo conhecido - uma dimensão que pode ser vista como uma vasta e invisível matriz ou teia, ligando o espírito não-manifesto à matéria manifesta. A palavra então usada para identificar essa matriz era Grande Mãe ou Deusa; posteriormente, passou a ser chamada de Alma. O princípio feminino oferece uma imagem da integração, sacralidade e inviolabilidade de toda a vida; o mundo dos fenômenos (natureza, matéria, corpo) era visto como sagrado por ser a teofania ou manifestação do espírito cósmico.
A grande falha da civilização patriarcal tem sido sua ênfase excessiva do arquétipo masculino (identificado com o espírito) e a desvalorização do feminino (identificado com a natureza). Isto se reflete no fato de que a figura divina não possui uma dimensão feminina, e também no desprezo pela alma e na misoginia responsável pela repressão e pelo sofrimento das mulheres.

A história dos últimos 4000 anos foi forjada pelos homens, determinada pelas perspectivas masculinas e direcionada aos objetivos estabelecidos pelos homens - especialmente os objetivos de conquista (em nenhuma hipótese estas palavras devem ser lidas como crítica; no contexto dos sistemas de crença e no nível geral de consciência, não havia como ser diferente)."*


*Excerto de “O Mito da Deusa” de Anne Baring

SÓ TE PEÇO...



"Só te peço que entres em minha casa com respeito. Para te servir não necessito da tua devoção mas sim da tua sinceridade. Nem das tuas crenças,  mas apenas da tua sede de conhecimento. Entra com os teus vícios, com os teus medos e os teus ódios, desde os maiores aos mais pequenos. Posso ajudar-te a dissolve-los. Podes olhar-me e amar-me como fêmea, como mãe, como filha, como irmã, como amiga, mas nunca me olhes como uma autoridade acima de ti mesmo. Se a devoção a um deus/deusa qualquer é maior que a que tens por Deus/Deusa que há DENTRO de TI, o ofendes a ambos e ofendes ao UNO."
(?)

A MULHER LIVRE




NUKET : SIGNIFICA AQUELA QUE ABRAÇA.
ELA É FIEL AO "ARQUÉTIPO DA DEUSA VIRGEM" ...a discrição que eu encontrei mais perto da ideia de mulher integral...da mulher que eu falo.
...

SER UMA EM SI MESMA

"A Deusa Anuket está associada à Lua Crescente e a característica da Deusa desta fase é ser virgem. Mas virgem, no sentido de ser essencialmente uma-em-si-mesma. Isto explica o porquê de ser considerada uma Deusa andrógina. Ela não é, portanto, a contraparte feminina de um deus masculino. Ao contrário, ela tem um papel próprio. Ela é a mais Antiga e Eterna, a Mãe do deus Ra e Mãe de todas as coisas.
Da mesma forma, a mulher contemporânea que incorpora o arquétipo de Anuket é "virgem" em sua conotação psicológica. Uma mulher que é dependente do que outras pessoas pensam, que a faz dizer e fazer coisas que realmente não aprova, não é virgem no sentido do termo. A mulher virgem é livre para ser como deseja. Ela é o que é. Mas romper leis convencionais, não pode levá-la ao egocentrismo, pois deste modo a cura se tornaria pior que a doença.
Mas, como pode então a mulher libertar-se de sua orientação egocêntrica? Quando buscar objetivos não-pessoais e relacionar-se corretamente com sua Deusa Interior, terá como resultado a liberação do egotismo e do egoísmo. Ela deixará então de ser vista como uma egoísta, para consolidar uma personalidade de significação mais profunda. Para tanto, deve ser conhecedora dos ensinamentos antigos da Deusa. É entendendo a concepção primitiva das deidades lunares, que eram tanto provedoras da fertilidade, como destruidoras da vida, que poderemos incorporar os princípios femininos das Deusas, nos tornando então, "virgens", uma-em-si-mesmas. "

Rosane Volpatto

sexta-feira, maio 27, 2016

HÁ MAIS DE 15 ANOS QUE AVISO AS MULHERES...


UMA GUERRA SURDA CONTRA A MULHER

Há mais de 15 anos que escrevo e aviso de uma  guerra silenciosa e por vezes muito subtil contra as mulheres...há mais de 15 anos que aviso as mulheres que se elas não tiverem uma consciência de si e do mundo em que vivem, se não se apercebessem da forma como ainda são conotadas  e olhadas pelos Mídea e pela publicidade e de toda esta falsa emancipação e liberdade que um dia iriam pagar cara essa ilusão de serem já autónomas e senhoras de si...e que podiam fazer tudo igual aos homens!

Esta reação colectiva e global de violência contra a mulher tem por detrás uma cultura misógina e machista é certo, de origem religiosa, e é parte integrante de um Sistema que sempre perseguiu as mulheres, mas a cegueira das feministas é grande e elas não só não viram como isso se mantêm nas mentalidades, como não mediram as consequências de uma falsa igualdade, tão futilmente apregoada e hoje o que vemos é além do mesmo, também uma reacção em cadeia contra essa liberdade sexual da mulher assumida e a sua forma de estar hoje no mundo, a maneira como se veste e como desafia as velhas religiões e os preconceitos seculares  que os homens atrasados e machistas não perdoam. E não são só os velhos a reagir...os mais novos vão na mesma linha de conduta e violência.

Algo de muito monstruoso se  está a passar no mundo contra as mulheres...e as mulheres não viram isso...

O Feminicídio que tem aumentado nesta ultima década em todo o mundo, sobretudo nos países mais "civilizados" e a onda de violência e violações cada vez maior das mulheres mostram como esse perigo está crescendo a olhos vistos. No Brasil 30 homens violaram um menina de 17 anos...na Alemanha este fim de ano dezenas de raparigas e mulheres foram molestadas por refugiados muçulmanos. Neste momento a Europa está em risco de uma invasão maciça de muçulmanos e quer sejam educados, formados ou instruídos  ou boas pessoas, cada um deles, como homem, carrega esse ódio a mulher e pensa e age como qualquer outro mais radical nos seus países de origem, e isto é outro perigo que se quer ocultar e branquear e que só daqui a dez ou quinze anos veremos o caos e o massacre das nossas filhas e irmãs e amigas...e já a Europa não será nem civilizada nem livre...

rlp

30 CRIMINOSOS - DENUNCIE

Não ignoro, não esqueço e sinto a dor ...


        Trinta CRIMINOSOS violaram um menina de 17 anos...

  Trinta....

