domingo, março 19, 2017

A TI MÃE




"A ti Mãe, primeira maravilha dada aos meus olhos, dedico estes poemas. Subida da tua carne a minha luz pertence-te. Toma a minha luz  e a minha alegria e este desespero que floresce à sombra do teu mistério. " - Natália Correia

A Mãe encolheu-se em fundo escuro.
(pag. 41 e 41)

"As mulheres caladas, escondidas atrás das portas, das cortinas. A histeria, discurso do útero, só tem lugar na loucura. A Mãe foi cuidadosamente embalsamada: retiram-se todas as tripas, e rechearam-na com o falo transcendente.”
(pag. 308)

Isabel Barreno, A Morte da Mãe, ed. Caminho

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