segunda-feira, janeiro 23, 2017

AS MULHERES PUBLICAS



As 'Mulheres Públicas' são, na linguagem tradicional, as prostitutas. Bastaria este hábito linguístico para perceber o imenso ridículo e a imensa injustiça e a ...absoluta ILEGITIMIDADE da ocupação exclusiva do Espaço Público pelos Homens.

E quando as Mulheres lá chegam, a imprensa repara, assinala, por vezes espanta-se e entretém-se a discutir o estilo da roupa da Srª Ministra... ou se ela leva os Filhos à Escola. E, às vezes, maravilha-se porque um Ministro - ou outro Homem Público (o que NÃO quer dizer 'chulo', ou 'prostituto' mas, por analogia, poderia...) muda uma fralda ou faz qualquer idêntica, extraordinária habilidade.
E ainda há quem diga que as questões de IGUALDADE estão ultrapassadas, são coisa do Passado, mania de umas Feministas tontas e maníacas (o que na ignorância generalizada, hélàs, continua a ser com frequência entendido como uma expressão pleonástica).
E há mulheres que se afligem muito com as quotas 'de género', não vá alguém pensar que lá estão por seu sexo e não por sua competência... Nem sequer reparam que passaram mil anos de quotas de 100% para homens, quantas vezes por lei escrita, como em Portugal até há escassos 40 anos. Ou que em mil organismos, partidos políticos, organizações e etc há mil quotas profissionais, de tendência ou seja o que for... (e o que é a representação proporcional no Parlamento, senão um exemplo de isso mesmo?).
É preciso muita, mas muita paciência. E é preciso continuar, tantas vezes, a explicar evidências a pessoas ignorantes e que se julgam muito sábias, informadas e esclarecidas. IRRA!!!
De TERESA PIZARRO BELEZA


"Mulheres que são elas próprias, isto é, que estão ligadas às suas forças vitais autênticas, nunca estão a favor da guerra. Os homens que se encontram nas mesmas condições são, também, contrários à guerra. Mas, frequentemente, aqueles que contrariam a ideologia do poder são perseguidos. A sua existência ameaça a existência da mentira. Isto sempre foi assim.»*


- Sejam académicas ou escritoras, sejam políticas, médicas ou juízas e jornalistas, funcionárias do estado ou empregadas de qualquer patrão, deputadas e ministras, as Mulheres enquanto não forem conscientes do seu ser em essência, conscientes do seu ser Mulher integral, ligadas ao instintivo e telúrico, capazes  de serem elas mesmas, visceralmente assumidas como seres ligadas a Natureza Mãe e ao Cosmos, não poderão fazer uso do seu Dom inato, diria da sua Consciência intacta, da sua completude e inteireza, porque vivem e estão totalmente submetidas e dependentes do Homem (pai filho amante) para serem, portanto nõa são senhoras de si mesmas e por isso não poderão nunca  servir a sociedade nem serem responsáveis se não tiverem essa consciência profunda do seu SER TOTAL nem da sua responsabilidade enquanto mulheres autenticamente livres e fiéis à sua Natureza primordial!

Os homens para fazerem das mulheres suas "pares"  na politica e na sociedade e responderem ao apelo das feministas por  uma igualdade de direitos “elevam-nas” a chefias militares ou estatais e partidárias de acordo com o seu discurso masculino e de que à partida se asseguram sendo os seu chefes e mentores...
Para mim as mulheres, tanto na política como no Governo, não significam ainda nada de relevante ou significativo para uma mudança no mundo, nem uma mais valia para as próprias mulheres e a sociedade, porque no seu discurso e na sua formação-formatação não há rasto de feminilidade essencial e as próprias mulheres as feministas fogem do feminismo sagrado (a sua essência oculta) porque elas são cúmplices na guerra e na alienação da própria Mulher negando-se na sua profunda identidade, renegando assim o Principio Feminino - hemisfério direito - em favor do masculino e do patriarcado  exclusivamente.

R.L.P.


*in "a traição do Eu" - arno gruen

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