Vinte e nove


Vinte e oito
Vinte e sete
Vinte e seis
Vinte e cinco
Vinte e quatro
Vinte e três
Vinte e dois
Vinte e um
Vinte
Dezanove
Dezoito
Dezassete
Dezasseis
Quinze
Quatorze
Treze
Doze
Onze
Dez
Nove
Oito
Sete
Seis
Cinco
Quatro
Três
Dois
Um
Nenhum.
Eu tiraria todos – um por um – de cima de você neste momento, irmã. Eu limparia seu corpo, tiraria o som dos seus ouvidos, o cheiro deste lugar, as lembranças. Se o tempo voltasse, eu os impediria de terem saído de casa. Todos eles.
Eu desligaria os celulares, os computadores, tiraria baterias dos carros, dos ônibus. Eu faria feitiço, veneno, poção, dor de barriga para todos. Trinta.
Eu te levantaria daí e te levaria pra ver o pôr do Sol no Arpoador, se o mundo girasse ao contrário… Mas o mundo não gira.
Foram Trinta.
Um ex-companheiro e vinte e nove “amigos”. Nenhum deles se compadeceu. Vinte e nove seres humanos toparam se unir a um criminoso.
Trinta.
Trinta e um agora compartilharam. Trinta e dois riram. Trinta e três justificaram. Trinta e quatro se excitaram, trinta e cinco procuram o vídeo neste momento.
Agora o número se torna uma projeção geométrica. A misoginia aparenta infinita, o ódio e o machismo aparentam grandiosos demais. A primeira reação do público masculino em geral é ver o vídeo.
No entanto, quando pensei que fôssemos só nós duas, olhei para o lado e vi três, quatro, cinco. Chegaram seis, sete, oito, trinta.
Em segundos fomos noventa, cem, mil, somos milhares por você. Aquele som, aquele cheiro… Queremos que sua memória apague, mana!
E que o mundo nos ouça: “A CULPA NUNCA É DA VÍTIMA”. Que ecoe.
Que ecoe: Daqui vocês não passam. Não passarão.
Que cada uma de nós seja porta voz do ocorrido¹. Se a grande mídia não denuncia a violência contra a mulher periférica, que nossas mãos sejam denúncia.
Na violência contra a mulher todas metemos a colher.
DENUNCIE.
No site do Ministério Público, Polícia Federal e disque 180. Mexeu com uma, mexeu com toda
por Luara Colpa

Lilith É antes do começo e vem do Futuro...é a Mulher do futuro

ACORDAR LILITH

Precisamos de fazer acordar em nós Lilith, mas  Lilith não é compatível com nada nem pertence a nenhuma corrente que a elege de forma sexualizante e demoníaca de forma  pervertida quase sempre ou ede maneira especulativa à mistura com deuses e demónios. Ela  não pertence ao xamanismo nem ao  paganismo nem tem ligação directa com as deusas e a Grande Mãe.
Lilith É antes do começo e vem do Futuro...é a Mulher do futuro...Ela é a Mulher Total...

E Lilith só será abordável devidamente, em muitos casos, por mulheres depois dos 50 anos e muitos...ou depois da menopausa. Antes disso ela é tomada como depravada, diabólica e a sua energia sufocada por medos e preconceitos; mas Ela não se domina nem se controla com princípios éticos nem com conceitos religiosos cristãos ou outros. Lilith vai para lá de todas as ideias e práticas e modas...Lilith é indomável e reveladora da grande força e potencial que está adormecido na Mulher desde Eva...ela está em todas as mulheres, mas poucas ou raras mulheres lhe terão acesso de forma fidedigna.

Poder-se-ia pensar  que Lilith  terá algumas semelhanças com a Deusa hindu Kali. De um certo modo sim, mas ontologicamente terão outras representações à luz das escritura védicas.


Mas para explanar a nossa ideia "O que define Kali e também o cosmos que Ela manifesta, é a fusão de contrários – não apenas como duas coisas que existem juntas, mas como dois aspectos essênciais da unidade. Do útero, que é mais escuro do que os recessos mais pro-fundos do oceano, onde nenhum raio de luz jamais chega, surge a vida. "

Assim, para mim o objectivo máximo da mulher consciente está, tal como o seu FOCO deveria estar EM SI MESMA COMO MULHER a resgatar-se da prisão patriarcal que a condena a ser uma metade, ora santa ora puta,  dependendo do homem totalmente para ser uma ou outra, e por isso é urgente que a mulher pare de se  buscar fora de si, no homem ou no mestre como realização...
Ela devia estar em busca do seu centro, a mergulhar no amago de si mesma como Mulher total e integral que é, e não a ser catequizada por uma "espiritualidade" que a nega e anula enquanto ser autónomo e enquanto alma até...Sim, ela tem de "Deixar o príncipe desencantado e voltar a ser bruxa." Ela tem de deixar o mestre encantado e ser mestra de si mesma! Porque Ela é a mestra de si mesma. Todas as mulheres o são e tem acesso ao conhecimento inato que lhes vem do Útero.


Realmente eu fico abismada e perplexa com  tantos grupos que há por ai intitulados de "ser mulher ou feminino sagrado", mulher isto e mulher aquilo...mas afinal não há MULHER coisa nenhuma, mas apenas e mais uma vez a mulher em obediência cega aos mestres e na própria negação implícita dessa Mulher em si, e a defender teologias misóginas e machistas. Eles citam escritores, médicos, sexólogos, psicólogos e santos e iluminados, mas nem dá relevância às mulheres pioneiras que desencadearam esta busca.
A verdadeira Mulher é a mulher autónoma e livre, CONSCIENTE da sua vontade e poder intrínseco...e que não depende de um homem para ser MULHER. Essa mulher que ainda se desconhece e que não precisa de metres nem facilitadores...nem de religiões para Ser INTEIRA!


Não sei mesmo se esses grupos que atraem tanto as mulheres nos Blogues e no Facebook e proliferam na Net não são homens a desviar as mulheres do seu propósito de serem unas e de se descobrirem autónomas e senhoras da sua vontade.

O que eu digo é que o caminho espiritual da mulher é feito por ela mesma - na descida ao mais profundo da sua psique e do seu útero  e nenhum Buda ou nenhum Cristo ou nenhum Alá...lhe dará a dignidade de SER MULHER CONSCIENTE.
Esse é o trabalho que a mulher tem de fazer consigo mesma e acordar para as forças que nela dormem ainda...só assim poderá ajudar o mundo a libertar-se desta prisão e mentira global que se serve dela e a vampiriza, a explora a usa e viola...e que para isso imperar a lei do mais forte, dividiu a mulher e a separou do homem-filho, fazendo com que o seu útero seja pertença do Sistema, regido pelas leis e Governos e o filho seja pertença apenas do Pai...e preserve a herança, a família e o seu deus ...
A prostituição legalizada e agora a "barriga de aluguer" é a prova disso.
rlp

A QUESTÃO DO FEMININO ESTÁ VICIADA E INCOMPLETA. .


Porque escrevo só para mulheres...

