sexta-feira, março 03, 2017

QUANDO A DEUSA ERA ADORADA


A VIDA, A DEUSA-MÃE E A MORTE

“A Terra-Mãe, a Deusa-Mãe de todas as religiões posteriores, é sentida, (...) como matriz universal, como fonte ininterrupta de toda a criação. A morte, em si própria. Não é um fim definitivo, não é um aniquilação absoluta, tal como é por vezes concebida no mundo moderno. A morte, é assimilada à semente que, enterrada no seio da Terra-Mãe, fará nascer uma planta nova. Pode assim falar-se de uma visão optimista da morte, pois a morte é considerada como um regresso à Mãe, uma reintegração provisória no seio materno. (...) Eis porque, a partir do neolítico, encontramos o enterro em posição embrionária: os mortos são colocados na Terra numa atitude de embriões, como se esperasse a todo o momento regressarem à vida.”
(...)
“O que a Lua revela ao homem religioso (numa autêntica metafísica da Lua), é não somente que a Morte está indissociavelmente ligada à Vida, mas também, e sobretudo, que a morte não é definitiva, que é sempre seguida de um novo nascimento.
É por tais razões que o culto da Grande Deusa-Mãe, a que estão ligados os dolmens da civilização megalitica, é um culto simultâneamente terrestre e lunar.” * Miscea Iliade

“Representações ofídicas e astrais, como aqui das mais correntes nos dolmens deste período, nos poderá levar a supor que a Deusa era já adorada e cultuada como rainha do céu e da terra, mãe dos vivos e dos mortos, num culto inseparável de fertilidade e funerário: ainda, com o seu poder de fazer germinar os grãos e ressuscitar os mortos, ele surgirá na época do domínio, sob o nome de Atégina.”

Cita, Dalila Pereira da Costa, no seu livro “da Serpente à Imaculada”
Foto da escritora Dalila Pereira da Costa, tirada por Isabel Ruthe

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