Pensei que seria oportuno e por varias razões, abordar a questão que me é posta tantas vezes porque não trato do "masculino sagrado" nem falo sobre "o poder do homem" - e eu escrever só para as mulheres - e também porque me lembrei que de facto eu me afasto e tenho afastado sempre de todos os movimentos e grupos de mulheres que incluem na sua linha um trabalho paralelo com o masculino, partindo do principio de que a mulher e o homem estão em harmonia e equiparados em relação aos princípios feminino e masculino e não estão...
O Principio masculino e o Homem reina e domina em todos os aspectos da expressão humana e social há milhares de anos e o Principio feminino e a mulher foram não só aglutinadas ao Homem como os seus valores sonegados e as mulheres aculturadas, suprimida a Deusa Mãe da sua história e a mulher privada  da sua expressão natural, de médium ou mediadora das forças cósmica e telúricas.
E é ai justamente que todo o problema da mulher começa, pois toda a questão do FEMININO ESTÁ VICIADA E INCOMPLETA. .
Por um lado, compreendo que a mulher queira incluir nesta busca de si o homem, como par, mas então ela vai ter de passar por cima do padrão e ignorar, como aliás o faz, a que todos os homens e mulheres ainda estão sujeitos e a forma como secularmente a mulher foi totalmente submetida a todos os níveis ao Homem e continua a ser ainda hoje.
Por outro lado, sabemos que desde que haja um homem presente a questão vai forçosamente colocar-se na busca amorosa prioritariamente e a mulher fica de novo sujeita ao controlo do homem por sujeição sexual e emocional. Ela ai perde o discernimento e o sentido de identidade para dar lugar à fêmea...procriadora...tal como tem sido sempre e isso é também da natureza da mulher.
No meu ponto de vista porém  e dentro da minha linha de trabalho considero que a Mulher deve seguir um caminho espiritual de encontro consigo mesma sozinha, e independentemente do homem. Não estou a dizer que não tenha marido ou um amante ou filhos. São coisas diferentes. Estou a falar do objectivo do trabalho sobre si e consigo enquanto mulher e não como amante ou mãe...ser Mãe é maravilhoso e pode preencher completamente uma mulher, mas...a mulher tem de aprender a ser em si e por si...

O trabalho que facilito é exclusivamente sobre a cisão da mulher, e sei que se esse trabalho não é feito, sem que a  a mulher seja consciencializada da sua divisão em duas, o que considero de suma importância e ela se entregar a qualquer pratica sem estar consciencializada desse conflito em si mesma, e que vai refletir sobre as outras mulheres, ela não vai conseguir atingir nenhuma realização numa dessas abordagens, seja a xamânica, seja a tântrica ou a de qualquer abordagem pagã, pois todas partem de uma ideia de equilíbrio já existente entre os dois sexos e os seus respectivos polos sem ter em conta quer a cisão da mulher quer o domínio do homem e portanto ela não entende que séculos de negação do seu ser se resgate em conjunto com o homem sem que o homem também faça um trabalho consigo mesmo e em separado. Na realidade  há ainda todo um trabalho de resgate da mulher em si e em  primeiríssimo lugar  até ela chegar à sua essência ctónica para depois se poder ligar ao masculino ou poder trabalhar em conjunto com os homens.

Isto não quer dizer que eu não respeite e não ame os homens ou lhes seja adversa por si só. Não. Simplesmente a natureza da relação padrão inscrita no ADN dos homens e mulheres é ainda de sujeição e dependência e supremacia do homem sobre a mulher e os filhos. Até que a mulher se liberte desses padrões de submissão e sujeição e obediência implícita ao homem e ao macho, vergada ao peso dos valores vigentes,  o trabalho conjunto torna muito mais difícil senão impossível a mulher chegar a sua integralidade como mulher consciente.

Este caminho da mulher sozinha, é bem difícil de se fazer porque há que ter consciência da nossa prisão - primeiro a pulsão sexual primária e depois à  sedução do masculino - e como o casamento por natureza a aprisiona social  e biologicamente à natureza  obrigatória de mãe e esposa...a qual exige da mulher toda a atenção e dádiva e assim não lhe resta tempo nem espaço nem vontade de se SABER OU SENTIR EM SI. O amor da mulher pelo filho ou pelo amante é dominante. E perguntamos,  consegue a mulher viver sem um homem? Não...

Ora é aqui que travamos uma batalha....em que urge a mulher SER MULHER por si só sem apêndices e sem sucedâneos - para poder assim recuperar a sua natureza selvagem e ctónica e à sua identidade primeva - sem dúvida Lilith, a Mulher inteira que não se submeteu nem dependia do homem para nada, nem de deus...

Encarar esta perspectiva  da mulher sozinha é para muito poucas mulheres a não ser as já maduras porque as jovens mulheres são totalmente seduzíveis e permeáveis à manipulação do macho...e esse é o curso natural dos sexos, mas urge hoje mais do que nunca uma tomada de consciência mundial  num momento em que há uma guerra silenciosa contra as mulheres!

Não esqueçam: há dois dias uma menina brasileira de 17 anos foi drogada e violada por 30 homens que colocaram o vídeo na Internet.
Não podemos ignorar esta guerra, nem fingir que que está tudo bem...

RLP

SEGUE-SE COMENTÁRIO de Luiza Frazão
Autora do livro O JARDIM DAS HESPÉRIDES

É isso mesmo, Rosa, muito bem visto. Esta questão em sociedades como a nossa em que a discussão feminista nunca penetrou verdadeiramente o tecido social é muito difícil de entender, e as mulheres em geral estão tão metidas nesta engrenagem patriarcal que sentem como se estivessem a cometer um acto de traição, diria eu, não trazerem homens para estes grupos... Traição é pouco... até uma espécie de suicídio porque no fundo que vão elas fazer sozinhas sem os homens?! Porque em sociedades como a nossa esta dependência emocional do homem vai muito de par ainda com a dependência financeira, com a sensação de segurança, o homem continua a ser, ou a ser visto, como o grande provedor. E na verdade vivemos numa sociedade extremamente masculina, com o poder económico manifestamente do lado dos homens. As figuras de poder e autoridade continuam a ser quase exclusivamente masculinas. Não se vêem projetos liderados por mulheres, mulheres com projeção pública funcionando como modelos de independência e autossuficiência, empreendorismo...

Só dizer-lhe que esta questão é muito pertinente no Movimento da Deusa, onde por esta razão, deixamos todos os Deuses de parte e apenas nos focamos nas divindades femininas...
Eu digo que não se "veem" projetos liderados por mulheres e isto é para ser entendido à letra: não se verem não quer dizer que não existam, o que acontece é que não têm a visibilidade que deveriam ter e que precisamos de lhes dar. Veja-se por exemplo o caso de duas intelectuais como Natália Correia e Dalila Pereira da Costa, quem estuda a obra destas mulheres, quem se interessa por este trabalho único e importantíssimo? Ninguém, toda a gente, homens e mulheres, focada em Fernando Pessoa, Agostinho da Silva, etc no masculino... quando conscientemente a ênfase deveria estar a recair sobre o trabalho de mulheres e dado o valor delas nem é fazer nenhum favor... Mas é difícil levarmos a sério o trabalho das mulheres...

AS Seitas e os grupos...



SÓ TE PEÇO...

"Só te peço que entres em minha casa com respeito. Para te servir não necessito da tua devoção mas sim da tua sinceridade. Nem das tuas crenças, se não da tua sede de conhecimento. Entra com os teus vícios, os teus medos e os teus ódios, desde os maiores aos mais pequenos. Posso ajudar-te a dissolve-los. Podes olhar-me e amar-me como fêmea, como mãe, como filha, como irmã, como amiga, mas nunca me olhes como uma autoridade acima de ti mesmo. Se a devoção a um deus qualquer é maior que a que tens por Deus que há DENTRO de TI, o ofendes a ambos e ofendes ao UM."

Hoje acordei assustada...

A pensar nesta coisa infecciosa que são as capelinhas e as seitas e os grupos e os grupinhos new age e as suas propagandas e comércio e como todos fazem e dizem as mesmas coisas e como os/as acolitas deste/a e daquele/a mestre/a se vergam às suas ordens, traem as outras mulheres
- as mulheres como rivais umas das outras sempre - para ter um lugar à frente e como as mais obedientes tapam os olhos e se negam a ser elas mesmas, com medo de não obedecer ao chefe ou à líder...
Agonia-me ver como os/as seguidores desta e daquela moda, os/as fieis deste/a e daquele/a guia "espiritual" dizem as mesmas coisas e as repetem sem qualquer discernimento e fazem tudo igual e o que o/a mestre/a diz ou aconselha e dizimam (negam) quem não lhe obedecer e for "humilde", ostracizando-o/a...
Esta veneração cega sobretudo aos mestres e aos budas de serviço que exploram as mulheres e as mantem cativas e as usam como meros instrumentos dos seus negócios e se servem delas para se afirmarem lideres...adulando-as, ou mesmo seduzindo-as, aproveitando-se das suas fraquezas e medos...eu odeio!

ah ...o ego...o ego...e os/as pobres de espírito!

Hoje acordei assustada porque NÃO QUERO ISSO para mim...

Por isso não sou acolita de ninguém nem quero acolitas ou fieis, nem seguidoras. Não quero MULHERES SEM ALMA e SUBMISSAS, que entregam o seu poder pessoal a outros/as, nem que me digam AMEN com medo que me zangue como faziam com a mamãe...e o papai...

Amo, sim AMO, e admiro mulheres lucidas e independentes que sabem o seu caminho e seguem-no com dignidade e respeito pelas outras mulheres, sejam elas quem forem e não se traem a si mesmas. 

Eu não sou Ninguém. Apenas ESCREVO e penso por conta própria e risco e nem me afirmo como escritora ou o que seja, porque eu sou apenas uma Mulher Consciente de mim e com plena experiência de vida e Conhecimento e tudo o que desejo e em que  invisto é na CONSCIÊNCIA DO SER e na LIBERDADE da MULHER, de cada mulher per se, e todo o meu trabalho é apostado no discernimento individual, no respeito e no aprofundamento da psique feminina.

rlp

quinta-feira, maio 26, 2016

PERGUNTAS SEM RESPOSTA..



Será justo falar de Luz e Espírito, de Paz e de “amor alquímico” e de “verdadeiro amor”, no tempo das armas geofísicas e químicas? No tempo dos chemtrails?
No tempo do terror mascarado, disfarçado de desastres naturais, ou desta crise económica fictícia propícia à ofensiva maquiavélica da extrema direita e de grupos nazis por toda a Europa? No tempo em que as mulheres são violadas e exploradas em todo o mundo e em que 30 homens gravam e filmam-se a violar uma mulher de 17 anos e colocam na internet ???

Será justo falar de direitos e de classes e do feminino e do género, e até da alma da mulher, do feminino sagrado, de que ninguém quer ouvir falar, ou apenas falam como de causas virtuais para se entreter, ou  para ganhar protagonismo e dinheiro, mulheres estéreis que se aproveitam da moda para gerar mais confusão, implantando uma nova matriz de controle religiosa - a New age - só aparentemente diferente da religião católica..?

O que é que é legitimo defender ou falar-se neste tempo da loucura crescente e insanidade total dos que controlam o planeta e as mentes alienígenas que se fazem passar por humanas, enquanto eu passo por louca? Em que se não hesita já em matar milhares de pessoas seja de que maneira for, ébola, vacinas, ou em nome não sabemos bem de quê, para lá de todos os palcos televisivos com que nos atordoam como falsas crenças, vidas e valores?


Quando "A utilização de artefactos bélicos baseados em substâncias tóxicas recebe o nome de arma química. Em geral, as armas químicas têm sua utilização associada mais ao efeito de impacto sobre a população do que ao efeito de eliminar o aparato militar. Isto significa que a utilização de armas químicas visa principalmente aterrorizar a população civil, sendo este portanto seu alvo principal. (...)
Os organofosforados interrompem reações químicas envolvidas na transmissão dos impulsos nervosos. O resultado desta ação é sufocamento, impossibilidade de abrir os olhos, seguida de convulsões nervosas e morte por parada respiratória. Os nomes mais comuns de alguns desses organofosforados é “tabun”, “sarin” e “gás mostarda”.
(...)


As televisões que nos mentem e escondem as realidades prementes e apenas exploram continuadamente a morte, o crime e o terror com uma única finalidade, a de manter as audiências sob controlo, subjugadas ao poder alienatório e destruídas animicamente pelo medo, alimentadas por gritos histéricos das massas convertidas ao futebol, enredos mediáticos e programas imbecis ou bestiais, cada vez mais degradantes e fúteis!

Será que o acordar do verdadeiro Feminino e a da Mulher Integral podem ajudar a acordar a nossa Mãe Terra para esta violência inaudita e única, para esta guerra sem limites e deflagrada por meios desconhecidos dos humanos, esta guerra feita contra as mulheres?


Confesso que há momentos como este em que já não sei NADA...
E se há, como se pretende, e eu às vezes até acredito, planetas habitados no cosmos e seres inteligentes noutras Galáxias, estes permitem, sendo mais evoluídos e tendo mais consciência do Universo UNO, em nome do "livre arbítrio" do povo da terra, que este crime contra a Terra Mãe e os seus filhos, seja perpetrado dentro do seu ventre, dentro das suas entranhas?


Confesso que nada sei...mas rezo por um mundo melhor, por uma vida superior que nos tire deste inferno global que se tornou a terra nas mãos do Homem
.


republicando

rlp

QUANDO UM HOMEM SE QUESTIONA...



O QUE É A ESSÊNCIA DO FEMININO



“Agora, pela primeira vez, pensa no que é a mulher, NO QUE É A ESSÊNCIA DO FEMINIO. Tem a revelação de que o encanto da mulher, quando esta não é rebaixada por todo o tipo de condições exteriores, advém do facto de ela ser a mágica transformadora, virtualmente capaz de tudo converter em graça etérea, e nenhuma tentativa de a aviltar produz efeito. É certo que ela é carne, mas não é menos certo que essa mesma carne se transmuda constantemente em ...murmúrios, em perfumes, em vibração, em ondas infinitas cuja música importa não abafar. Pensando bem, o corpo da mulher encarna o mais ardente milagre da natureza. Ou mais precisamente, é a natureza que nela se resume em milagre.

Não é verdade que nela se encontra toda a beleza da natureza: suave colina, secreto vale, nascente e prado, flor e fruto? Assim sendo, não se deve ver-lhe o corpo como uma paisagem? Ora, como ensina o mestre tauista, numa paisagem, mais do que as entidades substanciais, importa aprender a entrar em comunhão sobretudo com aquilo que delas emana, a irradiação que vem dos musgos, as ondas sonoras que vêm dos pinheiros, os aromas que vêm dos sucos propagados pela bruma e pelo vento.”


In “A ETERNIDADE NÃO É DEMAIS”

De François CHENG

quarta-feira, maio 25, 2016

Texto copiado de...


NOTA PESSOAL

A LILITH HISTÓRICA E AS POUCAS FONTES FIDEDIGNAS QUE TEMOS NÃO CORRESPONDEM À VERDADEIRA LILITH QUE NINGUÉM CONHECE OU SABE. AS RELIGIÕES ADULTERARAM NÃO SÓ O SEU TESTEMUNHO COMO O SEU PAPEL E SIGNIFICADO...no entanto é o que nos resta do ponto de vista intelectual até que se faça consciente em cada mulher a sua energia - e a sua missão...
rlp


Portada - Lilith, un ángel de aspecto satánico. (CC BY-NC 2.0)

La terrible y sensual Lilith: madre de demonios y diosa de la oscuridad

En algunos textos se la describe como un demonio, en otros es un icono de la que fue una de las diosas más oscuras del paganismo. Lilith es uno de los espíritus femeninos conocidos más antiguos del mundo. Sus raíces las encontramos en el famoso poema épico de Gilgamesh, pero también se habla de ella en la Biblia y en el Talmud.
En la tradición judía, está considerada como uno de los peores demonios, aunque en otras fuentes aparece como la primera mujer creada en la Tierra. Según cierta leyenda, Dios dio forma a Lilith como la primera mujer. Lo hizo de la misma manera en que creó a Adán, con la única diferencia de que en lugar de utilizar como materia prima únicamente tierra limpia también empleó basura e inmundicias. Tradicionalmente se ha considerado que Lilith significa “la noche”, y se la relaciona con atributos vinculados a los aspectos espirituales de la sensualidad y la libertad, pero también con el terror.

Antiguo demonio sumerio

El nombre de Lilith proviene de la palabra sumeria “lilitu”, que significa espíritu del viento o demonio femenino. Se menciona a Lilith en la Tablilla XII de la Epopeya de Gilgamesh, un famoso poema épico de la antigua Mesopotamia que se remonta a una época en torno al 2100 a. C. Esta tablilla fue añadida al texto original mucho más tarde, hacia el 600 a. C., en sus traducciones posteriores al asirio y al acadio. Lilith aparece también representada por las ramas de un árbol en un relato sobre magia. Se la describe junto con otros demonios, aunque los investigadores aún no se han puesto de acuerdo a día de hoy en si se trataba de un demonio femenino o una diosa de la oscuridad. Simultáneamente, también aparece en antiguos textos judíos, de modo que resulta difícil descubrir quién la mencionó por primera vez. Sin embargo, parece claro que desde el principio de su presencia en las fuentes escritas se la relaciona con la brujería sumeria.

Relieve Burney, Babilonia (1800 a. C. – 1750 a. C.). Algunos expertos, como por ejemplo Emil Kraeling, han identificado a la figura femenina del relieve como Lilith, basándose en una interpretación errónea de una traducción obsoleta del Poema de Gilgamesh. (CC BY-SA 3.0)

Relieve Burney, Babilonia (1800 a. C. – 1750 a. C.). Algunos expertos, como por ejemplo Emil Kraeling, han identificado a la figura femenina del relieve como Lilith, basándose en una interpretación errónea de una traducción obsoleta del Poema de Gilgamesh. ( CC BY-SA 3.0 )
En el Talmud babilónico se describe a Lilith como un espíritu oscuro con una sexualidad peligrosa e incontrolable. Se cuenta de ella que se fecunda a sí misma con el esperma masculino que no fecunda a mujer alguna, engendrando así demonios. De este modo, está considerada la madre de miles de demonios.
Página de un manuscrito medieval del Talmud de Jerusalén, procedente de la Genizá de El Cairo. (Public Domain)
Página de un manuscrito medieval del Talmud de Jerusalén, procedente de la Genizá de El Cairo. ( Public Domain )
Lilith era también conocida en las culturas hitita, egipcia, griega, hebrea y romana. En épocas posteriores, su leyenda llegó incluso al norte de Europa. Representaba el caos y la sexualidad, y se decía de ella que tenía el poder de hechizar a los hombres. Su mito también está relacionado con los más antiguos relatos de vampiros.

Esposa del Adán bíblico

Lilith aparece en la Biblia, en el libro de Isaías 34,14, que describe la desolación del Edén. Desde el principio ha sido considerada un espíritu diabólico, impuro y peligroso. El Génesis Rabbah la describe como la primera esposa de Adán. Según este texto, Dios creó a Lilith y a Adán al mismo tiempo. Lilith era muy fuerte, una mujer independiente, y quería relacionarse con Adán de igual a igual. No aceptaba ser menos que él, y se negaba a yacer debajo de él para copular. La pareja obviamente no funcionó, y jamás llegaron a ser felices. Como escribieron Robert Graves y Raphael Patai en su libro ‘Los Mitos Hebreos’:
Adán se quejó ante Dios: ‘Mi compañera me ha abandonado’. Inmediatamente, Dios envió a los ángeles Senoy, Sansenoy y Semangelof para que trajeran de vuelta a Lilith. La encontraron junto al Mar Rojo, una región en la que abundan lascivos demonios, de quienes ella engendraba más de cien ‘lilim’ al día. ‘¡Vuelve a Adán sin demora —le dijeron los ángeles— o te ahogaremos!’ Lilith les preguntó: ‘¿Cómo podría volver a Adán y vivir como una honesta ama de casa después de haber pasado todo este tiempo junto al Mar Rojo?’ ‘¡Si te niegas morirás!’, le respondieron. ‘¿Cómo podría morir,’ —volvió a preguntar Lilith— ‘si Dios me ha ordenado que me haga cargo de todos los niños recién nacidos, y de todos los varones hasta su octavo día de vida, el de su circuncisión, y de todas las niñas hasta su vigésimo día? No obstante, siempre que vea vuestros tres nombres o sus equivalentes escritos en un amuleto sobre un niño recién nacido, prometo perdonarle la vida.’ Los ángeles se mostraron de acuerdo; pero Dios castigó a Lilith haciendo que un centenar de sus hijos demoníacos perecieran diariamente; y cuando Lilith no podía acabar con la vida de un niño humano a causa del amuleto angélico, se volvía llena de odio contra sus propios hijos.



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terça-feira, maio 24, 2016

UM CASO DE INSANIDADE



O MASSACRE DO SAGRADO FEMININO


"Ninguém tem o número exato porque não foram mantidos registos, mas acredita-se que ao longo de 300 anos entre 3 e 5 milhões de mulheres foram torturadas e mortas pela "Santa Inquisição", uma instituição fundada pela Igreja Católica Romana para reprimir a heresia.
Esse acontecimento se equipara ao Holocausto como um dos capítulos mais sombrios da história da humanidade. Bastava uma mulher mostrar amor pelos animais, caminhar sozinha nos campos ou nas florestas ou colher plantas medicinais para ser considerada bruxa, torturada e condenada a morrer queimada na fogueira.
O sagrado feminino foi declarado demoníaco e toda uma dimensão desapareceu significativamente da experiência humana.
Outras culturas e religiões, como o judaísmo, o islamismo e até mesmo o budismo, também reprimiram a dimensão feminina, embora de uma maneira menos violenta.
O papel das mulheres foi reduzido a cuidar dos filhos e da propriedade masculina. Os homens, que negavam o feminino até dentro de si mesmos, agora comandavam o mundo, um mundo que estava em total desequilíbrio.
O resto é história, ou melhor, o histórico de um caso de insanidade."


- Eckhart Tolle, em O Despertar de uma nova Consciência)

A MULHER INTEMPORAL


O Eterno Feminino


Não há nada mais grandioso nem mais nobre no mundo do que a Força interior de uma Mulher...E quando ela espelha no rosto essa força indómita que vem de dentro e se mostra na nudez da sua alma vê-se nela toda a dignidade e grandeza da MULHER INTEMPORAL...

rlp



Estava a falar com uma amiga ontem - uma amiga que é mãe de 3 filhos...e de como mesmo já crescidos uma Mulher se pode deixar ficar para trás submersa no seu amor e cuidados...como pode esquecer-se de si mesma e iludir-se de como o amor da mãe é quanto baste para uma mulher viver. Esse eu sei é o problema geral das mulheres mães...e que por sua vez cria um vazio nas mulheres que se sentem frustradas se não são mães, como se por isso fossem incompletas. Mas não. Nem uma mãe dedicada e extremosa nem uma mulher amorosa que busca continuamente um companheiro pode colmatar aquilo que só ELA em si mesma e por si pode preencher e a isso eu chamo a Mulher integral.
UMA MULHER É UMA MULHER. E sempre que uma mulher tem essa consciência de si e não se deixa submergir pelo amor dos filhos marido ou amantes ela mantem em si a chama de um fogo não extinto que  não é apenas desejo sexual ou paixão amorosa, mas anseio de ser inteira e ela mesma acima de tudo e de todos por maior que o seu amor seja por eles.
O que aqui está em causa é ela  preencher o seu ser de algo que a sociedade e a família e o patriarcado lhe roubou...a sua essência primeira. A essência da mulher que para além de ser mãe e amante ela é um poder de amor que exala dela força e magia independentemente da família e do circulo que a aprisiona e obriga a viver dentro desses padrões que a limitam ao amor parental, condicionada pelos conceitos, castrada de si mesma e sem ter acesso a essa energia latente que a define como uma mulher inteira, geralmente dividia e em duas naturezas a selvagem aprisionada por um lado a mulher sensual e livre e a esposa cativa do lar e casta e assim mantem a mulher dividia dentro de si mesma obrigando-a a cumprir um papel especifico e definido a partida em detrimento da sua liberdade de ser e de se expressar na sua totalidade.
É essa Mulher oculta na mulher, essa mulher tantas vezes adivinhada, pressentida, que a sociedade não permitiu ser, que não permitiu essa mulher expandir-se, a mulher amante da Natureza, a Mulher amante de si mesma, a mulher amante dos animais, a mulher amante mas que também  é adivinha, que é profetisa, que é feiticeira, que é curandeira e parteira, que foi esmagada e queimada nas fogueiras, essa é a mulher integral, a mulher que todas as mulheres de hoje tem de resgatar ligando-se de novo às forças ctónicas e telúricas da Terra e fazer a ponte com a mulher psíquica de hoje, a mulher culta, a  que estudou e usa também o intelecto e a mente.
A mulher não se pode voltar a perder agora caminhando no sentido oposto ou  contrário da mulher moderna...nem pode negar as suas conquistas no mundo moderno de hoje. Ela tem de ir ao seu passado e resgatar esse poder e essa memória de que foi privada e resgatar a herança das suas ancestrais, mas ela não pode nem deve ficar presa num mundo que já não é a  nossa realidade, como eu vejo tantas mulheres começarem a fazer...ao se virarem exclusivamente para rituais e práticas que as afastam da sociedade e desta realidade.
A minha mensagem - se há uma menagem nas minhas  palavras - é para que a mulher se complete e não que se subtraia, para que a mulher de hoje possa sentir essa mulher atávica que nela dorme, que ela foi outrora mas sem abandonar o lugar na sociedade onde conquistou um lugar ou não. Isto não quer dizer que sirva o Sistema, que não esteja consciente de como o Sistema a escravizou, mas enquanto estiver nele inserida tem de ser uma mulher deste mundo e não apenas do passado para assim poder fazer  essa ponte e passar essa experiência da mulher ctónica que tanto faz falta às mulheres mundanas, completamente alienadas de si e desse eterno feminino, dar um exemplo a essas mulheres modernas que se creem emancipadas mas que esqueceram por completo quem foram e um passado de mulheres livres, verdadeiramente mulheres em todo o sentido da palavra...
E não basta  juntarmo-nos em grupos fechados e ficarmos felizes porque estamos a evocar  a Deusa ou a sua ancestralidade esquecendo o presente e sem nos voltarmos para a vida real e aquilo que nos rodeia e perdermos todo o bom senso.
Acredito que a mulher do futuro é a mulher moderna que recuperou a sua ancestralidade e fez a fusão das duas mulheres divididas em si e integra a consciência do passado com a consciência psicológica  do seu presente e tudo o que descobriu e viveu ao longo da sua vida e da sua experiência humana. É muito importante a mulher não se ficar pela imitação de deusas e sacerdotisas ou xamãs e fazer desses modelos apenas um modus vivendi...ou se tornarem as vendidas do Templo...ou as prostitutas sagradas...comercializando o que devia ser apenas livre e CONSAGRADO À  DEUSA E À MÃE de alma e coração. Sem especulações sem mercados...

rosa Leonor pedro

domingo, maio 22, 2016

A CHAVE ESTÁ NA MULHER...




ROSA POR FAVOR, NUNCA DESISTA DO SEU TRABALHO, É O TRABALHO MAIS IMPORTANTE Q JÁ VI NA MINHA VIDA, PRECISO FAZER ALGO TBM !!!!!!
NÃO ADIANTA AMBIENTALISMO, COMUNISMO, A CHAVE ESTÁ NA MULHER !!!
É A MULHER A SOLUÇÃO, É NA MULHER Q TEMOS Q POR ATENÇÃO, É NELA, ROSA!!!! COMO DEFENDE VC

Ana Nazaré

Hoje apeteceu-me publicar este comentário de uma amiga leitora porque foram as palavras que eu estava mesmo a precisar de sentir para prosseguir...

sábado, maio 21, 2016

O AMOR


 O AMOR...



"Amar é uma obra de cada instante que se constrói e se tece, com paciência e determinação, apalpando e duvidando, iluminado por raios de luz de um diamante imaginado. O amor no sentido mais lato do termos é uma busca continua, incessante, comparável à Busca da Pedra Filosofal acrescido pelo facto de termos um companheiro ou companheira, sermos dois à fazer essa busca e que por isso sabemos talvez melhor onde vamos do que quando estamos sós!" (...)  Étienne Guillé 


"Grava a minha essência como um selo sobre o teu coração. Que minha memória ressoe através do cerne do teu ser. Deixa-me brilhar e erguer-me através do centro da tua paixão, através das margens da tua ação, através de cada parte de ti que se torna viajante e deixa o lar. Grava-me como um monograma que alerte todo mundo: Eis o sinal da integridade, eis o sinal do amor. A força dos cosmos se oculta sob sua superfície."

Cântico dos Cânticos

O PRETO E O BRANCO




REFLEXÕES...
O MUNDO DUAL É O MUNDO DO APRISIONAMENTO HUMANO

A permanente oposição entre a emoção e a razão, o bem e o mal, sem uma Consciência Superior e um recuo interior proveniente de uma visão ao centro, fará com que o pensamento dual, sempre em oposição ou num pressuposto consciente-inconsciente, crie consequentemente uma enorme confusão sobre o que é o feminino e o que é o masculino e ninguém consegue à partida, dividido em estereótipos, discernir a alma da “coisa”, ou a própria Alma, que não tem sexo. Como sem alma não existe verdadeiro feminino, na sociedade patriarcal tudo se confunde com o imaginário masculino que projecta a sua razão e a sua lógica no Homem e assim se confundem homens e mulheres, com os travestis que são a face caricata de ambos em vez de uma forma verdadeira de integração (dos opostos) do feminino nos homens…e de um autêntico feminino (anima) na mulher...
O homem paga dessa forma com a sua pretensa virilidade negada, o preço da negação do feminino sagrado enquanto que a mulher há muito que paga a negação de si mesma, reduzida a um corpo objecto, explorado abjectamente pelos Mídea, como artistas, no cinema, na moda  e nos espectáculos em geral que fazem dela o seu Ícone.

Escrito em 2006



O Vazio sagrado ou espaço sagrado é o espaço dentro de nós onde a dicotomia bem/mal já não está activa, já não nos condiciona por reflexos do autómato que obedece aos estímulos do ego cegamente. Esse é um espaço de Consciência iluminada que existe quando ultrapassamos a dualidade em nós. Só quando já não sentimos atracção-reacção, nem pelo bem nem pelo mal, quando não oscilamos entre os dois lados da balança, feminino/masculino, positivo/negativo, noite /dia,... sol/lua...e os polos são INTEGRADOS, e mantidos em equilíbrio pelo foco interior no Fiel da Balança e mantemos ai a nossa mente, focada ao centro, que essa Consciência se pode manifestar.
Isso corresponde a á um estado do SER em que essa dualidade inicial não nos atormenta mais ou afecta a acção individual que se regista então na "não acção" do ser que deixa de ser o Autómato, para permitir a manifestação do EU superior e do devir em si...
Tal como Buda falava da "acção na inacção"...assim me parece que acontece; é como se essa consciência da Consciência inata conduzisse o Ser acima da mente dual e as suas acções já não pudessem ser expressas nem avaliadas pela mente racional e dual.
Nesse plano de síntese interna (a união dos dois hemisférios) o Ser Humano faz o que a Vida maior determina que ele faça e ele só é o receptor/emissor de um Amor/Sabedoria que nada tem a ver com os conceitos de moral (bem e mal) e é sempre uma verdade e justiça, mas que já não é a deste mundo, do "olho por olho, dente por dente", mas de uma justiça que ainda não conhecemos...
Nada fácil de entender ...
Pode-se mesmo pensar que é loucura mesmo...

rlp

A UNIÃO DAS DUAS MULHERES


A UNIÃO DAS DUAS MULHERES
PASSA PELA UNIÃO DAS MULHERES...


“Creio que iniciaticamente, toda a mulher nasce uma segunda vez de outra mulher que não é a sua mãe. Pela confiança noutra mulher, que já não é vista como uma rival, ela reconhece o seu feminino, abre-se a uma outra dimensão de amor."   p. salomon
(…)
E como tenho dito algumas vezes aqui a mim interessa-se o processo iniciático vivido pela mulher e creio firmemente que uma mulher que se busca no mais fundo dela mesma só pode acordar para esse fundo, depois de passar por esse segundo nascimento-iniciação através de outra mulher que não a sua mãe. Porque, como diz a autora, só depois de ganhar essa confiança noutra mulher, ela ultrapassa o registo ancestral da rivalidade entre as mulheres. SEM essa iniciação, sem essa integração da Deusa e a Consciência do Feminino Sagrado vivido na sua pele e no seu coração, o que prevalece entre as mulheres e acaba por minar todas as relações afectivas entre elas, seja no âmbito da família seja no trabalho, e até em movimentos feministas é o ódio baseado na competição e na rivalidade. O padrão social dominante é esse, é o padrão que passa subliminarmente nos romances, nos filmes e telenovelas que impregnam e marcam as mulheres comuns e a forma de pensarem e sentirem umas contra as outras. Foi assim que foram programadas durante séculos e sem serem de novo consciencializadas do seu poder interno e pela fidelidade à sua essência, a mulher é sempre uma rival de outra mulher.

O veneno da serpente não transmutado mata, alquimizado é remédio e cura…essa é a sabedoria milenar que fugiu ou que foi roubado à mulher sábia por natureza e por isso associada à serpente, que sabia fazer as suas poções e tinha a medida certa para o aplicar.
Não há nada mais mortífero que o ódio de uma mulher a outra mulher…
É isto que urge denunciar e não cair nas boas intenções católicas de amor ao próximo seja qual for o próximo/a. Enquanto a mulher não se consciencializar das armadilhas do sistema, e enquanto ela não acordar para o amor de si mesma e da Fonte Suprema ela é sempre potencialmente uma inimiga da "outra" que não conhece… Pensar que se pode neste momento amar livremente e indiferenciadamente todas as mulheres sem ter esta consciência não é a meu ver aquilo que as vai mudar ou mudar o mundo.

A aceitação sem discernimento é uma falsa premissa do falso amor de que nos impregnaram as religiões. A aceitação dos outros sem reflexão e em nome dos nossos erros - errar é humano - não passa de uma falsa tolerância pelo medo de sermos julgado/as assim como a submissão e a sujeição sempre estiveram ligadas, tão velhas como o catolicismo e convem ao patriarcado... Todos estes valores têm de ser olhados de uma maneira diferente, não dualista...se sem medo do pecado de não amar o próximo como a nós mesmos...
O amor de que eu falo, é uma outra dimensão de amar e conhecer e não o amor que conhecemos, egóico e carente, ou o caridoso cheio de pena do do meu igual... O amor de que falo, é uma forma superior de entendimento. Há muitos níveis de amor mas eu refiro-me ao amor iniciático quando dele falo. Porque o Amor sem consciência plena da divindade da mulher e do homem não muda nada! O amor é a consciência do Ser acima da dualidade bem e mal e por isso os dois lados do ser-mulher têm de ser integrados, antes de integrar os pólos opostos complementares. Sem que a Mulher se conheça a fundo ela não pode amar como mulher nem como mãe, nem integrar os dois pólos da humanidade, não pode ser espelho dela própria nem do homem.
Sem que a mulher seja iniciada no amor de si mesma por outra mulher consagrada à Deusa, a rivalidade é uma constante entre mãe e filha, entre irmãs ou amigas…
Portanto é utópico pensar que pode haver lealdade entre as mulheres sem que o feminino essencial não lhe seja revelado pelo amor de outra mulher (como amiga do coração, como mãe ou irmã de alma ou mesmo amante) ao instaurar-se essa confiança e serenidade numa parte interna e eterna de si mesma, através de um conhecimento ontológico de que a outra mulher só serve de espelho, se for a iniciada… a sábia, a sacerdotisa…  E essa outra mulher digna de confiança só pode ser a iniciadora depois de passar todas as fases da iniciação feminina, portanto sendo mais velha e já sem a libido à flor da pele…É claro que isto só é possível a partir de uma consciência bastante elevada e não pela mentalidade comum de superfície medíocre e comezinha das mulheres em geral.

É por isso que nas sociedades antigas a mulher só era considerada Sábia ou Xamã depois da menopausa

Rosa Leonor Pedro
(TEXTO REVISITADO)
Imagem . Quadro de Lena Gal

AS DUAS MULHERES EM DISPUTA, a do lar e a de todos...


AS DUAS MULHERES EM NÓS
LILITH E EVA E NO QUE ESSA DIVISÃO SE REFLECTE:


“A guerra entre Eva e Lilith alastra-se e atinge outro nível.
Eva pode ter suas necessidades satisfeitas numa relação. Lilith não pode. Ela tem de fugir. Ela não aceita a dependência nem a submissão. Ela não será acorrentada nem enjaulada. Ela precisa de ser livre, mover-se e mudar. Ela é o aspecto do ego feminino individualizado que só pode desenvolver-se no deserto, sem relacionamentos, sem eros e se...m filhos.”(?)
 Do outro lado temos ainda mais tarde essa mesma divisão atingir duas mulheres na religião judaico-cristã, a Mãe imaculada e Virgem Maria e a amante, Maria Madalena, dada como pecadora arrependida pela Igreja de Roma... e portando temos sempre dois estereótipos a marcar as mulheres nesta divisão secular de a Virgem Santa e a Pecadora...e de novo temos esta luta bem visível, bem patente, nos últimos acontecimentos no Brasil - um Golpe de Estado - em que a mulher só (não casada) revolucionária e pública  foi condenada e a Esposa do lar e recatada do novo "presidente" foi eleita como mulher modelo.


- Ambos estes aspectos da Mulher cindida em duas metades pela sociedade patriarcal, lutam e tem ciúmes entre si nas situações opostas que ocupam na sociedade, agravando essa separação e criando antagonismos perniciosos para a própria mulher em si que se não concebe ou vê inteira, como se a mulher se dividisse em duas "naturalmente" e cada uma para seu lado, eternas inimigas uma da outra, uma pomba, outra serpente, uma imaculada e esposa e santa e a outra desgraçada, prostituta e marginalizada ...
Na realidade o inconcebível, haver dois tipos de mulher e inimigas uma da outra...
Tudo porque Deus criou a Mulher e o homem criou a puta...

Acabar com essa cisão pela integração das duas (três) mulheres, na mulher livre e consciente que sabe que ela é uma só e a sua natureza é una e reúne todos os aspectos da sua feminilidade essencial, sem negar parte nenhuma do seu ser.
Só essa mulher integrada será livre e amante e capaz de assegurar um mundo diferente do que vivemos hoje.
Há que reflectir sobre esta divisão interior da mulher com clareza e ver até ponto ela se alastra há séculos e pune a mulher, todas as mulheres do mundo cristão e não só,  invertendo os polos dessa divisão ou exacerbando os aspectos em separado de uma ou outra...essa luta ancestral das duas mulheres é o que fez e faz ainda os milhares de romances e filmes e até a pornografia que contamina as mentalidades ainda hoje de um sentimentos de ódio da Mulher...
rlp

COMENTÁRIOS

Hélder Pereira: Essas bíblias... esse Deus de Abel e Caim... um instrumento puro de toda manipulação. A semente do que podemos ver hoje. O Deus verdadeiro não é esse, é Deus e Deusa ou um Deus hermafrodita. Acredito que tenha sido tudo pensado ao pormenor. Mas faço uma pergunta Rosa pois fiquei curioso. Lilith no deserto sem relacionamentos nem Eros... É uma nova visão sobre Lilith para mim. A imagem que conheço é duma mulher com muitos relacionamentos e muito envolvida nas paixões.

Mulheres E Deusas Blogue Essa é ideia vulgar que se faz de Lilith e que corresponde mais ou menos a mulher promiscua ou a mulher  fatal, a liberdade sexual adoptada pelas feministas radicais e as lésbicas e ainda pelos góticos...na verdade esse deserto e solidão corresponde a uma necessidade fulcral e actual da mulher de hoje se libertar de todas as prisões e amarras que a prendem ao paradigma da mulher como "objecto de" - seja de prazer seja de procuração - essa Lilith de que se fala por ai é a Lilith mulher pecadora, que come criancinhas e corrompe os homens e que é  e inferior a deus e que cabe dentro da ideia de pecado. Quando Lilith era justamente hermafrodita digo, nem macho nem fêmea, ela concebia filhos de si mesma, e contendo toda a essência do feminino profundo. Isso escapa a todas as abordagem dualizadas ou diabolizadas pelo deus de Abel e Caim pelo deus do bem e do mal que a fez cair a humanidade no pecado ou na desobediência...
Lilith não precisa de homens nem de mulheres para SER, ela é completa em si.
Leia Melusine ou L' Androgine de jean Markale - só conheço o livro em francês...
Lilith tem a ver com o androginato, ela era completa em si, deusa e deus, como diz...por isso foi banida deste plano para assim aparecer uma mulher costela de adão e submissa a toda a linha do patriarcado que se afirmaria a partir destas geneologias humanas...com exclusão da mulher e do feminino - hemisfério direito desactivado e assim perdida a ligação com o ctónico, a serpente, e desfeita a ligação com o cosmos...a Queda!